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Cavalos - EQUIDEOCULTURA 1

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Cavalos - EQUIDEOCULTURA 1

e a estética de suas 
partes e de seu conjunto. Atitudes imponentes, 
andamentos brilhantes, linhas elegantes, aparência de 
força e energia. 
 
Simetria: resulta do equilíbrio entre as diferentes regiões 
e das proporções do corpo, dando ao conjunto uma 
aparência atraente, equilibrada e harmônica. 
 
Condição: estado geral do indivíduo em relação ao fim a 
que se destina por ocasião da sua apreciação. 
 
Aparência geral: soma dos diversos atributos do animal: 
altura, peso, conformação, estado de saúde, condição, 
estilo e qualidade. 
 
Tipo racial: atributos que caracterizam as raças: perfil, 
peso, proporção, conformação, altura, pelagem, etc. 
 
Tipo sexual: evidenciado pela integridade e normalidade 
dos órgãos genitais, assim como pela presença de 
caracteres secundários bem definidos, dos quais 
resultam aparência feminina ou masculina. 
 
Desempenho ou performance: correta execução dos 
andamentos, com precisão e desembaraço, com a 
cabeça, pescoço e corpo conduzidos de modo 
adequado. 
 
Rendimento: tempo que o animal leva para executar 
determinada tarefa. 
 
Integridade: ausência de taras e defeitos. 
 
Sangue: conjunto de qualidades morais próprias de um 
sistema nervoso gradualmente excitável, tais como: 
vigor, coragem, fogosidade, brio, nobreza, energia e 
resistência. 
 
Tara: qualquer sinal externo de lesão que deprecie o 
animal. Ex.: cavalo pisado de sela. 
 
Vício: defeito de ordem moral. Ex.: morder, escoicear, 
bolear, cabecear. 
 
Vícios redibitórios: anormalidades graves ocultas 
capazes de tornar um animal impróprio ao fim que se 
destina. Todas as doenças, defeitos e vícios que possam 
ser encobertos enganosamente. Ex.: enfisema pulmonar, 
asma, hérnia inguinal, esterilidade. 
 
CABEÇA 
Os olhos devem ser límpidos, grandes, expressivos e no 
entanto, calmo, o que significa boa visão, inteligência e 
coragem. 
Olhos muito pequenos – chamados de olhos-de-porco 
são muitas vezes sinal de estupidez, indocilidade e 
perversidade. 
Olhos grandes demais – olhos à flor da pele, inquietos, 
indicam quase sempre um caráter nervoso e 
assustadiço. 
 
As orelhas, seus movimentos e sua implantação, 
conformação e direção fornecem igualdade excelentes 
indicações sobre o temperamento e as aptidões do 
animal. 
A ausência dessa mobilidade é muitas vezes sinal de 
indolência. 
Mobilidade exagerada indica emotividade e nervosismo 
demasiado, e também pode indicar visão insuficiente, 
que o animal tenta compensar com o ouvido. 
Orelhas dispostas para trás são sempre sinal de 
perversidade ou dissimulação. 
Narinas: bem abertas para facilitar a entrada do ar. 
Boca: Integridade da boca, língua e dentes. 
 
Os padrões mais característicos visto de perfil são: 
- Retilínea: característica de raças como Mangalarga, 
Mangalarga Marchador, Raças de hipismo. 
 
 
 
- Sub-convexilínea: também chamado de encarneirado. 
Raças como Lusitano, Campolina e Crioulo. 
 
 
 
- Sub-concavilínea: raças como o Árabe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pescoço: quanto à direção, observa-se o posicionamento 
em relação ao tronco e à cabeça: 
- Diagonal: direção que o pescoço forma 90° com ca 
cabeça e 45° com a linha do horizonte do chão. 
- Vertical: ângulo do pescoço com a horizontal é maior 
que 45°. Indesejável, pois sobrecarrega o peso sobre os 
membros posteriores. 
- Horizontal: ângulo do pescoço com a horizontal é 
menor que 45°. Indesejável, pois sobrecarrega o peso 
sobre os membros anteriores. 
 
