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56 Sistema de Ensino Presencial Conectado serviço social PAULO INÊS ROSA FILHO violência Doméstica contra a mulher no âmbito familiar Xinguara - PA 2020 PAULO INÊS ROSA FILHO violência Doméstica contra a mulher no âmbito familiar Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Serviço Social. Orientador: Prof. Xinguara - PA 2020 Dedico este trabalho primeiramente aos meus pais, que não mediram esforço para que eu pudesse fazer o curso, e a todos aqueles que de alguma forma contribuíram do decorrer desta caminhada. agradecimentos Agradeço a todos os professores que contribuíram de forma geral, que não mediram esforço para nos atender de longe uma vez que q mídia nos auxilia e nos mantem de certa forma próximo, pois estamos sempre conectados. Aos meus colegas que de alguma forma contribuíram para minha formação como não posso esquecer que em especial meus pais, que juntos lutaram para que fosse possível eu realizar meu sonho. “Não há rupturas no cotidiano sem resistência, sem enfrentamento. A intervenção profissional do assistente social circunscreve um terreno de disputa, é aí que está o desafio de sair de nossa lentidão, de construir e reinventar mediações capazes de articular a vida social das classes subalternas com o mundo público dos direitos e da cidadania”. Maria Carmelita Yazbek (1999) lima, Luzia Caroline Batista de. Violência Doméstica Contra a Mulher no Âmbito Familiar. 2018. Número total de 55 folhas. Trabalho de conclusão de curso (graduação em Serviço Social) – Centro de Ciências Empresariais e Sociais Aplicadas, Universidade Pitágoras Unopar, Coxim-MS, 2018. RESUMO A violência se caracteriza como uma questão social gravíssima e muito delicada, presente em todo o mundo, podendo esta ser física, psicológica, sexual, urbana, institucional, intrafamiliar, de trânsito, enfim pode ser de diferences maneira perpetrada contra a mulher. Assim, a temática desta pesquisa é a violência contra mulher, no âmbito familiar, como também o trabalho do Assistente Social frente a essa problemática, uma vez que a violência doméstica tem tudo a ver com o ambiente familiar, por ser o lugar que na maioria dos casos ocorre, e nem sempre quando ocorrem essas violências são denunciadas. Faz se necessário entender a necessidade da sensibilização de toda a sociedade neste problema de cunho social, e de grande dimensão. Nesse sentido, este trabalho possui o objetivo de compreender a violência doméstica e familiar contra a mulher, com finalidade de levar informação, às mulheres que tiveram os seus direitos violados e a sociedade como um todo, propendendo que a violência doméstica e familiar como às demais violências são problema da sociedade e não apenas ‘mais um problema’ e deve ser discutido, debatido e enfrentado com a máxima importância e relevância do assunto. Nesse aspecto entra o serviço do Assistente Social, como um apoio fundamental a este tipo de violação de direito humano. Palavras-chave: Violência 1. Família 2.Serviço Social 3. Lei 4. LIMA, Luzia Caroline Batista de. Domestic Violence in the Family Year of Accomplishmet. 2018. Total number of sheets. 55 pages. Course Completion Work: (Bachelor of Social Work) - Center for Business and Applied Social Sciences, Pitágoras Unopar University, Coxim-MS, 2018. ABSTRACT Violence is characterized as a very serious and very delicate social issue, present throughout the world, which can be physical, psychological, sexual, urban, institutional, intrafamiliar, transit, in short, can be in a different way perpetrated against women. Thus, the theme of this research is violence against women in the family, as well as the work of the social worker facing this problem, since domestic violence is all about the family environment, being the place that in most of cases occur, and not always when these violence occur are denounced. It is necessary to understand the need to raise the awareness of society as a whole in this large social problem. In this sense, this work has the objective of understanding domestic and family violence against women, with the purpose of providing information to women who have had their rights violated and society as a whole, proposing that domestic violence and family violence Violence is a problem of society and not just 'one more problem' and must be discussed, debated and faced with the utmost importance and relevance of the subject. In this aspect enters the service of the social worker, as a fundamental support for this type of violation of human right. Key-words: Violence 1. Family 2. Social Service 3. Law 4. LISTA DE figuras Figura 1 - Atlas da Violência em 017.....................................................................18. Figura 2-Projeto ético olitico...................................................................................28 Figura 3 - Presença feminina no Brasil................ ................................................35 Figura 4 - Indice de pessoas ocupadas e desocupadas por sexo.......................35 Figura 5 – Tipos de agressores ..............................................................................37 Figura 6 – Tipos de Violência..................................................................................39 Figura 7_ Frequência da agressão.......................................................................43 Figura 8 – Motivos de não denunciar os agressores................................................44 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS BID Banco Interamericano de Desenvolvimento STJ Superior Tribunal de Justiça CFESS Conselho Federal de Assistência Social CLT Consolidação das Leis do Trabalho ONU Organização das Nações Unidas FBPF Federação Brasileira pelo Progresso Feminino IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística CREAS Centro De Referencia Especializado em Assistência Social CRAS Centro De Referencia de Assistência Social ONGs Organização não Governamental LBA Legião Brasileira de Assistência SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 13 CAPITULO I 16 1. VIOLÊNCIA 16 1.1 O QUE É VIOLÊNCIA. 16 1.2 CONSEQUENCIAS DA VIOLÊNCIA 18 1.3 A FAMILIA 19 1.4 PRÁTICA SOCIAL 21 1.5 SERVIÇO SOCIAL 22 1.5.1-O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL 23 1.5.2- SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL 24 1.6 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ASSISTENTE SOCIAL 27 CAPITULO II 29 2 A MULHER E SUA TRAJETÓRIA 29 2.1 DIREITOS DA MULHER 32 2.2 COMO ESTÃO ÀS MULHERES HOJE NO BRASIL 34 CAPITULO III 36 3. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 36 3.1 TIPOS DE VIOLÊNCIA DOMESTICAM DENTRO DO ÂMBITO FAMILIAR 38 3.2 A LEI MARIA DA PENHA E SEUS OBJETIVOS. 40 3.3- PROTEÇÃO A VÍTIMA SEGUNDO A LEI MARIA DA PENHA. 41 3.4-VULNERABILIDADE PERANTE AS AGRESSÕES 43 3.5- PUNIÇÕES AOS AGRESSORES 45 3.6-SERVIÇO DE APOIO A MULHER VITIMA DE VIOLÊNCIA DOMESTICA 46 3.7- A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E SERVIÇO SOCIAL 47 3.8-O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL FRENTE À VIOLÊNCIA DOMESTICA 48 4 CONCLUSÃO 52 REFERÊNCIAS 54 INTRODUÇÃO O presente trabalho consistiu em uma pesquisa bibliográfica sobre a Violência Doméstica no Âmbito Familiar, uma vez que a violência doméstica atinge milhares de mulheres em todo o mundo, praticada entre os membros que habitam um ambiente familiar em comum. Deste modo, o objetivo geral do trabalho é verificar quais os atendimentos e acompanhamentos das vitimas em situação de violência doméstica pode ter, sendo este um papel que deve ser acompanhado pelo Assistente Social. Tendo como objetivos específicos entender e identificar os tipos de violências domestica e familiares, sobre suas consequências na sociedade, o trabalho de atuação do Assistente Social frente a essa questão social,de politicas publicas, desta forma os profissionais da rede de assistência social e saúde possui dentro das politicas publicas um papel de suma importância no enfrentamento à violência contra as mulheres, já que são, comumente, os que iniciam o atendimento as vítimas. (Pimentel. 2018). Há também os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) que são órgãos que trabalham com profissionais capacitados para atender continuamente a mulher nessa situação. Os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS) também prestam atendimento as mulheres e indivíduos que já vivem em circunstância de violação de direitos humanos, Pimentel (2018). As áreas de saúde são órgãos governamentais que podem ter prudência em prestar atendimentos às mulheres que retornam com frequência acima da média para atendimento, observando suas queixas de dores, se as mesmas apresentam indícios de depressão ou mesmo outras perturbações de ordem psíquicas. (Pimentel 2018). Há também a assistência judiciaria da defensoria pública, que pode auxiliar todas as mulheres vítima de violência doméstica e familiar em que o Juiz responsável pelo processo pode garantir à mulher, a preservação de sua integridade física e mental. Uma vez que cabe ao Ministério Público representar a sociedade na denúncia e investigação para encontrar e punir criminalmente o agressor e também requerer medidas protetivas. (PIMENTEL, 2018). Segunda a autora Pimentel (2018), as ONGs e grupos de apoio a mulheres vítimas de violência, compostos por partes dentro da sociedade civil, busca ajudar no reconhecimento dos perfis de vítimas e agressores. 3.7- A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E SERVIÇO SOCIAL O serviço social possui um campo de trabalho bem amplificado, porque trabalha com o ser humano em si, e com as questões sociais, assim o trabalho envolve em atender segmentos exclusivos da sociedade como crianças, adolescentes, adultos e idosos e ainda trabalha na elaboração e na execução de políticas públicas, nesse aspecto o profissional esta promovendo a cidadania. (OLIVEIRA e MIGURO. 2004) Neste sentido, faz-se necessário compreender a relação relevante entre direitos humanos e Serviço Social, uma vez que segundo Oliveira e Miguro: O profissional tem no seu exercício cotidiano uma ligação estreita com os princípios éticos que fundamentam os direitos humanos como a democracia, a justiça social e a liberdade; compromissos sociais assumidos pelo projeto ético-político que norteia a profissão. (OLIVEIRA e MIGURO. 