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APOSTILA DE ANESTESIOLOGIA pdf (2)

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INTRODUÇÃO 
 
 A Apostila de Anestesiologia foi criada com o intuito de descomplicar a 
anestesia na Odontologia, visto que essa é uma das grandes causas de 
insegurança e receio entre os acadêmicos. Queremos com esse material, 
contribuir para a quebra desse tabu, auxiliando no aprendizado de forma 
didática e divertida. 
 
 A ideia da apostila surgiu inicialmente da acadêmica Ana Caroline 
Azevedo Alves, que possui uma página educacional do Instagram, nomeada 
@dentistaconselheira, que já fez outros materiais similares. Junto da acadêmi-
ca, está a professora Thaís Mendes, que apoiou e contribuiu de forma funda-
mental para a realização desse material. Também colaboraram com a confec-
ção dessa apostila, a professora Renata Georjutti e o professor Wanderson 
Guerra, além das acadêmicas Ana Paula Venâncio Mendes, Kamila Silva 
Bernardes, Larissa Furtado, Mariana Soares e Vanessa de Souza. 
 
 Nosso objetivo principal é colaborar com a formação e aprendizado de 
vocês, por isso preparamos tudo com muito carinho, pensando em cada 
acadêmico e nas maiores dificuldades relatadas, para que todas as dúvidas 
fossem sanadas e inseguranças eliminadas. 
 
 Destacamos que essa apostila possui direitos autorais, portanto, quando 
utilizada para fins de postagens, devem ser dados os devidos créditos aos 
autores já citados acima. 
 
 Desejamos bons estudos, beijinhos, com carinho! 
 
 
 
 
 
Ana Caroline Azevedo 
@dentistaconselheira 
Kamila Bernardes 
@kamila_bernardes 
Ana Paula Mendes 
@amorpor.odonto 
Vanessa de Souza 
@vanessasleite 
Mariana Soares 
@dentinhodeciduo 
Larissa Furtado 
@larissafurtado_ 
Thaís Mendes 
@thaismendesodonto 
Renata Georjutti 
@renatageorjutti 
Wanderson Guerra 
@drwandersonguerra 
A venda desse material por outros meios, a não ser nas páginas dos autores descritos na introdução, é proibida. Denuncie! 
Sumário 
 
1. FARMACOCINÉTICA DOS ANESTÉSICOS LOCAIS.............................4 
2. AÇÃO CLÍNICA DE SUBSTÂNCIAS ESPECÍFICAS..............................5 
3. ANESTÉSICOS LOCAIS DO TIPO ÉSTER.............................................7 
4. ANESTÉSICOS LOCAIS DO TIPO AMIDA.............................................7 
5. VASOCONSTRITORES..........................................................................12 
6. ARMAMENTÁRIO...................................................................................14 
7. SERINGA................................................................................................14 
8. AGULHA.................................................................................................15 
9. CARTUCHO............................................................................................16 
10. EQUIPAMENTO ADICIONAL...............................................................18 
11. TÉCNICA DE ANESTESIA MAXILAR..................................................20 
 11.1 Injeção supraperiosteal/paraperiosteal......................................20 
 11.2 Bloqueio do nervo alveolar superior posteroanterior..............21 
 11.3 Bloqueio do nervo alveolar superior médio..............................22 
 11.4 Bloqueio do nervo alveolar superoanterior (infraorbitário).....23 
 11.5 Bloqueio do nervo palatino maior .............................................25 
 11.6 Bloqueio do nervo nasopalatino ................................................26 
 11.7 Infiltração local do palato ...........................................................28 
 11.8 Bloqueio do nervo alveolar superior médio anterior ...............28 
 11.9 Abordagem palatina alveolar superoanterior............................29 
 11.10 Bloqueio do nervo maxilar .........................................................30 
12. TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR.......................................32 
 12.1 Bloqueio do nervo alveolar inferior ............................................32 
 12.2 Bloqueio do nervo bucal...............................................................34 
 12.3 Bloqueio do nervo mandibular (Técnica de Gow-gates e Vazira-
ni-akinosi) ...................................................................................................35 
 12.4 Bloqueio do nervo mentual ..........................................................39 
 12.5 Bloqueio do nervo incisivo ...........................................................40 
13. QUESTÕES...........................................................................................41 
 
