Prévia do material em texto
FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO! INSTRUÇÕES GERAIS ● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. ● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente a antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe apenas UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. ● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher o cartão- resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho de PREENCHER GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da prova. Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não se preocupe: o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado. – Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder a uma determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste estilo de banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de ser no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta em caso de respostas erradas. – Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas em branco. ● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno. Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail: treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação. Desejamos uma excelente prova! SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO • Nas questões a seguir, marque, para cada uma, a única opção correta, de acordo com o respectivo comando. Para as devidas marcações, use a Folha de Respostas, único documento válido para a correção da sua prova. • Em seu caderno de prova, caso haja opção(ões) constituída(s) pela estrutura Situação hipotética:... seguida de Assertiva:..., os dados apresentados como situação hipotética deverão ser considerados premissa(s) para o julgamento da assertiva proposta. • Eventuais espaços livres – identificados ou não pela expressão “Espaço livre” – que constarem deste caderno de prova pode- rão ser utilizados para rascunhos. � Baseado no formato de prova � aplicado pela banca Cebraspe 40 e da mesma força da Natureza que as outras coisas singulares; por conseguinte, elas têm causas determinadas, pelas quais são claramente conhecidas, e têm propriedades determinadas tão dignas do nosso conhecimento como as propriedades de todas as outras coisas cuja mera contemplação nos dá prazer. SPINOZA, Benedictus de, in: Coleção “Os Pensadores”. Traduções de Marilena de Souza Chauí et al. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p.175. (Com adaptações) Considerando as informações do texto 1, julgue os itens a seguir. 1 Depreende-se do texto que o homem não pode ser visto como um elemento livre das leis e das regras da Natureza, pois ele perturba tais normas mais do que as segue. 2 Segundo Spinoza, o que ocorre na Natureza não pode ser en- carado como vício dela, mas apenas como leis e regras ine- rentes a um sistema harmoniosamente articulado. 3 Infere-se dos argumentos do autor que tomar o homem como parte da Natureza e submisso a suas leis o absolve de culpa pelas afecções como ódio, cólera, inveja e outras (vistas mui- tas vezes como falhas no comportamento humano), porque passam a ser estudadas e compreendidas como uma manifes- tação de leis universais da Natureza. 4 Enquanto outros enxergam a natureza humana como viciosa em suas afecções e a detestam, Spinoza prefere acreditar na potência do ser humano para sobrepujar leis da Natureza e dominar suas paixões. 5 O autor mostra acreditar que as propriedades de nossos ví- cios são tão merecedoras de estudo e conhecimento quan- to são as propriedades das coisas belas que contemplamos prazerosamente. Acerca de aspectos linguísticos e semânticos do texto 1, julgue os seguintes itens. 6 A correção gramatical e a coerência textual serão preserva- das, caso se substitua “parecem ter” (l. 2) por parece ter ou por parece terem. CONHECIMENTOS BÁSICOS GRAMÁTICA E TEXTO MÁRCIO WESLEY Texto 1 para responder aos itens de 1 a 14. Da origem e da natureza das afecções 1 A maior parte daqueles que escreveram sobre as afec- ções e a maneira de viver dos homens parecem ter tratado, não de coisas naturais que seguem as leis comuns da Natu- reza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Mais ainda, 5 parecem conceber o homem na Natureza como um império num império. Julgam, com efeito, que o homem perturba a ordem da Natureza mais que a segue, que ele tem sobre os seus atos um poder absoluto e apenas tira de si mesmo a sua determinação. Procuram, portanto, a causa da impotência 10 e da inconstância humana, não na potência comum da Natu- reza, mas não sei em que vício da natureza humana, e, por essa razão, lamentam-na, riem-se dela, desprezam-na, ou, o que acontece mais frequentemente, detestam-na; e aquele que mais eloquentemente ou mais sutilmente souber censurar 15 a impotência da alma humana é tido por divino. É certo que não têm faltado homens eminentes (ao trabalho e ao talento dos quais confessamos dever muito) para escre- ver muitas coisas belas sobre a reta conduta da vida e dar aos mortais conselhos cheios de prudência. Mas ninguém, 20 que eu saiba, determinou a natureza e as forças das afecções e, inversamente, o que pode a alma para as orientar. � De momento, quero voltar àqueles que preferem de- testar ou ridicularizar as afecções e as ações dos homens a conhecê-las. A esses, sem dúvida, parecerá estranho que eu 25 me proponha a tratar dos vícios dos homens e das suas inép- cias à maneira dos geômetras e que queira demonstrar por um raciocínio rigoroso o que eles não cessam de proclamar contrário à Razão, vão, absurdo e digno de horror. Mas eis como eu raciocino. Nada acontece na Natureza que possa ser 30 atribuído a um vício desta; a Natureza, com efeito, é sempre a mesma; a sua virtude e a sua potência de agir são unas e por toda parte as mesmas, isto é, as leis e as regras da Natureza, segundo as quais tudo acontece e passa de uma forma a outra, são sempre e por toda parte as mesmas; por consequência, 35 a via reta para conhecer a natureza das coisas, quaisquer que elas sejam, deve ser também una e a mesma, isto é, sempre por meio das leis e das regras universais da Natureza. � Portanto, as afecções de ódio, de cólera, de inveja etc., consideradas em si mesmas, resultam da mesma necessidade SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 7 A conjunção “portanto” (l. 9) pode ser substituída, mantendo- -se o sentido e a correção, por qualquer uma das seguintes: pois, destarte, por conseguinte, porquanto. 8 A supressão da preposição “em” no segmento “mas não sei em que vício da natureza humana” (l. 11) implica pre- juízo gramatical. 9 A omissão do pronome “se” em “riem-se dela” (l. 12) pre- serva o sentido e a correção gramatical, mas reduz a ênfase. 10 O trecho “e aquele que mais eloquentemente ou mais sutil- mente souber censurar a impotência da alma humana é tido por divino” (l. 13-15) pode ser reescrito corretamente como: e quem mais eloquente ou mais sutilmente sabe censurar a impotência da alma humana é tido como divino. 