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Aluna: Luísa Trindade Vieira - 72D Professor: Sávio Lana Disciplina: Anatomia 2 Faculdade Ciências Médicas MG Jejuno, íleo e intestino grosso: Jejuno e Íleo: • O Jejuno e o íleo fazem parte do intestino delgado, e esse órgão ocupa a parte mais central do andar infra-mesocólicos; • Juntos eles possuem cerca de 6 a 7 metros de comprimento, sendo que o Jejuno representa cerca de 2/5 e o íleo, cerca de 3/5 da parte intraperitonial do intestino delgado; • O jejuno é, a segunda parte do intestino delgado, e começa na flexura duodeno-jejunal (local onde se localiza o LIGAMENTO DE TREITZ, que é o ligamento suspensor do dudeno, que é formado por uma reflexão do peritônio, anteriormente pelo MÚSCULO SUSPENSOR DO DUODENO), onde o sistema digestório volta a ser intraperitonial; • O músculo suspensor do duodeno deriva do braço direito do hiato esofágico, e do pilar esquerdo do diafragma, fazendo com que ele tenha uma inserção da musculatura lisa, formando a flexura, que é móvel, fazendo com que na contração do diafragma, ela possa ser fechada e elevada; • O íleo é, a terceira parte do intestino delgado, e termina da junção íleo-cecal; • Eles são fixados na parede posterior do abdômen, por uma prega de peritônio em forma de leque, denominado mesentério, e sua raiz apresenta cerca de 15cm de comprimento e tem uma direção inferior oblíqua para a direita. Com isso, pode-se afirmar que ele estende- se na flexura duodeno jejunal, no lado esquerdo do nível da vértebra lombar de nº 2, até a junção íleo-cólica, anteriormente a articulação sacro ilíaca direita; • O mesentério é o responsável por conduzir entre suas duas camadas de peritônio os vasos mesentéricos superiores, os vasos linfáticos, e contém uma quantidade muito variável de gordura, e linfonodos e nervos do plexo autônomo; • Nós não conseguimos visibilizar ao certo, onde termina o jejuno e começa o íleo, a não ser por algumas diferenças de localização e morfológicas dessas estruturas: Ø PARTE DO JEJUNO: ü Se concentra mais no quadrante superior esquerdo, e na região central do andar infra- mesocólico; ü O número de arcadas vasculares do mesentério para o jejuno, é pequena; ü A mucosa do jejuno é bastante pregueada, sendo que no exame contrastado, nós podemos perceber o aspecto de papel mosqueado; Ø PARTE DO ÍLEO: ü Se concentra mais no quadrante inferior direito e na região mais central do andar infra-mesocólico; ü O número de arcadas vasculares do mesentério para o íleo é grande; ü A mucosa do íleo é mais lisa, e no exame contrastado, podemos perceber o aspecto de papel rasgado; • IRRIGAÇÃO ARTERIAL: Ela vem da convexidade da artéria mesentérica superior, e que desce na parte mais anterior da raiz do mesentério. ↳ Dessa convexidade, emerge um número variável de artérias jejunais (menos numerosas, + calibrosas e + longas, e suas arcadas vasculares anastomóticas são de 1ª ou, raramente, de 2ª ordem) e de artérias iliais (mais numerosas, menos calibrosas, e que fazem arcadas vasculares anastomóticas de 1ª, 2ª, 3ª, ou até mesmo 4ª ordem); • DRENAGEM VENOSA: É feita através de veias jejunais e íliais, que tributam na convexidade da veia mesentérica superior, drenando então, o sangue do intestino delgado, jejuno e íleo, para o sistema porta; • DRENAGEM LINFÁTICA: Se faz através de vasos linfáticos sub serosos e sub mucosos, que vão levar a linfa até os linfonodos mesentéricos, que geram vasos que vão se confluir, indo até os lifonodos mesentéricos superiores. Desses linfonodos mesentéricos superiores, temos pequenos troncos intestinais, sendo que esses troncos (1 ou 2), vão desembocar na cisterna do quilo; • INERVAÇÃO: É autônoma, e se faz através do plexo mesentérico superior, que se origina de ramos que saem dos ramos mesentéricos