 
 
Apostila baseada no livro de referência “Manual de Anestesia Local – Malamed (6° edição)” 
A venda desse material por outros meios, a não ser nas páginas dos autores descritos na introdução, é proibida. Denuncie! 
4 
 
FARMACOCINÉTICA DOS ANESTÉSICOS LOCAIS 
 
Anestésicos locais são agentes químicos que bloqueiam de maneira reversível os potenciais 
de ação em todas as membranas excitáveis. Eles são depositados na proximidade de um nervo a fim 
de promover o bloqueio da condução de impulsos nervosos, no qual resultará na ausência de dor. 
 
Os anestésicos locais se diferenciam de outras substâncias utilizadas na medicina, pois es-
tas, independentemente da via pela qual são administradas, precisam entrar no sistema circulatório 
para poder começar a exercer uma ação clínica. Já os anestésicos locais, em contrapartida, deixam 
de exercer a função desejada quando são absorvidos do local de administração para a circulação 
sanguínea. 
 
O nível sanguíneo do anestésico local é influenciado pelos seguintes fatores: 
 • Velocidade de absorção da substância 
 • Velocidade de distribuição da substância para os tecidos 
 • Velocidade da biotransformação 
 • Velocidade de eliminação da substância por vias metabólicas ou excretoras 
 
1) ABSORÇÃO 
Todos os anestésicos locais apresentam algum grau de vasoatividade, seja causando vasodi-
latação ou vasoconstrição. Um efeito clínico significativo da vasodilatação é um aumento da 
velocidade de absorção do anestésico para a corrente sanguínea, diminuindo assim, o tempo de 
ação e a qualidade do controle da dor. 
 
2) DISTRIBUIÇÃO 
A distribuição e a concentração plasmática de um anestésico local em certos órgãos-alvo tem 
um impacto significativo sobre a potencial toxicidade da substância. 
 
3) METABOLISMO (BIOTRANSFORMAÇÃO, DETOXIFICAÇÃO) 
É um mecanismo importante pois a toxicidade geral dos anestésicos locais depende do equi-
líbrio entre a velocidade de absorção pela corrente sanguínea no local da injeção e a velocidade que 
ela é removida do sangue por processos de absorção tecidual e metabolismo. 
- ANESTÉSICOS DO TIPO ÉSTER: são hidrolisados no plasma pela enzima pseudocolinesterase. 
- ANESTÉSICOS DO TIPO AMIDA: sofrem biotransformação mais complexa, principalmente no 
fígado. Devido a isso, a função hepática do paciente influencia na velocidade do metabolismo desse 
tipo de anestésico. Portanto, pacientes com deficiências hepáticas (hipotensão, insuficiência cardíaca 
congestiva – ICC, cirrose) são incapazes de efetuar o seu metabolismo em velocidade normal, o que 
acarreta níveis sanguíneos elevados do anestésico e potencial aumento na toxicidade. 
 
4) EXCREÇÃO 
Os rins são os principais órgãos excretores para os anestésicos locais e seus metabólicos. 
Pacientes com doenças renais significativas (ASA 4 ou 5) podem ser incapazes de excretá-los, 
gerando o aumento dos níveis sanguíneos desse composto e da chance de toxicidade. 
 
 
 
 
A venda desse material por outros meios, a não ser nas páginas dos autores descritos na introdução, é proibida. Denuncie! 
5 
 
 CLASSIFICAÇÃO DOS ANESTÉSICOS LOCAIS 
 ÉSTERES AMIDAS QUINOLINAS 
 DO TIPO ÁCIDO BENZOICO DO TIPO PARA-AMINOBENZOICO

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