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Índice 1. INTRODUÇÃO 3 Objectivos 4 Objectivo geral 4 Objectivos específicos 4 CAPITULO II 5 2. METODOLOGIAS 5 CAPITULO III 6 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 6 3.1 Inventário e controlo de pastagens naturais 6 3.2 Fases de estudo das pastagens 6 3.3 Amostragem 7 3.3.1 Etapas a considerar na amostragem da vegetação: 7 3.3.2 Requisitos de uma amostragem 7 3.4 Métodos de amostragem 7 3.4.1 Área crítica, área-chave e espécie-chave 8 3.5 Localização das áreas de estudo 8 3.6. Atributos/parâmetros da vegetação 8 3.6.1. Frequência 8 3.6.2 Cobertura 8 3.6.3 Densidade 9 3.6.4 Produção 9 3.6.5 Estrutura 9 3.6.6 Composição 9 3.6.7 Colheita 10 3.7 Avaliação da condição da pastagem 10 3.7.1 Condição da pastagem (Range condition, veld condition) 10 3.7.2 Tendência da pastagem (Range trend) 10 3.7.3 Objectivos da avaliação da condição de uma pastagem 10 3.7.4 Escala de avaliação de uma pastagem segundo a percentagem de classes gramíneas 10 3.8 Métodos para a determinação da condição da pastagem 10 3.8.1 Métodos baseados em princípios agronómicos 11 3.8.2 Método de composição ponderada da palatabilidade 11 3.8.3 Métodos baseados em princípios ecológicos 11 3.8.4 Método do Benchmark ou Ponto de Referência 11 4. CONCLUSÃO 12 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13 CAPITULO I 1. INTRODUÇÃO Uma pastagem natural, conhecida como range (América do Norte e Austrália) ou veld (África do Sul) pode ser definida como uma porção de terra não cultivada capaz de satisfazer as necessidades alimentares dos animais, quer domésticos quer selvagens. A pastagem cultivada distingue-se de uma pastagem natural pelo facto de na cultivada as espécies nativas terem sido substituídas por espécies cultivadas, às quais são aplicados insumos agronómicos, tais como, rega e fertilização. Entretanto, o presente trabalho visa fazer um estudo sobre inventário e controlo de pastagens naturais. Objectivos Objectivo geral · Estudo do inventário e controlo de pastagens naturais Objectivos específicos · Identificar as fases de estudo das pastagens; · Descrever as etapas a considerar na amostragem da vegetação e os respectivos requisitos; · Explicar a avaliação da condição duma pastagem · Descrever os métodos usados para avaliação da condição duma pastagem. CAPITULO II 2. METODOLOGIAS Para a realização deste trabalho, recorreu-se à analise documental baseado na selecção e avaliação de certos documentos, como pdf’s, manuais de apoio da cadeira de Pastos e Forragens, bem como em fundamentos e artigos relacionados com o tema e usando pesquisas em internet. CAPITULO III 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.1 Inventário e controlo de pastagens naturais O inventário e controlo de pastagens naturais afiguram-se importantes para o uso sustentável deste recurso natural. O estudo desta vegetação é importante pelo que permite: · O reconhecimento e definição de diferentes tipos e comunidades vegetais; · Mapeamento de diferentes tipos e comunidades vegetais; · Estudo de relações entre distribuição de espécies vegetais e controlo ambiental; · Estudo da vegetação como habitat para animais, aves e insectos; · Monitoramento de práticas de maneio. 3.2 Fases de estudo das pastagens O estudo de pastagens pode compreender várias fases, mas no conjunto resumem-se às seguintes: · Fase Analítica: compreende o inventário detalhado da vegetação; · Fase Sintética: descreve os tipos de pastagens (estrutura, composição específica) e a sua cartografia. A estrutura compreende a estratificação (arranjo vertical) e cartografia (distribuição horizontal) da vegetação; · Dinamismo: nesta fase interessa registar o estado de saúde da pastagem (condição) e a sua tendência (sentido da mudança a partir duma condição registada num determinado momento); · Produtividade: nesta fase avalia-se o que a pastagem pode produzir quando sujeita a uma certa intensidade de uso. E neste processo interessa controlar a carga animal, que aliada ao tempo de permanência dos animais na pastagem define o que é conhecido como intensidade de pastoreio. 3.3 Amostragem Não sendo possível estudar todos os indivíduos que ocorrem numa comunidade vegetal, o estudo de pastagens apoia-se em amostras que são um subconjunto de indivíduos extraídos da população seguindo regras estatisticamente válidas. Portanto, amostragem é um meio pelo qual podem ser obtidas amostras e delas feitas observações que permitam tirar conclusões sobre uma comunidade vegetal. O objectivo da amostragem é de obter o máximo de informação acerca das espécies que integram uma comunidade, com um mínimo de esforço e custo. Portanto, uma amostra ideal deve ser suficientemente pequena e representativa. 3.3.1 Etapas a considerar na amostragem da vegetação: · Segmentação da vegetação em subáreas ou estações; · Selecção de amostras nos segmentos reconhecidos; · Forma e tamanho das amostras; · Definição dos parâmetros a medir. Esta sequência nem sempre é seguida e depende de: (i) tipo de vegetação; (ii) objectivos do estudo; (iii) tempo disponível e (iv) experiência do investigador. 