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Componente: Problemas de Aprendizagem Título da Série: Atypical Assistido em (Local): Em casa Nome do Diretor da Série: Jennifer Jason Leigh Nome dos principais personagens: Sam, Zahid, Evan, Paige, Elsa, Casey, Doug Temática da Série: Quanto mais Sam (um adolescente com Transtorno do Espectro Autista) se desenvolve como herói de si mesmo, mais sua mãe se sente perdida, ao mesmo tempo em que o pai consegue se aproximar do filho e sua irmã, percebe que é muito mais dependente dele do que o contrário. Resumo: Sam Gardner é um jovem de 18 anos que, com o fim da puberdade começa a lidar com questões como relacionamento amoroso, sexualidade e independência dos pais. Sam tem Transtorno do Espectro Autista. É muito literal, extremamente sincero e péssimo em “captar sinais”. Atypical não fala apenas sobre as dificuldades e limitações do jovem, Sam não é o único atípico da narrativa. Aos poucos é possível ver a imensa complexidade de todos os personagens, principalmente da mãe, Elsa, da irmã, Casey, e do pai, Doug. Elsa é super protetora e sofre quando Sam começa a buscar sua autonomia. Ela frequenta sem o marido um grupo de apoio a pais de crianças com autismo, de onde sai boa parte do didatismo da série. Casey não aceita ter sido preterida pela mãe, que deu muito mais atenção ao irmão e pelas amigas, por se relacionar com um garoto indisciplinado que foi expulso da escola. Para completar, ainda tem Doug que culpa a esposa por nunca ter conseguido se aproximar de Sam, já que ela, como mãe “coruja” cuidou de tudo sozinha. A escola é o ponto de encontro ente Sam e a irritante, mas interessada Paige, que, aparentemente se aproxima para saciar uma curiosidade própria, mas logo se mostra uma peça importante na integração do garoto. Por lá o bullying e o preconceito se materializam. A maioria dos outros alunos sabe que Sam tem autismo, mas essa pequena noção não é suficiente para que ele seja aceito pelos colegas. A série não traz uma solução definitiva para a exclusão de Sam, mas apresenta situações facilmente reconhecíveis de um jovem autista dentro do ambiente escolar. Atypical aproxima os dilemas de Sam aos de todas as pessoas “neurotípicas” (expressão usada na série para designar àqueles que não apresentam distúrbios psíquicos significativos). A série também foge do clichê que todos os indivíduos que tem autismo vivem dentro do seu próprio mundo. A condição é apenas uma das camadas da complexidade humana de Sam. Até mesmo sua terapeuta, Julia, e seu melhor amigo Zahid que se mostram bastante “anormais” mesmo escondidos sob o disfarce de mentalmente normais. Sam trabalha, tem empatia, entende regras ( e as leva muito a sério), sente desejo, se chateia, tem hobbies ( e também os leva muito a sério), se alegra, briga... é um menino apaixonado pela Antártida e por pinguins e, por entender com facilidade os métodos da natureza, tenta aplicar as mesmas normas em suas relações humanas. Com alguns trechos narrados em primeira pessoa, Sam permite que passemos um tempo dentro da sua cabeça e nos prova que sua lógica faz sentido. Relevância do conteúdo da série em sua formação acadêmica: A série aborda o Transtorno do Espectro Autista com naturalidade, mas a série não gira em torno apenas de uma doença, mas mostras os conflitos familiares e as superações de cada um.