superior, que recebe estímulo da via simpática em sinapse. Os estímulos advindos, da via parasimpática, vem de plexos neurais que provém de plexos celíacos e de ramos do nervo vago, através do tronco vagal posterior e anterior. Intestino Grosso: • O intestino grosso é separado em 3 partes, sendo elas o Ceco, o Colo e Reto (o reto não é reto, e possui uma dupla coatura); • Diante do seu trajeto, os colos são subdivididos em: Colo Ascendente, Colo Transverso, Colo Descendente e Colo Sigmóide; • Em comparação com o intestino delgado, a morfologia externa do intestino grosso se da também devido sua morfologia interna; • O ceco e os colos, apresentam um aspecto sanfonado/bosselado, sendo estas as austrações, que são formadas de forma dinâmica, pela constrição da musculatura circular do intestino grosso, e com a ajuda do encurtamento ou expansão da musculatura lisa longitudinal; • A musculatura longitudinal, principalmente no ceco e nos colos, é formada através das chamadas tênias; • Nós temos 3 tênias no intestino grosso: 1 + anterior, e 2 + posteriores, sendo que elas se iniciam na base do apêndice, e terminam se ampliando e formando uma musculatura longitudinal, que envolve todo o reto; • Além de austrações e tênias, o intestino grosso também apresenta depósitos de gordura em forma de gota, em sua camada serosa (apêndices omentais/apêndices epiplóicos), que são mais numerosos na parte esquerda do intestino grosso, e estão ausentes no reto; • O reto NÃO possui: Austrações, nem Tênias e nem Apêndices epiplóicos. Fator que o diferencia dos colos e do Ceco; CECO: • É uma parte do intestino grosso que tem um fundo sem saída; • A válvula/valva/papila íleo-cecal, é a transição do intestino delgado para o intestino grosso, e é marcada por uma projeção da musculatura íleal, na parede do Ceco; • O ceco está em transição com o colo ascendente, mas, a papila íleo-cecal, está no CECO, e ela está fechada no indivíduo adulto, podendo estar aberta no lactente ou no idoso, o que faz com que gases do intestino grosso, possam refluir para o intestino delgado, levando muitas vezes à cólicas; • Na base do Ceco, na sua parte mais póstero medial, está localizada a eminência do apêndice cecal/vermiforme; • O apêndice sempre terá sua origem na face póstero medial na base do Ceco, pois ele está peritonizado, parcialmente peritonizado ou em posição retro-peritonial, e se projeta muitas vezes para baixo, ganhando o meso-apêndice, que dá trajeto a artéria apendicular; • A obstrução do apêndice pode gerar a apendicite, e em alguns casos, no momento da cirurgia, a origem do apêndice não está visível, fazendo com que o cirurgião busque pela convergência das tênias para localizá-lo; • Ele por muitas vezes assume uma posição retro-cecal ascendente, levando ao menor índica de manifestações retro- peritôniais em caso de apendicite aguda. Porém independente de sua posição ele SEMPRE se originará na face póstero medial na base do Ceco, na convergência das tênias, se o ceco estiver à direita; • Sua variação de posição, se deve a má rotações do intestino no período embrionário, e pode fazer com que ele seja: Pélvico, ilíaco, retro-íleal, pré-ileal, dentro de uma hérnia ingnal, retro-cecal, ou mesmo localizado no espaço sub-hepático, ou a esquerda; • Ponto de McBurney facilita o exame para apendicite aguda, sendo esse o ponto onde o peritônio e a parede abdominal se tornam dolorosos; COLO ASCENDENTE: • Se localiza acima do colo e da papila íleo-cecal; • É mais curto e quando ele encontra o fígado, ele flete-se para a esquerda, formando a FLEXURA HEPÁTICA DO INTESTINO GROSSO/FLEXURA CÓLICA DIREITA; • Diante da embriologia, esse colo pode ser chamado de retro-peritonial, diante do seu meso ter coalecido com o peritônio parietal posterior; COLO TRANSVERSO: • Se origina