11 O segmento entre parênteses naslinhas 16 e 17 “(ao trabalho e ao talento dos quais confessamos dever muito)” admite re- escrita correta com o mesmo sentido, da seguinte forma: (a cujo trabalho e talento confessamos reconhecer muito). 12 A substituição de “a conhecê-las” (l. 23-24) por que as conhecer respeita a norma gramatical e preserva as informações originais. 13 O emprego do sinal de crase em “à maneira” (l. 26) resulta de contrair a preposição “a” requerida por “tratar” com o artigo definido feminino “a” diante do substantivo “maneira”. 14 O ponto após “eu raciocino” (l. 29) pode ser corretamente substituído por dois-pontos, mantendo-se a coesão e a corre- ção gramatical. Texto 2 para responder aos itens de 15 a 20. Sexa 1 – Pai... � – Hummm? � – Como é o feminino de sexo? � – O quê? 5 – O feminino de sexo. � – Não tem. � – Sexo não tem feminino? � – Não. � – Só tem sexo masculino? 10 – É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino. � – E como é o feminino de sexo? � – Não tem feminino. Sexo é sempre masculino. � – Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino. � – O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é 15 masculina. O sexo masculino, o sexo feminino. � – Não devia ser “a sexa”? � – Não. � – Por que não? � – Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino. 20 – O sexo da mulher é masculino? � – É. Não! O sexo da mulher é feminino. � – E como é o feminino? � – Sexo mesmo. Igual ao do homem. � – O sexo da mulher é igual ao do homem? 25 – É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo femi- nino, certo? � – Certo. � – São duas coisas diferentes. � – Então como é o feminino de sexo? 30 – É igual ao masculino. � – Mas não são diferentes? � – Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra. � – Mas então não muda o sexo. É sempre masculino. 35 – A palavra é masculina. � – Não. “A palavra” é feminina. Se fosse masculina, seria “o pal...” � – Chega! Vai brincar, vai. � O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta: � – Temos que ficar de olho nesse guri... 40 – Por quê? � – Ele só pensa em gramática. VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. Porto Alegre: L&M, 1999, pp.72-73. A partir das ideias do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens de 15 a 20. 15 O humor do texto resulta, basicamente, de explorar a confu- são dos interlocutores entre gênero gramatical e gênero bio- lógico (sexo). 16 As formas verbais “disse” e “tem” (l. 13) devem ser substituí- das por disseste e tens, a fim de concordarem com seu sujeito de 2ª pessoa singular: tu. 17 O filho demonstra dificuldade para compreender que alguns substantivos possuem somente um gênero gramatical, como ocorre com: criança, testemunha, cônjuge, estudante, atleta. 18 Em lugar de “Existem” (l. 10), o emprego de Têm preserva o sentido e respeita a norma de concordância, embora resulte em nível informal de linguagem. 19 O sentido de “Muda o sexo, mas não muda a palavra.” (l. 32- 33) pode ser coerentemente preservado ao escrever: Muda o sexo biológico do indivíduo, mas não muda o gênero grama- tical da palavra “sexo”. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 20 Em discurso indireto, preservando-se os sentidos e a corre- ção gramatical, o trecho “– Chega! Vai brincar, vai.” pode ser substituído por: O pai disse ao filho que bastava e que fosse brincar. LÍNGUA INGLESA ALEXANDRE HARTMANN The thought police: five works of philosophy that every cop should read by Julian Baggini � The Greek thinker Plato is now on the curriculum for officers in Baltimore. Here are five more texts they should teach in police academies. � Police officers in Baltimore have been making novel use of their notebooks. Anything Plato has said may be taken down and used, not as evidence against him, but in the classroom, where detective Ed Gillespie has made the ancient Greek philosopher part of the force’s annual in-service training. Gillespie gets his students to discuss cases of police misconduct in terms of Plato’s tripartite model of the soul, which holds that our behaviour is governed, at times, by either the intellect, the “spirit” or the “appetites”. � Any further education would be a good thing, since research shows that the more educated officers are, the less likely they are to use force. But philosophy has more valuable insights to offer. Here are some suggestions for what should be on any police department’s reading list. � Fear and Trembling by Søren Kierkegaard � � If you want to understand why “I was just following orders” is never a good enough excuse, consider Abraham, told to sacrifice his own son by the supreme law enforcer, God almighty. Far from shrugging his shoulders and picking up the knife, Kierkegaard shows Abraham rightly questioning whether there is an absolute duty to obey God. Surely we can then ask if there is absolute duty to obey our chiefs of police? � The Nicomachean Ethics by Aristotle � � Laws are all very well, but you need to be of good character to want to follow them and have the wisdom to interpret them fairly. The good police officer therefore needs phronēsis – practical wisdom – and this book will help them to develop it. A Question of Trust by Onora O’Neill � � Policing by consent is the principle of UK law enforcement. If the police force wishes to understand how it can retain, and in some cases rebuild, trust, Onora O’Neill’s lucid and insightful Reith lectures are a good place to look. She argues that audits, transparency and procedures only go so far. If you want to be trusted, the most important thing is that you are, in fact, trustworthy. On the Genealogy of Morals by Freidrich Nietzsche � � A police officer with fantasies of being Superman is the last thing we need, but there is much more to Nietzsche than the misunderstood Übermensch. There is no more powerful licence to abuse power than to believe you are on the right side of a neat divide between good and evil. Far better to realise that we are all merely doing better or worse at making life go well for ourselves and others. The Analects by Confucius � � By reading more than just western philosophy, the police could gain greater awareness of cultural diversity than most academic philosophers. The Analects is a good reminder not only that different cultures have different core values, but that using the force of the law is always a last resort. “I could try a civil suit as well as anyone,” said Confucius. “But better still to bring it about that there were no civil suits!” Source: https://www.theguardian.com/uk-news/shortcuts/2017/ nov/29/the-thought-police-five-works-of-philosophy-that-every- -cop-should-read According to the text, judge the following items. 21 Some police officers are using notebooks for new purposes. 22 The author suggests that each of the police officers in every department is supposed to perform duties based on the teachings of five philosophers. 23 “thought police” can be defined as a group of people with totalitarian views on a given subject, who constantly monitor others for any deviation from prescribed thinking. 