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FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA
LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO!
INSTRUÇÕES GERAIS
● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. 
● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente a 
antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe apenas UMA 
resposta válida e de acordo com o gabarito. 
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resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho de PREENCHER 
GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da prova. Você deve fazer o 
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muito simples de ser realizado.
– Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): 
marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado 
com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder a uma determinada 
questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste estilo de banca, uma resposta 
errada anula uma resposta certa. 
Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de ser no 
estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta em caso de 
respostas erradas.
– Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: 
marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É preciso 
responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas 
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receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva para assinantes, 
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Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail:
treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. 
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Desejamos uma excelente prova!
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO
• Nas questões a seguir, marque, para cada uma, a única opção correta, de acordo com o respectivo comando. Para as devidas 
marcações, use a Folha de Respostas, único documento válido para a correção da sua prova.
• Em seu caderno de prova, caso haja opção(ões) constituída(s) pela estrutura Situação hipotética:... seguida de Assertiva:..., os 
dados apresentados como situação hipotética deverão ser considerados premissa(s) para o julgamento da assertiva proposta.
• Eventuais espaços livres – identificados ou não pela expressão “Espaço livre” – que constarem deste caderno de prova pode-
rão ser utilizados para rascunhos.
� Baseado no formato de prova
� aplicado pela banca Cebraspe
40 e da mesma força da Natureza que as outras coisas singulares; 
por conseguinte, elas têm causas determinadas, pelas quais 
são claramente conhecidas, e têm propriedades determinadas 
tão dignas do nosso conhecimento como as propriedades de 
todas as outras coisas cuja mera contemplação nos dá prazer.
SPINOZA, Benedictus de, in: Coleção “Os Pensadores”. 
Traduções de Marilena de Souza Chauí et al. São Paulo: Abril 
Cultural, 1983, p.175. (Com adaptações)
Considerando as informações do texto 1, julgue os itens a seguir.
1 Depreende-se do texto que o homem não pode ser visto como 
um elemento livre das leis e das regras da Natureza, pois ele 
perturba tais normas mais do que as segue.
2 Segundo Spinoza, o que ocorre na Natureza não pode ser en-
carado como vício dela, mas apenas como leis e regras ine-
rentes a um sistema harmoniosamente articulado.
3 Infere-se dos argumentos do autor que tomar o homem como 
parte da Natureza e submisso a suas leis o absolve de culpa 
pelas afecções como ódio, cólera, inveja e outras (vistas mui-
tas vezes como falhas no comportamento humano), porque 
passam a ser estudadas e compreendidas como uma manifes-
tação de leis universais da Natureza.
4 Enquanto outros enxergam a natureza humana como viciosa 
em suas afecções e a detestam, Spinoza prefere acreditar na 
potência do ser humano para sobrepujar leis da Natureza e 
dominar suas paixões.
5 O autor mostra acreditar que as propriedades de nossos ví-
cios são tão merecedoras de estudo e conhecimento quan-
to são as propriedades das coisas belas que contemplamos 
prazerosamente.
Acerca de aspectos linguísticos e semânticos do texto 1, julgue os 
seguintes itens.
6 A correção gramatical e a coerência textual serão preserva-
das, caso se substitua “parecem ter” (l. 2) por parece ter ou 
por parece terem.
CONHECIMENTOS BÁSICOS
GRAMÁTICA E TEXTO
MÁRCIO WESLEY
Texto 1 para responder aos itens de 1 a 14.
Da origem e da natureza das afecções
1 A maior parte daqueles que escreveram sobre as afec-
ções e a maneira de viver dos homens parecem ter tratado, 
não de coisas naturais que seguem as leis comuns da Natu-
reza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Mais ainda, 
5 parecem conceber o homem na Natureza como um império 
num império. Julgam, com efeito, que o homem perturba a 
ordem da Natureza mais que a segue, que ele tem sobre os 
seus atos um poder absoluto e apenas tira de si mesmo a sua 
determinação. Procuram, portanto, a causa da impotência 
10 e da inconstância humana, não na potência comum da Natu-
reza, mas não sei em que vício da natureza humana, e, por 
essa razão, lamentam-na, riem-se dela, desprezam-na, ou, 
o que acontece mais frequentemente, detestam-na; e aquele 
que mais eloquentemente ou mais sutilmente souber censurar 
15 a impotência da alma humana é tido por divino. É certo 
que não têm faltado homens eminentes (ao trabalho e ao 
talento dos quais confessamos dever muito) para escre-
ver muitas coisas belas sobre a reta conduta da vida e dar 
aos mortais conselhos cheios de prudência. Mas ninguém, 
20 que eu saiba, determinou a natureza e as forças das afecções 
e, inversamente, o que pode a alma para as orientar.
 � De momento, quero voltar àqueles que preferem de-
testar ou ridicularizar as afecções e as ações dos homens a 
conhecê-las. A esses, sem dúvida, parecerá estranho que eu 
25 me proponha a tratar dos vícios dos homens e das suas inép-
cias à maneira dos geômetras e que queira demonstrar por 
um raciocínio rigoroso o que eles não cessam de proclamar 
contrário à Razão, vão, absurdo e digno de horror. Mas eis 
como eu raciocino. Nada acontece na Natureza que possa ser 
30 atribuído a um vício desta; a Natureza, com efeito, é sempre 
a mesma; a sua virtude e a sua potência de agir são unas e por 
toda parte as mesmas, isto é, as leis e as regras da Natureza, 
segundo as quais tudo acontece e passa de uma forma a outra, 
são sempre e por toda parte as mesmas; por consequência, 
35 a via reta para conhecer a natureza das coisas, quaisquer que 
elas sejam, deve ser também una e a mesma, isto é, sempre 
por meio das leis e das regras universais da Natureza.
 � Portanto, as afecções de ódio, de cólera, de inveja etc., 
consideradas em si mesmas, resultam da mesma necessidade 
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
7 A conjunção “portanto” (l. 9) pode ser substituída, mantendo-
-se o sentido e a correção, por qualquer uma das seguintes: 
pois, destarte, por conseguinte, porquanto.
8 A supressão da preposição “em” no segmento “mas não 
sei em que vício da natureza humana” (l. 11) implica pre-
juízo gramatical.
9 A omissão do pronome “se” em “riem-se dela” (l. 12) pre-
serva o sentido e a correção gramatical, mas reduz a ênfase.
10 O trecho “e aquele que mais eloquentemente ou mais sutil-
mente souber censurar a impotência da alma humana é tido 
por divino” (l. 13-15) pode ser reescrito corretamente como: 
e quem mais eloquente ou mais sutilmente sabe censurar a 
impotência da alma humana é tido como divino.
11 O segmento entre parênteses naslinhas 16 e 17 “(ao trabalho 
e ao talento dos quais confessamos dever muito)” admite re-
escrita correta com o mesmo sentido, da seguinte forma: (a 
cujo trabalho e talento confessamos reconhecer muito).
12 A substituição de “a conhecê-las” (l. 23-24) por que as conhecer 
respeita a norma gramatical e preserva as informações originais.
