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dependendo do tipo de tarefa a ser executada.
Para melhor entendimento os EPI podem ser classificados em:
• Equipamento de proteção dermal;
• Equipamento de proteção auditiva;
• Equipamento de proteção visual;
• Equipamento de proteção respiratória.
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Equipamento de proteção individual
Não existe um EPI específico para evitar a contaminação oral, uma 
vez que ela pode se dar de maneira intencional, no caso de suicídio 
ou quando a pessoa se alimenta ou fuma durante a aplicação de 
pesticidas. Para evitar esse tipo de contaminação, é necessário que 
o indivíduo se conscientize de que não deve comer, beber ou fumar 
durantes as tarefas que envolvem o uso de produtos tóxicos. 
Também é proibido cozinhar ou se alimentar em locais onde se 
guardam inseticidas. Os respiradores faciais, isolando a área da 
boca, também oferecem proteção a esse órgão.
Segundo a Norma Regulamentadora 6-NR considera-se 
Equipamento de Proteção Individual-EPI, todo dispositivo ou 
produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à 
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no 
trabalho.
O uso do EPI nasceu legalmente falando da CLT (Consolidação das 
Leis do Trabalho) por meio do Decreto Lei N° 5.452 de 1° de maio de 
1943, em seu artigo 160 foi determinado que em todas as atividades 
exigidas o empregador forneceria EPI. 
NR 6 e as obrigatoriedades dos EPIs
A NR 6 estabelece todos os requisitos sobre o Equipamento de 
Proteção Individual. Dentre eles, as responsabilidades do 
empregador, empregado e do fabricante de EPIs, nacional ou um EPI 
importado.
Neste último caso, o importador também deverá seguir as NR 6, 
cumprindo e respeitando as normas de segurança para garantir a 
eficiência do equipamento de proteção e proteger o usuário.
Separamos alguns trechos importantes da NR 6 sobre as 
responsabilidades do empregador, do trabalhador e dos fabricantes 
dos Equipamentos de Proteção Individual.
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Responsabilidades do empregador
Cabe ao empregador quanto ao EPI:
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional 
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e 
conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; 
g) comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer 
irregularidade observada;
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser 
adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria 
SIT/DSST 107/2009).
Responsabilidades do trabalhador
Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio 
para uso; 
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores
O fabricante nacional ou o importador deverá:
a) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de 
segurança e saúde no trabalho; (alterado pela Portaria SIT/DSST 
194/2010);
b) solicitar a emissão do CA (Certificado de Aprovação); (alterado 
pela Portaria SIT/DSST 194/2010);
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c) solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade 
estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de 
segurança e saúde do trabalho; (alterado pela Portaria SIT/DSST 
194/2010);
d) requerer novo CA quando houver alteração das especificações do 
equipamento aprovado; (alterado pela Portaria SIT/DSST 194/2010);
e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu 
origem ao Certificado de Aprovação – CA;
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;
g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de 
segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados 
cadastrais fornecidos; 
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, 
orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais 
referências ao seu uso;
i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; 
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do 
SINMETRO, quando for o caso;
k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e 
higienização de seus EPI, indicando quando for o caso, o número de 
higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à 
substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos 
mantenham as características de proteção original. (alterado pela 
Portaria SIT/DSST 194/2010);
l) promover adaptação do EPI detentor de Certificado de Aprovação 
para pessoas com deficiência. (Alterado pela Portaria MTB 
877/2018).
A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI 
adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e 
funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
• Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa 
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças 
ocupacionais;
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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO DERMAL (EPD)
• Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo 
implantadas;
• Para atender situações de emergência.
Com o nascimento do novo texto da Norma Regulamentadora nº10 
a vestimenta passa a ser também considerada um dispositivo de 
proteção complementar para os empregados, incluindo a proibição 
de adornos mesmo estes não sendo metálicos. 
Toda empresa ou agência controladora de vetores deve priorizar, no 
processo de trabalho, métodos alternativos que utilizem 
substâncias que sejam de baixa toxicidade para o organismo 
humano e o ambiente. Caso isso não seja possível, deve-se instalar 
ou fornecer equipamentos de proteção que diminuam ou evitem o 
contato com substâncias perigosas. 
Qualquer cobertura que se interponha entre a pele e o agente tóxico, 
pode ser considerada um Equipamento de Proteção Dermal. As 
características apresentadas abaixo dizem respeito aos EPD para 
uso em controle de vetores. São exemplos:
CALÇADOS
O tipo ideal é a botina que protege os pés e o tornozelo. Deve ser 
engraxado com frequência, o que determina maior 
impermeabilidade do couro.
BOTAS DE BORRACHA
A bota de borracha impermeável deve ser usada para execução de 
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CAPACETE DE ABA TOTAL
O capacete tem importante papel de proteção do crânio, seja com 
relação da insolação ou reduzindo o contato da nuca e pescoço com 
partículas de produtos tóxicos. Devido às características dos 
trabalhos de controle de vetores em geral, não existe risco de 
impacto de objetos em queda livre.
BONÉ
A principal função do boné é proteger a cabeça contra a insolação, 
uma vez que muitas das atividades são executadas durante o dia, às 
vezes, sob pleno sol.
CALÇAS E CAMISAS DE MANGAS CURTAS OU LONGAS
As calças e camisas de brim caqui tem importante função de 
proteção dérmica. Durante os trabalhos de aplicação de inseticidas, 
seja tratamento residual ou espacial, as partículas geradas pelo 
equipamento são pequenas, o que determina que essas gotículas 
caiam sobre o tecido em quantidades tais que não causem graves 
riscos de intoxicação, principalmente devido à baixa toxicidade do 
produto utilizado e as diluições sofridas.
AVENTAIS
Em virtude das características dos serviços de controle de vetores, 
em que se aplicam praguicidas químicas, não existe a necessidade 
de as tarefas de aplicação serem feitas com avental.
tarefas em coleções hídricas, onde seja necessário o servidor entrar 
em contato com água.
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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AUDITIVA (EPA)
Em todas as operações de controle de vetores que se utilizam 
equipamentos motorizados pesados ou costais, devem ser usados 
os protetores auriculares. O protetor auricular deve ser limpo, de uso 
individual. 
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO VISUAL (EPV)
Os Equipamentos de Proteção Visual devem ser utilizados nas 
atividades de laboratório, onde existe risco de projeção de material

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