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Questões Comentadas Cespe - Gramática (Pacco)

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de todas as cidades.
36. ERRADO. No trecho “As variadas respostas indicam suas dependên-
cias dos pontos de vista adotados”, o pronome possessivo “suas” esta-
belece claramente relação de posse com o substantivo “respostas”. O 
trecho citado equivaleria sintática e semanticamente à seguinte reescri-
tura: As variadas respostas dependem dos pontos de vista adotados, ou 
As variadas respostas são dependentes dos pontos de vista adotados
37. CERTO. A partícula “que” é um pronome relativo e retoma “A crise”; 
“Esse” é um pronome demonstrativo; “Eles” é um pronome pessoal do 
caso reto.
38. ALTERNATIVA A. “As sociedades humanas são complexas e os seus 
membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência.” Obser-
ve-se que a partícula “se” no trecho citado classifica-se como pronome re-
flexivo recíproco. Por já ter sido usada com a forma verbal “atraem” e pela 
coordenação que existe na expressão “se atraem ou se repelem”, a elipse 
da segunda ocorrência de “se” é correta; tal pronome ficará subentendido.
39. ERRADO. O pronome “seu” não faz referência, no contexto, a ministro 
Carlos Lupi, e sim a “a nova Lei do Estágio”. 
40. CERTO. Na expressão “que durou”, a forma verbal foi conjugada no 
pretérito perfeito do indicativo. Esse tempo verbal indica uma ação con-
cluída. Portanto, é coerente a afirmação da questão.
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41. ERRADO. No texto, “participar” faz parte de uma oração subordinada 
adverbial causal. É, portanto, um verbo. Para que a forma verbal “parti-
cipar” fosse empregada como substantivo, seria necessário que estivesse 
substantivada, ou seja, antecedida por um artigo ou por um pronome.
42. CERTO. Observe-se que no trecho “Um cenário polêmico é embasado no 
desencadeamento de um estrondoso processo de exclusão”, o termo des-
tacado poderia ser substituído por no desencadear. Neste caso, o verbo 
“desencadear” estaria antecedido de artigo, o que o torna substantivado, 
ou seja, com o mesmo valor de um substantivo. 
43. CERTO. O modo subjuntivo expressa ideia de hipótese, dúvida. A pala-
vra “subjuntivo” vem da mesma raiz de subordinado. Pode-se constatar 
que verbos no subjuntivo normalmente pertencem a orações subordinadas. 
No contexto, “tenham” está, de fato, no subjuntivo e esse modo verbal é 
exigido pela oração subordinada adjetiva “que tenha acumulado ao longo 
de sua existência.” Deve-se ressaltar, porém, que nem toda oração subor-
dinada possui verbo no subjuntivo. No período Os funcionários que não 
concordaram com a proposta fizeram greve, a oração introduzida pelo 
conectivo “que” é subordinada adjetiva. Porém a forma verbal “concor-
daram” está no modo indicativo. A nosso ver, a banca deveria considerar 
isso e, em vez de dizer que é a oração subordinada que exige o subjuntivo, 
dizer que o contexto sintático-semântico (principalmente o semântico) é 
que sugere o subjuntivo – uma vez que este é o modo que indica hipótese.
44. CERTO. O uso do subjuntivo respeita, contextualmente, as regras gramati-
cais, uma vez que ocorre em uma oração subordinada. Veja-se o comentário 
da questão anterior, pois, na nossa opinião, a Banca cometeu o mesmo erro.
45. ERRADO. Realmente “seja” está no modo subjuntivo, mas “precisa” não. 
Esta forma verbal representa o presente do indicativo, ou seja, expressa 
um fato certo, concreto, num tempo atual. Subjuntivo expressa hipótese.
46. CERTO. O poema foi construído tendo por base o imperativo. O Impe-
rativo é o modo verbal pelo qual se dá uma ordem, um conselho, uma su-
gestão ou se faz um pedido a alguém. É incorreto se pensar que esse modo 
verbal expresse apenas ordem. A questão afirma que “o poeta faz uma re-
comendação ao interlocutor, usando o modo imperativo”, o que é correto. 