3.3.2 Requisitos de uma amostragem · Deve ser suficientemente grande de modo a conter o máximo de espécies pertencentes à comunidade vegetal, mas suficientemente pequena para não ser cara; · Deve representar um habitat uniforme em cada estação; · A cobertura vegetal no local de amostragem deve ser homogénea (tanto quanto possível), não deve ser dominada numa parte por uma espécie e na outra por outra espécie. 3.4 Métodos de amostragem A vegetação pode ser avaliada quantitativa e qualitativamente por diversos procedimentos de amostragem. A aplicação de um ou de outro dependerá de alguns factores tais como: tempo, recursos disponíveis, variações fisionómicas e estruturais da vegetação, etc. Além disto, é necessário conhecer os procedimentos de amostragem, que possam ser mais aplicáveis para a área em estudo. 3.4.1 Área crítica, área-chave e espécie-chave Áreas críticas: são áreas que merecem uma avaliação separada do resto da unidade de maneio porque possuem valores especiais. Áreas críticas incluem bacias hidrográficas, áreas de reprodução da fauna, áreas de preocupação ambiental, etc. Áreas - chave: são áreas indicadoras que são capazes de reflectir o que está a acontecer numa área grande. Para isso têm que ser representativas de pasto, habitat de fauna bravia, área de maneio de uma manada, área de uma bacia hidrográfica, etc. Espécies - chave: servem como indicadoras de mudança. Podem ou não ser espécies forrageiras. Pode-se seleccionar mais do que uma espécie-chave e pode ser uma planta venenosa. 3.5 Localização das áreas de estudo Ao se seleccionar o local deve-se indicar os objectivos do maneio, o critério usado para seleccionar o local e tipo de comparações e interpretações a serem feitas. Algumas das características e informação do local que podem ser consideradas na selecção do local são: solo, vegetação (tipos e distribuição de plantas), topografia, localização de água, vedações, e barreiras naturais, tamanho do pasto e/ ou classe de animais - gado, fauna bravia, hábitos dos animais, incluindo alimentares, áreas de concentração de animais, localização e tamanho das áreas críticas, condições de erosão, espécies em risco - plantas e / ou animais, períodos de uso pelos animais, história de pastoreio, localização de suplementos, localização de pegadas/caminhos de gado e fauna bravia. 3.6. Atributos/parâmetros da vegetação São características quantitativas da vegetação que descrevem quantos e que tipos de espécies de plantas estão presentes. Os mais comuns são frequência, cobertura, densidade, produção, estrutura e composição específica. 3.6.1. Frequência Descreve a abundância e distribuição de espécies e é importante para detectar mudanças numa comunidade vegetal ao longo do tempo. É o número de vezes que uma espécie aparece num determinado número de unidades de amostragem e é expressa como percentagem. 3.6.2 Cobertura É uma característica importante do ponto de vista de vegetação e hidrológico.É geralmente expressa em percentagem e compreende vários tipos: · Cobertura vegetal: cobertura total de vegetação num local; · Cobertura foliar: área de terreno coberta pela projecção vertical de porções de plantas, excluindo pequenas aberturas e sobreposições na copa; · Cobertura da copa: área de terreno coberta pela projecção vertical do perímetro mais exterior de folhas, incluindo pequenas aberturas; · Cobertura basal: é a área da superfície de terreno ocupada pela porção basal das plantas; · Cobertura de terreno: é a cobertura de plantas, detritos, rochas e pedras num local. 3.6.3 Densidade A densidade tem sido usada para descrever características das comunidades vegetais. Contudo, comparações só podem ser feitas com base em formas de vida similares. Esta é a razão por que densidade é menos usada como medida por si quando se descreve comunidades vegetais. Densidade é basicamente o número de indivíduos por unidade de área. 3.6.4 Produção É a biomassa e produção primária bruta. Muitos acreditam que a produção relativa de diferentes espécies numa comunidade vegetal é a melhor medida do papel dessas espécies no ecossistema. 3.6.5 Estrutura A estrutura da vegetação examina como a vegetação está disposta num espaço tridimensional. A importância da medição da estrutura é avaliar o valor de uma comunidade vegetal em fornecer o habitat para espécies bravias associadas. A vegetação é medida em camadas, em planos verticais. As medições examinam a distribuição vertical tanto por estimar a cobertura de cada camada ou por medir a altura da vegetação. 3.6.6 Composição É mais um atributo calculado do que medido. É a proporção de várias espécies de plantas em relação ao total de uma dada área. Pode se exprimir como cobertura relativa, densidade relativa, peso relativo, etc. Tem-se usado muito para descrever locais ecológicos e avaliar a condição da pastagem. Para calcular a densidade, o valor individual (peso, densidade, percentagem de cobertura) para uma espécie ou para um grupo de espécies é dividido pelo valor total da população inteira. 