13 O emprego do sinal de crase em “à maneira” (l. 26) resulta de 
contrair a preposição “a” requerida por “tratar” com o artigo 
definido feminino “a” diante do substantivo “maneira”.
14 O ponto após “eu raciocino” (l. 29) pode ser corretamente 
substituído por dois-pontos, mantendo-se a coesão e a corre-
ção gramatical.
Texto 2 para responder aos itens de 15 a 20.
Sexa
1 – Pai...
 � – Hummm?
 � – Como é o feminino de sexo?
 � – O quê?
5 – O feminino de sexo.
 � – Não tem.
 � – Sexo não tem feminino?
 � – Não.
 � – Só tem sexo masculino?
10 – É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
 � – E como é o feminino de sexo?
 � – Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
 � – Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
 � – O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é 
15 masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
 � – Não devia ser “a sexa”?
 � – Não.
 � – Por que não?
 � – Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
20 – O sexo da mulher é masculino?
 � – É. Não! O sexo da mulher é feminino.
 � – E como é o feminino?
 � – Sexo mesmo. Igual ao do homem.
 � – O sexo da mulher é igual ao do homem?
25 – É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo femi-
nino, certo?
 � – Certo.
 � – São duas coisas diferentes.
 � – Então como é o feminino de sexo?
30 – É igual ao masculino.
 � – Mas não são diferentes?
 � – Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas 
não muda a palavra.
 � – Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
35 – A palavra é masculina.
 � – Não. “A palavra” é feminina. Se fosse masculina, seria “o pal...”
 � – Chega! Vai brincar, vai.
 � O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
 � – Temos que ficar de olho nesse guri...
40 – Por quê?
 � – Ele só pensa em gramática.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. 
Porto Alegre: L&M, 1999, pp.72-73.
A partir das ideias do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue 
os seguintes itens de 15 a 20.
15 O humor do texto resulta, basicamente, de explorar a confu-
são dos interlocutores entre gênero gramatical e gênero bio-
lógico (sexo).
16 As formas verbais “disse” e “tem” (l. 13) devem ser substituí-
das por disseste e tens, a fim de concordarem com seu sujeito 
de 2ª pessoa singular: tu.
17 O filho demonstra dificuldade para compreender que alguns 
substantivos possuem somente um gênero gramatical, como 
ocorre com: criança, testemunha, cônjuge, estudante, atleta.
18 Em lugar de “Existem” (l. 10), o emprego de Têm preserva 
o sentido e respeita a norma de concordância, embora resulte 
em nível informal de linguagem.
19 O sentido de “Muda o sexo, mas não muda a palavra.” (l. 32-
33) pode ser coerentemente preservado ao escrever: Muda o 
sexo biológico do indivíduo, mas não muda o gênero grama-
tical da palavra “sexo”.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
20 Em discurso indireto, preservando-se os sentidos e a corre-
ção gramatical, o trecho “– Chega! Vai brincar, vai.” pode 
ser substituído por: O pai disse ao filho que bastava e que 
fosse brincar.
LÍNGUA INGLESA
ALEXANDRE HARTMANN
The thought police: five works of philosophy 
that every cop should read
by Julian Baggini
 � The Greek thinker Plato is now on the curriculum for 
officers in Baltimore. Here are five more texts they should 
teach in police academies.
 � Police officers in Baltimore have been making novel 
use of their notebooks. Anything Plato has said may be 
taken down and used, not as evidence against him, but in 
the classroom, where detective Ed Gillespie has made the 
ancient Greek philosopher part of the force’s annual in-service 
training. Gillespie gets his students to discuss cases of police 
misconduct in terms of Plato’s tripartite model of the soul, 
which holds that our behaviour is governed, at times, by 
either the intellect, the “spirit” or the “appetites”.
 � Any further education would be a good thing, since 
research shows that the more educated officers are, the less 
likely they are to use force. But philosophy has more valuable 
insights to offer. Here are some suggestions for what should 
be on any police department’s reading list.
 �
Fear and Trembling 
by Søren Kierkegaard
 �
 � If you want to understand why “I was just following 
orders” is never a good enough excuse, consider Abraham, 
told to sacrifice his own son by the supreme law enforcer, 
God almighty. Far from shrugging his shoulders and picking 
up the knife, Kierkegaard shows Abraham rightly questioning 
whether there is an absolute duty to obey God. Surely we can 
then ask if there is absolute duty to obey our chiefs of police?
 �
The Nicomachean Ethics 
by Aristotle
 �
 � Laws are all very well, but you need to be of good 
character to want to follow them and have the wisdom to 
interpret them fairly. The good police officer therefore 
needs phronēsis – practical wisdom – and this book will help 
them to develop it.
A Question of Trust 
by Onora O’Neill
 �
 � Policing by consent is the principle of UK law 
enforcement. If the police force wishes to understand how it 
can retain, and in some cases rebuild, trust, Onora O’Neill’s 
lucid and insightful Reith lectures are a good place to look. 
She argues that audits, transparency and procedures only go 
so far. If you want to be trusted, the most important thing is 
that you are, in fact, trustworthy.
On the Genealogy of Morals 
by Freidrich Nietzsche
 �
 � A police officer with fantasies of being Superman is the 
last thing we need, but there is much more to Nietzsche than 
the misunderstood Übermensch. There is no more powerful 
licence to abuse power than to believe you are on the right 
side of a neat divide between good and evil. Far better to 
realise that we are all merely doing better or worse at making 
life go well for ourselves and others.
The Analects 
by Confucius
 �
 � By reading more than just western philosophy, the police 
could gain greater awareness of cultural diversity than most 
academic philosophers. The Analects is a good reminder not 
only that different cultures have different core values, but that 
using the force of the law is always a last resort. “I could try a 
civil suit as well as anyone,” said Confucius. “But better still 
to bring it about that there were no civil suits!”
Source: https://www.theguardian.com/uk-news/shortcuts/2017/
nov/29/the-thought-police-five-works-of-philosophy-that-every-
-cop-should-read
According to the text, judge the following items.
21 Some police officers are using notebooks for new purposes.
22 The author suggests that each of the police officers in every 
department is supposed to perform duties based on the 
teachings of five philosophers.
23 “thought police” can be defined as a group of people with 
totalitarian views on a given subject, who constantly monitor 
others for any deviation from prescribed thinking.
24 “since”, emboldened in the text, is used to convey the idea 
of result.
25 It can be inferred from the text that police officers 
ought to carefully consider given orders and only follow 
reasonable instructions.
26 “therefore”, emboldened in the text, means the same as for 
that reason.
27 “this book”, boldfaced in the text, refers to “phronēsis”. 
28 Confucius believed conflicts could be resolved solely through 
civil lawsuits. 
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
LODF
MARCO SOARES
29 Nos termos da Lei Orgânica do DF, competem à Polícia Civil 
do Distrito Federal as funções de polícia ostensiva.
30 A Polícia Civil do DF pode ser dirigida por qualquer Policial, 
desde que faça parte da corporação.