O pescoço pode ser classificado como tendo a 
implantação alta ou baixa. Quanto ao seu comprimento, 
pode ser longo ou curto. Quando a sua forma geral, 
normal ou reto. 
Quando é arqueado na parte superior, temos o pecoço 
de cisne  agilidade em saltos + equilíbrio. 
Se côncavo, chamamos de pescoço de cervo  
dificuldade. 
Se chato, grosso e musculoso = pescoço de porco – tiro e 
tração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tronco: não deve ser longo demais, e sim robusto. Mais 
arredondado do que achatado. O mais amplo possível – 
profundidade – acomoda bem coração e pulmões. 
 
 
 
Tronco 
- Face dorsal ou superior: cernelha, dorso, lombo, 
garupa. 
- Face cranial ou anterior: peito, inter-axilar, axilas. 
- Faces laterais: costados, flancos, ancas e virilhas. 
- Face ventral ou inferior: cilhadouro, ventre. 
- Face caudal ou posterior: cauda, ânus, órgãos genitais 
e nádegas. 
- Órgãos genitais: machos – bainha, bolsas escrotais e 
verga; fêmea – vulva e mamas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cernelha: protuberância situada entre pescoço e dorso. 
Deve ser longa e proeminente. Importante nos galopes e 
saltos – movimentos regulados do pescoço. Ponto mais 
elevado do tronco. Deve ultrapassar de 4-6cm a altura 
dos quartos traseiros. 
 
 
Cernelha cortante e arqueada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dorso: deve ser quase horizontal, de comprimento 
médio, musculoso e tão amplo quanto o possível. Mais 
cômodo quando curto. Mais flexível e propício à 
realização de performances quando é longo. 
 
Dorso carpado ou de mula: provoca uma pressão forte 
na sela. 
 
 
 
Dorso selado ou cilhão: indício de fraqueza: 
 
 
 
Dorso curto: 
 
 
 
Lombo: prolongamento do dorso, devendo ser 
horizontal, curto, forte e largo. Lombo comprido não é 
vantajoso em cavalo de sela, mas em cavalos de tiro, 
quando associado a uma boa musculatura. Às vezes é 
côncavo ou arqueado. Quando muito arqueado, 
também é chamado de lombo de carpa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Garupa: vem imediatamente após o lombo e se estende 
até a cauda. Importante nos movimentos do cavalo e em 
particular na força propulsora da região posterior. Deve 
ser longa e ampla, a fim de poder comportar músculos 
longos e bem desenvolvidos, e terminar em ligeiro 
declive da extremidade posterior. Em nenhum caso deve 
ser mais elevada na parte posterior. 
 
 
 
Garupa cortante e horizontal (velocidade): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Garupa dupla (assimétrica) e caída (indesejável): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inclinada é propícia à tração e ao salto. Oblíqua é 
admissível em animais de carga e de tração pesada. 
 
Peito: formado pelos músculos peitorais, pelas costelas 
e pelo interaxila, o espaço situado entre os membros 
anteriores. O peito e o dorso formam a caixa torácica, na 
qual se encontram o pulmão e o coração. Quanto maior 
for o espaço de que dispuserem esses órgãos, mais 
desenvolvidos eles se tornam e melhor é seu 
funcionamento. A medida da circunferência do tórax 
deve ultrapassar de 15-20 cm da altura do cavalo, 
tomada a partir da cernelha. 
Pode ser estreito (o que é pouco recomendado), médio 
ou largo. 
Peito de leão: peito de dimensões muito amplas ou de 
largura anormal que prejudique o andamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conformação ideal para cavalo de Sela: 
 
 
 
Membros: cada movimento depende da forma absoluta 
das possibilidades que tem os seus membros de se 
moverem, e essas possibilidades resultam da 
constituição física dos membros. 
Os membros anteriores sustentam cerca de 55% do peso 
do animal – responsáveis pela sustentação e 
amortecimento. 
Os membros posteriores sustentam os outros 45% do 
peso – responsáveis pela sustentação e impulsão. 
Membros anteriores > carga – maior chance de lesões. 
O jarrete é como se fosse a mola mestra de todos os 
movimentos do animal, determina sua força, seu 
desembaraço e sua ligeireza. Deve ser grande e bem 
desenvolvido. 
 
 
 
Aprumo: direção que os raios ósseos dos membros 
apresentam na sustentação do corpo animal. 
- Regulares: são os que proporcionam ao cavalo bom 
equilíbrio, firme sustentação, forte impulsão, batidas 
apoios normais e andamentos perfeitos. 
- Irregulares ou defeituosos: quando os aprumos fogem 
da vertical e determinam dificuldades à estação e à 
locomoção