Prévia do material em texto
Adaptações e Crescimento celular Referencia bibliográfica:Robbins e Cotran Patologia-Bases Patológicas das doenças 9 ed Capítulo 2: Respostas celulares ao Estresse e às agressões tóxicas:Adaptação.lesão e morte. Adaptações do Crescimento e Diferenciação Celulares Adaptações são alterações reversíveis no tamanho, número, fenótipo, atividade metabólica ou funções das células, em resposta a modificações em seu meio ambiente. Tais adaptações podem assumir várias formas distintas nos seguintes tipos de células: Células Labeis: Em constante renovação e se dividem continuamente a fim de substituir células destruídas fisiologicamente(velhas) ex:tecido hepatopoietico e epitelial Alto índice Mitótico Células estáveis: Quando estimuladas apresentam capacidade proliferativa.Baixo índice mitótico EX:Fibroblastos e Hepatócitos Células Perenes: Não se dividem mais,não possuem capacidade replicativa-Estagio terminal de replicação. Ex:Neurocios,cardiomiócitos(células do miocárdio) Hipertrofia A hipertrofia refere-se ao aumento do tamanho e volume das células que resulta no aumento do tamanho do órgão afetado. O órgão hipertrofiado não possui novas células, apenas células maiores. O tamanho aumentado das células é devido à síntese e à incorporação de novos componentes estruturais intracelulares. Células com capacidade de divisão podem responder aos estímulos sofrendo tanto hiperplasia (ver adiante) quanto hipertrofia, porém em tecidos com células que não se dividem (p. ex., células miocárdicas), o aumento da massa tecidual é devido apenas à hipertrofia. Em muitos órgãos, hipertrofia e hiperplasia coexistem, contribuindo para o seu aumento de tamanho. A hipertrofia pode ser fisiológica ou patológica e é causada pelo aumento da demanda funcional ou por estimulação de hormônios e fatores de crescimento. As células musculares estriadas da musculatura esqueléticacardíaca, que possuem capacidade de divisão limitada, respondem ao aumento da demanda metabólica sofrendo predominantemente hipertrofia. O estímulo mais comum para a hipertrofia do músculo é o aumento da carga de trabalho. Por exemplo, os músculos avantajados dos fisiculturistas praticantes de musculação resultam do aumento do tamanho das fibras musculares individuais, em resposta ao aumento da demanda. No coração, o estímulo para a hipertrofia é geralmente uma sobrecarga hemodinâmica crônica, devido ou à hipertensão arterial ou a valvas deficientes . Em ambos os tecidos, as células musculares sintetizam mais proteínas e o número de miofilamentos aumenta. Isso aumenta a quantidade de força que cada miócito pode gerar, aumentando assim a força e a capacidade de trabalho do músculo como um todo. O proeminente crescimento fisiológico do útero durante a gestação constitui um bom exemplo de aumento de órgão induzido por hormônios, resultante principalmente de hipertrofia das fibras musculares . A hipertrofia uterina é estimulada por hormônios estrogênicos que agem nos receptores de estrogênio do músculo liso, resultando em maior síntese de proteínas no músculo liso e em aumento do tamanho celular. Hipertrofia Uterina Fisiológica: Hipertrofia miocárdica patológica: Mecanismos da Hipertrofia Hipertrofia é o resultado do aumento na produção das proteínas celulares. Muito do nosso conhecimenhipertrofia, já que, além de certo ponto, a hipertrofia do coração torna-se não adaptativa e pode levar a insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita . Há três etapas básicas na patogenia molecular da hipertrofia cardíaca: 1) As ações integradas de sensores mecânicos (que são iniciadas por aumento da carga de trabalho), fatores de crescimento (incluindo TGF-β, fator de crescimento semelhante à insulina 1 [IGF-1], fator de crescimento fibroblástico) e agentes vasoativos (p. ex., agonistas α-adrenérgicos, endotelina-1 e angiotensina II). De fato, os próprios sensores mecânicos induzem a produção de fatores de crescimento e agonistas. 