3.6.7 Colheita Consiste em determinar a quantidade da produção vegetal numa área definida. Avalia o pico da cultura em pé e composição específica por peso. É usado para gramíneas e arbustos de desertos, não sendo prático para comunidades de arbustos grandes e árvores. 3.7 Avaliação da condição da pastagem 3.7.1 Condição da pastagem (Range condition, veld condition) É o estado de saúde da pastagem tendo em conta aquilo que ela pode produzir naturalmente (American Society of Range Management, 1964). Usa-se como referência uma pastagem que produz ao nível do seu potencial, na mesma zona ecológica. 3.7.2 Tendência da pastagem (Range trend) É a direcção das alterações que ocorrem na pastagem e no solo; é expressa em melhor, estável ou em deterioração. Em geral pode-se determinar a direcção da mudança através da idade dos rebentos. 3.7.3 Objectivos da avaliação da condição de uma pastagem · Conhecer a condição corrente; · Controlar alterações na condição; · Determinar os efeitos das práticas de maneio em uso e quais as que devem ser alteradas; · Avaliar a capacidade de carga corrente e recomendar o encabeçamento. 3.7.4 Escala de avaliação de uma pastagem segundo a percentagem de classes gramíneas Excelente 75 a 100% Boa 50 a 75% Razoável 25 a 50% Má < 25% 3.8 Métodos para a determinação da condição da pastagem A avaliação da condição da pastagem pode se fazer com base em características agronómicas, isto é, na sua capacidade de suportar a produção animal ou em características ecológicas. 3.8.1 Métodos baseados em princípios agronómicos Segundo Humphrey (1949), a classificação da condição da pastagem não deveria ser restrita por conceitos ecológicos, mas no máximo da produção da forragem para um dado tipo de gado em pastoreio deveria ser o único critério para estimar a condição. Isto implica que um local com uma condição ecológica excelente pode não ser, necessariamente a mais produtiva sob ponto de vista de pastoreio. Similarmente, campos com uma condição ecológica pobre podem ter uma boa taxa de produção. 3.8.2 Método de composição ponderada da palatabilidade A produção animal potencial num determinado local é baseada somente na produção potencial imediata da forragem. As espécies são agrupadas em classes de palatabilidade as quais correspondem pesos a serem usados na ponderação da composição, como se segue: · Classe I: Espécie altamente palatável, com peso 3; · Classe II: Espécie moderadamente palatável, com peso 2; · Classe III: Espécie com baixa palatabilidade ou não palatável, com peso 1. Os pesos 1, 2 e 3 são usados para estimar a taxa da composição de palatabilidade (PC) para cada local de amostra. 3.8.3 Métodos baseados em princípios ecológicos Métodos baseados em princípios ecológicos classificam a condição da pastagem, de acordo com a resposta da vegetação ao impacto dos factores bióticos e abióticos. 3.8.4 Método do Benchmark ou Ponto de Referência A base para avaliar a condição da pastagem é comparar com um local com a pastagem em excelente condição (em termos dos objectivos de maneio definidos) na mesma zona ecológica, então a exigência deste método é definir a natureza da tal pastagem excelente. Locais escolhidos para este propósito são chamados locais benchmark ou ponto de referência. Dentro do benchmark as espécies classificam-se em: · Decrescentes: aquelas que dominam numa pastagem que esteja em boa condição e decrescem quando a condição se deteriora, como resultado de sobrepastoreio; · Crescentes I: aquelas que não são abundantes numa pastagem em boa condição, mas que aumentam quando a pastagem é subutilizada ou não utilizada; · Crescentes II: aquelas que não são abundantes numa pastagem em boa condição, mas que aumentam quando a pastagem é sobreutilizada; · Crescentes III: aquelas que não são abundantes numa pastagem em boa condição, mas que aumentam quando a pastagem é sujeita ao pastoreio selectivo. Enquanto nas zonas húmidas podem ocorrer todas as quatro categorias, nas zonas áridas não podem ocorrer as Crescentes I. 4. CONCLUSÃO O inventário e controlo de pastagens naturais são de extrema importância principalmente sob ponto de vista do uso sustentável deste recurso. O seu estudo proporciona enumeras vantagens, pois permite obter informações relacionadas com a boa utilização e maneio deste sem perturbar o seu habitat. Não sendo possível estudar todos os indivíduos que ocorrem numa comunidade vegetal, recorre-se a amostragem, que é um meio pelo qual são obtidas amostras e delas feitas observações que permitem tirar conclusões sobre uma determinada comunidade, baseando-se nos diversos métodos de amostragem. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALCÂNTARA, P.B & BUFARAH, G.1985. Plantas forrageiras – Gramineas e Leguminosas. Livraria Nobel. 3ª edicao. 150p CORREIA, D. A. A. 1981. Bioquimica nos solos, nas pastagens e forragens. TAINTON, N. 1999. Veld Management in South Africa.University of Natal Press. South Africa. 472p. VALLENTINE, J.1990. Grazing Management. 2ª edition. Academic Press. 659p 2