LEGISLAÇÃO PCDF
RAFAEL DE OLIVEIRA
31 Embora o Decreto-Lei n. 2.266/1985 proíba expressamente 
a ascensão funcionalcomo forma de progressão na Carreira 
Policial Civil do Distrito Federal, a transferência funcional 
como forma de progressão é autorizada, desde que cumpridos 
certos requisitos citados no próprio Decreto-Lei.
32 Segundo o Decreto-Lei n. 2.266/1985, o curso superior de 
polícia e o curso especial de polícia destinam-se ao aperfei-
çoamento dos servidores Policiais Civis que se encontrem no 
Padrão final da primeira classe das categorias funcionais de 
nível superior e médio, obedecidos os critérios estabelecidos 
nos referidos cursos, por ordem de antiguidade.
33 Anderson e Freire, respectivamente Delegado e Escrivão de 
Polícia, classe especial, matricularam-se para o curso supe-
rior de Polícia oferecido pela instituição. Considerando os 
institutos da Hierarquia e da Disciplina da PCDF, a matrícula 
de Anderson junto ao curso deverá ocorrer de forma prioritá-
ria em relação à matrícula de Freire.
Com base na Lei n. 9.264/1996, julgue os itens seguintes.
34 Alfredo recentemente tomou posse como Delegado de Polí-
cia da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo aprendeu na 
Academia de Polícia Civil, a Carreira Policial Civil do Dis-
trito Federal foi desmembrada em Carreira de Delegado de 
Polícia do Distrito Federal e Carreira de Polícia Civil do 
Distrito Federal. Alfredo, portanto, aprendeu que faz parte da 
Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal.
35 Cláudio, médico há 12 anos, sempre quis fazer parte dos qua-
dros da PCDF. Após passar em todas as etapas, foi impedido 
de tomar posse, sob o argumento de que deveria possuir espe-
cialização em Medicina Legal, conforme determina a Lei n. 
9.264/1996. Tal impedimento, de fato, condiz com as deter-
minações da referida lei.
Com base no Decreto n. 30.490/2009 (Regimento Interno da 
PCDF), julgue os itens seguintes.
36 Segundo o Decreto n. 30.490/2009, encaminhar, quando 
solicitado pelos demais Institutos de Polícia Técnica, cópia 
de laudos ou pareceres papiloscópicos e necropapiloscópi-
cos, em especial dos casos vinculados a perícias executadas 
pela unidade requerente, é uma das atribuições do Instituto 
de criminalística.
37 A missão institucional da Polícia Civil do Distrito Federal é 
promover, desvinculada das instituições congêneres, a segu-
rança pública, visando à preservação da ordem pública e à 
incolumidade do Estado Democrático de Direito.
RIDE
REBECCA GUIMARÃES
38 As características socioespaciais tanto de Brasília quanto da 
RIDE-DF refletem desigualdades socioeconômicas marcan-
tes. As diferenças de emprego (ocupação) e de renda en-
tre as várias regiões administrativas do DF e os municípios 
goianos e mineiros intensificam uma expansão urbana com 
ausência de infraestrutura, sobretudo nas periferias, e agra-
va as desigualdades.
39 Apesar da grande imigração de goianos e mineiros, os traba-
lhadores oriundos da região Nordeste predominaram na cons-
trução de Brasília.
40 A RIDE-DF é considerada uma região metropolitana que in-
tegra o Distrito Federal, 29 municípios do estado de Goiás e 
4 municípios do estado de Minas Gerais. Atualmente, é clas-
sificada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Es-
tatística) como a quarta região metropolitana mais populosa 
do Brasil, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e 
Belo Horizonte.
41 O relevo do Distrito Federal apresenta-se mais elevado em 
sua parte nordeste, nas porções que compreendem, generica-
mente, as regiões administrativas de Sobradinho, Planaltina e 
Paranoá. As maiores cotas altimétricas situam-se nessa última 
região administrativa.
42 O tombamento do Plano Piloto de Brasília como patrimônio 
histórico nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio His-
tórico e Artístico Nacional) e a sua inscrição na lista do Pa-
trimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foram realizados 
com o objetivo de preservar as quatro escalas que caracteri-
zam o seu projeto urbanístico: residencial, comercial, bucó-
lica e ecológica.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
43 Ao DF, ente federativo sui generis, são atribuídas todas as 
competências legislativas reservadas tanto aos estados quanto 
aos municípios.
44 O PIB per capita de Brasília está entre os maiores do país. 
Da mesma forma ocorre com o Índice de Desenvolvimento 
Humano (IDH), que apresenta posição elevada em relação às 
demais cidades brasileiras.
LEI N. 8.112/1990
RODRIGO CARDOSO
Julgue os itens a seguir com fundamento na Lei n. 8.112/1990.
45 A PCDF teve ciência de que Márcio, ocupante de cargo de 
Escrivão, está acumulando cargos de forma ilegal. Assertiva: 
após notificação, o servidor tem dez dias para apresentar op-
ção em qual cargo pretende ficar.
46 O prazo para a conclusão do processo administrativo de rito 
sumário não excederá trinta dias, contados da data de publica-
ção do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorroga-
ção por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.
47 A opção pelo servidor até o último dia de prazo do julga-
mento do processo configurará sua boa-fé, hipótese em que 
se converterá automaticamente em pedido de exoneração do 
outro cargo.
LEI N. 8.429/1992
LEANDRO PEREIRA
Nos termos da Lei n. 8.429/1992, julgue os próximos itens.
48 O enquadramento das formas tipificadas na lei em questão 
é cumulativamente tipificado como crime e ação disciplinar.
49 É permitido transação, acordo ou conciliação nas ações de 
improbidade administrativa, quando o dano causado ao erário 
for ressarcido.
50 Havendo fundados indícios de responsabilidade de servidor 
público por ato de improbidade administrativa, para a co-
missão processante também será possível representar à pro-
curadoria do órgão para que requeira ao juízo competente a 
decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que 
tenha enriquecido ilicitamente ou causado danos ao patri-
mônio público.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
DIREITO CONSTITUCIONAL
RICARDO BLANCO
Julgue o item em relação aos direitos individuais.
51 Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo 
a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimen-
to de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores 
e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimô-
nio transferido.
Julgue o item em relação aos remédios constitucionais.
52 Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular 
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de enti-
dade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, fican-
do o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais 
e do ônus da sucumbência.
Julgue o item em relação aos direitos sociais.
53 A Constituição assegura aos domésticos a proibição de dis-
tinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os 
profissionais respectivos.
Julgue os itens em relação à nacionalidade.
54 Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que 
tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em 
virtude de atividade nociva ao interesse nacional.
55 Aos portugueses com residência permanente no País, se hou-
ver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos 
os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos 
na Constituição.
Julgue os itens em relação ao direito político.
56 A Constituição define a forma da iniciativa popular para leis, 
fixando, em seu texto, o quórum de assinaturas que devem ser 
recolhidas nos âmbitos federal, estadual e municipal.
57 A idade mínima de 18 anos para Vereador deve ser confirma-
da no ato da posse.
Julgue o item em relação à segurança pública.