2) Esses sinais originários da membrana celular ativam uma rede complexa de vias de transdução de sinal. Duas dessas vias bioquímicas envolvidas na hipertrofia muscular são a via do fosfoinositídio 3-cinase (PI3K)/Akt (considerada a mais importante na hipertrofia fisiológica, p. ex., a induzida por exercício) e a via de sinalização em cascata da proteína G ligada a receptores (induzida por muitos fatores de crescimento e agentes vasoativos e considerada como sendo mais importante na hipertrofia patológica). 3) Essas vias de sinalização ativam um conjunto de fatores de transcrição como GATA4, fator nuclear de células T ativadas (NFAT), e fator estimulador do miócito 2 (MEF2). Esses fatores de transcrição trabalham coordenadamente para aumentar a síntese das proteínas musculares que são responsáveis pela hipertrofia. Hiperplasia A hiperplasia é definida como um aumento no número de células em um órgão ou tecido em resposta a um estímulo. Embora hiperplasia e hipertrofia sejam processos diferentes, frequentemente elas ocorrem juntas e podem ser induzidas pelos mesmos estímulos externos. A hiperplasia somente ocorre em tecidos que contêm células capazes de se dividir, aumentando, portanto, o número de suas células. Ela pode ser fisiológica ou patológica. Hiperplasia Fisiológica A hiperplasia fisiológica devido à ação de hormônios ou fatores do crescimento ocorre em várias circunstâncias: quando há necessidade de aumentar a capacidade funcional dos órgãos hormônio- sensíveis; quando há necessidade de aumento compensatório após lesão ou ressecção. A hiperplasia hormonal é bem ilustrada pela proliferação do epitélio glandular da mama feminina na puberdade e durante a gravidez, geralmente acompanhada por aumento (hipertrofia) das células epiteliais glandulares. A ilustração clássica da hiperplasia compensatória vem do estudo da regeneração hepática. Em indivíduos que doam um lobo do fígado para transplante, as células que permanecem proliferam de modo que o órgão cresça e retorne, em pouco tempo, ao seu tamanho original. Os modelos experimentais de hepatectomia parcial têm sido especialmente úteis para definir os mecanismos que estimulam a regeneração do fígado. É notável a capacidade de a medula óssea sofrer rápida hiperplasia em resposta a uma deficiência de células sanguíneas completamente diferenciadas. Por exemplo, no caso de uma hemorragia aguda ou de destruição prematura das hemácias (hemólise), as alças de feedback envolvendo o fator de crescimento eritropoietina são ativadas, estimulando o crescimento de células progenitoras das hemácias, promovendo um aumento em sua produção de até oito vezes. Hiperplasia Patológica A maioria das formas de hiperplasia patológica é causada pela ação excessiva ou inapropriada de hormônios ou fatores de crescimento sobre suas células-alvo. A hiperplasia endometrial é um exemplo de hiperplasia anormal induzida por hormônio. Normalmente, após a menstruação, há um surto rápido de atividade proliferativa no endométrio que é estimulado por hormônios hipofisários e pelo estrogênio ovariano. Ela permanece até sua parada, pelos níveis crescentes de progesterona, em geral cerca de 10 a 14 dias antes do fim do ciclo menstrual. Em alguns casos, no entanto, o equilíbrio entre estrogênio e progesterona é perturbado, o que resulta em aumentos absolutos ou relativos na quantidade de estrogênio, com consequente hiperplasia das glândulas endometriais. Essa forma de hiperplasia patológica é uma causa comum de sangramento menstrual anormal. Outro exemplo comum de hiperplasia patológica é a hiperplasia nodular prostática2 decorrente da resposta ao estímulo hormonal androgênico. Embora essas formas de hiperplasiaspatológicas sejam anormais, o processo continua sendo controlado e a hiperplasia regride se o estímulo hormonal for retirado. Embora a hiperplasia seja diferente do câncer, a hiperplasia patológica constitui um solo fértil no qual a proliferação cancerosa pode, eventualmente, surgir. Por exemplo, pacientes com hiperplasia do endométrio apresentam risco aumentado de desenvolver câncer de endométrio. A hiperplasia é uma resposta característica a certas infecções virais, como os papilomavírus, que causam verrugas cutâneas e várias