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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINTA – POLO ESPERANÇA CURSO DE SERVIÇO SOCIAL ADEILDA O ASSISTENTE SOCIAL FRENTE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FEMINICÍDIO CAMPINA GRANDE-PB 2021 O ASSISTENTE SOCIAL FRENTE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FEMINICÍDIO Trabalho Apresentado ao Curso de Serviço Social da UNINTA- Centro Universitário INTA- Polo Esperança-PB, para a disciplina de trabalho de Conclusão de Curso , TCC I como requisito parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Serviço Social. Orientadora: CAMPINA GRANDE-PB 2021 AGRADECIMENTOS SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO…………………………………………………………… CAPÍTULO I: A VIOLÊNCIA DOMESTICA E O FEMINICIDIO..................... 2.1 A violência domestica no Brasil................................................................ CAPÍTULO II: A LEI MARIA DA PENHA.............................................. 3.1 Tipificação da violência segundo a Lei Maria da Penha.................................. 3.2 Atuação do profissional Assistente Social frente a temática da violência domestica e o fenômeno do feminicidio.............................................................. CAPITULO III: METODOLOGIA............................................................. 5- CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 6-REFERÊNCIAS BIBIOGRAFICAS....................................................................... 1 INTRODUÇÃO No Brasil, o cenário que mais preocupa é o do feminicídio cometido por parceiro íntimo, em contexto de violência doméstica e familiar, e que geralmente é precedido por outras formas de violência e, portanto, poderia ser evitado. Trata-se de um problema global, que se apresenta com poucas variações em diferentes sociedades e culturas e se caracteriza como crime de gênero ao carregar traços como ódio, que exige a destruição da vítima, e também pode ser combinada com as práticas da violência sexual, tortura e/ou mutilação da vítima antes ou depois do assassinato. Violência, em seu significado mais frequente, quer dizer uso da força física, psicológica ou intelectual para obrigar outra pessoa a fazer algo que não está com vontade; é constranger, é tolher a liberdade, é incomodar, é impedir a outra pessoa de manifestar seu desejo e sua vontade, sob pena de viver gravemente ameaçada ou até mesmo ser espancada, lesionada ou morta. É um meio de coagir, de submeter outrem ao seu domínio, é uma violação dos direitos essenciais do ser humano. Assim, a violência pode ser compreendia como uma forma de restringir a liberdade de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, reprimindo e ofendendo física ou moralmente (TELES, 2003, p. 15). Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões da condição de sexo feminino”, ou seja, desprezando, menosprezando, desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as pessoas do sexo feminino tivessem menos direitos do que as do sexo masculino. Diversos casos de feminicídio enchem as telas dos jornais diários e das redes sociais, estão em toda parte como uma epidemia que não tem fim, um dos casos envolvendo violência doméstica ganharam repercussão mundial e deu origem a lei mais importante de combate à violência doméstica e ao feminicídio, foi o caso da farmacêutica Maria da Penha Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de homicídio cometidas pelo marido, que, além de impune, estava prestes a conseguir a prescrição do crime, levando para o debate público questões que antes eram tratadas apenas em âmbito particular. A violência contra a mulher não é um fato recente, desde os primórdios da humanidade as mulheres vêm sendo vítimas de agressões, muitas vezes 10 chegando a óbito. Por outro lado, o que é novo, é a responsabilidade de vencer tal violência, como condição para a construção da humanidade, visto que o Feminicídio define-se como a expressão máxima da violência contra a mulher. (FONSECA et all, 2018, P.50) Isso demonstra claramente um marco divisório, pois é a partir do reconhecimento da violência contra a mulher como uma questão de caráter público e universal que o Estado toma para si esse fenômeno tão antigo e aceito pela sociedade e cria medidas que visam coibir e punir esse tipo de violência. Ao enfocar a emergência da questão social, percebemos que o objeto de nossa profissão, a classe trabalhadora não se resignou, mas, ao contrário, protestou por melhores condições de vida e trabalho. Esse percurso foi traçado para conseguirmos compreender a importância da profissão denominada como Serviço Social e qual era sua função social, seus atuais desafios para a concretização dos objetivos dessa profissão comprometida com a emancipação da classe trabalhadora, através da total garantia de direitos e a atuação dos assistentes sociais com a problemática da violência contra a mulher e o feminicídio. A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, representa um marco na proteção aos direitos das mulheres, pois tem como premissa coibir e prevenir todas as formas de violência doméstica e familiar. Do mesmo modo, em março de 2015, no Brasil, o feminicídio foi tipificado como conduta criminosa, através da Lei n. 13.104/2015. (FONSECA et all, 2018, p. 50) O objetivo geral desse trabalho foi analisar as intervenções profissionais dos Assistentes sociais junto às mulheres em situação de violência doméstica e o feminicídio a luz da literatura, e os objetivos específicos; Descrever os principais motivos para a violência doméstica e o feminicídio; Trazer visibilidade para conhecer melhor a dimensão e o contexto da violência mais extrema contra as mulheres; Explicitar os dados da violência doméstica e do feminicídio através de pesquisas já realizadas e da literatura vigente. Partindo desse pressuposto muitas questões nos inquietaram e uma delas é diante de uma Lei tão bem elaborada e abrangente como a Maria da Penha, porque os números da violência doméstica e o feminicídio só crescem? Quais os entraves na aplicação e efetivação da lei para que estes crimes sejam evitados? Essas e outras questões farão parte do debate desse trabalho. Rigorosamente, a relação violenta se constitui em verdadeira prisão. Neste sentido, o próprio gênero acaba por se revelar uma camisa de força: o homem deve agredir, porque macho deve dominar a qualquer custo; e mulher deve suportar agressões de toda ordem, porque seu "destino" assim determina. (SAFFIOTI, 1999) Assim sendo, entender as causas da violência de gênero, que são ao mesmo tempo tão escandalosas e tão escamoteadas em nossa sociedade, uma questão de alta complexidade e relevância social e profissional, visto que há uma persistência de situações de violência contra a mulher ao longo do tempo. Dessa forma, acreditamos que estudos, como é o caso dessa pesquisa, podem contribuir para qualificar a intervenção do assistente social e melhorar a formulação de políticas públicas dirigidas a esse segmento significativo da população brasileira. As pesquisas nesse sentido podem contribuir para qualificar a intervenção do assistente social e melhorar a formulação de políticas públicas dirigidas a esse segmento significativo da população brasileira