58 Os municípios poderão constituir guardas municipais desti-
nadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, confor-
me dispuser a lei.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
DIREITO PENAL GERAL
WALLACE FRANÇA
Considerando o Código Penal brasileiro, julgue os itens a seguir 
com relação à aplicação da lei penal.
59 Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado no estrangeiro, 
quando se tratar de crimepraticado por brasileiro, nato ou 
naturalizado. Para que seja aplicada a lei brasileira, dentre 
outras condições, o agente não pode ter sido absolvido ou 
condenado no estrangeiro.
60 Consideram-se território nacional por assimilação as embar-
cações e as aeronaves brasileiras, mercantes ou de proprieda-
de privada, que se achem, respectivamente, em alto-mar ou 
no espaço aéreo correspondente.
61 Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado a bordo de navio 
ou aeronave brasileira, de natureza pública ou a serviço do 
governo brasileiro, onde quer que se encontre. Trata-se de hi-
pótese de extraterritorialidade incondicionada, adotando-se o 
princípio do pavilhão ou da bandeira.
62 Aplica-se a lei brasileira, ainda que o agente seja absolvido 
ou condenado no estrangeiro, ao crime de genocídio, desde 
que a vítima seja brasileira ou o agente seja domiciliado 
no Brasil.
63 Aplica-se a lei brasileira ao crime de latrocínio praticado 
contra o Presidente da República, ainda que o agente tenha 
sido absolvido ou condenado no estrangeiro, pois se trata 
de hipótese de aplicação extraterritorial incondicionada da 
lei brasileira.
64 Se o Presidente do Supremo Tribunal Federal, em viagem 
à Alemanha, é agredido por um brasileiro que também se 
encontrava em viagem no país, por discordância das posi-
ções políticas do Presidente, será aplicada a lei brasileira 
ao caso, ainda que o agente seja absolvido ou condenado 
no estrangeiro.
DIREITO PENAL ESPECIAL
DIEGO HENRIQUE
65 Assassino da Silva executou o seu vizinho com um disparo de 
arma de fogo. Após a morte, Assassino esquartejou o corpo 
da vítima. Nesse caso, é possível afirmar que o esquarteja-
mento é uma forma de homicídio qualificado pelo meio cruel.
66 João atropelou um ciclista na avenida principal da cidade em 
que morava. Durante a investigação, constatou-se que João 
dirigia alcoolizado e na contramão. Para o STF, essa conduta 
demonstra a assunção de risco por parte do agente, motivo 
pelo qual se trata de homicídio praticado por dolo eventual, e 
não de homicídio culposo.
67 Aquele que mata sua mulher por não aceitar que ela negue 
uma relação sexual, alegando que existe o “débito conjugal”, 
responde por feminicídio, que se trata de qualificadora, se-
gundo o STJ, objetiva, podendo concorrer, a depender do 
caso concreto, com o motivo torpe.
A respeito do crime de lesão corporal, julgue o item a seguir.
68 Os irmãos Bill e Kid entraram em luta corporal após agressão 
iniciada por Bill quando estavam no local de trabalho. Para o 
STJ, é possível, ainda que ocorrida fora do lar, a aplicação da 
qualificadora do § 9º do art. 129 do CP, mesmo que a agressão 
não tenha ocorrido no ambiente familiar.
Sobre os crimes, julgue as duas assertivas a seguir.
69 A calúnia, a difamação e a injúria são crimes contra a honra. 
Dentre eles, pune-se a calúnia contra os mortos, admitindo-
-se a exceção da verdade, desde que o ofendido fosse fun-
cionário público e a ofensa tenha sido relativa ao seu exer-
cício funcional.
70 João é parado numa blitz e, ao lembrar que estava sem a Car-
teira Nacional de Habilitação, pediu ao policial que “desse 
um jeitinho”. Se o policial deixar passar e liberar o condutor, 
responderá pelo crime de corrupção passiva privilegiada.
DIREITO PROCESSUAL PENAL
DEUSDEDY SOLANO
Analise a situação hipotética apresentada e julgue os quatro itens a 
seguir de acordo com o disposto no Código de Processo Penal, na 
doutrina e na legislação de regência sobre a investigação criminal 
e a prisão em flagrante.
Situação hipotética: no dia 22.8.2020, por volta das 22h, Maria 
Clara e Geovane, Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, 
lotados na 31ª Delegacia de Polícia de Planaltina-DF, atenderam 
uma ocorrência policial relacionada a um crime de roubo. Ao che-
garem ao local, os Agentes se depararam com o crime em anda-
mento de roubo com restrição da liberdade da vítima, que estava 
sendo perpetrado por três indivíduos (dois homens e uma mulher, 
imputáveis). Durante o atendimento da ocorrência, os Policiais, 
em razão da resistência dos suspeitos, tiverem que usar algemas 
para suas conduções.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
71 Como houve resistência à prisão em flagrante, os executores 
Maria Clara e Geovane e eventuais pessoas que os auxiliaram 
na prisão poderão usar dos meios necessários para defende-
rem-se ou para vencerem a resistência, do que tudo se lavrará 
auto subscrito também por duas testemunhas.
72 Se a mulher que foi presa, embora tenha reagido à prisão e de-
monstrado periculosidade, encontrar-se grávida, será vedado 
o uso de algemas por expressa determinação da lei.
73 Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, 
será encaminhado ao Juiz competente o auto de prisão em fla-
grante e, caso os autuados não informem o nome de seu advo-
gado, a cópia integral para a Defensoria Pública. No prazo de 
48 (quarenta e oito) horas, será entregue aos presos, mediante 
recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o moti-
vo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas.
74 Se, na 31ª Delegacia de Polícia Civil, onde os presos foram 
apresentados, o Escrivão de plantão estiver impedido, qual-
quer pessoa designada pela autoridade policial lavrará o auto, 
depois de prestado o compromisso legal.
À luz da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, 
sobre as disposições constitucionais aplicáveis ao processo penal e 
ao inquérito policial, analise os quatro itens a seguir.
75 Em relação às garantias constitucionais aplicáveis ao proces-
so penal, o direito ao silêncio, enquanto poder jurídico reco-
nhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas 
respostas possam incriminá-la (nemo tenetur se detegere), 
impede, quando concretamente exercido, que aquele que o 
invocou venha, por tal específica razão, a ser preso, ou amea-
çado de prisão, pelos agentes ou pelas autoridades do Estado. 
76 Ante o princípio constitucional da não culpabilidade, inqué-
ritos e processos criminais em curso são neutros na definição 
dos antecedentes criminais. 
77 O arquivamento de inquérito policial não faz coisa julgada 
nem causa a preclusão. Contrariamente ao que ocorre quando 
o arquivamento se dá por atipicidade do fato, a superveniên-
cia de novas provas relativamente a alguma excludente de 
ilicitude admite o desencadeamento de novas investigações.
78 O indiciamento é o ato de formalização da convicção, por par-
te da autoridade judicial, que os elementos até então colhidos 
na investigação indiquem ser uma pessoa autora do crime.
Conforme dispõe o Código de Processo Penal, sobre prisão em 
liberdade provisória, analise os dois itens a seguir.
