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Agravo Regimental - Súmula 7 STJ

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR RELATOR MINISTRO PRESIDENTE JOÃO 
OTÁVIO DE NORONHA, DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 
 
 
 
Processo: 
Agravante: 
Agravado: 
 
 
 
 
...​, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por 
intermédio dos advogados e estagiários ​in fine assinados, com fulcro no artigo 1.021, do CPC 
c/c 258 do Regimento Interno do STJ, vem à presença de Vossa Excelência interpor 
 
AGRAVO REGIMENTAL 
 
em face da decisão que negou provimento ao Agravo Regimental em Recurso Especial, 
requerendo o recebimento e a retratação da decisão proferida, nos moldes do artigo 258, §3º, 
do RISTJ ou, subsidiariamente, que seja o presente recurso levado a julgamento para 
apreciação pelo colegiado desta Corte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
 
Processo: 
Agravante: 
Agravado: 
 
I. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE 
 
a) TEMPESTIVIDADE 
A interposição deste instrumento é tempestiva, eis que se faz na data de 
01.09.2020, tendo a intimação pessoal ocorrido em 27.08.2020. De forma que está em 
observância ao prazo estipulado no art. 258 do Regimento Interno do Superior Tribunal de 
Justiça, carecendo seu conhecimento. 
 
b) CABIMENTO 
Ainda, de acordo com o mesmo dispositivo, art. 258 do RISTJ, é cabível à 
parte que se considerar prejudicada pela decisão prolatada pelo Presidente da Corte, Seção, 
Turma ou Relator, interpor o presente agravo, em vistas de ter a decisão confirmada ou 
reformada pelo colegiado. Situação que abrange o caso concreto, em razão do agravante 
sentir-se irresignado pela decisão do Ministro Presidente que não conheceu o recurso especial 
(e-STJ fls. 860-865). Dessa forma, demanda-se pela análise da Egrégia Corte. 
 
c) INTERESSE E LEGITIMIDADE 
O agravante tem interesse e legitimidade porque é réu no processo e sente-se 
prejudicado pela aplicação incorreta do devido diploma legal. 
 
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d) PREPARO 
Tendo em vista o artigo 7º da Lei 11.636/2007, bem como o artigo 3º da 
Resolução 01/2011 do STJ, não é devido o recolhimento do preparo para interposição do 
presente recurso. 
 
II. SÍNTESE PROCESSUAL 
Trata-se de ação penal em desfavor de ..., denunciado pela suposta prática 
do crime de roubo majorado, tipificado no art. 157, § 2º, I e II do Código Penal. 
De acordo com a inicial acusatória, na data de 09.10.2019, o agravante, em 
conjunto com os demais corréus, foram responsáveis por promover roubo com grave ameaça 
na Loja ..., no ..., restando como vítimas .... Oportunidade em que os corréus concretizaram o 
delito ao subtraírem os bens das vítimas mediante ameaça com simulacro de arma de fogo e 
evadiram-se do local do crime no carro em que o agravante conduzia. 
Após a regular instrução probatória e apresentadas as alegações finais, o 
Juízo de 1º grau julgou parcialmente procedente a pretensão punitiva do Estado e condenou o 
agravante à pena de 7 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, e ao pagamento de 48 dias-multa, 
em regime inicial semiaberto, pelo crime elencado no art. 157, § 2º, I e II c.c. art. 29, ​caput​, 
por três vezes, na forma do art. 70, 1ª parte, todos do Código Penal (e-STJ fls. 454-484). 
Inconformado, o réu, por intermédio do NPJ, interpôs apelação ao fundamento de que 
inexistiam provas suficientes para a condenação da parte, de forma que descaracterizava sua 
autoria; e a inobservância de institutos benéficos ao réu na dosimetria da pena. Ao final, 
requereu-se a absolvição do acusado e, subsidiariamente, a aplicação da pena no mínimo 
legal, fixação do regime aberto para cumprimento de pena, retirada da majorante e 
reconhecimento de causa de diminuição de pena (e-STJ fls. 553-564). 
A 3ª Turma Criminal do TJDFT, porém, negou provimento ao recurso e 
manteve a condenação do réu inalterada (e-STJ fls. 617-663). 
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Após, foi interposto recurso especial ao argumento de violação aos artigos 
29, § 1º, e 70, ​caput​, ambos do Código Penal (e-STJ fls. 671-690). Na origem, o recurso foi 
inadmitido (e-STJ fl. 836-838). 
Em razão da óbice, foi interposto agravo em recurso especial, objetivando o 
afastamento da incidência da Súmula nº 7 do STJ e a posterior apreciação do Recurso 
Especial (e-STJ fls. 841-849). Entretanto, o Eminente Ministro Presidente João Otávio 
Noronha, em decisão monocrática, não conheceu do recurso especial, por aplicação do 
enunciado de Súmula nº 07/STJ quanto aos pedidos de reconhecimento de participação de 
menor importância e aplicabilidade da fração de 1/6 de aumento de pena no que concerne ao 
concurso formal (e-STJ fls. 860-865). 
Data vênia, é necessária a reforma da decisão. 
 
III. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL 
a) NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7 DO STJ 
Em decisão prolatada pelo Em. Ministro Presidente João Otávio Noronha, o 
Recurso Especial interposto por esta parte foi inadmitido, ao argumento de incidência da 
Súmula 7 do STJ. Entretanto, não há que se falar em reexame de fatos e provas já rechaçadas 
pelas instâncias anteriores, como restará demonstrado. 
O reexame fático-probatório em sede de Recurso Especial é estritamente 
vedado e consiste em rever as provas e fatos em si mesmos. Não é o que se requer no caso 
concreto. Ao contrário do alegado em juízo de admissibilidade, busca-se através do REsp a 
revaloração das provas. A revaloração intenta uma reanálise do acórdão do Tribunal a quo, 
em especial o conjunto fático-probatório inserido nesse contexto, com o fulcro de que a Corte 
Superior dê novo entendimento jurídico à decisão ali contida. Não há nova inspeção por meio 
de provas, documentos, imagens, dentre outros, apenas se atribui valor jurídico diverso ao 
acervo probatório, como se vê: 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REEXAME DA PROVA. 
REVALORAÇÃO DA PROVA. DIFERENÇAS. INAPLICABILIDADE 
DA SÚMULA 7 DO STJ. 
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1. "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial", 
consoante Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. 
2. O reexame da prova não se confunde com a revaloração. Esta ocorre 
quando a Corte Superior empresta "definição jurídica diversa aos fatos 
expressamente mencionados no acórdão", ao passo que o reexame da 
prova consiste numa "reincursão no acervo fático probatório mediante 
a análise detalhada de documentos, testemunhos, contratos, perícias, 
dentre outros". 
3. In casu, há um fato incontroverso: o local do prestador do serviço é 
Florianópolis/SC, mas o serviço é efetivamente prestado em Brasília/DF. A 
definição jurídica de tais fatos, a depender da exegese que se dá à legislação 
de regência, pode permitir a conclusão de que o imposto sobre serviço seja 
devido ao Município de Florianópolis/SC ou Brasília/DF, tudo a depender da 
revaloração da prova, mas não do seu reexame. 
4. Recurso conhecido e não provido. 
(​Acórdão 842731​, 20070110634478APC,