lesões de mucosa compostas por massas de epitélio hiperplásico. Aqui, os vírus produzem fatores que interferem com as proteínas do hospedeiro que regulam a proliferação celular. Assim como outras formas de hiperplasia, algumas dessas proliferações induzidas por vírus também são precursoras do câncer. Mecanismos da Hiperplasia A hiperplasia é o resultado da proliferação de células maduras induzida por fatores de crescimento, e em alguns casos o aumento ocorre pelo surgimento de novas células a partir de células-tronco teciduais. Por exemplo, após hepatectomia parcial, são produzidos no fígado fatores de crescimento que se ligam a receptores nas células remanescentes e ativam vias de sinalização que estimulam a proliferação celular. Mas, secapacidade proliferativa das células do fígado estiver comprometida, como em algumas formas de hepatite que causam lesão celular, os hepatócitos podem, alternativamente, regenerar-se a partir de células-tronco intra- hepáticas. Atrofia ou Hipotrofia Atrofia é definida como a redução do tamanho de um órgão ou tecido que resulta da diminuição do tamanho e do número de células. A atrofia pode ser fisiológica ou patológica. A atrofia fisiológica é comum durante o desenvolvimento normal. Algumas estruturas embrionárias, como a notocorda e o ducto tireoglosso, sofrem atrofia durante o desenvolvimento fetal. A diminuição do tamanho do útero, que ocorre logo após o parto, é uma outra forma de atrofia fisiológica. A atrofia patológica tem várias causas, e pode ser local ou generalizada. As causas comuns de atrofia são: 1) Redução da carga de trabalho (atrofia de desuso). Quando um osso fraturado é imobilizado com um molde de gesso ou quando um paciente é restrito a repouso absoluto no leito, rapidamente sobrevém atrofia dos músculos esqueléticos. Inicialmente, a redução no tamanho celular é reversível quando a atividade motora é restaurada. Com o desuso mais prolongado, as fibras musculares esqueléticas diminuem em número (devido à apoptose), bem como em tamanho; essa atrofia pode ser acompanhada por aumento da reabsorção óssea, levando à osteoporose por desuso. 2) Perda da inervação (atrofia por denervação). O metabolismo e função normais do músculo esquelético dependem de sua inervação. Uma lesão dos nervos leva à atrofia das fibras musculares por eles inervadas. 3) Diminuição do suprimento sanguíneo. Uma redução do suprimento sanguíneo (isquemia) para um tecido em consequência de doença oclusiva arterial que se desenvolve lentamente resulta em atrofia do tecido. Na senescência, o cérebro sofre atrofia progressiva, principalmente por causa da redução do suprimento sanguíneo causada pela aterosclerose.Isso é denominado atrofia senil, que afeta também o coração. 4) Nutrição inadequada. Uma desnutrição proteico-calórica profunda (marasmo) está associada ao uso das proteínas do músculo esquelético como fonte de energia, após o esgotamento de outras reservas, como o tecido adiposo. Isso resulta em consumo muscular acentuado (caquexia). A caquexia é observada também em pacientes com doenças inflamatórias crônicas e câncer. Nesses casos, a produção excessiva do fator de necrose tumoral (TNF), uma citocina inflamatória, é responsável pela perda de apetite e depleção lipídica, culminando com a atrofia muscular. 5) Perda da estimulação endócrina. Muitos tecidos que respondem a hormônios, como a mama e os órgãos reprodutores, dependem da estimulação endócrina para sua função e metabolismo normais. A perda da estimulação estrogênica após a menopausa resulta em atrofia fisiológica do endométrio, epitélio vaginal e mama. 6) Compressão. A compressão tecidual por um certo período de tempo pode causar atrofia. Um tumor benigno em crescimento pode causar atrofia nos tecidos normais circundantes. A atrofia nesse caso é, provavelmente, o resultado de alterações isquêmicas causadas por comprometimento do suprimento sanguíneo devido à pressão exercida pela massa em expansão. As alterações celulares fundamentais associadas à atrofia são idênticas em todas essas situações. A resposta inicial é uma diminuição do