79 A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer 
hora, respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do 
domicílio. Não será permitido o emprego de força, salvo a 
indispensável apenas no caso de resistência, pois a tentativa 
de fuga do preso não permite o uso da força.
80 O Juiz competente providenciará o imediato registro do 
mandado de prisão em banco de dados mantido pelo Con-
selho Nacional de Justiça para essa finalidade. Dessa forma, 
qualquer Agente Policial poderá efetuar a prisão determina-
da no mandado de prisão registrado no Conselho Nacional 
de Justiça, desde que dentro da competência territorial do 
Juiz que o expediu.
DIREITOS HUMANOS
LUCIANO FAVARO
Quanto à incorporação dos tratados internacionais de direitos 
humanos ao ordenamento jurídico brasileiro, julgue os itens a 
seguir, considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
81 Os tratados internacionais de direitos humanos que forem 
aprovados no Congresso Nacional de modo diverso do rito 
previsto na Constituição Federal terão status de lei ordinária.
82 Os tratados internacionais de direitos humanos aprovados 
em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 
três quintos dos respectivos membros terão status de emen-
da constitucional após a referida aprovação, prescindindo, 
por conseguinte, a promulgação dotexto do tratado por de-
creto executivo.
83 De acordo com o Supremo Tribunal Federal, há diferença 
de hierarquia normativa entre os tratados internacionais de 
direitos humanos aprovados pelo Congresso Nacional antes 
da entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 45/2004 e 
aqueles que entrarem em vigor após a referida emenda.
Recentemente, a mídia tem noticiado diversos casos de violação 
aos direitos das crianças em grave afronta aos direitos estabele-
cidos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – e de tra-
tados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil faz 
parte. Um dos direitos violados é o direito à instrução – também 
denominado direito à educação. Passados mais de cinco meses 
do início da pandemia, alguns estados brasileiros – em especial 
por falta de uma política coordenada pela União – têm negligen-
ciado esse direito às crianças que estudam na rede pública de 
ensino. Sendo o direito à instrução um dos direitos sociais, julgue 
os subsequentes itens.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
84 O direito à instrução se classifica como um direito humano de 
primeira geração.
85 A consagração dos direitos sociais se deu com o Iluminismo e 
a consequente enumeração desses direitos, com a Declaração 
dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789.
86 Tanto o direito à educação quanto os direitos culturais são 
classificados como direitos positivos, pois dependem da par-
ticipação do Estado para suas consecuções.
87 A eventual caracterização de violação desse direito por parte 
dos Estados brasileiros não pode levar a responsabilização da 
República Federativa do Brasil a nível internacional, uma vez 
que essa responsabilização somente poderá ocorrer se carac-
terizada exclusivamente a negligência à nível federal.
Considerando as características dos direitos humanos, julgue o 
item seguinte.
88 A individualidade é enumerada como uma característica dos 
direitos humanos, na medida em que esses direitos são di-
recionados a cada pessoa humana isoladamente considerada.
INFORMÁTICA
FABRÍCIO MELO/JÓSIS ALVES
Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Microsoft Excel 
2019/365, configuração padrão, idioma português, julgue o 
próximo item.
89 Ao clicar com o botão esquerdo do mouse na alça de pre-
enchimento da célula A1, e arrastar e soltar o botão esquer-
do na célula A10, o valor que será exibido na célula A9 é 
GRANONLINE9.
90 Por meio da Guia Revisão, é possível visualizar a quantidade 
de caracteres com e sem espaço, por intermédio do recurso 
Contagem de palavras.
Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Power Point 
2019/365, idioma português, julgue o item.
91 Ao clicar sobre o tema “Facetado”, ele será aplicado a todos 
os eslaides da apresentação.
Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Windows 10, 
idioma português, configuração padrão, julgue os próximos itens.
92 É possível copiar todos os arquivos da Pasta da PCDF para 
um pen drive com 4 GB de espaço livre.
93 Caso o usuário defina o WordPad como aplicativo padrão para 
abertura de arquivos de textos, os arquivos PCDF tabela.docx, 
PCDF.docx, Retrato paisagem.docx e teste.xlsx seriam aber-
tos, via de regra, por meio desse aplicativo do Windows 10.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
100 Podemos afirmar que uma placa de rede com 4 (interfaces) 
possuirá 4 endereços físicos (MAC Address).
101 O padrão IEEE 802.3 refere-se às redes cabeadas Ethernet.
102 Além do protocolo IP, temos também outros protocolos na 
camada Internet, como ARP, RARP e DNS.
103 Em redes com comunicação em Full-duplex, como as que uti-
lizam switches, não há a necessidade de utilizar o CSMA/CD.
LEI N. 9.099/1995
LORENA OCAMPOS
104 A suspensão condicional do processo pode ser concedida para 
cada crime isoladamente, desde que para cada um deles, indi-
vidualmente, a pena mínima cominada não seja superior a um 
ano, mesmo que o somatório das penas ultrapasse esse limite.
105 A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiá-
rio vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, ainda 
que com motivo justificado, a reparação do dano.
RACIOCÍNIO LÓGICO
MARCELO LEITE
Considerando a proposição P: “Se o Escrivão de Polícia gosta 
do que faz, então a população será beneficiada”, julgue os 
itens a seguir.
106 A proposição P é equivalente a “Se a população não será be-
neficiada, então o Escrivão de Polícia não gosta do que faz”.
107 A proposição P pode ser negada por “O Escrivão de Polícia 
gosta do que faz ou a população não será beneficiada”.
108 Caso o conjunto A seja representado por “Escrivães de Polí-
cia que gostam do que fazem” e o conjunto B seja represen-
tado por “População que será beneficiada”, então A ⊂ B.
109 A proposição P é equivalente a “A população será beneficia-
da, pois o Escrivão de Polícia gosta do que faz”.
Sobre a figura e conhecimentos relacionados a ferramentas e tec-
nologias relacionadas à Internet, à Intranet e à Extranet, julgue o 
próximo item.
94 Por meio do menu Ferramentas, Opções da Internet, Guia Pri-
vacidade, é possível habilitar o bloqueador de pop-ups, que 
impedirá a abertura automática de novas guias no navegador 
em questão.
De acordo com a figura e conhecimentos relacionados a Segurança 
da Informação, redes, Internet e suas tecnologias, julgue os pró-
ximos itens.
95 As lacunas dos 1º, 2º e 3º passos podem ser preenchidas res-
pectivamente por: pública, remetente, cifra, pública, destina-
tário, decifra, privada.
96 A figura pode representar tanto um processo de criptografia 
simétrica como um processo de criptografia assimétrica.
97 O processo representado pela figura anterior irá garantir o 
princípio da disponibilidade da informação.
98 É possível o envio de informações entre o remetente e o desti-
natário usando o processo de esteganografia para ocultar uma 
mensagem importante entre as duas partes.
99 A arquitetura de fato utilizada pela Internet é a TCP/IP.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
110 Caso a proposição “O Escrivão de Polícia gosta do que 
faz” seja verdadeira, então a proposição P será obrigato-
riamente verdadeira.