24 “since”, emboldened in the text, is used to convey the idea of result. 25 It can be inferred from the text that police officers ought to carefully consider given orders and only follow reasonable instructions. 26 “therefore”, emboldened in the text, means the same as for that reason. 27 “this book”, boldfaced in the text, refers to “phronēsis”. 28 Confucius believed conflicts could be resolved solely through civil lawsuits. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO LODF MARCO SOARES 29 Nos termos da Lei Orgânica do DF, competem à Polícia Civil do Distrito Federal as funções de polícia ostensiva. 30 A Polícia Civil do DF pode ser dirigida por qualquer Policial, desde que faça parte da corporação. LEGISLAÇÃO PCDF RAFAEL DE OLIVEIRA 31 Embora o Decreto-Lei n. 2.266/1985 proíba expressamente a ascensão funcionalcomo forma de progressão na Carreira Policial Civil do Distrito Federal, a transferência funcional como forma de progressão é autorizada, desde que cumpridos certos requisitos citados no próprio Decreto-Lei. 32 Segundo o Decreto-Lei n. 2.266/1985, o curso superior de polícia e o curso especial de polícia destinam-se ao aperfei- çoamento dos servidores Policiais Civis que se encontrem no Padrão final da primeira classe das categorias funcionais de nível superior e médio, obedecidos os critérios estabelecidos nos referidos cursos, por ordem de antiguidade. 33 Anderson e Freire, respectivamente Delegado e Escrivão de Polícia, classe especial, matricularam-se para o curso supe- rior de Polícia oferecido pela instituição. Considerando os institutos da Hierarquia e da Disciplina da PCDF, a matrícula de Anderson junto ao curso deverá ocorrer de forma prioritá- ria em relação à matrícula de Freire. Com base na Lei n. 9.264/1996, julgue os itens seguintes. 34 Alfredo recentemente tomou posse como Delegado de Polí- cia da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo aprendeu na Academia de Polícia Civil, a Carreira Policial Civil do Dis- trito Federal foi desmembrada em Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal e Carreira de Polícia Civil do Distrito Federal. Alfredo, portanto, aprendeu que faz parte da Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal. 35 Cláudio, médico há 12 anos, sempre quis fazer parte dos qua- dros da PCDF. Após passar em todas as etapas, foi impedido de tomar posse, sob o argumento de que deveria possuir espe- cialização em Medicina Legal, conforme determina a Lei n. 9.264/1996. Tal impedimento, de fato, condiz com as deter- minações da referida lei. Com base no Decreto n. 30.490/2009 (Regimento Interno da PCDF), julgue os itens seguintes. 36 Segundo o Decreto n. 30.490/2009, encaminhar, quando solicitado pelos demais Institutos de Polícia Técnica, cópia de laudos ou pareceres papiloscópicos e necropapiloscópi- cos, em especial dos casos vinculados a perícias executadas pela unidade requerente, é uma das atribuições do Instituto de criminalística. 37 A missão institucional da Polícia Civil do Distrito Federal é promover, desvinculada das instituições congêneres, a segu- rança pública, visando à preservação da ordem pública e à incolumidade do Estado Democrático de Direito. RIDE REBECCA GUIMARÃES 38 As características socioespaciais tanto de Brasília quanto da RIDE-DF refletem desigualdades socioeconômicas marcan- tes. As diferenças de emprego (ocupação) e de renda en- tre as várias regiões administrativas do DF e os municípios goianos e mineiros intensificam uma expansão urbana com ausência de infraestrutura, sobretudo nas periferias, e agra- va as desigualdades. 39 Apesar da grande imigração de goianos e mineiros, os traba- lhadores oriundos da região Nordeste predominaram na cons- trução de Brasília. 40 A RIDE-DF é considerada uma região metropolitana que in- tegra o Distrito Federal, 29 municípios do estado de Goiás e 4 municípios do estado de Minas Gerais. Atualmente, é clas- sificada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Es- tatística) como a quarta região metropolitana mais populosa do Brasil, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. 41 O relevo do Distrito Federal apresenta-se mais elevado em sua parte nordeste, nas porções que compreendem, generica- mente, as regiões administrativas de Sobradinho, Planaltina e Paranoá. As maiores cotas altimétricas situam-se nessa última região administrativa. 42 O tombamento do Plano Piloto de Brasília como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio His- tórico e Artístico Nacional) e a sua inscrição na lista do Pa- trimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foram realizados com o objetivo de preservar as quatro escalas que caracteri- zam o seu projeto urbanístico: residencial, comercial, bucó- lica e ecológica. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 43 Ao DF, ente federativo sui generis, são atribuídas todas as competências legislativas reservadas tanto aos estados quanto aos municípios. 44 O PIB per capita de Brasília está entre os maiores do país. Da mesma forma ocorre com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que apresenta posição elevada em relação às demais cidades brasileiras. LEI N. 8.112/1990 RODRIGO CARDOSO Julgue os itens a seguir com fundamento na Lei n. 8.112/1990. 45 A PCDF teve ciência de que Márcio, ocupante de cargo de Escrivão, está acumulando cargos de forma ilegal. Assertiva: após notificação, o servidor tem dez dias para apresentar op- ção em qual cargo pretende ficar. 46 O prazo para a conclusão do processo administrativo de rito sumário não excederá trinta dias, contados da data de publica- ção do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorroga- ção por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem. 47 A opção pelo servidor até o último dia de prazo do julga- mento do processo configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. LEI N. 8.429/1992 LEANDRO PEREIRA Nos termos da Lei n. 8.429/1992, julgue os próximos itens. 48 O enquadramento das formas tipificadas na lei em questão é cumulativamente tipificado como crime e ação disciplinar. 49 É permitido transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade administrativa, quando o dano causado ao erário for ressarcido. 50 Havendo fundados indícios de responsabilidade de servidor público por ato de improbidade administrativa, para a co- missão processante também será possível representar à pro- curadoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado danos ao patri- mônio público. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS DIREITO CONSTITUCIONAL RICARDO BLANCO Julgue o item em relação aos direitos individuais. 51 Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimen- to de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimô- nio transferido. Julgue o item em relação aos remédios constitucionais. 52 Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de enti- dade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, fican- do o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. Julgue o item em relação aos direitos sociais. 