tamanho da célula e das organelas, o que reduz as necessidades metabólicas da célula o suficiente para permitir sua sobrevivência. No músculo atrófico, as células contêm menos mitocôndrias e miofilamentos e uma menor quantidade de retículo endoplasmático rugoso (RER). Na busca pela adequação entre a demanda metabólica da célula e níveis menores de suprimento sanguíneo, nutrição ou estimulação trófica, um novo equilíbrio é alcançado. No início do processo, as células e tecidos atróficos têm sua função diminuída, mas a morte celular é mínima. Entretanto, a atrofia causada por redução gradual do suprimento sanguíneo pode progredir até o ponto no qual as células são irreversivelmente lesadas e morrem, frequentemente por apoptose. A morte celular por apoptose também contribui para a atrofia dos órgãos endócrinos após privação hormonal. Mecanismos da Atrofia ou Hipotrofia A atrofia resulta da diminuição da síntese proteica e do aumento da degradação das proteínas nas células. A síntese de proteínas diminui em função da atividade metabólica reduzida. A degradação das proteínas celulares ocorre principalmente pela via ubiquitina-proteossomo. A deficiência de nutrientes e o desuso podem ativar ligases de ubiquitina, que ligam o pequeno peptídio ubiquitina a proteínas celulares, e marcam essas proteínas para degradação nos proteossomos. Essa via também é considerada responsável pela proteólise acelerada observada em diversas condições catabólicas, incluindo a caquexia9perda anormal de tecido adiposo e muscular) do câncer. Em muitas situações, a atrofia é também acompanhada por aumento da autofagia, observada pelo número elevado de vacúolos autofágicos. A autofagia (“comer a si próprio”) é o processo no qual as células privadas de alimento digerem seus próprios componentes na tentativa de reduzir a demanda nutricional igualando-a ao fornecimento. Alguns dos restos celulares dentro dos vacúolos autofágicos podem resistir à digestão e persistir no citoplasma como corpos residuais limitados por membrana. Um exemplo desses corpos residuais são os grânulos de lipofuscina, discutidos mais adiante neste capítulo. Quando presentes em quantidades suficientes, eles conferem uma coloração acastanhada ao tecido (atrofia parda). A autofagia está associada a vários tipos de lesão celular. Metaplasia Metaplasia é uma alteração reversível na qual um tipo celular diferenciado (epitelial ou mesenquimal) é substituído por outro tipo celular. Ela, muitas vezes, representa uma resposta adaptativa em que um tipo de célula sensível a um determinado estímulo nocivo é substituído por outro tipo de célula que é mais capaz de suportar o ambiente adverso. A metaplasia epitelial mais comum é a colunar para escamosa , como ocorre no trato respiratório em resposta à irritação crônica. No fumante habitual de cigarros, as células epiteliais normais, colunares e ciliadas da traqueia e dos brônquios, são, com frequência, substituídas por células epiteliais escamosas estratificadas. Cálculosnos ductos excretores das glândulas salivares, do pâncreas ou das vias biliares, que normalmente são revestidas por epitélio colunar secretor, também podem provocar a metaplasia escamosa por epitélio escamoso estratificado. A deficiência de vitamina A (ácido retinoico) induz metaplasia escamosa no epitélio respiratório. Em todas essas situações, o epitélio escamoso estratificado, mais resistente, é capaz de sobreviver sob circunstâncias nas quais o epitélio colunar especializado, mais frágil, teria sucumbido. Entretanto, a mudança para células escamosas metaplásicas tem um preço. Por exemplo, no trato respiratório, embora o revestimento epitelial se torne resistente, os importantes mecanismos de proteção contra infecções — a secreção de muco e o movimento ciliar do epitélio colunar — são perdidos. Portanto, a metaplasia epitelial é uma faca de dois gumes e, na maioria das circunstâncias, representa uma alteração não desejada. Além disso, as influências que predispõem à metaplasia, se persistentes, podem iniciar a transformação maligna no epitélio metaplásico. Assim, um tipo comum