2004 pág. 5) Desta forma, pode-se dizer que as relações entre Serviço Social e direitos humanos caminham juntos, visto que promove caminhos a serem desafiados tendo como base a interversão do profissional. Nesse sentido, Barroco (2004, p.39) diz que é um projeto ético-político enfrentado perante a violação dos direitos humanos [...] o debate dos direitos humanos traz novos desafios para o projeto ético político. Barroco complementa que essa intervenção profissional... Possui vínculos sociais, de desrespeito ao ser humano, de violência e perda de direitos [...]. (OLIVEIRA e MIGURO. 2004) Nesse contesto, há a violações de direitos humanos, que centrando aqui, que é a violência contra a mulher, no ambiente familiar, que é um problema da questão social. Assim, o profissional da área possui uma função de suma importância nessa questão. (OLIVEIRA e MIGURO. 2004) São muitos desafios que os profissionais do Serviço Social enfrentam no combate a violência. Atua no combate a violência domestica inserindo nas instituições à mulher vitima de evidencias, após a reconceituação, um movimento que surge com a necessidade de adequar as praticas profissionais á realidade de um país e a ruptura do conservadorismo (denominado Serviço Social Tradicional) construindo novos métodos e técnicas a partir das necessidades populares para um agir profissional com identidade própria com a realidade social. 3.8-O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL FRENTE À VIOLÊNCIA DOMESTICA No trabalho social promove a resolução de problemas sociais, no âmbito das relações humanas e ajuda para que todos possam estar promovendo o bem estar das pessoas ao seu redor. As pessoas que movimentam o trabalho social trabalham no setor de Segurança Social e também na proteção Social e as atividades que são desenvolvidas por esses profissionais são solucionada de acordo com as pessoas que tem mais necessidades. Portanto o trabalho social desenvolve no âmbito democrático, lutando pela igualdade e dignidade humana (IAMAMOTO 2007). A profissao de assistente social é regulamentada pela Lei 8.662/93, assim, com esse amparo legal o assistente social, dentro da dinâmica da sociedade, pode e deve também atuar na defesa intransigente dos direitos humanos, deste modo esta profissão esta profundamente conectada ao combate à violência, neste caso a violência domestica que sofrem as mulheres no âmbito familiar, já que é considerada como uma violação dos direitos humanos. (IAMAMOTO, 2007). Segundo Iamamoto: A profissão não se caracteriza apenas como nova forma de exercer a caridade, mas como forma de intervenção ideológica na vida da classe trabalhadora, com base na atividade assistencial; seus efeitos são essencialmente políticos: o enquadramento dos trabalhadores nas relações sociais vigentes, reforçando a mútua colaboração entre capital e trabalho (IAMAMOTO, 2007, p. 20). O profissional do Serviço Social faz uso dos seus instrumentos técnico operativos para amenizar os conflitos passados pelas mulheres, fazendo com que a vítima seja orientada, explicada e respaldada acerca dos seus direitos, para que assim, talvez ela consiga se emancipar dos traumas aturados naquelas circunstâncias. O Assistente social atua contra a violência domestica embasada em duas vertentes: A Dimensão Ética Politica, que norteia o profissional a desempenhar um papel no sentido de orientar as mulheres tratando com as mesmas os seus direitos, se dispor a favor da luta por politicas que venham suprir as necessidades reais das vitimas de violência. E a Dimensão Teórica Metodológico, que tem por escopo iluminar a pratica profissional para a concepção de táticas para o enfrentamento das demandas postas nesta área. O Assistente social no combate a esta violação dos direitos da mulher tem papel fundamental na formulação, execução e gestão de políticas públicas de prevenção da violência domestica, bem como no atendimento e na orientação das mulheres que se encontrarem nessa situação de risco. Desta forma o assistente social pode realiza ações de intervenção nesta situação específica de violência, conforme destacam Lisboa e Pinheiro: A violência contra a mulher tornou-se objeto de intervenção profissional do assistente social como um desafio posto no cotidiano, sobre o qual ele deverá formular um conjunto de reflexões e de proposições para a intervenção.( Lisboa e Pinheiro. 2005, pág. 204) A intercessão do assistente social diante a ação de violência contra a mulher principalmente no âmbito familiar, é muito complicado e deve ocorrer com cautela, obedecendo aos princípios sobrepujados no Código de Ética da Profissão, no artigo 5º, alínea “c” do mesmo Código, que diz: “defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo”, e “democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários”. (IAMAMOTO, 2007). Deste modo, o profissional pode desenvolver seu trabalho de maneira que colaborarem para haja a constituição de uma sociedade, sem violência, ainda mais no âmbito família. Assim, o profissional é designado para trabalhar na problemática da violência contra a mulher, pautadas em conhecimentos referentes aos direitos humanos e direitos das mulheres dentro das políticas públicas com objetivo de acabar com a violência. (LISBOA e PINHEIRO. 2005) Para que o Assistente Social faça seu trabalho ele pode valer de diferentes instrumentos, e metodologias que vai auxilia-lo a identificar e comprovar a existência dos fatos. As visitasdomiciliares, observação, atendimentos sociais individuais, entrevistas e, pareceres poderão ajuda-lo a ter conhecimento da situação e do tamanho do problema na qual a mulher em situação de violência domestica pode estar vivendo. De posse destes dados o profissional poderá indicar os caminhos viáveis e a resolução do problema vivenciado e buscar soluções adequadas para sanar com a violência sofrida pela mulher (VILELA, 2008). O desempenho do assistente social, no combate a violência contra a mulher dentro da sua casa, com sua própria família, pode ocorrer em diferentes órgãos públicos institucionais ou privados, como a delegacia da mulher, Hospitais, Maternidades, Serviços à Saúde, Centros de Atendimentos, CREAS, CRAS dentre outra. O CRAS e CREAS representam o órgão de proteção às vitimas em ocorrência de violência domestica, prevista no artigo 9° da Lei Maria da Penha, que coopera na atenção dos casos de violência domestica no âmbito familiar. (LISBOA e PINHEIRO. 2005) A violência contra a mulher, que acontece com seus parceiros geralmente são acompanhada de outros tipos de violência, desta forma, há um barreira que impede que essa mulher reaja diante da violência acometida a ela e assim, a mesma fica travada e não busca auxílio nos serviços de assistência social nem tão pouco outro órgão que possa ajuda-la. (LISBOA e PINHEIRO. 2005) No caso de haver ferimento ela somente comparece a um hospital no ultimo caso se houver ferimento que necessite realmente de cuidados médicos e ainda podem esconder os fatos verídicos. (LISBOA e PINHEIRO. 2005) Outro aparato importante previsto na lei 11340 é o Observatório de Monitoramento da Implementação e Aplicação da Lei Maria da Penha, este tem por finalidade a aplicabilidade da lei mediante os dados sistematizados, os quais poderão ser monitorados e analisados com vistas a verificar se a lei de fato está sendo aplicada (BRASIL, 2008). O setor de Serviço Social na pessoa do assistente social devem acolher a vítima, e identificar a situação que está inserida encaminhando a vítima ao setor psicológico e ou jurídico de acordo com a situação vivenciada o assistente social deve realizar um trabalho interdisciplinar, cabendo a ele realizar estes encaminhamentos. Como também usar de outros recursos da sociedade que possam ser úteis. Como por exemplo, encaminhar a vítima para Casas Abrigo, retirando-os do ambiente familiar até cessar a situação de violência isto é quando houver necessidade ou mesmo conduzir a vitima e o agressor, se este tiver interesse, para tratamento ou internação. (LISBOA e PINHEIRO. 2005) Portanto no atendimento as mulheres em situação de violência domestica o assistente social deve realizar visitas domiciliares constantemente para acompanhar a situação e quando for o caso o trabalho do assistente social se estende como Testemunhar em Tribunais, por fim, realizar trabalho social com a família da vítima e acompanhar sistematicamente a situação. 4 CONCLUSÃO Dentro de todos os aspectos, este trabalho procurou evidencia a violência domestica no ambiente familiar de forma que contribua com informações as famílias e mulheres que foram ou são violentadas, que as encorajam a denunciarem seus agressores e para que possam ir à busca de seus direitos sabendo que, são amparadas pela lei 11.340 Lei Maria da Penha criada para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Neste contexto, pode se completar que a violência contra a mulher é uma maneira silenciosa e disfarçada de agressão vivenciada por muitas mulheres em todo o país. Dentro deste panorama, é viável que haja a mobilização dos diferentes setores da sociedade com o objetivo voltado a prevenção e erradicação da violência contra a mulher. E isso só se consegue através de ações e medidas esquematizadas e empregadas, com esforços de todas as iniciativas das politicas publicas e outros órgão, que lutam pelos direitos da mulher. Destacando ainda a reflexão proposta pelo estudo que é de grande relevância para o serviço social, entendendo a dinâmica dos movimentos sociais na luta pela construção de politicas publicas, como no planejamento, execução e avaliação destas politicas. Portanto este trabalho originou os subsídios necessários para orientar, e fazer com que haja uma compressão sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher, levando conhecimento e informações as mulheres que tiveram os seus direitos violados. Permitindo que a mesma conheça mais sobre o tema violência doméstica e sobre o impacto que esta realidade causa nas famílias. Neste sentido o papel do Serviço Social nestes tipos de circunstância de violência doméstica