53 A Constituição assegura aos domésticos a proibição de dis- tinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. Julgue os itens em relação à nacionalidade. 54 Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 55 Aos portugueses com residência permanente no País, se hou- ver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos na Constituição. Julgue os itens em relação ao direito político. 56 A Constituição define a forma da iniciativa popular para leis, fixando, em seu texto, o quórum de assinaturas que devem ser recolhidas nos âmbitos federal, estadual e municipal. 57 A idade mínima de 18 anos para Vereador deve ser confirma- da no ato da posse. Julgue o item em relação à segurança pública. 58 Os municípios poderão constituir guardas municipais desti- nadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, confor- me dispuser a lei. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO DIREITO PENAL GERAL WALLACE FRANÇA Considerando o Código Penal brasileiro, julgue os itens a seguir com relação à aplicação da lei penal. 59 Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado no estrangeiro, quando se tratar de crimepraticado por brasileiro, nato ou naturalizado. Para que seja aplicada a lei brasileira, dentre outras condições, o agente não pode ter sido absolvido ou condenado no estrangeiro. 60 Consideram-se território nacional por assimilação as embar- cações e as aeronaves brasileiras, mercantes ou de proprieda- de privada, que se achem, respectivamente, em alto-mar ou no espaço aéreo correspondente. 61 Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado a bordo de navio ou aeronave brasileira, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontre. Trata-se de hi- pótese de extraterritorialidade incondicionada, adotando-se o princípio do pavilhão ou da bandeira. 62 Aplica-se a lei brasileira, ainda que o agente seja absolvido ou condenado no estrangeiro, ao crime de genocídio, desde que a vítima seja brasileira ou o agente seja domiciliado no Brasil. 63 Aplica-se a lei brasileira ao crime de latrocínio praticado contra o Presidente da República, ainda que o agente tenha sido absolvido ou condenado no estrangeiro, pois se trata de hipótese de aplicação extraterritorial incondicionada da lei brasileira. 64 Se o Presidente do Supremo Tribunal Federal, em viagem à Alemanha, é agredido por um brasileiro que também se encontrava em viagem no país, por discordância das posi- ções políticas do Presidente, será aplicada a lei brasileira ao caso, ainda que o agente seja absolvido ou condenado no estrangeiro. DIREITO PENAL ESPECIAL DIEGO HENRIQUE 65 Assassino da Silva executou o seu vizinho com um disparo de arma de fogo. Após a morte, Assassino esquartejou o corpo da vítima. Nesse caso, é possível afirmar que o esquarteja- mento é uma forma de homicídio qualificado pelo meio cruel. 66 João atropelou um ciclista na avenida principal da cidade em que morava. Durante a investigação, constatou-se que João dirigia alcoolizado e na contramão. Para o STF, essa conduta demonstra a assunção de risco por parte do agente, motivo pelo qual se trata de homicídio praticado por dolo eventual, e não de homicídio culposo. 67 Aquele que mata sua mulher por não aceitar que ela negue uma relação sexual, alegando que existe o “débito conjugal”, responde por feminicídio, que se trata de qualificadora, se- gundo o STJ, objetiva, podendo concorrer, a depender do caso concreto, com o motivo torpe. A respeito do crime de lesão corporal, julgue o item a seguir. 68 Os irmãos Bill e Kid entraram em luta corporal após agressão iniciada por Bill quando estavam no local de trabalho. Para o STJ, é possível, ainda que ocorrida fora do lar, a aplicação da qualificadora do § 9º do art. 129 do CP, mesmo que a agressão não tenha ocorrido no ambiente familiar. Sobre os crimes, julgue as duas assertivas a seguir. 69 A calúnia, a difamação e a injúria são crimes contra a honra. Dentre eles, pune-se a calúnia contra os mortos, admitindo- -se a exceção da verdade, desde que o ofendido fosse fun- cionário público e a ofensa tenha sido relativa ao seu exer- cício funcional. 70 João é parado numa blitz e, ao lembrar que estava sem a Car- teira Nacional de Habilitação, pediu ao policial que “desse um jeitinho”. Se o policial deixar passar e liberar o condutor, responderá pelo crime de corrupção passiva privilegiada. DIREITO PROCESSUAL PENAL DEUSDEDY SOLANO Analise a situação hipotética apresentada e julgue os quatro itens a seguir de acordo com o disposto no Código de Processo Penal, na doutrina e na legislação de regência sobre a investigação criminal e a prisão em flagrante. Situação hipotética: no dia 22.8.2020, por volta das 22h, Maria Clara e Geovane, Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, lotados na 31ª Delegacia de Polícia de Planaltina-DF, atenderam uma ocorrência policial relacionada a um crime de roubo. Ao che- garem ao local, os Agentes se depararam com o crime em anda- mento de roubo com restrição da liberdade da vítima, que estava sendo perpetrado por três indivíduos (dois homens e uma mulher, imputáveis). Durante o atendimento da ocorrência, os Policiais, em razão da resistência dos suspeitos, tiverem que usar algemas para suas conduções. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 71 Como houve resistência à prisão em flagrante, os executores Maria Clara e Geovane e eventuais pessoas que os auxiliaram na prisão poderão usar dos meios necessários para defende- rem-se ou para vencerem a resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas testemunhas. 72 Se a mulher que foi presa, embora tenha reagido à prisão e de- monstrado periculosidade, encontrar-se grávida, será vedado o uso de algemas por expressa determinação da lei. 73 Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao Juiz competente o auto de prisão em fla- grante e, caso os autuados não informem o nome de seu advo- gado, a cópia integral para a Defensoria Pública. No prazo de 48 (quarenta e oito) horas, será entregue aos presos, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o moti- vo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas. 74 Se, na 31ª Delegacia de Polícia Civil, onde os presos foram apresentados, o Escrivão de plantão estiver impedido, qual- quer pessoa designada pela autoridade policial lavrará o auto, depois de prestado o compromisso legal. À luz da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, sobre as disposições constitucionais aplicáveis ao processo penal e ao inquérito policial, analise os quatro itens a seguir. 75 Em relação às garantias constitucionais aplicáveis ao proces- so penal, o direito ao silêncio, enquanto poder jurídico reco- nhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas respostas possam incriminá-la (nemo tenetur se detegere), impede, quando concretamente exercido, que aquele que o invocou venha, por tal específica razão, a ser preso, ou amea- çado de prisão, pelos agentes ou pelas autoridades do Estado. 