No Distrito Federal, a população carcerária de 1.000 detentos 
acima de 60 anos foi dividida em dois grupos:
A: aqueles que cometeram crimes hediondos (totalizando 
300 presos);
B: aqueles que cometeram crimes não hediondos (totalizando 
700 presos).
Sabe-se que cada um dos 300 detentos do grupo A cometeram ou 
sequestro, ou latrocínio, ou ambos (sequestro e latrocínio).
O grupo B é formado por detentos que cometeram apenas roubo, 
apenas furto ou apenas estelionato.
Suponha que, no grupo B, a quantidade de detentos que comete-
ram apenas roubo é igual a 30% do total de pessoas do grupo e a 
quantidade de presos que cometeram apenas furto é igual a 40% 
dos detentos que cometeram apenas roubo. Com base no texto, 
julgue os itens a seguir.
111 Dois detentos, entre os que praticaram somente furto, serão 
escolhidos aleatoriamente. Então, a quantidade de maneiras 
que essa escolha poderá ser feita será igual a 3.486.
112 Dois detentos, sendo que um cometeu apenas furto e o outro 
cometeu apenas estelionato, serão escolhidos aleatoriamente. 
A quantidade de maneiras que essa escolha poderá ser feita 
será superior a 34.110.
113 Escolhendo-se aleatoriamente um indivíduo entre os 1.000 
detentos, a chance de ele não pertencer ao conjunto dos que 
cometeram apenas roubo nem dos que cometeram apenas fur-
to é superior a 70%.
MATEMÁTICA
MARCELO LEITE
Na reforma de uma delegacia de polícia, que foi feita em 20 dias, 
a quantidade de trabalhadores que participaram mudou a cada dia. 
A quantidade diária de trabalhadores, na reforma, é descrita pelo 
modelo matemático T(d) = - d2 + 20.d, em que d representa o dia da 
reforma e 1 ≤ d ≤ 20. Sabe-se ainda que, a cada dia, eram gastos, 
na obra, sempre R$ 2.000,00 a mais que no dia anterior e que, no 
1º dia de reforma, foi constatado um gasto de R$ 10.000,00. Com 
base no texto, julgue os itens a seguir.
114 Paulo, Pedro, Carlos e Lúcio irão trabalhar na reforma da 
parte elétricada delegacia. Eles combinaram que o valor re-
cebido será dividido em partes proporcionais ao tempo de 
trabalho de cada um nessa reforma. Sabe-se que Paulo tra-
balhou 30 horas; Pedro, 20 horas; Carlos, 25 horas; e Lúcio, 
40 horas. Considerando que o valor que será repartido é igual 
a R$ 28.750,00, então Pedro receberá mais de R$ 4.950,00.
115 O 11º dia foi o dia em que a quantidade de trabalhadores foi 
a maior possível.
116 A quantidade diária de trabalhadores nessa reforma nunca ul-
trapassará 99 pessoas.
117 No 16º dia da reforma, o valor gasto será igual a R$ 40.000,00.
118 A soma dos valores gastos com a reforma até o 16º dia é igual 
a R$ 400.000,00.
119 Dos trabalhadores que participaram da reforma, 60% tinham 
mais de 30 anos. Desses, apenas 20% tinham concluído so-
mente o ensino médio. Assim, 12% dos trabalhadores que 
participaram da reforma tinham mais de 30 anos e também 
concluíram somente o ensino médio.
120 Em certo dia da reforma, um nono dos trabalhadores eram 
eletricistas, 2/3 eram pedreiros e os oito trabalhadores res-
tantes eram bombeiros hidráulicos. Então, nesse dia, estavam 
trabalhando na reforma mais de 37 pessoas.
SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO
POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL 
ESCRIVÃO
GABARITO
Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Gabarito E C E E C C E C C C E E E E C E E E C C
Item 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
Gabarito C C C E C C E E E E E C E C E E E C C C
Item 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
Gabarito E E E C C C E E C C C C E C C E E C E C
Item 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
Gabarito E E E E E C C C E C C E E C C C C E E E
Item 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100
Gabarito E E C E E C E E C C C C E E C C E C C C
Item 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120
Gabarito C E C E E C E C C E C E C C E E C C C E
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SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
CONHECIMENTOS BÁSICOS
GRAMÁTICA E TEXTO
MÁRCIO WESLEY
Texto 1 para responder aos itens de 1 a 14.
Da origem e da natureza das afecções
1 A maior parte daqueles que escreveram sobre as afec-
ções e a maneira de viver dos homens parecem ter tratado, 
não de coisas naturais que seguem as leis comuns da Natu-
reza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Mais ainda, 
5 parecem conceber o homem na Natureza como um império 
num império. Julgam, com efeito, que o homem perturba a 
ordem da Natureza mais que a segue, que ele tem sobre os 
seus atos um poder absoluto e apenas tira de si mesmo a sua 
determinação. Procuram, portanto, a causa da impotência 
10 e da inconstância humana, não na potência comum da Natu-
reza, mas não sei em que vício da natureza humana, e, por 
essa razão, lamentam-na, riem-se dela, desprezam-na, ou, 
o que acontece mais frequentemente, detestam-na; e aquele 
que mais eloquentemente ou mais sutilmente souber censurar 
15 a impotência da alma humana é tido por divino. É certo 
que não têm faltado homens eminentes (ao trabalho e ao 
talento dos quais confessamos dever muito) para escre-
ver muitas coisas belas sobre a reta conduta da vida e dar 
aos mortais conselhos cheios de prudência. Mas ninguém, 
20 que eu saiba, determinou a natureza e as forças das afecções 
e, inversamente, o que pode a alma para as orientar.
 � De momento, quero voltar àqueles que preferem de-
testar ou ridicularizar as afecções e as ações dos homens a 
conhecê-las. A esses, sem dúvida, parecerá estranho que eu 
25 me proponha a tratar dos vícios dos homens e das suas inép-
cias à maneira dos geômetras e que queira demonstrar por 
um raciocínio rigoroso o que eles não cessam de proclamar 
contrário à Razão, vão, absurdo e digno de horror. Mas eis 
como eu raciocino. Nada acontece na Natureza que possa ser 
30 atribuído a um vício desta; a Natureza, com efeito, é sempre 
a mesma; a sua virtude e a sua potência de agir são unas e por 
toda parte as mesmas, isto é, as leis e as regras da Natureza, 
segundo as quais tudo acontece e passa de uma forma a outra, 
são sempre e por toda parte as mesmas; por consequência, 
35 a via reta para conhecer a natureza das coisas, quaisquer que 
elas sejam, deve ser também una e a mesma, isto é, sempre 
por meio das leis e das regras universais da Natureza.
 � Portanto, as afecções de ódio, de cólera, de inveja etc., 
consideradas em si mesmas, resultam da mesma necessidade 
40 e da mesma força da Natureza que as outras coisas singulares; 
por conseguinte, elas têm causas determinadas, pelas quais 
são claramente conhecidas, e têm propriedades determinadas 
tão dignas do nosso conhecimento como as propriedades de 
todas as outras coisas cuja mera contemplação nos dá prazer.