está em fazer palestras dando base e orientações aos usuários e vítimas de violência doméstica e familiar. Espalhar folder com números de telefones para que as vitimas dessa violência, possam ligar para fazer denúncia como também neste folder haver um esclarecimento sobre as instituições que eles (as) possam recorrer e o profissional que deve atende-lo. Por isso, o assistente social, é essencial conhecer a realidade em que atua, a fim de compreender como os sujeitos sociais experimentam e vivenciam essas situações. A violência domestica é um grave problema que não pode ser tratado como um problema que d=se diz respeito somente as famílias vitimas de violência, entendendo a necessidade da sensibilização de toda sociedade nesta dificuldade de cunho social e de grande dimensão, muitas vezes por a estrutura familiar estar fragilizada acaba se tornando um espaço onde acontecem algumas violações. O profissional que irá atender as vítimas de violência doméstica deve estar devidamente habilitado para compreender a situação, na intenção de localizar redes de apoio, prováveis riscos que a mulher possa estar vulnerável. Em equidade disso, a presença de uma equipe multiprofissional qualificada é de suma estima. No âmbito do Serviço Social interessante lembrar a necessidade do profissional saber intervir e recomendar às mulheres projetos capazes de aprimorar a realidade delas, recordando a elas os seus direitos para que possam, também, em conjunto com o profissional, reivindicar os seus direitos. Assim é importante mostrar os aspectos sociais do tema, por ser de extrema importância acaba exigindo um entendimento especializado, onde podemos unir forças da sociedade e justiça para aprimorar o atendimento as mulheres e famílias vitimam de violência domestica e familiar. Existem também possibilidades do profissional trabalhar com grupos, principalmente nos casos de mulheres que sofrem violência doméstica. Portanto, os objetivos alcançados neste trabalho ira propiciar reflexão e análise na aquisição de novos conhecimentos sobre o tema complexo que é a violência contra a mulher, provocando novas possibilidades de estudos bem como discussões e colaborações e ampliando o conhecimento sobreo papel do assistente social frete a violência domestica no ambiente familiar. REFERÊNCIAS AUAD, Daniela. Feminismo: que história é essa? Rio de Janeiro: DP&A, 2003. ANDRADE, Marília (2001), Serviço Social e Mutações no Agir na Modernidade, Tese de Doutoramento, PUC/ S. Paulo.2001. AZEVEDO, Maria Amélia. Mulheres espancadas: a violência denunciada. São Paulo: Cortez, 1985. BARBOSA, carmen; CASTRO, Eloisa. Educação sem Fronteira. Serviço Social. Interativa. CG.2008. BUONICORE, Augusto C. *, Congresso em Foco. 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Segundo dados da Sociedade Mundial de Vitimologia, 23% das mulheres no país encontrar-se a mercês da violência domésticas, o que aponta que os danos causados no desenvolvimento dos filhos e muito contraproducentes, por conta que este problema se reflete inclusive, de forma bastante negativa, no desenvolvimento dos mesmos. Assim, estudos realizados, em 1997, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontam que filhos e filhas de mães vítimas de violência apresentam um número três vezes maior de oportunidades de adoecerem e 63% dessas crianças reprovam pelo menos uma vez no colégio, desistindo dos estudos em média aos nove anos de idade, (Barros, 2018). De acordo com STJ: As estatísticas estão a indicar que a principal causa de homicídio de mulheres é exatamente a prática de violência anterior. Então, mais das vezes, as pessoas, no íntimo das suas relações familiares, não praticam homicídio contra a mulher como primeiro gesto de violência. Começa com a agressão moral. Se ela não é combatida, há uma segunda etapa, que é a violência física, normalmente, em menor proporção. “E, finalmente, pode-se chegar a esse tipo de aniquilamento da dignidade humana”, conta o ministro. “(BRASIL, 2011)”. Segundo o artigo 7° da Lei n° 11.340/2006 são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher à violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Assim pode-se definida como Violência Física, qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal, ação ou omissão que coloque em risco ou cause danos à integridade física de uma pessoa. A Violência Psicológica por sua vez, e o ato praticado em que há uma conduta que cause danos emocionais e diminuição da autoestima ou qualquer outro meio que cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. Já a Violência Sexual é a ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal ou a participar de outras relações sexuais com o uso da força, ou o uso de qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. A Violência Patrimonial e definida como a conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus instrumentos de trabalho, documentos pessoais entre outros e a Violência Moral já é qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. (Brasil.2008) Muitos casos de violência doméstica acontecem devido ao consumo excessivo de álcool e o uso de drogas, mas também podem ser motivados por ciúmes. Toda violência é repudiável inclusive a violência doméstica. “Algumas questões culturais como machismo, patriarcalismo e outros tipos de subjugação do gênero feminino ainda são os fatores mais determinantes nos casos de violência doméstica”, afirma a Promotora Ana Lara Camargo de Castro (2014) em uma entrevista ao Campo Grande News. A violência doméstica é um assunto bastante amplo, quando se põe a pesquisar sobre esse tema logo se vê cercado de informações que excita o aprofundamento para obter maiores conhecimentos sobre o assunto, já que as mulheres ainda na atual sociedade passam por situações que nem sempre são percebidas como agressões, mas realmente são considerados, pois seus direitos são violados. Desta forma o serviço social, é o órgão responsável para lutar contra a violência domestica e poder amenizar os casos. (Barbosa, Castro, 2008) Neste sentido o assistente social poderá orientar as pessoas vítimas, fazendo o acompanhamento e encaminhando para os setores responsáveis para demais providencias cabível, além de empregar como método do seu trabalho a pesquisas para verificar se mulher esta em situação de risco. (Barbosa, Castro, 2008). Portanto este trabalho esta dividido em três partes, sendo que a primeira parte descreve o que é violência e suas consequências, bem como faz uma explanação sobre a família descrevendo sobre as praticas sociais, e o serviço da assistência social, dando uma explanada sobre o surgimento das primeiras escolas do serviço social no Brasil e também abrange o assunto sobre os princípios do Assistente Social. Na segunda parte trás assunto sobre a mulher e sua trajetória, direito da mulher e como esta a mulher hoje. Na ultima parte aborda o assunto como a violência domestica, tipos de violência sofrida no âmbito familiar, a lei Maria da Penha, proteção a vitima segundo a lei Maria da Penha, como também a vulnerabilidade da mulher frente a essas ações de maus tratos e punição dos agressores e quais são os serviços de apoio à mulher vitima de violência domestica, e o trabalho do serviço social e finaliza com o Trabalho do Assistente Social Frente à Violência Domestica. CAPITULO I 1. VIOLÊNCIA 1.1 O QUE É VIOLÊNCIA. Violência são ações ou mesmo o uso de palavras que podem machucar as pessoas, também é considerada violência o uso abusivo de força ou poder ou mesmo o uso de força que gera sofrimento, ferimento, tortura ou morte. (KRUG, 2002) De acordo com a Organização Mundial da Saúde: “uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (KRUG, 2002, p. 5). Entende-se assim, que violência vem a serem consideradas as ações, que se utiliza a agressividade intencionalmente, ou seja, empregar a força física e intimidação moral para ameaçar ou cometer algum ato violento que pode acabar resultando em acidente, morte ou trauma psicológico. (KRUG, 2002, pag.34) Essa palavra origina-se do Latim “violentia”, o que quer dizer agir com veemência e impetuosidade ou “violentus”, aquele que age pela força. Violência também está relacionada à outra palavra do Latim, “Violare” que significa desonrar, ultrajar ou tratar algo ou alguém com brutalidade. A violência tratada a fundo é um tipo de violação à integridade física, moral e psicológica que pode causar danos irreversíveis aos outros. É o desrespeito aos diretos considerados inalienáveis da condição humana. A violência é considerada uma ação que viola os direitos humanos, além de ser um ato vergonhoso, que acontece tanto na cidade como no campo, como nas capitais, visto que há um crescimento de atos violentos. Os indivíduos possuem o direito de ter seus direitos garantidos e viver sem medo de qualquer espécie de crime. De acordo com AZEVEDO: Violência é toda iniciativa que procura exercer coação sobre a liberdade de alguém, que tenta impedir-lhe a liberdade de reflexão, de julgamento, dedicação e que, termina por rebaixar alguém a nível de meio ou instrumento num projeto, que a absorve e engloba, sem trata-lo como parceiro livre e igual. A violência é uma tentativa de diminuir alguém, de constranger alguém a renegar-se a si mesmo, a resignar-se à situação que lhe é proposta, a renunciar a toda a luta, abdicar de si. (AZEVEDO, 1985, p. 19). Portanto, levando em consideração o que o autor diz sobre a violência, fica visível que atos violentos vêm se tornando, sérios e assombradores problemas que aflige os cidadãos e deve ser combatido, pois a agressividade contra o ser humano tem se mostrado mais frequente gerando consequência desastrosa a saúde dos mesmos, já que pode gerar consequências físicas, mentais e sociais, que podem marcam para sempre a vida dos seres humanos que sofrem violência. De acordo com AZEVEDO: [...] violência é uma realização determinada das relações de força tanto em termos de classes sociais quanto em termos interpessoais. Em lugar de tomarmos a violência como violação e transgressão de normas, regras e leis, preferimos considera-las sob dois outros ângulos. Em primeiro lugar, como conversão de uma diferença e de uma assimetria numa relação hierárquica de desigualdade, com fins de dominação, de exploração e de opressão. Istoé, a conversão dos diferentes em desiguais e a desigualdade em relação entre superior e inferior. Em segundo lugar, como a ação que trata um ser humano não como sujeito, mas como uma coisa. Esta se caracteriza pela inércia, pela passividade e pelo silêncio de modo que, quando a atividade ou a fala de outrem são impedidas ou anuladas, há violência. (AZEVEDO, 1985, p. 18) No Brasil o índice de violência vem crescendo a cada ano, com números alarmantes, a Atlas da Violência 2017 (figura 1), analisou dados do Sistema de Informação do Ministério da Saúde, e utilizaram também informações dos registros policiais publicadas no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estudo considerou as mortes por agressão (homicídio) e as mortes violentas por causa indeterminada. (KRUG, 2002) FIGURA 1- ATLAS DA VIOLÊNCIA EM 2017. Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view 1.2 CONSEQUENCIAS DA VIOLÊNCIA O ser humano, quando sofre algum tipo de violência, pode adquirir implicações emocionais que se não cuidada ou mesmo tratada pode haver prejuízo na sua vida pelo resto da sua vida. O medo é uma das principais consequências da violência, na atual sociedade em que os cidadãos se encontram inseridos o medo já se instalou e nessas perspectivas os cidadãos sentem se afetados muitos entram em pânico, com medo ate mesmo de irem às ruas. (AZEVEDO, 1985) Segundo a psicóloga, Mônica de Lima Azevedo, este medo ocorre por haver dentro do individuo um autocontrole de um fator de proteção própria do ser humano, sendo esta uma reação considerada normal, porquanto que esta reação indica que o individuo vai vivenciar algo novo. Entretanto, o medo não deve impedi-lo de agir, servindo somente como um alerta para se tiver cuidado, para que o individuo possa ter uma atenção maior com o que ocorre em sua volta, isto é um sensor de autoproteção. Mas se este medo faz com que o individuo não sai de casa, suas ações ficam limitada e preciso que procure ajuda. (MORAES, 2018). O trauma e outra consequência que trás prejuízo a ser humano, entretanto a maneira que cada um lida com traumas é bem individual, o tratamento, pode ocorrer sozinho ou mesmo precisar da ajuda de um especialista, para que se possa recuperar a própria barreira protetora, no intuito de restaurar, o seu, anseio de poder pessoal, porque quando se confronta com a realidade da importância de seguir em frente, o trauma vai perdendo a força. (MORAES, 2018) Enfim as consequências de qualquer tipo de violência são muitas profundas, para vitima, e geralmente são evidenciadas pela baixa autoestima, atitudes passivas, transtorno emocionais, problemas de saúde mental e físico, depressão, ansiedade e ate mesmo pensamentos suicidas, dentre outras. E ainda vai mais além, pois segue a perda de interesse pelas questões relativas à vida profissional, perda de interesse no trabalho, falta de confiança nas pessoas, assim como a manifestação de transtorno fóbico de difícil resolução. (AZEVEDO, 1985) Cada tipo de violência gera, segundo Kashani e Allan (1998), prejuízos nas esferas do desenvolvimento físico, cognitivo, social, moral, emocional ou afetivo. As manifestações físicas da violência podem ser agudas, como as inflamações, contusões, hematomas, ou crônicas, deixando sequelas para toda a vida, como as limitações no movimento motor, traumatismos, a instalação de deficiências físicas, entre outras. 1.3 A FAMILIA A humanidade sempre reconheceu o papel da família na criação da formação dos seres humanos pronta para entrarem em relações sociais saudáveis e construtivas, assim é concedido um papel central da família em tudo que diz respeito às necessidades e as exigências da formação humana em uma sociedade. Deste modo a família é entendida como intercambio simbólico entre gêneros e gerações, uma mediação de cultura e natureza entendida como grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto como também que tenha ancestralidade entre si. (Moraes, 2018) O significado de família nos últimos anos vem sofrendo mudanças significativas, no decorrer da História, isso porque vem seguindo a evolução da própria sociedade. No período colonial os portugueses colonizadores, que residiam aqui no Brasil, tinham suas famílias, e obrigava suas escravas negras a servi-los como concubinárias e durante o período imperial, não foi diferente, essa pratica era corriqueira. Assim os senhores de engenho adotavam o sistema de alforria para as escravas negras e as conservava fora do seu lar como concubina, (Bernardo, 2018). Entretanto, ainda que essas situações ocorressem no Brasil deste dos tempos mais remoto essa situação sempre foi marginalizadas, e todas essas situações nunca foram consideradas corretas, sempre aconteceram de forma secreta, em que as partes principais que são as mulheres, eram, e continuam sendo, vítima de abuso censura e preconceitos, o que trás indignação e discursão a cerca do conceito sobre a família. (Bernardo, 2018). Porem a Constituição Federal de 1988 trata da Família no Art. 226, trazendo conceito familiar. De acordo com o Artigo 226 da Constituição Federal de 1988: Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado... § 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. O autor, explica, que de acordo com a constituição federal “a família deve ser entendida como o núcleo no qual o ser humano é capaz de desenvolver todas as suas potencialidades individuais, tendo em vista o princípio da dignidade da pessoa humana, além dos princípios do Direito das Famílias”. Segundo Hugo, (2017) ”Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família”. Entende-se deste modo que o valor da família é muito importante para o bem-estar de todos no âmbito familiar. Portanto na atual sociedade a família é na verdade uma construção de espaço no qual há confiança e apoio em que seus componentes tenham segurança e vivem com respeito e dignidade entre si. 1.4 PRÁTICA SOCIAL A intervenção do Serviço Social surgiu a partir do início da satisfação das necessidades humanas, onde ao longo dos anos há uma necessidade de aprofundar no conhecimento sobre as práticas de intervenção no meio social, levando em consideração a sociedade em si. Assim, pode completar que o Serviço Social é uma profissão multidisciplinar que atua no campo social com o objetivo voltado para as mudanças sociais em todos os niveis. (Bernardo, 2018) Desta maneira, a sua intervenção abrange o conceito de interação relacionada dos direitos humanos, agindo como mediador, com o objectivo de capacitar o indivíduo para a acção no que respeita ao seu próprio percurso de vida. A intervenção do Serviço Social é baseada em conhecimentos teórico-cientificos, métodos e técnicas próprias para a acção que desenvolve. (Andrade, 2001) Segundo Andrade, (2001, pag. 38) a intervenção dos Assistentes Sociais é entendida desta forma: “ um espaço relacional, na medida em que se estrutura e se corporifica através da comunicação e da participação dos elementos que compõem o campo, diremos que um dos aspectos essenciais que nos interessa perceber é a rede de relações que se estabelece entre os diferentes protagonistas que integram esse campo de intervenção” Nesta perspectiva entende-se que o profissional da área da assistência social mobiliza atos que movimenta e ajuda a eficácia da exclusão para a inclusão, em que a intervenção do Serviço Social consistenum conjunto de passos preestabelecidos que estabelece uma intensa capacidade que o Assistente Social possui como mediador entre o problema e a pessoa. (ANDRADE, 2001) Deste modo, as políticas sociais de proteção, precisam ser entendidas, para que seja possível a realização das ações, conforme a realidade social, contribuindo assim, para a construção de um saber e particularmente para a direção de que os direitos humanos sejam respeitando perante a sociedade em que vivem os seres humanos. (ANDRADE, 2001) 1.5 SERVIÇO SOCIAL No Serviço Social é considerado o conjuntivo político-social que surgiu no corpo profissional na forma de um movimento de renovação l que ofereceu duas faces: modernização e ruptura. Deste modo o movimento iniciou no Cone Sul da América - latino em 1965, e este ano houve o I Seminário Regional Latino-americano de Serviço Social em Porto Alegre e após este inicio deu ênfase ao resto do continente ao longo de aproximadamente uma década. Na época da modernização houve o anseio de modificação do Serviço Social de tecnologia em ciência, e assim foi colocado um método científico e já na ruptura, houve a descoberta da ideologia como uma região. (Barbosa e Castro. 2008) Podendo entender que existia a aspiração de praticar o Serviço Social como uma ciência, na qual para isto era necessária, que o Serviço Social rompesse com suas ideologias ou que se definisse a favor de uma única ideologia a qual fosse possível pensar a relação entre o conhecimento e os interesses sociais. Esta formulação faria com que o Serviço Social abandonasse o lugar de neutralidade que tradicionalmente ocupava, se afastando também da proposta modernizadora uma vez que era considerado como uma proposta ideológica que visava a mascarar as relações sociais entre as classes. (BARBOSA e CASTRO. 2008) Desta forma surgia à renovação do Serviço Social, que consistia na tecnificação da prática profissional, dando lugar a uma perspectiva modernizadora do Serviço Social. Entretanto, quando é uma crise de legitimidade social a saída incidi em romper com as habituais instituições empregadoras dos profissionais, isto é, principalmente, com o Estado, dando lugar a uma esperança fundamentada na intenção de ruptura. A pretensão de restaurar o Serviço Social não cobre a totalidade do procedimento da técnica de renovação da profissão. Existia, também, junto com esta tendência, outra que se caracterizou pela modernização e tecnificação das práticas profissionais, numa tentativa de se adaptar às novas demandas tecno-burocráticas dos estados desenvolvimentistas. (Barbosa e Castro. 2008) O eixo que atravessa o Seminário de Araxá é o transformismo a continuação do Serviço Social tradicional sobre novos alicerces o qual se manifestaria de diferentes formas ao longo do seminário. Outro seminário, organizado também pelo CBCISS possuía a intenção de analisar a questão da metodologia profissional do Serviço Social. (BARBOSA e CASTRO. 