76 Ante o princípio constitucional da não culpabilidade, inqué- ritos e processos criminais em curso são neutros na definição dos antecedentes criminais. 77 O arquivamento de inquérito policial não faz coisa julgada nem causa a preclusão. Contrariamente ao que ocorre quando o arquivamento se dá por atipicidade do fato, a superveniên- cia de novas provas relativamente a alguma excludente de ilicitude admite o desencadeamento de novas investigações. 78 O indiciamento é o ato de formalização da convicção, por par- te da autoridade judicial, que os elementos até então colhidos na investigação indiquem ser uma pessoa autora do crime. Conforme dispõe o Código de Processo Penal, sobre prisão em liberdade provisória, analise os dois itens a seguir. 79 A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora, respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do domicílio. Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável apenas no caso de resistência, pois a tentativa de fuga do preso não permite o uso da força. 80 O Juiz competente providenciará o imediato registro do mandado de prisão em banco de dados mantido pelo Con- selho Nacional de Justiça para essa finalidade. Dessa forma, qualquer Agente Policial poderá efetuar a prisão determina- da no mandado de prisão registrado no Conselho Nacional de Justiça, desde que dentro da competência territorial do Juiz que o expediu. DIREITOS HUMANOS LUCIANO FAVARO Quanto à incorporação dos tratados internacionais de direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro, julgue os itens a seguir, considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal. 81 Os tratados internacionais de direitos humanos que forem aprovados no Congresso Nacional de modo diverso do rito previsto na Constituição Federal terão status de lei ordinária. 82 Os tratados internacionais de direitos humanos aprovados em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos respectivos membros terão status de emen- da constitucional após a referida aprovação, prescindindo, por conseguinte, a promulgação dotexto do tratado por de- creto executivo. 83 De acordo com o Supremo Tribunal Federal, há diferença de hierarquia normativa entre os tratados internacionais de direitos humanos aprovados pelo Congresso Nacional antes da entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 45/2004 e aqueles que entrarem em vigor após a referida emenda. Recentemente, a mídia tem noticiado diversos casos de violação aos direitos das crianças em grave afronta aos direitos estabele- cidos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – e de tra- tados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil faz parte. Um dos direitos violados é o direito à instrução – também denominado direito à educação. Passados mais de cinco meses do início da pandemia, alguns estados brasileiros – em especial por falta de uma política coordenada pela União – têm negligen- ciado esse direito às crianças que estudam na rede pública de ensino. Sendo o direito à instrução um dos direitos sociais, julgue os subsequentes itens. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 84 O direito à instrução se classifica como um direito humano de primeira geração. 85 A consagração dos direitos sociais se deu com o Iluminismo e a consequente enumeração desses direitos, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. 86 Tanto o direito à educação quanto os direitos culturais são classificados como direitos positivos, pois dependem da par- ticipação do Estado para suas consecuções. 87 A eventual caracterização de violação desse direito por parte dos Estados brasileiros não pode levar a responsabilização da República Federativa do Brasil a nível internacional, uma vez que essa responsabilização somente poderá ocorrer se carac- terizada exclusivamente a negligência à nível federal. Considerando as características dos direitos humanos, julgue o item seguinte. 88 A individualidade é enumerada como uma característica dos direitos humanos, na medida em que esses direitos são di- recionados a cada pessoa humana isoladamente considerada. INFORMÁTICA FABRÍCIO MELO/JÓSIS ALVES Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Microsoft Excel 2019/365, configuração padrão, idioma português, julgue o próximo item. 89 Ao clicar com o botão esquerdo do mouse na alça de pre- enchimento da célula A1, e arrastar e soltar o botão esquer- do na célula A10, o valor que será exibido na célula A9 é GRANONLINE9. 90 Por meio da Guia Revisão, é possível visualizar a quantidade de caracteres com e sem espaço, por intermédio do recurso Contagem de palavras. Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Power Point 2019/365, idioma português, julgue o item. 91 Ao clicar sobre o tema “Facetado”, ele será aplicado a todos os eslaides da apresentação. Sobre a figura e conhecimentos relacionados ao Windows 10, idioma português, configuração padrão, julgue os próximos itens. 92 É possível copiar todos os arquivos da Pasta da PCDF para um pen drive com 4 GB de espaço livre. 93 Caso o usuário defina o WordPad como aplicativo padrão para abertura de arquivos de textos, os arquivos PCDF tabela.docx, PCDF.docx, Retrato paisagem.docx e teste.xlsx seriam aber- tos, via de regra, por meio desse aplicativo do Windows 10. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 100 Podemos afirmar que uma placa de rede com 4 (interfaces) possuirá 4 endereços físicos (MAC Address). 101 O padrão IEEE 802.3 refere-se às redes cabeadas Ethernet. 102 Além do protocolo IP, temos também outros protocolos na camada Internet, como ARP, RARP e DNS. 103 Em redes com comunicação em Full-duplex, como as que uti- lizam switches, não há a necessidade de utilizar o CSMA/CD. LEI N. 9.099/1995 LORENA OCAMPOS 104 A suspensão condicional do processo pode ser concedida para cada crime isoladamente, desde que para cada um deles, indi- vidualmente, a pena mínima cominada não seja superior a um ano, mesmo que o somatório das penas ultrapasse esse limite. 105 A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiá- rio vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, ainda que com motivo justificado, a reparação do dano. RACIOCÍNIO LÓGICO MARCELO LEITE Considerando a proposição P: “Se o Escrivão de Polícia gosta do que faz, então a população será beneficiada”, julgue os itens a seguir. 106 A proposição P é equivalente a “Se a população não será be- neficiada, então o Escrivão de Polícia não gosta do que faz”. 107 A proposição P pode ser negada por “O Escrivão de Polícia gosta do que faz ou a população não será beneficiada”. 108 Caso o conjunto A seja representado por “Escrivães de Polí- cia que gostam do que fazem” e o conjunto B seja represen- tado por “População que será beneficiada”, então A ⊂ B. 109 A proposição P é equivalente a “A população será beneficia- da, pois o Escrivão de Polícia gosta do que faz”. Sobre a figura e conhecimentos relacionados a ferramentas e tec- nologias relacionadas à Internet, à Intranet e à Extranet, julgue o próximo item. 94 Por meio do menu Ferramentas, Opções da Internet, Guia Pri- vacidade, é possível habilitar o bloqueador de pop-ups, que impedirá a abertura automática de novas guias no navegador em questão. De acordo com a figura e conhecimentos relacionados a Segurança da Informação, redes, Internet e suas tecnologias, julgue os pró- ximos itens. 