SPINOZA, Benedictus de, in: Coleção “Os Pensadores”. 
Traduções de Marilena de Souza Chauí et al. São Paulo: Abril 
Cultural, 1983, p.175. (Com adaptações)
Considerando as informações do texto 1, julgue os itens a seguir.
1 Depreende-se do texto que o homem não pode ser visto como 
um elemento livre das leis e das regras da Natureza, pois ele 
perturba tais normas mais do que as segue.
Errado.
O raciocínio do autor é de que o homem é parte da Natureza 
e, como tal, está subordinado às leis e às regras da Natureza. 
Porém, pertence a outros pensadores (que o autor critica), e não 
pertence a Spinoza, a ideia de que o homem perturba mais do 
que segue tais normas.
2 Segundo Spinoza, o que ocorre na Natureza não pode ser en-
carado como vício dela, mas apenas como leis e regras ine-
rentes a um sistema harmoniosamente articulado.
Certo.
Leitura do segundo parágrafo, sobretudo de “Mas eis como eu 
raciocino” até “sempre por meio das leis e das regras univer-
sais da Natureza”. Podemos falar em harmonia, em razão de se 
conservarem sempre as mesmas leis e regras para conhecer a 
natureza das coisas.
3 Infere-se dos argumentos do autor que tomar o homem como 
parte da Natureza e submisso a suas leis o absolve de culpa 
pelas afecções como ódio, cólera, inveja e outras (vistas mui-
tas vezes como falhas no comportamento humano), porque 
passam a ser estudadas e compreendidas como uma manifes-
tação de leis universais da Natureza.
Errado.
Spinoza não abordou, no texto, o sentimento de culpa. Ele abor-
dou a atitude dos que preferem ignorar a origem e o funciona-
mento das afecções humanas, preferem até odiá-las, a conhecê-
-las. Nessa abordagem, o autor pretende mostrar a vantagem 
de conhecer as afecções humanas a fim de que a alma possa 
orientá-las (final do primeiro parágrafo). Então, corrigindo: to-
mar o homem como parte da Natureza e submisso a suas leis 
ajuda a alma humana a orientar as afecções como ódio...
4 Enquanto outros enxergam a natureza humana como viciosa 
em suas afecções e a detestam, Spinoza prefere acreditar na 
potência do ser humano para sobrepujar leis da Natureza e 
dominar suas paixões.
Errado.
A leitura do primeiro parágrafo mostra que Spinoza acredita que 
a potência da Natureza determina o funcionamento das afecções 
humanas. Então, não se trata de superar/sobrepujar leis da Na-
tureza, mas sim de conhecer essas leis e o funcionamento das 
paixões/afecções humanas, para que a alma possa orientá-las.
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
5 O autor mostra acreditar que as propriedades de nossos 
vícios são tão merecedoras de estudo e conhecimento 
quanto são as propriedades das coisas belas que contem-
plamos prazerosamente.
Certo.
Leitura do último parágrafo, sobretudo das últimas linhas.
Acerca de aspectos linguísticos e semânticos do texto 1, julgue os 
seguintes itens.
6 A correção gramatical e a coerência textual serão preserva-
das, caso se substitua “parecem ter” (l. 2) por parece ter ou 
por parece terem.
Certo.
Primeira oração do texto: A maior parte daqueles parecem ter 
tratado... Segunda oração do texto: que escreveram sobre as 
afecções e a maneira... Terceira oração: ...de viver dos homens... 
Na primeira oração, o sujeito é “A maiorparte daqueles”. Trata-
-se de sujeito simples com núcleo coletivo partitivo: a palavra 
“parte”. Nesse sujeito, aparece “daqueles” com função sintática 
de adjunto adnominal. A norma gramatical permite optar pela 
flexão do verbo com o núcleo coletivo ou com o adjunto adno-
minal. O texto original optou pela flexão com o adjunto adno-
minal (daqueles) e escreveu: parecem ter. Ao optar pela flexão 
com o núcleo (parte), escreveremos corretamente: parece ter. 
Nesse momento, é importante recordar uma regra especial de 
concordância do verbo “parecer”: esse verbo pode permanecer 
no singular como oração principal (parece), enquanto o verbo 
seguinte se comporta como parte da oração subordinada subs-
tantiva subjetiva e concorda com o sujeito desta. Então, consi-
derando novamente a flexão com o adjunto adnominal (daque-
les), poderemos escrever corretamente: parece terem. Cuidado! 
Na segunda oração, a flexão “escreveram” é independente da 
opção por flexionar “parecem” ou “parece”. Atenção! Não exis-
te paralelismo sintático entre “escreveram” e “parecem”, pois 
um (escreveram) está em oração subordinada, enquanto o outro 
está na oração principal. Só haveria paralelismo sintático caso 
ambos estivessem em orações (1) igualmente subordinadas 
para uma mesma principal, (2) igualmente principais coordena-
das entre si, ou (3) simplesmente coordenadas entre si.
7 A conjunção “portanto” (l. 9) pode ser substituída, mantendo-
-se o sentido e a correção, por qualquer uma das seguintes: 
pois, destarte, por conseguinte, porquanto.
Errado.
Todas as conjunções listadas apresentam sentido conclusivo, 
como “portanto”, e podem ficar corretamente entre vírgulas. 
Porém, “porquanto” não é conclusiva, e sim causal/explicativa.
8 A supressão da preposição “em” no segmento “mas não 
sei em que vício da natureza humana” (l. 11) implica pre-
juízo gramatical.
Certo.
Existe um paralelismo sintático entre a construção “não na po-
tência comum da Natureza” e a construção “mas não sei em que 
vício da natureza humana”. As duas construções estão coor-
denadas pela conjunção “mas”. As duas estão articuladas com 
“Procuram” (procuram algo, procuram a causa, e procuram em 
algo, procuram em um vício...): procuram não na potência 
comum da Natureza, mas procuram não sei em que vício da 
natureza humana. Assim, nessa articulação com “procuram”, a 
preposição em “na potência” e “em que vício” é obrigatória para 
estabelecer o vínculo sintático. Sem essa preposição de “em que 
vício”, haverá prejuízo de construção e de articulação sintática.
9 A omissão do pronome “se” em “riem-se dela” (l. 12) pre-
serva o sentido e a correção gramatical, mas reduz a ênfase.
Certo.
Trata-se de partícula expletiva “se” ou partícula de realce. Com 
tal função, o pronome “se” pode ser retirado e ainda se mantêm 
o sentido e a correção gramatical. Porém, como se trata de par-
tícula de realce (ênfase), esse realce ou ênfase ficará reduzido 
com a omissão do pronome “se”.
10 O trecho “e aquele que mais eloquentemente ou mais sutil-
mente souber censurar a impotência da alma humana é tido 
por divino” (l. 13-15) pode ser reescrito corretamente como: 
e quem mais eloquente ou mais sutilmente sabe censurar a 
impotência da alma humana é tido como divino.
Certo.