2008) A Perspectiva de origem católica do conservadorismo reivindicava a relação cara a cara no espaço micros sociais, nesta perspectiva o diálogo, era uma ferramenta de trabalho. Desta forma a transformação social era entendida como crescimento da pessoa que buscava através de uma leitura simplificada, o entendimento em resgatar o Serviço Social antes da queda no positivismo. (Barbosa e Castro. 2008) Diante da probabilidade de intenção de ruptura surgida a partir da crise final da ditadura, quando o movimento operário foi constituído em sujeito político, há, portanto o Congresso da Virada III no ano de 1979. Obviamente, este processo, que emergiu no Serviço Social, já tinha um acúmulo realizado nos anos sessenta e também, ainda que em circunstâncias totalmente desfavoráveis, nos anos setenta, como ficou acessível com o conhecimento do Método B.H. Existindo uma relação entre os interesses das classes sociais subalternas, e sua expressão teórica na teoria social crítica, particularmente, na tradição marxista. (BARBOSA e CASTRO. 2008) 1.5.1-O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL Diante da necessidade, deu inicio no Brasil organizado pelas cônegas de santo Agostinho, para moças, com a finalidade de elaborar um plano social, sob a orientação da igreja, nascido uma fundação de estados e ação social em 1932, coma finalidade de introduzira doutrina católica. (Barbosa e Castro. 2008) Desde o ano de 1938 a 1946, foi criado o Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), a LBA, SENAI, SESI, fundação Leão XIII e a Previdência Social, que fundamentava em apresentar assistência aos hospitais creches, maternidades e instituto de amparo a concepção de onde a constituição de 1934 proporcionou assistência ao inicio do trabalho. (Barbosa e Castro. 2008) A LBA foi à primeira instituição de assistência Social do país com a intenção de acessória aos soldados que vieram feridos da II guerra mundial e consequentemente as famílias dos mesmos quanto aos que morreram. Assim, 1995, o serviço social ampliou-se e a partir de 1942 com o nome de serviço Nacional de aprendizagem dos industriários chamaram-se SENAI. (Barbosa e Castro. 2008) As instituições públicas e patronais que implantaram o serviço social reconhecendo suas finalidades ocorreram no período que se entendeu entre 1938 a 1946, criando o Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), LBA, SENAI, SESI, fundação Leão XIII e a Previdência Social, no qual baseava em prestar auxilio a hospitais creches, maternidades e entidades de proteção a criação e a constituição de 1934 estendeu para outra assistência com a Lei 119/35. (Barbosa e Castro. 2008) O serviço social foi ampliado para outras áreas e com o decreto – lei federal de 1942 com o nome de serviço Nacional de aprendizagem dos industriários chamou-se SENAI, e estava ligada a confederação, chamou-se indústrias, com o trabalho em maior atenção aos direitos sobre jornada de trabalho, conhecimento, lazer, saúde, descanso, lazer, com férias. Nasce desta forma o SESI, pelo decreto atuando na área da assistência. Atividades na comunidade em apoio da hierarquia, sendo que previdência Social nasceu quando o governo de Getúlio implantou a política pública do serviço social, expandido para outras áreas. Portanto esta previdência maior segurava na área da assistência Social. (BARBOSA e CASTRO. 2008) 1.5.2- SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL Na comparação entre a dinâmica da renovação do Serviço Social no Brasil com o resto dos países da América-latina deve ser levado em consideração o ambiente político diferenciado em que se desenvolveu este processo. No Brasil, numa ditadura, e, nos outros países, numa democracia com grande mobilização social, por esta razão a renovação no Brasil seria a primeira modernizadora e somente depois, com o ingresso da classe operária no cenário político, é que resgatará a herança da reconceitualização (1965 - 1975) iniciando um processo de ruptura. (Barbosa e Castro. 2008) A reconceituação começou com o 1º Seminário Latino-americano de Serviço Social, realizado no ano de 1965 em Porto Alegre, e finalizou por volta do ano de 1973, durante este deslize de tempo foi desempenhada uma série de seminários latino-americanos. No mesmo ano em que foi realizado o 1ª Seminário Latino-americano de Serviço Social em Porto Alegre, foi fundada a Associação Latino-americana de Escolas de Serviço Social logo depois Trabalho Social e uma década depois, o Centro Latino-americano de Trabalho Social, CELATS, que tiveram grande importância na promoção do Serviço Social crítico. (Barbosa e Castro. 2008). No Brasil, a partir do início da perda de legitimidade da ditadura, no ano de 1974, é que começarão a serem criadas as condições para o desenvolvimento do pensamento crítico no Serviço Social. Outro fator a ser levado em consideração é a reforma universitária acrescida no Brasil no ano de 1968 que criou os cursos de pós-graduação e profissionalizará o trabalho docente. Esta reforma está relacionada com o processo de industrialização, em que a profissionalização do trabalho docente e os cursos de pós-graduação,unido ao desenvolvimento político da classe operária, são fatores que ajudam a explicar o grande desenvolvimento teórico-político do Serviço Social particularmente a partir dos anos oitenta. (BARBOSA e CASTRO. 2008) Ao longo do processo ditatorial J. P. Netto distingue a constituição de três perspectivas, modernizadora, reconceitualização do conservadorismo, intenção de ruptura. A Questão social, como objetos de trabalho do serviço social são definidos pelas transformações surgidas a partir do neoliberalismo em que este movimento de tomada de consciência política da burguesia formou-se um conjunto de problemáticas subjetivas da classe trabalhadora a partir das desigualdades sociais. Esses fatos acabam por realizar reflexos no cotidiano do trabalho surgindo a classe operária dentro da sociedade capitalista e esta categoria, sobretudo a questão social está diretamente associada ao processo de instituição do neoliberalismo generalização do trabalho livre e redistribuição da riqueza social em que houve a banalização do processo de escravidão na contemporaneidade. (BUONICORE, 2017). Deste modo pode-se dizer que a atividade do Assistente Social é definida em planejar, pesquisar, administrar, ensinar e incentivar os processos de transformações culturais e a participação na formação da política social. O Assistente Social atua junto ao serviço social da família, voltado para a assistência integral à família, atuando na orientação sobre casais com problemas como: alcoolismo, drogas, separação, homossexualismo, violência, junto aos problemas do menor, entre outros. Na área de bem-estar e promoção social, o assistente social atua junto a órgãos públicos municipais, estaduais ou federais, na criação e auxílio de programas visam atender às necessidades básicas do ser humano, como alimentação, moradia, vestuário, educação, saúde e lazer. (BUONICORE, 2017). Na área empresarial, trabalha no setor de recursos humanos, no auxílio aos treinamentos, na orientação para a prevenção de acidentes de trabalho e na seleção de pessoal. No serviço social médico, acompanha os tratamentos de saúde de indivíduos ou grupos, nos distúrbios de origem psicossocial, na orientação aos meios de tratamento e prevenção de doenças. (BUONICORE, 2017). Com a nova Constituição e com o Estatuto da Criança, o Assistente Social passou a ser muito mais requisitado, pela exigência de sua presença nas comissões de julgamento de menores e em virtude da existência de programas governamentais de benefícios. (BARBOSA e CASTRO. 2008) São boas as chances de emprego, sendo o setor público o que emprega o maior número de profissionais, pois todo município deve ter programas de distribuição de alimentos e de remédios, passes de ônibus intermunicipais, serviços de ambulância, creches, entre outras atividades, que devem ser desenvolvidas e acompanhadas por Assistentes Sociais como também quando se fala nos profissionais responsáveis por ampliar e impor as políticas de luta contra a fome ou os programas de apoio às mulheres vítimas de violência sexual, e violência domestica, são estes profissionais que atuam. (Brasil.2011, pág. 20) Os Assistentes Sociais têm uma formação bastante ampla que lhes permite trabalhar nas mais diversas áreas, como nas instituições públicas e privadas com as políticas sociais de maneira geral, desde o nível do planejamento, passando pelo administrativo, até a execução. A sua intervenção consiste, sobretudo, no desenvolvimento de capacidades individuais, coletivas e sociais aos níveis cognitivo, relacional e organizativo, encarando o indivíduo sob diferentes epistemas. (BRASIL.2011, pág. 20) 1.6 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ASSISTENTE SOCIAL O Assistente Social é o profissional que estuda e obtém o diploma em curso de graduação em Serviço Social tendo como meta principal, elaborar e executar políticas de bem-estar social, cabendo ainda a ele à promoção de melhor inserção socioeconômica de indivíduos, famílias e grupos nas sociedades em que vivem dentro destes aspectos o mesmo deve auxiliar indivíduos em situação vulneral em suas soluções de problemas. (lei 8662/93) De acordo com a lei 8662/93: Art 2° somente poderão exercer a profissão de Assistente Social: I- Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, devidamente registrado no órgão competente; Paragrafo único: O exercício da profissão de Assistente Social requer prévio registro nos Conselhos Regionais que tenham jurisdição sobre a área de atuação do interessado desta lei. Art 4° Constituem competências do Assistente Social: I- elaborar, implementar, executar e avaliar politicas sociais junto aos órgãos de administração publica, direta e indireta, empresas, entidades e organizações populares; dentre outros Entende-se assim, que o assistente social é o profissional qualificado que, privilegiando uma intervenção investigativa, através da análise da realidade social, atua na formulação, execução e avaliação de serviços, programas e políticas sociais que visam à preservação, defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social.