95 As lacunas dos 1º, 2º e 3º passos podem ser preenchidas res- pectivamente por: pública, remetente, cifra, pública, destina- tário, decifra, privada. 96 A figura pode representar tanto um processo de criptografia simétrica como um processo de criptografia assimétrica. 97 O processo representado pela figura anterior irá garantir o princípio da disponibilidade da informação. 98 É possível o envio de informações entre o remetente e o desti- natário usando o processo de esteganografia para ocultar uma mensagem importante entre as duas partes. 99 A arquitetura de fato utilizada pela Internet é a TCP/IP. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 110 Caso a proposição “O Escrivão de Polícia gosta do que faz” seja verdadeira, então a proposição P será obrigato- riamente verdadeira. No Distrito Federal, a população carcerária de 1.000 detentos acima de 60 anos foi dividida em dois grupos: A: aqueles que cometeram crimes hediondos (totalizando 300 presos); B: aqueles que cometeram crimes não hediondos (totalizando 700 presos). Sabe-se que cada um dos 300 detentos do grupo A cometeram ou sequestro, ou latrocínio, ou ambos (sequestro e latrocínio). O grupo B é formado por detentos que cometeram apenas roubo, apenas furto ou apenas estelionato. Suponha que, no grupo B, a quantidade de detentos que comete- ram apenas roubo é igual a 30% do total de pessoas do grupo e a quantidade de presos que cometeram apenas furto é igual a 40% dos detentos que cometeram apenas roubo. Com base no texto, julgue os itens a seguir. 111 Dois detentos, entre os que praticaram somente furto, serão escolhidos aleatoriamente. Então, a quantidade de maneiras que essa escolha poderá ser feita será igual a 3.486. 112 Dois detentos, sendo que um cometeu apenas furto e o outro cometeu apenas estelionato, serão escolhidos aleatoriamente. A quantidade de maneiras que essa escolha poderá ser feita será superior a 34.110. 113 Escolhendo-se aleatoriamente um indivíduo entre os 1.000 detentos, a chance de ele não pertencer ao conjunto dos que cometeram apenas roubo nem dos que cometeram apenas fur- to é superior a 70%. MATEMÁTICA MARCELO LEITE Na reforma de uma delegacia de polícia, que foi feita em 20 dias, a quantidade de trabalhadores que participaram mudou a cada dia. A quantidade diária de trabalhadores, na reforma, é descrita pelo modelo matemático T(d) = - d2 + 20.d, em que d representa o dia da reforma e 1 ≤ d ≤ 20. Sabe-se ainda que, a cada dia, eram gastos, na obra, sempre R$ 2.000,00 a mais que no dia anterior e que, no 1º dia de reforma, foi constatado um gasto de R$ 10.000,00. Com base no texto, julgue os itens a seguir. 114 Paulo, Pedro, Carlos e Lúcio irão trabalhar na reforma da parte elétricada delegacia. Eles combinaram que o valor re- cebido será dividido em partes proporcionais ao tempo de trabalho de cada um nessa reforma. Sabe-se que Paulo tra- balhou 30 horas; Pedro, 20 horas; Carlos, 25 horas; e Lúcio, 40 horas. Considerando que o valor que será repartido é igual a R$ 28.750,00, então Pedro receberá mais de R$ 4.950,00. 115 O 11º dia foi o dia em que a quantidade de trabalhadores foi a maior possível. 116 A quantidade diária de trabalhadores nessa reforma nunca ul- trapassará 99 pessoas. 117 No 16º dia da reforma, o valor gasto será igual a R$ 40.000,00. 118 A soma dos valores gastos com a reforma até o 16º dia é igual a R$ 400.000,00. 119 Dos trabalhadores que participaram da reforma, 60% tinham mais de 30 anos. Desses, apenas 20% tinham concluído so- mente o ensino médio. Assim, 12% dos trabalhadores que participaram da reforma tinham mais de 30 anos e também concluíram somente o ensino médio. 120 Em certo dia da reforma, um nono dos trabalhadores eram eletricistas, 2/3 eram pedreiros e os oito trabalhadores res- tantes eram bombeiros hidráulicos. Então, nesse dia, estavam trabalhando na reforma mais de 37 pessoas. SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL ESCRIVÃO GABARITO Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Gabarito E C E E C C E C C C E E E E C E E E C C Item 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 Gabarito C C C E C C E E E E E C E C E E E C C C Item 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 Gabarito E E E C C C E E C C C C E C C E E C E C Item 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Gabarito E E E E E C C C E C C E E C C C C E E E Item 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 Gabarito E E C E E C E E C C C C E E C C E C C C Item 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 Gabarito C E C E E C E C C E C E C C E E C C C E https://questoes.grancursosonline.com.br SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO CONHECIMENTOS BÁSICOS GRAMÁTICA E TEXTO MÁRCIO WESLEY Texto 1 para responder aos itens de 1 a 14. Da origem e da natureza das afecções 1 A maior parte daqueles que escreveram sobre as afec- ções e a maneira de viver dos homens parecem ter tratado, não de coisas naturais que seguem as leis comuns da Natu- reza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Mais ainda, 5 parecem conceber o homem na Natureza como um império num império. Julgam, com efeito, que o homem perturba a ordem da Natureza mais que a segue, que ele tem sobre os seus atos um poder absoluto e apenas tira de si mesmo a sua determinação. Procuram, portanto, a causa da impotência 10 e da inconstância humana, não na potência comum da Natu- reza, mas não sei em que vício da natureza humana, e, por essa razão, lamentam-na, riem-se dela, desprezam-na, ou, o que acontece mais frequentemente, detestam-na; e aquele que mais eloquentemente ou mais sutilmente souber censurar 15 a impotência da alma humana é tido por divino. É certo que não têm faltado homens eminentes (ao trabalho e ao talento dos quais confessamos dever muito) para escre- ver muitas coisas belas sobre a reta conduta da vida e dar aos mortais conselhos cheios de prudência. Mas ninguém, 20 que eu saiba, determinou a natureza e as forças das afecções e, inversamente, o que pode a alma para as orientar. � De momento, quero voltar àqueles que preferem de- testar ou ridicularizar as afecções e as ações dos homens a conhecê-las. A esses, sem dúvida, parecerá estranho que eu 25 me proponha a tratar dos vícios dos homens e das suas inép- cias à maneira dos geômetras e que queira demonstrar por um raciocínio rigoroso o que eles não cessam de proclamar contrário à Razão, vão, absurdo e digno de horror. Mas eis como eu raciocino. Nada acontece na Natureza que possa ser 30 atribuído a um vício desta; a Natureza, com efeito, é sempre a mesma; a sua virtude e a sua potência de agir são unas e por toda parte as mesmas, isto é, as leis e as regras da Natureza, segundo as quais tudo acontece e passa de uma forma a outra, são sempre e por toda parte as mesmas; por consequência, 35 a via reta para conhecer a natureza das coisas, quaisquer que elas sejam, deve ser também una e a mesma, isto é, sempre por meio das leis e das regras universais da Natureza. � Portanto, as afecções de ódio, de cólera, de inveja etc., consideradas em si mesmas, resultam da mesma necessidade 40 e da mesma força da Natureza que as outras coisas singulares; por conseguinte, elas têm causas determinadas, pelas quais são claramente conhecidas, e têm propriedades determinadas tão dignas do nosso conhecimento como as propriedades de todas as outras coisas cuja mera contemplação nos dá prazer. SPINOZA, Benedictus de, in: Coleção “Os Pensadores”. Traduções de Marilena de Souza Chauí et al. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p.175. (Com adaptações) Considerando as informações do texto 1, julgue os itens a seguir. 1 Depreende-se do texto que o homem não pode ser visto como um elemento livre das leis e das regras da Natureza, pois ele perturba tais normas mais do que as segue. Errado. O raciocínio do autor é de que o homem é parte da Natureza e, como tal, está subordinado às leis e às regras da Natureza. Porém, pertence a outros pensadores (que o autor critica), e não pertence a Spinoza, a ideia de que o homem perturba mais do que segue tais normas. 2 Segundo Spinoza, o que ocorre na Natureza não pode ser en- carado como vício dela, mas apenas como leis e regras ine- rentes a um sistema harmoniosamente articulado. Certo. Leitura do segundo parágrafo, sobretudo de “Mas eis como eu raciocino” até “sempre por meio das leis e das regras univer- sais da Natureza”. Podemos falar em harmonia, em razão de se conservarem sempre as mesmas leis e regras para conhecer a natureza das coisas. 3 Infere-se dos argumentos do autor que tomar o homem como parte da Natureza e submisso a suas leis o absolve de culpa pelas afecções como ódio, cólera, inveja e outras (vistas mui- tas vezes como falhas no comportamento humano), porque passam a ser estudadas e compreendidas como uma manifes- tação de leis universais da Natureza. Errado. Spinoza não abordou, no texto, o sentimento de culpa. Ele abor- dou a atitude dos que preferem ignorar a origem e o funciona- mento das afecções humanas, preferem até odiá-las, a conhecê- -las. Nessa abordagem, o autor pretende mostrar a vantagem de conhecer as afecções humanas a fim de que a alma possa orientá-las (final do primeiro parágrafo). Então, corrigindo: to- mar o homem como parte da Natureza e submisso a suas leis ajuda a alma humana a orientar as afecções como ódio... 4 Enquanto outros enxergam a natureza humana como viciosa em suas afecções e a detestam, Spinoza prefere acreditar na potência do ser humano para sobrepujar leis da Natureza e dominar suas paixões. Errado. A leitura do primeiro parágrafo mostra que Spinoza acredita que a potência da Natureza determina o funcionamento das afecções humanas. Então, não se trata de superar/sobrepujar leis da Na- tureza, mas sim de conhecer essas leis e o funcionamento das paixões/afecções humanas, para que a alma possa orientá-las. SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO 5 O autor mostra acreditar que as propriedades de nossos vícios são tão merecedoras de estudo e conhecimento quanto são as propriedades das coisas belas que contem- plamos prazerosamente. Certo. Leitura do último parágrafo, sobretudo das últimas linhas. Acerca de aspectos linguísticos e semânticos do texto 1, julgue os seguintes itens. 6 A correção gramatical e a coerência textual serão preserva- das, caso se substitua “parecem ter” (l. 2) por parece ter ou por parece terem. Certo. Primeira oração do texto: A maior parte daqueles parecem ter tratado... Segunda oração do texto: que escreveram sobre as afecções e a maneira... Terceira oração: ...de viver dos homens... Na primeira oração, o sujeito é “A maiorparte daqueles”. Trata- -se de sujeito simples com núcleo coletivo partitivo: a palavra “parte”. Nesse sujeito, aparece “daqueles” com função sintática de adjunto adnominal. A norma gramatical permite optar pela flexão do verbo com o núcleo coletivo ou com o adjunto adno- minal. O texto original optou pela flexão com o adjunto adno- minal (daqueles) e escreveu: parecem ter. Ao optar pela flexão com o núcleo (parte), escreveremos corretamente: parece ter. Nesse momento, é importante recordar uma regra especial de concordância do verbo “parecer”: esse verbo pode permanecer no singular como oração principal (parece), enquanto o verbo seguinte se comporta como parte da oração subordinada subs- tantiva subjetiva e concorda com o sujeito desta. Então, consi- derando novamente a flexão com o adjunto adnominal (daque- les), poderemos escrever corretamente: parece terem. Cuidado! Na segunda oração, a flexão “escreveram” é independente da opção por flexionar “parecem” ou “parece”. Atenção! Não exis- te paralelismo sintático entre “escreveram” e “parecem”, pois um (escreveram) está em oração subordinada, enquanto o outro está na oração principal. Só haveria paralelismo sintático caso ambos estivessem em orações (1) igualmente subordinadas para uma mesma principal, (2) igualmente principais coordena- das entre si, ou (3) simplesmente coordenadas entre si. 7 A conjunção “portanto” (l. 9) pode ser substituída, mantendo- -se o sentido e a correção, por qualquer uma das seguintes: pois, destarte, por conseguinte, porquanto. Errado. Todas as conjunções listadas apresentam sentido conclusivo, como “portanto”, e podem ficar corretamente entre vírgulas. Porém, “porquanto” não é conclusiva, e sim causal/explicativa. 8 A supressão da preposição “em” no segmento “mas não sei em que vício da natureza humana” (l. 11) implica pre- juízo gramatical. Certo. Existe um paralelismo sintático entre a construção “não na po- tência comum da Natureza” e a construção “mas não sei em que vício da natureza humana”. As duas construções estão coor- denadas pela conjunção “mas”. As duas estão articuladas com “Procuram” (procuram algo, procuram a causa, e procuram em algo, procuram em um vício...): procuram não na potência comum da Natureza, mas procuram não sei em que vício da natureza humana. Assim, nessa articulação com “procuram”, a preposição em “na potência” e “em que vício” é obrigatória para estabelecer o vínculo sintático. Sem essa preposição de “em que vício”, haverá prejuízo de construção e de articulação sintática. 9 A omissão do pronome “se” em “riem-se dela” (l. 12) pre- serva o sentido e a correção gramatical, mas reduz a ênfase. Certo. Trata-se de partícula expletiva “se” ou partícula de realce. Com tal função, o pronome “se” pode ser retirado e ainda se mantêm o sentido e a correção gramatical. Porém, como se trata de par- tícula de realce (ênfase), esse realce ou ênfase ficará reduzido com a omissão do pronome “se”. 