A questão pediu apenas correção gramatical; não pediu sentido 
igual. Pode-se, então, escrever corretamente “quem” no lugar 
de “aquele que”. Como havia em sequência dois advérbios ter-
minados em “-mente”, então se pode retirar do primeiro essa 
terminação e manter somente no segundo: ...mais eloquente 
ou mais sutilmente... O verbo no presente do indicativo “sabe” 
fica adequadamente articulado com o outro verbo também 
no presente: é. A preposição essencial “por” (tido por divi-
no) pode ser corretamente trocada pela preposição acidental 
“como” (tido como divino).
11 O segmento entre parênteses nas linhas 16 e 17 “(ao trabalho 
e ao talento dos quais confessamos dever muito)” admite re-
escrita correta com o mesmo sentido, da seguinte forma: (a 
cujo trabalho e talento confessamos reconhecer muito).
Errado.
Seria correto escrever “a cujo trabalho e talento...”, somente 
se fosse mantido “dever muito” do original: quem deve muito, 
deve a alguém, então se justificaria a preposição em “a cujo 
trabalho e talento”. Contudo, a nova redação empregou o verbo 
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
transitivo direto “reconhecer”, no lugar de “dever”; por isso, é 
preciso retirar a preposição “a” e escrever: cujo trabalho e ta-
lento confessamos reconhecer muito. Cuidado: não foi a forma 
verbal “confessamos” que regeu a preposição “a” nem no texto 
original, nem na nova redação.
12 A substituição de “a conhecê-las” (l. 23-24) por que as co-
nhecer respeita a norma gramatical e preserva as informações 
originais.
Errado.
Apareceu, nesse período, o verbo “preferir” como transitivo 
direto e indireto. Lembremos a regra de regência desse verbo: 
quem prefere, prefere algo a outro (e não: prefere algo que ou-
tro). No texto, o objeto direto de “preferem” foi “detestar ou 
ridicularizar as afecções e as ações dos homens”, e seu objeto 
indireto foi “a conhecê-las”. Então, fica errado trocar a prepo-
sição “a” por “que”.
13 O emprego do sinal de crase em “à maneira” (l. 26) resulta de 
contrair a preposição “a” requerida por “tratar” com o artigo 
definido feminino “a” diante do substantivo “maneira”.
Errado.
A preposição “a” não resultou da regência de “tratar”. Essa 
preposição aparece como parte natural da estrutura da locução 
prepositiva “à maneira de”. É obrigatório o emprego de sinal de 
crase em locuções femininas.
14 O ponto após “eu raciocino” (l. 29) pode ser corretamente 
substituído por dois-pontos, mantendo-se a coesão e a corre-
ção gramatical.
Errado.
É correto, sim, o emprego de dois-pontos, pois a coesão é preci-
samente entre um trecho que anuncia e outro que detalha o que 
foi anunciado: o trecho após “eu raciocino” até o final do se-
gundo parágrafo forma uma longa enumeração com elementos 
separados corretamente por ponto e vírgula. Porém, um detalhe 
importante requer atenção: após dois-pontos, a inicial deve ser 
minúscula, ou seja, era preciso alterar a maiúscula em “Nada 
acontece...” para minúscula (nada acontece). Note que a ques-
tão afirmou que se mantém a correção gramatical, sem mencio-
nar o necessário ajuste da inicial minúscula após dois-pontos.
Texto 2 para responder aos itens de 15 a 20.
Sexa
1 – Pai...
 � – Hummm?
 � – Como é o feminino de sexo?
 � – O quê?
5 – O feminino de sexo.
 � – Não tem.
 � – Sexo não tem feminino?
 � – Não.
 � – Só tem sexo masculino?
10 – É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
 � – E como é o feminino de sexo?
 � – Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
 � – Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
 � – O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é 
15 masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
 � – Não devia ser “a sexa”?
 � – Não.
 � – Por que não?
 � – Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
20 – O sexo da mulher é masculino?
 � – É. Não! O sexo da mulher é feminino.
 � – E como é o feminino?
 � – Sexo mesmo. Igual ao do homem.
 � – O sexo da mulher é igual ao do homem?
25 – É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo femi-
nino, certo?
 � – Certo.
 � – São duas coisas diferentes.
 � – Então como é o feminino de sexo?
30 – É igual ao masculino.
 � – Mas não são diferentes?
 � – Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas 
não muda a palavra.
 � – Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
35 – A palavra é masculina.
 � – Não. “A palavra” é feminina. Se fosse masculina, seria “o pal...”
 � – Chega! Vai brincar, vai.
 � O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
 � – Temos que ficar de olho nesse guri...
40 – Por quê?
 � – Ele só pensa em gramática.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. 
Porto Alegre: L&M, 1999, pp.72-73.
A partir das ideias do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue 
os seguintes itens de 15 a 20.15 O humor do texto resulta, basicamente, de explorar a confu-
são dos interlocutores entre gênero gramatical e gênero bio-
lógico (sexo).
SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 
Certo.
O filho pede ao pai, inicialmente, o feminino, mas pensa em 
sexo biológico (linha 3: “Como é o feminino de sexo?”) e in-
siste nesse pensamento ao longo do texto. O pai, por sua vez, 
responde, inicialmente, pensando em gênero gramatical (a pa-
lavra “sexo” não tem feminino, linha 6) e tenta manter-se nesse 
pensamento, diante da insistência do filho em querer saber o 
feminino como sexo, e não como gênero gramatical.
16 As formas verbais “disse” e “tem” (l. 13) devem ser substituí-
das por disseste e tens, a fim de concordarem com seu sujeito 
de 2ª pessoa singular: tu.
Errado.
O sujeito “tu” está vinculado somente a “disse” (correção: tu dis-
seste), mas não com “tem”. A forma verbal “tem” foi empregada 
sem sujeito, no sentido de “existe sexo masculino e feminino”.
17 O filho demonstra dificuldade para compreender que alguns 
substantivos possuem somente um gênero gramatical, como 
ocorre com: criança, testemunha, cônjuge, estudante, atleta.
Errado.
Possuem somente um gênero gramatical (são substantivos so-
brecomuns): a criança, a testemunha, o cônjuge. Possuem dois 
gêneros gramaticais e uma mesma forma escrita (são substanti-
vos comuns de dois gêneros): o/a estudante, o/a atleta.
18 Em lugar de “Existem” (l. 10), o emprego de Têm preserva 
o sentido e respeita a norma de concordância, embora resulte 
em nível informal de linguagem.
Errado.
O sentido é preservado. Porém, com sentido de “existir”, o ver-
bo “ter” fica impessoal (sem sujeito) e, conforme a norma de 
concordância, deve ficar em 3ª pessoa singular: tem (sem acen-
to). O emprego do verbo “ter” com sentido de “existir” pertence 
mesmo ao nível informal de linguagem.
19 O sentido de “Muda o sexo, mas não muda a palavra.” (l. 32-
33) pode ser coerentemente preservado ao escrever: Muda o 
sexo biológico do indivíduo, mas não muda o gênero grama-
tical da palavra “sexo”.
Certo.
Essa compreensão clara da diferença entre sexo biológico e gê-
nero gramatical era o pano de fundo para o humor do texto. Tal 
compreensão está coerentemente traduzida na reescrita acima.
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