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47. CERTO. Quando nos dirigimos a um interlocutor no singular, podemos 
utilizar as formas tu e você. O pronome “você”, apesar de ser de 2ª pes-
soa, deve ser conjugado em terceira pessoa. Se o autor optasse por se 
dirigir ao interlocutor usando a forma pronominal “você”, de fato as subs-
tituições sugeridas teriam de ser realizadas. Para entender melhor esse 
assunto, leia o tópico conjugação de verbos no nosso livro Português 
Básico Aplicado ao Texto, p. 96.
48. ERRADO. É o contrário do que se afirma no texto. Ao usar as formas 
verbais em primeira pessoa, o autor confere subjetividade ao texto, o que 
implica um caráter pessoal de comunicação. A objetividade e a impesso-
alidade adviriam do uso de terceira pessoa. Note-se que impessoalidade 
é um recurso argumentativo pelo qual o autor não identifica o agente do 
processo verbal.
49. CERTO. A forma verbal “ponha” está no imperativo afirmativo e real-
mente se refere ao pronome “você”, da oração anterior.
50. ERRADO. Tanto a forma verbal “gerem” quanto “possam gerar” estão 
conjugadas no tempo presente do modo subjuntivo. A substituição pela 
locução não causaria prejuízo semântico nem gramatical. A simples subs-
tituição, no texto, de uma pela outra mostraria a compatibilidade entre 
elas, não sendo necessário saber a que tempo elas pertenceriam.
51. ERRADO. O subjuntivo não expressa uma afirmação categórica, con-
creta. Indica um fato hipotético, possível. No trecho “A Convenção de 
Palermo recomenda, ainda, que os países agravem as sanções contra a 
corrupção...”, vê-se claramente que “agravem” é uma possibilidade, além 
de se notar que “recomenda”, apesar de estar no modo indicativo, tem 
uma aspecto semântico de “sugestão”. Logo, não há uma afirmação cate-
górica no contexto.
52. ERRADO. O uso do futuro do presente “acabará” tem, no contexto, um 
valor estilístico. Nota-se na leitura do trecho que não se refere realmente a 
algo que vá acontecer no futuro, mas a algo que já aconteceu ou que esteja 
acontecendo. Observe-se que “acabará” pode, sem prejuízo semântico, 
ser substituído por acabou ou acaba. Portanto, o erro da questão está 
em afirmar que “acabará” indica algo que ainda não foi comprovado. 
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Modernamente, e comum se usar um tempo verbal para expressar a ideia 
de outro, como se vê em: Eu trago o livro amanhã, em que “trago” equi-
vale a “trarei”.
53. ERRADO. A forma verbal “dispunha” está no pretérito imperfeito do 
indicativo. Pode-se reconhecer esse tempo verbal por suas terminações 
mais comuns: estava, vendia, tinha.
54. CERTO. Contextualmente, não é possível substituir “torne” (presente do 
subjuntivo) por torna (presente do indicativo). Observe-se que “torne” 
ocorre numa oração subordinada substantiva e num contexto semântico 
que expressa dúvida, hipótese: “é mais provável que a caça se torne 
fortemente competitiva.” Veja-se um exemplo em que a substituição é 
possível: “A empresa deseja contratar profissionais que morem(ou mo-
ram) no próprio município.” Por que nesse contexto a substituição é coe-
rente? Porque a oração anterior (a empresa deseja contratar profissionais) 
não expressa ideia de dúvida, hipótese. Então, a subordinada não precisa 
conter verbo no subjuntivo.
55. ERRADO. Não há prejuízo para a correção gramatical. Ocorre apenas 
a mudança de voz passiva analítica (“foi apresentada”) para voz passiva 
sintética (apresentou-se). Reconhece-se a estrutura de voz passiva ana-
lítica pela presença de verbo ser + particípio. Já a voz passiva sintética 
apresenta VTD ou VTDI + partícula apassivadora (se).
56. ERRADO. A questão está errada apenas pela concordância verbal. Sabe-
-se que o verbo deve concordar com o sujeito. Se o sujeito estiver, por 
exemplo, no singular, o verbo deve também ficar no singular. A substitui-
ção proposta para o termo destacado no trecho “Atualmente, o PEFC é 
composto por 30 membros” estaria correta se fosse por compõe-se (sin-
gular) e não compõem-se (plural), uma vez que o verbo deve concordar 
com