10 O trecho “e aquele que mais eloquentemente ou mais sutil- mente souber censurar a impotência da alma humana é tido por divino” (l. 13-15) pode ser reescrito corretamente como: e quem mais eloquente ou mais sutilmente sabe censurar a impotência da alma humana é tido como divino. Certo. A questão pediu apenas correção gramatical; não pediu sentido igual. Pode-se, então, escrever corretamente “quem” no lugar de “aquele que”. Como havia em sequência dois advérbios ter- minados em “-mente”, então se pode retirar do primeiro essa terminação e manter somente no segundo: ...mais eloquente ou mais sutilmente... O verbo no presente do indicativo “sabe” fica adequadamente articulado com o outro verbo também no presente: é. A preposição essencial “por” (tido por divi- no) pode ser corretamente trocada pela preposição acidental “como” (tido como divino). 11 O segmento entre parênteses nas linhas 16 e 17 “(ao trabalho e ao talento dos quais confessamos dever muito)” admite re- escrita correta com o mesmo sentido, da seguinte forma: (a cujo trabalho e talento confessamos reconhecer muito). Errado. Seria correto escrever “a cujo trabalho e talento...”, somente se fosse mantido “dever muito” do original: quem deve muito, deve a alguém, então se justificaria a preposição em “a cujo trabalho e talento”. Contudo, a nova redação empregou o verbo SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO transitivo direto “reconhecer”, no lugar de “dever”; por isso, é preciso retirar a preposição “a” e escrever: cujo trabalho e ta- lento confessamos reconhecer muito. Cuidado: não foi a forma verbal “confessamos” que regeu a preposição “a” nem no texto original, nem na nova redação. 12 A substituição de “a conhecê-las” (l. 23-24) por que as co- nhecer respeita a norma gramatical e preserva as informações originais. Errado. Apareceu, nesse período, o verbo “preferir” como transitivo direto e indireto. Lembremos a regra de regência desse verbo: quem prefere, prefere algo a outro (e não: prefere algo que ou- tro). No texto, o objeto direto de “preferem” foi “detestar ou ridicularizar as afecções e as ações dos homens”, e seu objeto indireto foi “a conhecê-las”. Então, fica errado trocar a prepo- sição “a” por “que”. 13 O emprego do sinal de crase em “à maneira” (l. 26) resulta de contrair a preposição “a” requerida por “tratar” com o artigo definido feminino “a” diante do substantivo “maneira”. Errado. A preposição “a” não resultou da regência de “tratar”. Essa preposição aparece como parte natural da estrutura da locução prepositiva “à maneira de”. É obrigatório o emprego de sinal de crase em locuções femininas. 14 O ponto após “eu raciocino” (l. 29) pode ser corretamente substituído por dois-pontos, mantendo-se a coesão e a corre- ção gramatical. Errado. É correto, sim, o emprego de dois-pontos, pois a coesão é preci- samente entre um trecho que anuncia e outro que detalha o que foi anunciado: o trecho após “eu raciocino” até o final do se- gundo parágrafo forma uma longa enumeração com elementos separados corretamente por ponto e vírgula. Porém, um detalhe importante requer atenção: após dois-pontos, a inicial deve ser minúscula, ou seja, era preciso alterar a maiúscula em “Nada acontece...” para minúscula (nada acontece). Note que a ques- tão afirmou que se mantém a correção gramatical, sem mencio- nar o necessário ajuste da inicial minúscula após dois-pontos. Texto 2 para responder aos itens de 15 a 20. Sexa 1 – Pai... � – Hummm? � – Como é o feminino de sexo? � – O quê? 5 – O feminino de sexo. � – Não tem. � – Sexo não tem feminino? � – Não. � – Só tem sexo masculino? 10 – É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino. � – E como é o feminino de sexo? � – Não tem feminino. Sexo é sempre masculino. � – Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino. � – O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é 15 masculina. O sexo masculino, o sexo feminino. � – Não devia ser “a sexa”? � – Não. � – Por que não? � – Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino. 20 – O sexo da mulher é masculino? � – É. Não! O sexo da mulher é feminino. � – E como é o feminino? � – Sexo mesmo. Igual ao do homem. � – O sexo da mulher é igual ao do homem? 25 – É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo femi- nino, certo? � – Certo. � – São duas coisas diferentes. � – Então como é o feminino de sexo? 30 – É igual ao masculino. � – Mas não são diferentes? � – Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra. � – Mas então não muda o sexo. É sempre masculino. 35 – A palavra é masculina. � – Não. “A palavra” é feminina. Se fosse masculina, seria “o pal...” � – Chega! Vai brincar, vai. � O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta: � – Temos que ficar de olho nesse guri... 40 – Por quê? � – Ele só pensa em gramática. VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe do Freud. Porto Alegre: L&M, 1999, pp.72-73. A partir das ideias do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue os seguintes itens de 15 a 20.15 O humor do texto resulta, basicamente, de explorar a confu- são dos interlocutores entre gênero gramatical e gênero bio- lógico (sexo). SIMULADO PCDF – ESCRIVÃO Certo. O filho pede ao pai, inicialmente, o feminino, mas pensa em sexo biológico (linha 3: “Como é o feminino de sexo?”) e in- siste nesse pensamento ao longo do texto. O pai, por sua vez, responde, inicialmente, pensando em gênero gramatical (a pa- lavra “sexo” não tem feminino, linha 6) e tenta manter-se nesse pensamento, diante da insistência do filho em querer saber o feminino como sexo, e não como gênero gramatical. 16 As formas verbais “disse” e “tem” (l. 13) devem ser substituí- das por disseste e tens, a fim de concordarem com seu sujeito de 2ª pessoa singular: tu. Errado. O sujeito “tu” está vinculado somente a “disse” (correção: tu dis- seste), mas não com “tem”. A forma verbal “tem” foi empregada sem sujeito, no sentido de “existe sexo masculino e feminino”. 17 O filho demonstra dificuldade para compreender que alguns substantivos possuem somente um gênero gramatical, como ocorre com: criança, testemunha, cônjuge, estudante, atleta. Errado. Possuem somente um gênero gramatical (são substantivos so- brecomuns): a criança, a testemunha, o cônjuge. Possuem dois gêneros gramaticais e uma mesma forma escrita (são substanti- vos comuns de dois gêneros): o/a estudante, o/a atleta. 18 Em lugar de “Existem” (l. 10), o emprego de Têm preserva o sentido e respeita a norma de concordância, embora resulte em nível informal de linguagem. Errado. O sentido é preservado. Porém, com sentido de “existir”, o ver- bo “ter” fica impessoal (sem sujeito) e, conforme a norma de concordância, deve ficar em 3ª pessoa singular: tem (sem acen- to). O emprego do verbo “ter” com sentido de “existir” pertence mesmo ao nível informal de linguagem. 19 O sentido de “Muda o sexo, mas não muda a palavra.” (l. 32- 33) pode ser coerentemente preservado ao escrever: Muda o sexo biológico do indivíduo, mas não muda o gênero grama- tical da palavra “sexo”. Certo. Essa compreensão clara da diferença entre sexo biológico e gê- nero gramatical era o pano de fundo para o humor do texto. Tal compreensão está coerentemente traduzida na reescrita acima. https://grancursosonline.com.br/assinatura-ilimitada