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Média Complexidade
PIA Plano Individual de Atendimento
CEDCA Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente
CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
CMAS Conselho Municipal de Assistência Social
PSE Proteção Social Especial
PSB Proteção Social Básica
SCFV Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos 
PAEFI Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos 
PAIF Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família
SIPIA Sistema de Informação para Infância e Adolescência
Lista de Siglas
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O presente caderno trata de orientações 
técnicas que, em princípio, sinalizam para os 
operadores da política de assistência social os 
parâmetros, os princípios e a condução me-
todológica que orientam a implementação e 
a execução do Serviço de Proteção Social a 
Adolescentes em Cumprimento de Medida 
Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e 
de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC). 
Dizemos em princípio, pois este cader-
no revela igualmente a importância da ação 
compartilhada intersetorialmente para que 
os adolescentes em atendimento socioedu-
cativo em meio aberto possam ter as opor-
tunidades efetivas de proteção social e de 
promoção/ integração à sociedade, sem des-
considerar a dimensão da responsabilização 
das medidas socioeducativas.
Primeiramente, há um conjunto de nor-
mas do Sistema Nacional de Atendimento 
Socioeducativo– SINASE que regulam as me-
didas socioeducativas em meio aberto consi-
derando o conjunto dos serviços das políticas 
setoriais que compartilham ações destinadas 
ao adolescente.
O Caderno de Orientações Técnicas não 
apresenta uma análise detalhada de todo o 
conteúdo do SUAS e do SINASE mas revela os 
pontos comuns entre os respectivos sistemas 
destacando as suas normativas que, conjunta-
mente, representam as principais disposições 
estabelecidas atualmente para o atendimento 
socioeducativo.
Da mesma forma, hoje existe um conjun-
to de diretrizes e orientações das políticas de 
Educação, de Saúde e de Assistência Social, in-
troduzidas no final deste caderno – formuladas 
pelo Conselho Nacional de Educação/Ministé-
rio da Educação ; pelo do Ministério da Saúde 
e pelo Ministério do Desenvolvimento Social, 
que apontam para o atendimento compartilha-
do aos adolescentes em cumprimento de medi-
das socioeducativas em meio aberto.
Ressalta-se, que a Política Nacional de 
Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em 
Conflito com a Lei em Regime de Internação e 
Internação Provisória - PNAISARI, (Portaria Nº 
1.082, de 23 de maio de 2014), estabelece diretri-
zes para o atendimento à saúde de adolescentes 
em cumprimento de medidas socioeducativas 
Prefácio
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em meio fechado e meio aberto. No meio aber-
to o SUS, por meio de suas Unidades Básicas de 
Saúde (UBS), deve articular ações de promo-
ção, proteção e recuperação da saúde garantin-
do o acesso universal e a integralidade da aten-
ção nas Redes de Saúde, e a continuidade do 
cuidado fundamental para apoiar e fortalecer 
a integração dos adolescentes na sua comuni-
dade, respeitando seus direitos como pessoas 
em situação peculiar de desenvolvimento.
Há um esforço a ser consolidado de inte-
gração intersetorial que envolve ações combina-
das em direção a propósitos que são comuns. O 
atendimento socioeducativo extrapola as compe-
tências de um único segmento institucional , por-
tanto as relações interinstitucionais no Sistema 
de Garantia de Direitos são fundamentais para 
um atendimento que garanta a responsabilização 
e a devida proteção integral aos adolescentes em 
cumprimento de medidas socioeducativas.
Entre as relações institucionais se desta-
ca a relação com o Sistema de Justiça, em es-
pecial com os atores diretamente envolvidos 
com o processo judicial a quem se atribui o 
cometimento do ato infracional: juízes, pro-
motores e defensores públicos.
Por fim, e não menos importante, o 
SUAS e o SINASE são sistemas que seguem 
o princípio da descentralização das compe-
tências atribuídas à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios, de acordo 
com a lógica da coordenação e da operação 
do atendimento socioeducativo. Vale desta-
car também que os dois sistemas propiciam 
a participação e o controle social, exercidos 
por conselhos e comitês integrados por ges-
tores, trabalhadores e sociedade civil, na 
perspectiva de uma gestão integrada do aten-
dimento socioeducativo.
Maria do Carmo Brant de Carvalho
Secretária Nacional de Assistência Social / 
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário
Cláudia de Freitas Vidigal
 Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança 
e do Adolescente / Ministério da Justiça e Cidadania
Francisco de Assis Figueiredo 
Secretário de Atenção à Saúde / Ministério da Saúde 
Ivana de Siqueira
Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, 
Diversidade e Inclusão /Ministério da Educação
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A Secretaria Nacional de Assistência 
Social - SNAS apresenta o Caderno de Orien-
tações Técnicas visando o fortalecimento do 
atendimento socioeducativo na Política de 
Assistência Social, por meio do aprimora-
mento técnico do Serviço de Proteção Social 
a Adolescentes em Cumprimento de Medida 
Socioeducativa de Liberdade Assistida - LA e 
de Prestação de Serviço à Comunidade – PSC, 
que será denominado, neste caderno, Serviço 
de MSE em Meio Aberto.
A finalidade deste caderno é contribuir 
com gestores e técnicos do Sistema Único de As-
sistência Social - SUAS dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, fornecendo subsídios 
para a qualificação do atendimento socioeduca-
tivo em meio aberto e para o fortalecimento de 
sua relação com as demais políticas setoriais e 
com o Sistema de Justiça, com vistas à consecu-
ção dos objetivos das medidas socioeducativas: 
responsabilização e proteção social.
A publicação se fundamenta no prin-
cípio legal de que adolescentes em cumpri-
mento de medidas socioeducativas também 
são sujeitos de direitos. O reconhecimento 
dos direitos de cidadania das crianças e dos 
adolescentes é recente, conquistado no con-
texto da redemocratização do País e afirma-
do pela Constituição de 1988, o que resultou 
na incorporação da Doutrina da Proteção 
Integral pelo Estatuto da Criança e do Ado-
lescente - ECA. O Estatuto prevê a defesa 
dos direitos de crianças e adolescentes, mas 
dispõe também sobre a responsabilização de 
adolescentes a quem se atribui a prática de 
ato infracional.
Historicamente, a Assistência Social ocu-
pa papel central no atendimento a adolescentes 
autores de atos infracionais. Esse atendimento 
foi gradativamente incorporado à Assistência 
Social à medida que esta começou a se organi-
zar enquanto política pública, cujos marcos le-
gais são a Constituição Federal de 1988 e a Lei 
Orgânica da Assistência Social (1993).
Em 2004, o atendimento a adolescentes 
em cumprimento de medidas socioeducati-
vas em meio aberto foi definido como serviço 
continuado pela Proteção Social Especial de 
Média Complexidade, conforme estabeleci-
do na Política Nacional de Assistência Social 
Apresentação
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- PNAS, que define os eixos estruturantes para 
a implantação do Sistema Único da Assistên-
cia Social - SUAS. Com a aprovação da Norma 
Operacional Básica do SUAS – NOB/SUAS, 
em 2005, os municípios iniciam o processo de 
adesão a este novo modelo socioassistencial.
Posteriormente, em 2009, com a aprova-
ção da Tipificação Nacional dos Serviços So-
cioassistenciais, o Serviço de Proteção Social 
a Adolescentes em Cumprimento de Medida 
Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e 
de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC) 
foi caracterizado como serviço socioassisten-
cial de caráter continuado no SUAS.
O Serviço de MSE em Meio Aberto realiza 
o acompanhamento do cumprimento das me-

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