de câncer no trato respiratório é composto por células escamosas, que podem surgir nas áreas onde o epitélio colunar normal foi substituído pelo epitélio escamoso. A metaplasia do tipo escamoso para colunar também pode ocorrer, como no esôfago de Barrett, no qual o epitélio escamoso do esôfago é substituído por células colunares tipo intestinais, sob a influência do refluxo do ácido gástrico. Cânceres podem surgir nessas áreas e são tipicamente glandulares (adenocarcinomas) . A metaplasia do tecido conjuntivo é a formação de cartilagem, osso ou tecido adiposo (tecidos mesenquimais) em tecidos que normalmente não contêm esses elementos. Por exemplo, a formação de osso no músculo, designada miosite ossificante, ocorre, ocasionalmente, após uma hemorragia intramuscular. Esse tipo de metaplasia não é interpretado como uma resposta adaptativa e pode ser o resultado de uma lesão celular ou tecidual. Mecanismo da Metaplasia A metaplasia não resulta de uma alteração no fenótipo(não ocorre alteração do DNA) de um tipo celular já diferenciado(o que acontece na displasia é uma mudança no fenótipi das células gerando uma atipia); ao contrário, ela é o resultado de uma reprogramação de células-tronco que sabidamente existem nos tecidos normais ou de células mesenquimais indiferenciadas presentes no tecido conjuntivo. Em uma alteração metaplásica, essas células precursoras diferenciam-se ao longo de um novo caminho. A diferenciação de células- tronco para uma linhagem particular é provocada por sinais gerados por citocinas, fatores de crescimento e componentes da matriz extracelular presentes no ambiente celular. Esses estímulos externos promovem a expressão de genes que dirigem as células para uma via de diferenciação específica. A relação direta entre a desregulação de um fator de transcrição e a metaplasia é vista em caso de deficiência ou excesso de vitamina A (ácido retinoico), que podem, ambos, causar metaplasia. O ácido retinoico regula a transcrição do gene diretamente através de receptores retinoides nucleares , que podem influenciar a diferenciação de células progenitoras derivadas de células-tronco teciduais. Desconhece-se como outros estímulos externos causam metaplasia, mas é claro que, de algum modo, eles também alteram a atividade dos fatores de transcrição que regulam a diferenciação. Displasia Alteração da proliferação e redução ou perda de diferenciação celular,fazendo com que as células se multipipliquem sem a característica daquele tecido,formando um emaranhado amorfo de células.(Pré- cancerígeno). DISPLASIAS EPITELIAIS – AUMENTO DA PROLIFERAÇÃO CELULAR E REDUÇÃO DA MATURAÇÃO DAS CÉLULAS ATIPIAS CELULARES E ARQUITETURAIS CARIOMEGALIA =ALTERAÇÃO NO TEOR DE DNA ALTERAÇÕES NA EXPRESSÃO DE GENES QUE REGULAM A PROLIFERAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DISPLASIAS SÃO REVERSÍVEIS – já que podem estacionar ou mesmo regredir. PODEM PRECEDER AO CÂNCER CARIOMEGALIA =ALTERAÇÃO NO TEOR DE DNA ALTERAÇÕES NA EXPRESSÃO DE GENES QUE REGULAM A PROLIFERAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO. Não Ocorre para se adaptar a um estimulo externo HAMARTOMAS: ERROS LOCAIS DO CRESCIMENTO TECIDO SE DESENVOLVE MAIS QUE O DEVIDO, COM CÉLULAS MADURAS E NORMAIS, MAS COM ARQUITETURA TISSULAR ANORMAL POLIPOIDIA – Útero... A displasia é a próxima fase da metaplasia, quando estimulo agressivo não cessa a metaplasia que é uma adptação até então normal e programada evolui para displasia. A displasia é caracterizada por um crescimento anormal de células do corpo. Vistas em um microscópio, essas células chegam a apresentar uma alteração em sua forma. Além disso, em muitas situações, a displasia pode ser uma lesão pré- cancerígena. Causas da displasia O motivo que leva o organismo a desenvolver a displasia pode ser tanto por herança genética do paciente como fatores externos. "Múltiplas causas podem levar a este quadro, como tabagismo, alterações hormonais, infecção pelo vírus HPV, alterações genéticas".O uso de ventiladores em bebês prematuros por um longo período, por exemplo, pode gerar lesões nos pulmões dos