( lei 8662/93). Deste modo, o assistente social deve orientar-se pela lei que regulamenta a profissão de Serviço Social Lei 8662, de 7 de Junho de 1993, que dispõe sobre a profissão e dá outras providências e pelo Código de Ética Profissional que é a Resolução CFESS n. 273, de 13 de março de 1993. É imprescindível ainda o conhecimento da legislação social em vigor, de acordo com o campo de atuação do profissional, Assistência Social, Previdência, Habitação, Educação, etc. Contudo, o estudo dos direitos sociais afirmados pela Constituição Federal de 1988 é um requisito básico, bem como as leis orgânicas que regulamentam a Carta Constitucional. (Figura 2). FIGURA 2 – PROJETO ÉTICO POLITICO Fonte: http:www.Principios+Fundamentais+do+assistente+social De acordo com o Código de Ética de serviço Social: Nestas décadas, o Serviço Social experimentou, no Brasil, um profundo processo de renovação. Na intercorrência de mudanças ocorridas na sociedade brasileira com o próprio acúmulo profissional, o Serviço Social se desenvolveu teórica e praticamente, laicizou-se, diferenciou-se e, na entrada dos anos noventa, apresenta-se como profissão reconhecida academicamente e legitimada socialmente. (Brasil.2011, pág. 20) Houve variadas mudanças, e este reconhecimento solidifica que o principio do assistente social é ter compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional. Nesta “perspectiva, o Assistente Social desafia, construí, afirma e consolidam e deve estar em constante busca de aprimoramento intelectual, logo, toda troca de experiência profissional e intelectual, constitui espaço de saber para o Assistente Social”. (Barbosa e Castro. 2008) Os Assistentes Sociais, geralmente, esperam que os indivíduos assumam em colaboração com eles a responsabilidade de decidir a orientação a dar aos seus problemas que afetam as suas vidas, desta forma a pressão que venha a ser imprescindível cumprir na resolução de qualquer assunto somente devera ser feita após reflexão e analise da situação evitando assim, recurso como à coação jurídica. (Barbosa e Castro. 2008) CAPITULO II 2 A MULHER E SUA TRAJETÓRIA As mulheres eram consideradas somente do lar, com a obrigação de ter filhos e prosperar no lar, ensinar e realizar tarefas domestica, considerada a rainhas do lar e incapazes de realizar qualquer outro trabalho, porem as brasileiras não aceitaram e, foram à luta por seus direitos políticos. Até o ano de 1827, as mulheres não podiam nem pensar na possiblidade de estudar, se matricular em instituições de ensino, más exatamente neste ano no Brasil, as mulheres puderam se matricular e ter uma educação básica. Entretanto só conseguiram o direito de frequenta uma faculdade e se forma 50 anos depois, no ano de 1887 e essa espera durou mais de meio século para se tiverseu ingresso à faculdade. BUONICORE, (2017) Segundo o autor, BUONICORE, (2017) a primeira feminista brasileira de que se tem notícia foi a potiguar Nísia Floresta (1809-1885), a mesma destacou se como educadora, criando e dirigindo diversas escolas femininas no país. Considerava a educação o primeiro passo, para a emancipação da mulher. Desta forma a educadora traduziu e publicou no país vários livros como, o manifesto feminista de Mary Wollstonecraft – Direitos das Mulheres e Injustiças dos Homens. Após ter permanecido 28 anos na Europa, ao voltar para o Brasil, apoiou o movimento abolicionista e republicano. Nísia foi uma pessoa muito à frente de seu tempo. Em 1852 a jornalista Juana Noronha conseguiu fundar o primeiro jornal dirigido por ela, conhecido como o Jornal das Senhoras, assim em 1873 a professora Francisca Motta Diniz também deu inicio a fundação de um novo jornal dirigido por mulher. Em um de seus editoriais afirmava: “Não sabemos em que grande república ou republiqueta a mulher deixe de ser escrava e goze de direitos políticos, como o de votar e ser votada. O que é inegável é que em todo o mundo, bárbaro e civilizado, a mulher é escrava”. Nesta época havia já os indivíduos abolicionistas que lutavam contra a escravidão no Brasil e o seu jornal também se envolveu nesta causa, fazendo grande campanha para a abolição da escravatura, BUONICORE, (2017). Em 1891, na elaboração da primeira constituição brasileira o voto feminino foi temas de discussão, entretanto na finalização do seu texto não havia esclarecimento sobre a situação da política da mulher, como também não o garantia de maneira clara. BUONICORE, (2017) Em 1910, diante das constantes recusas, as mulheres, consideradas vanguarda fundaram o Partido Republicano Feminino, muito pequeno porem com um grau de consciência e organização atingido pelas brasileiras no início do século XX. m 1918, imediatamente envolveu-se na luta pelo voto feminino, BUONICORE, (2017). No ano seguinte (1919), foi indicada pelo governo brasileiro para participar da reunião do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho. Ali foi aprovado o princípio de salário igual para trabalho igual, sem distinção de sexo. Ela também representou o país na I Conferência Pan-Americana da Mulher, realizada em abril de 1922, (Augusto 2017). Neste mesmo ano, Ainda em 1922, Bertha organizou o 1º Congresso Feminista e fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) tendo como objetivo, (Augusto 2017): “assegurar à mulher os direitos políticos que a nossa constituição lhe confere” e “estreitar os laços de amizade com os demais países americanos a fim de garantir a manutenção perpétua da paz e da justiça no Hemisfério Ocidental”. A referência ao “hemisfério ocidental” não era casual e refletia a ideologia predominante no movimento. (FBPF, 1919) O autor Buonicore, (2017) complementa que houve nessa época um congresso jurídico no Rio de Janeiro, que aprovou a resoluções que diziam: “1º) A mulher não é, moral nem intelectualmente, inapta para o exercício dos direitos políticos; 2º) Em face da Constituição Federal, não é proibido às mulheres o exercício dos direitos políticos”. No ano de 1927, as mulheres votaram, conquistando seus direitos políticos, no entanto esses votos foram cassados pela Comissão de Poderes do Congresso Nacional e não houve a contabilização dos votos. A comissão explicou que houve um entendimento diferenciado e que as mulheres somente estariam aptas para votarem nas eleições para as Câmaras Municipais, e não nas eleições federais. Assim, a luta continuou, pois, muitas mulheres iniciaram sua luta confiando que o sistema atrasado nos pais, feria seus direitos civis. BUONICORE, (2017) Já no ano de 1930, período este, regido pela ditadura militar da era Vargas, mais precisamente no ano de1934, a mulher conquistou seu direito ao voto depois de muitas lutas em todo o país, a luta também foi para acabar com todo o ato de autoritarismo. A mulher também conquistou nesse período o direito de ser votada, e no mesmo período Vargas indica a Bertha e Nathércia, para representa as mulheres brasileiras na comissão da elaboração da constituição de 1934. Com esse ato o Brasil se tornou o quarto País das Américas a instituir o voto feminino. (COSTA, 2009). Em 1964, os movimentos feministas passam por momentos difíceis e desarticula-se, pois com regime militar, o autoritarismo era muito severo o e algumas mulheres de classe da burguesia, manipulada pela igreja da classe dominante traíram o movimento e aliou-se ao governo, (COSTA, 2009). De acordo com autor, o ano de 1975, foi um ano de comemoração porque ficou conhecido como ano Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas, iniciando a partir deste ano a Década da Mulher. . (COSTA, 2009). Essa foi uma manifestação da visibilidade da luta das mulheres conseguiu a consagração do Dia Internacional da Mulher, 08 de Março oficialmente, um marco de grande importância na história da mulher. (COSTA, 2009). Nos anos 1980, as mulheres passam a ser alvo de interesse partidário, levando em conta o pode do seu voto, dentro deste aspecto os partidos políticos iniciam programas que passa ser direcionada a função da mulher, (Auad, 2003). De acordo com Costa: [...] depois de 1982, em alguns estados e cidades, se criaram os Conselhos dos Direitos da Mulher, e mais adiante o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, os quais se configuraram como novos interlocutores na relação com os movimentos. Duas posições polarizaram as discussões: de um lado, as que se propunham ocupar os novos espaços governamentais, e do outro, as que insistiam na exclusividade dos movimentos como espaços feministas. (Costa, 2009, p. 61). O novo espaço ocupado pelas mulheres representou um avanço muito grande para as mulheres, contudo os estados se beneficiaram com essas articulações, bem como as mulheres ganharam uma nova visão social dentro da sociedade brasileira. Com a promulgação da Constituição de 1988, a mulher garante uma maior participação na sociedade, como cidadã, quando a mesma declara em seu artigo 226, parágrafo 5º preconizou que: “Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher”. Este artigo regularizou e confirmou a dignidade feminina, proporcionando igualdade dentro do lar e resilindo a administração conjugal que antes era exercida somente pela parte masculina. Entretanto o divórcio só foi instituído legalmente em 1977, uma vez que o código civil vinha de um sistema patriarcal que pregava que a mulher era considerada incapaz, e o marido tinha que ate mesmo autorizar seu trabalho. Portanto na atual sociedade hoje a mulher ainda luta para garantir seu lugar na sociedade, apesar de não haver a mesma divulgação, ele ainda existe e sofre mudanças significativas quanto à sua visibilidade, tendo para frente muitos desafios 2.1 DIREITOS DA MULHER De acordo com a Organização das Nações Unidas - ONU as mulheres possuem seus direitos conquistados a base de muitas lutas. Assim são compreendidos que os direitos das mulheres de acordo com a ONU são: · Direito à vida; · Direito à liberdade e a segurança pessoal; · Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação; · Direito à liberdade de pensamento; · Direito à informação e a educação; · Direito à privacidade; · Direito à saúde e a proteção desta; · Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família; · Direito à decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los; · Direito aos benefícios do progresso científico; · Direito à liberdade de reunião e participação política; · Direito a não ser submetida a tortura e maltrato. http://www.nacaojuridica.com.br/2013/07/os-12-direitos-das-mulheres.html 2013 A mulher possui seus direitos, garantidos para fazer suas decisões sobre sua vida, sem ter a interferência de ninguém, como também dentro destes princípios ter sua vida garantida livre de qualquer injustiça e violência contra ela, tendo assim o direito de ir e vir.No que se refere à constituição Brasileira de 1988, a Lei veio garantir a mulher seus direitos perante toda sociedade. Art. 5º/6º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;6º-XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei. Entende se assim, que a mulher possui Igualdade diante da lei, sem distinção de qualquer natureza, seja este na vida civil, no trabalho ou mesmo na família, dentro deste aspecto da lei são proibidos, tortura, tratamento desumano ou degradante, assim também a lei confirma o direito a educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, como também relata que não pode haver diferença de salário, admissão em função, por motivo de sexo. (AUAD, 2003). A mulher também possui seus direitos garantidos na constituição federal referente à licença gestante, sem prejuízo do emprego como do salário, e a licença e garantida por 120 dias e, aposentadoria, integrada à previdência Social. A mulher pode votar e ser votada, exercendo seus direitos civis e políticos. (AUAD, 2003). Há também algumas outras leis feitas exclusivamente para as mulheres, com o objetivo de promover o bem-estar da mulher. Nesse sentido pode-se citar a Lei 13104/2015 que possui o objetivo de incentivar a igualdade de gênero e pontuam alguns agravantes, a lei do feminicídio foi criada devido à necessidade de providências mais rigorosas refletida nos altos índices de violência contra as mulheres no Brasil. (AUAD, 2003). O Decreto-lei 5452/43, da CLT contempla a dispensa da mulher, mesmo que em horário de trabalho, para o comparecimento em consultas médicas ou a realização de exames de rotina e complementares durante o ano, concedendo o direito a repouso após o aborto natural prevendo seu restabelecimento físico e mental. Portanto a mulher possui seus direitos garantidos na constituição federal e pode dele fazer uso sem qualquer prejuízo independente de qualquer situação, haja vista que perante a lei todo individuo são consideradas iguais sem distinção de raça, de etnia e cor. (AUAD, 2003). 2.2 COMO ESTÃO ÀS MULHERES HOJE NO BRASIL Todas as pessoas que frequentam uma boa escola fizeram um bom curso, aperfeiçoaram em uma área, ao entra no mercado de trabalho, nem sempre concorre em igualdade de condição, em caso de mulheres a pesquisa demostra que não, basta os esforços de se qualificar, nem mesmo a entrada no mercado de trabalho, na hora de definir o salário, as diferenças chegam a 30% ou ate 40% contra as mulheres. (BOMENY, 2016) O Instituto Brasileiro de Geografia IBGE oferece dados muito importantes quanto à posição da mulher na sociedade brasileira, como também, demostra que a classe feminina perde na competição com o masculino com a desigualdade de salario mesmo que desenvolva as mesmas funções. Figura 3. Figura 3- PRESENÇA FEMININA NO BRASIL FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/06/1642780-presenca-de-mulheres Outra situação que os dados demonstram que em casa há a situação semelhante, pois cabem as mulheres muito mais obrigações que os homens, assim essa jornada de trabalho faz com que as mulheres sejam bem maiores do que a dos homens. Um levantamento do IBGE em 2016 mostra que as mulheres trabalham cinco vezes mais do que os homens, somando a ocupação remunerada e os afazeres de casa, (BOMENY, 2016). O estudo ainda demostra que ao se casar a jornada do serviço da mulher cresce e do homem diminui. Veja no gráfico abaixo a evolução da media de horas semanais trabalhadas em casa por sexo e condições de ocupações ente 2002 a 2015. (BOMENY, 2016). Figura 4. FIGURA 4 – INDICES DE PESSOAS OCUPADAS E DESOCUPADAS POR SEXO Fonte: IBGE. Séries estatísticas Mesmo sem ser tão valorizada no trabalho, a mulher hoje tem tripla jornada que deixa claro o grau de desigualdade de gênero, trabalha fora, sustenta a casa, e trabalha dentro de casa. Os números de mulheres provedoras de seus lares tem crescido significadamente, na atual sociedade que se vive, podendo ficar claro observando os dados, apresentado do IBGE, sabe se que mais de 37 % por cento de famílias são hoje chefiadas por mulheres, e quando os dados referem-se à família sem pai e com filhos este dados sobe para 87,4%, isso significa que cada vez mais as mulheres ajudam nas despesas de casa e continuam não sendo valorizada no mercado de trabalho, (BOMENY, 2016). CAPITULO III 3. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA A discriminação contra as mulheres se manifesta de diversas formas e ocorre no mundo inteiro, a qualquer hora, em qualquer lugar, no trabalho, na rua, no ônibus e no seu lar. São situações de violência moral ou sexual, que podem chegar ao extremo com a exploração sexual, o trafico de mulheres, abandono em leito e o feminicídio. (BOMENY, 2016) O assedio nas ruas e nos espaços públicos acontece com frequência, olhares invasivos, assovios, comentários e gestos agressivos, tudo isso e considerado assedio sexual, que também pode ocorrer de maneira mais grave, com perseguição, toques nas partes intimas e até mesmo assassinatos. Conforme RANGEL: Uma manifestação das relações de poder historicamente desiguais entre mulheres e homens, que causaram a dominação da mulher pelo homem, a discriminação contra a mulher e a interposição de obstáculos contra seu pleno desenvolvimento. Trata-se de um dos dispositivos sociais estratégicos de manutenção da subordinação da mulher em relação ao homem. (Rangel. 1999, p.30) Estas ações que ocorre contra as mulheres são agressivas, na maioria das vezes cometidas por pessoas da própria família, podem ocorrer também no ambiente familiar, onde geralmente as mulheres são vitimas do próprio companheiro ou mesmo de alguém da sua família que confia. Neste sentido a violência contra mulher cometida no ambiente doméstico é designada como violência doméstica ou violência intrafamiliar, este termo violência intrafamiliar e decorrente da violência sofrida pela mulher acometida fora do ambiente doméstico, consequência essa de relações violentas com componentes da sua família. (RANGEL. 1999) Conforme cita SILVA: Que a compreende como aquela violência que ocorre no âmbito familiar entre pessoas com vínculo consanguíneo ou não, como no caso de pais e filhos, entre irmãos, primos, padrastos e enteados (as). E se fora dele, por pessoas que possuam ou já possuíram relações afetivas sexuais entre si, como no caso dos namorados, amantes, amásios, maridos, companheiros ou ex.( SILVA, 2005. Pág. 2) A violência pratica contra a mulher tem tido uma repercussão muito grave nos últimos anos, conforme gráfico, (tipos de agressores, figura 5), essa violência dentro de casa ou fora tem um percentual alto em relação ao ex-companheiro seguido por namorado, marido e companheiro. (SILVA, 2005) FIGURA 5- TIPOS DE AGRESSORES Fonte: https://indice+de+violência+de+maneira+geral.google 3.1 TIPOS DE VIOLÊNCIA DOMESTICAM DENTRO DO ÂMBITO FAMILIAR De acordo com Lei 11.340/2006, no seu artigo 5ª e 6ª, ‘configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial’, como também ‘constitui uma das formas de violação dos direitos humanos’. Assim, pode se definir tipos de violência domestica e familiar contra a mulher de acordo com o Art. 7o da Lei 11.340/2006: I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos,crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularizarão, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. Dentre outras. Entende-se desta maneira que a violência física se caracteriza pela força física, ou mesmo o uso de qualquer tipo de armas que cause danos a vitima, podendo se citado lesões, hematomas, fraturas, ferimentos, queimaduras e outros relacionados à integridade física de uma pessoa e lembrando também esse tipo de violência pode levar a morte. A violência psicológica por sua vez, não deixam marcas e as armas são as palavras, que amedronta e aterroriza a pessoa, pois as palavras ferem e humilham. A violência sexual e uma forma de coação sexual com ou sem violência física, sendo este qualquer forma de manifestação sexual sem o consentimento da pessoa a quem se dirige com atos ou proposta que constrangem, humilha e amedrontam a vitima. Entende por violência Patrimonial segundo a lei qualquer conduta ou ação que subtraia, destrua bens ou instrumentos de trabalho, documentos e outros que julgue indispensável as suas necessidades. Por ultimo vem à violência Moral, que tange a moralidade da pessoa, como calunia difamação e injuria. (SILVA, 2005) No Brasil a violência contra a mulher, é causa de muitas preocupações, uma vez que a violência doméstica não discrimina nível de escolaridade ou camada social e dentro deste aspecto pode acontecer diariamente, ponderando que geralmente ocorre no lar, envolvendo ações repercutidas que cause humilhações seguidas de agressões físicas e sexuais, podendo haver danos físicos e psicológicos duradouros como também moral e de patrimônio. (CUNHA, 2008). Vejamos a (tipos de violência figura 6). FIGURA 6 – TIPOS DE VIOLÊNCIAS A violência física é que abrange maior parte, e cresce a cada dia chegando até mesmo em morte, seguido pela violência psicologia e após a violência moral, sexual e patrimonial. 