pequenos, levando à displasia broncopulmonar. Já o consumo de cigarro é muito associado à displasia fibromuscular, comum em mulheres de 40 a 60 anos. Em alguns tecidos, essas alterações contínuas das células podem levar ao desenvolvimento de tumores malignos, como é o caso do câncer de colo do útero em mulheres. Displasia é câncer? A displasia, entretanto, não é câncer, ela é uma condição de transformação de tecidos relacionada a alterações genéticas e externas. "Não é a mesma coisa que câncer, mas em alguns tecidos representa uma alteração que pode evoluir para um tumor", diz o mastologista. A displasia mamária é um caso que não tem nenhuma relação com o câncer de mama. Atualmente, esta condição é chamada de "alterações funcionais benignas de mamas" https://www.minhavida.com.br/temas/displasia https://www.minhavida.com.br/saude/temas/tabagismo https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hpv https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-colo-do-utero https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-mama Tipos de displasia A displasia recebe um nome e uma característica própria de acordo com o órgão ou tecido em que ela se desenvolve. Desta forma, alguns tipos mais comuns de displasia são: Displasia cleidocraniana (que afeta as clavículas, ossos do crânio, ossos da face e dentes) Displasia mamária Displasia de colo de útero Displasia coxofemoral (que afeta o fêmur) Displasia ectodérmica (que afeta cabelos, unhas, dentes e pele) Displasia de quadril Displasia fibrosa Displasia óssea Displasia fibromuscular Displasia broncopulmonar Sintomas de displasia: Os sintomas de displasia também variam conforme o tipo diagnosticado. "No caso da displasia mamária, observamos dor na região, sensação de peso e, por vezes, até nódulos palpáveis, que costumam estar associados à menstruação e desaparecem totalmente após o fluxo ocorrer", aponta Fábio Rodrigues. De acordo com o médico, nas displasias óssea e coxofemoral, em geral, o indivíduo observa dor ao caminhar e pode sentir encurtamento de membros, tendo até mesmo impossibilidade de andar. Fatores de risco para a displasia Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, exposição a hormônios e infecções virais costumam facilitar a ocorrência de displasia. Porém, cada tipo de displasia tem seus fatores de risco próprios, assim como os sintomas, que têm suas características específicas. O vírus do HPV, por exemplo, aumenta a possibilidade de se desenvolver displasia no colo do útero. Já as inflamações causadaspela doença do refluxo gastroesofágico podem aumentar as chances de uma displasia no esôfago. Diagnóstico de displasia O diagnóstico da displasia é feito por meio de exame clínico, de imagem e também biópsia para investigação do tecido. Para a conclusão do quadro, qualquer profissional médico pode realizá-lo e o direcionamento para a especialidade médica depende da queixa clínica do paciente. Tratamento da displasia Concluído o diagnóstico, o tratamento da displasia depende de cada caso. Há pacientes que são encaminhados para o tratamento cirúrgico, enquanto outros utilizam apenas a via medicamentosa. Há ainda a via dietética- comportamental, que promove mudanças de hábitos alimentares e diários. O tratamento depende do órgão afetado e das características. Nos casos em que a displasia é diretamente relacionada ao risco https://www.minhavida.com.br/saude/temas/doenca-do-refluxo-gastroesofagico https://www.minhavida.com.br/saude/temas/doenca-do-refluxo-gastroesofagico maior de câncer, como o câncer de colo uterino, o tratamento é cirúrgico. É possível conviver com a displasia? Existem casos de displasia em que a convivência com o distúrbio é totalmente possível, como a displasia mamária. Nesta situação, o paciente pode realizar um tratamento com orientações dietético- comportamentais ou medicamentosas que visam o alívio dos sintomas. Resumindo: Causas da displasia Displasia é câncer? Tipos de displasia Sintomas de displasia: Fatores de risco para a displasia Diagnóstico de displasia Tratamento da displasia É possível conviver com a displasia?