3.2 A LEI MARIA DA PENHA E SEUS OBJETIVOS. Segundo SILVA (2008) a violência contra a mulher são atos frutos e/ou resultantes das normas de conduta distorcidas acerca do papel e das responsabilidades de homens e mulheres na sociedade. Segundo a ONU, a violência contra a mulher é a pior manifestação da desigualdade de gênero. Em algumas situações, a violência cometida é tão brusca que deixa marcas na saúde física da mulher. Foi o caso da Maria da Penha (homenageada na Lei Maria da Penha) que ficou com uma deficiência física em decorrência da violência sofrida, e existem muitos outros casos que trazem inúmeras consequências para a vida da mulher. Lei Maria da Penha (11.340/2006), criada para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, em consonância com o que prevê a Constituição Federal e os tratados e convenções assinadas pelo Brasil. Segundo Nakamura: “É necessário que as mulheres tenham noção de seus direitos. E preciso, em primeiro lugar, informa-las que tem direito; em segundo quais são e quem elas podem exigir esses direitos, e em terceiro, aonde ir para exigi-los. É preciso ainda promover a educação em direitos não só para as mulheres, mas para toda a população. Precisamos mostrar que nós, mulheres, não queremos acesso a Justiça porque somos vítimas, mas porque somos sujeitos de direitos”. (Nakamura, 2017, pág. 12) Neste sentido, a lei foi criada de acordo com os termos paragrafo 8ª do artigo 226, da constituição federal, criando desta forma mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e também deu ênfase a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; estabelecendo medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, (Art. 1o /Lei 11.340/2006) Complementando a lei Maria da Penha, diz que “toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”. E desta forma esses direitos são assegurados às mulheres garantindo a sua vida, seguranças, saúde, alimentação, educação, cultura, moradia, justiça, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, respeito e à convivência familiar e comunitária. (Art. 2o /3ªLei 11.340/2006). A lei Maria da Penha impõe em seu artigo 3º e § 1o que “O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Portanto o objetivo é realmente coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e garantir que seus direitos sejam respeitados em toda a esfera. (CUNHA, 2008). 3.3- PROTEÇÃO A VÍTIMA SEGUNDO A LEI MARIA DA PENHA. A violência doméstica e familiar contra a mulher é uma violação dos direitos humanos desta forma para que haja uma politica publica de qualidade que venha alcançar o objetivo da Lei Maria da Penha e que venha a proteger a vitima de violência domestica conforme prevê a lei, essas politica pública deve, coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher juntamente com a União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios com ações não governamentais, tendo por diretrizes art. 6ª e 8º da Lei 11.340/2006. As ações de implementação para a proteção das vitimas deve ter a disposição das vitimas: I - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação; IV - a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher; V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres; De tal modo, a proteção às vitima e o combate à violência contra a mulher pode ser assumido em várias maneiras e em vários espaços garantido em lei como a Delegacias de Proteção à Mulher, atendimento Hospitalar, Serviços Primários de Atenção à Saúde, Centros de Atendimentos, Casas Abrigo, entre outros. Portanto a proteção da mulher e de receber atendimento prioritário conforme seus direitos adquiridos em leis, podendo contar com o 10-A e art. 11 da lei 11.340/2006. “É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - preferencialmente do sexo feminino - previamente capacitados”. Em caso deurgência se houve a constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras (Art. 22): I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003; II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; III - proibição de determinadas condutas, entre as quais: a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor; b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida; IV - restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores ouvidas à equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar; V - prestação de alimentos provisionais ou provisórios. Assim no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências, garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário e encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal, bem como fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando houver risco de vida. Se houver necessidade realizar o acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar e informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis, art. 11 da lei 11.340/2006. Art. 22. Segundo LÔBO; CARVALHO (2013) o profissional orienta, discute estratégias e encaminhando as mulheres para onde possam receber atendimento eficiente e ter os seus direitos garantidos. O assistente social utiliza alguns instrumentos técnicos para uma melhor avaliação dos casos de violência contra a mulher. Pode-se citar a entrevista, que é feita com a mulher vítima da violência, onde se desenvolve através do processo de escuta e observação, sempre priorizando a atenção aos sentimentos expressos pela mulher. Também a visita domiciliar é utilizada para conhecer a realidade da qual a mulher vive. A reunião com grupos de mulheres que sofrem violência tem contribuído muito para retirá-las do processo de angústia e baixa estima onde elas acabam sendo inseridas depois da violência sofrida. A troca de informações entre elas é fundamental para a fortificação dos sentimentos e encorajamento para levarem adiante as denúncias. 3.4-VULNERABILIDADE PERANTE AS AGRESSÕES Na atual sociedade, com volumosos meio de informações disponíveis, muitos mulheres não prestam queixa contra o agressor e algumas ainda nem sequer reconhecem a situação e mesmo sofrendo violência constante. (Cunha, 2008). Há Ainda as mulheres que se sentirem envergonhadas e culpadas pela agressão sofrida, desta forma passam a esconder os fatos e viver de forma nada prudente, pois estão à mercê de situações agravantes, (Monteiro & Souza, 2007). O índice de frequência de agressão diariamente vem crescendo. Figura 7. FIGURA 7- FREQUENCIA DA AGRESSÃO FONTE:https://indice+de+violência+de+maneira+geral.google As mulheres que sofrem violência doméstica geralmente criam sua própria estratégia de defesa e vai s adaptando para sua sobrevivência, fatos esses nada prudentes que faz com que essas vítimas, permaneçam por muito tempo em situação de violência. Mesmo essas agressões ocorrendo diariamente, ou semanalmente ainda são bastante escondidas pelas vitimas. (CUNHA, 2008). De acordo com o autor Narvaz & Koller (2006), o medo de ficar sozinha pode ser um coadjuvante ao aprisionamento da mulher, assim a condição de mulher, atendendo ao estereótipo de gênero, mantém a subordinação para a prática do abuso. O medo do agressor é a principal causa das mulheres não denunciarem seguida da dependência financeira, preocupação com os filhos, vergonha e entender que não punição para o agressor está quase todos interligado do mesmo percentual, assim as mesma ainda pode acreditas que aquela seja a ultima vez e ainda restam aquelas mulheres que não possui conhecimento de seus direitos e por ultimo um numero mínimas de mulheres que possuem outros motivos. (motivos de não denunciar as agressões, figura 8). FIGURA 8 - MOTIVOS DE NÃO DENUNCIAR OS AGRESSORES FONTE:https://indice+de+violência+de+maneira+geral.google Nesse sentido os profissionais que atuam, nos órgãos governamentais ou não, devem trabalhar na expectativa da instigação à denúncia, realizando orientação e informação sobre os direitos e quando ocorre a denuncia encaminhar a vítima à assistência jurídica e ao uso dos recursos da comunidade, realizando desta maneira a conscientização sobre a discriminação e desigualdade entre os gêneros. E acima de tudo fornecendo segurança e confiança as vitima de forma que as mesmas compreendam e confiem no serviço prestado. 3.5- PUNIÇÕES AOS AGRESSORES De acordo com a lei Maria da Penha, todo o processo julgamento e execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com o estabelecido nesta Lei. Art. 13. Neste sentido foram criadas os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos da Justiça cível e criminal. Conforme o Artigo 15: É competente, por opção da ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o Juizado: I – do seu domicílio ou de sua residência. II – do lugar do fato em que se baseou a demanda. III – do domicílio do agressor. O Artigo 33 complementa que: Enquanto não estruturados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, as varas criminais acumularão a competência cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, observadas as previsões do Título IV desta Lei, subsidiada pela legislação processual pertinente. Desta forma qualquer tipo de crime será aplicado o código penal brasileiro, entretanto a lei Maria da Penha veda a “aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa”. 3.6-SERVIÇO DE APOIO A MULHER VITIMA DE VIOLÊNCIA DOMESTICA Cada estado possui sua Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, e essa coordenadoria são responsáveis em prover dados sobre os procedimentos a serem executados com elaboração de sugestões e proposta para aprimorar a estrutura de atendimento as vitima. Estes conselho e baseado no Resolução nº 128 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o qual são órgãos permanentes de assessoria da Presidência dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. Segundo Pimentel (2018), “dentre suas atribuições estão: garantir o aperfeiçoamento da estrutura do Judiciário na política de enfrentamento da violência contra as mulheres, auxiliar na formação continuada e especializada dos magistrados e servidores nesta matéria e recepcionar, no âmbito de cada Estado, dados, reclamações e sugestões referentes aos serviços de atendimento à mulher, promovendo encaminhamentos e divulgações pertinentes”. O conjunto de ações e serviços de diferentes setores (em especial, da assistência social, da justiça, da segurança pública e da saúde), que visam à ampliação e à melhoria da qualidade do atendimento, à identificação e o encaminhamento adequado das mulheres em situação de violência e à integralidade e à humanização do atendimento. (BRASIL, 2011,p. 14) O conjunto de ações foi criado para atender a mulher em situação de violência domestica, através