na flexura cólica direita, e possui um trajeto em “U”, “M’ ou “W”, chegando muitas vezes de 50cm a 60cm de comprimento; • É intra-peritonial, pois possui uma fixação através da projeção do peritônio parietal posterior, formando o mesocolo transverso; • Ele termina quando se flete subitamente, inferiormentepróximo ao baço, formando a FLEXURA CÓLICA ESQUERDA/ÂNGULO ESPLÊNICO DO COLO, que se relaciona com o Baço; • Com isso o colo transverso se transforma em colo descendente; COLO DESCENDENTE: • Devido uma origem embriológica de faces de coalescência, forma um sulco parieto-cólico esquerdo/goteira parieto-cólica esquerda, fazendo com que o colo descendente, também seja considerado retro-peritonial; • A origem do colo descendente é mais alta, próxima do baço, e, diante disso, o seu término se faz aproximadamente ao nível da crista ilíaca esquerda; • Tem aproximadamente 15cm/20cm de comprimento; • Ao nível da crista ilíaca a esquerda, já se tem a origem do COLO SIGMÓIDE; COLO SIGMÓIDE: • Se origina ao nível da crista ilíaca esquerda; • Termina na transição com o reto, que se faz anteriormente à 3ª vértebra sacral; • Se projeta para a cavidade peritonial, fixado pelo mesocolo sigmóide na parede posterior do abdômen e por isso, dizemos que ele é um órgão intra-peritonial, ou seja, é um órgão peritonizado; IRRIGAÇÃO: É feita pelas duas artérias mesentéricas: • Superior: Nutre o lado direito do intestino grosso e emerge da aorta, alguns cm abaixo do tronco celíaco, posteriormente a cabeça do pâncreas na transição com o colo, e descreve um trajeto com uma convexidade para esquerda e uma concavidade para a direita, sendo que a parte da concavidade direita, que temos a emergência de artérias para a parte direita do intestino grosso: ↳ Artéria Íleo cólica; ↳ Artéria cólica direita (está muitas vezes ausente); ↳ Artéria Cólica média: Nutre o colo transverso. § É formado por meio da anastomose dessas artérias e da própria artéria mesentérica superior, uma arcada justa-cólica, para-cólica; • Inferior: Nutre o lado esquerdo do intestino grosso, sendo mais curta e muito mais delgada que a artéria mesentérica superior. Ela emerge da face ântero-lateral esquerda da aorta abdominal, a 4cm da bifurcação superior da aorta em artérias ilíacas comuns, e descreve um trajeto para a esquerda inferiormente, fazendo uma leve convexidade e depois uma maior convexidade a esquerda, com concavidade a direita. Quando ela cruza os vasos ilíacos comuns, ela emite seu último ramo sigmóideo, e tem seu nome trocado para artéria retal superior. Seus ramos são: ↳ Artéria cólica esquerda; ↳ Artérias sigmóideas, que variam de número 1 a 7; § É formado por meio da anastomose dessas artérias e da própria artéria mesentérica superior, arcadas anastomóticas, que formam uma arcada para-cólica, ou justa-cólica a esquerda, que se comunica com a da direita, formando uma artéria marginal em todo o trajeto do intestino grosso, desde o final da artéria mesentérica superior, até o último ramo de artéria sigmóide (que é onde termina a artéria mesentérica inferior). **Essa longa anastomose é denominada arcada para-cólica/artéria marginal/artéria justa-cólica. ↳ A obstrução da artéria superior inferior, pode gerar patologias de falta de suprimento sanguíneo nesses tecidos, pois ao contrário dessa artéria, a artéria mesentérica inferior não consegue suprir a vascularização da parte direita do intestino grosso → ISQUEMIAS MESENTÉRICAS. Possuem diversas variações anatômicas na arcada arterial. DRENAGEM VENOSA: Também se da para o sistema porta, com as veias, com o mesmo nome das artérias, tributando para o território da veia mesentérica superior à direita, e da veia mesentérica inferior à esquerda, que tributa para a artéria esplênica, que se une a mesentérica superior, formando com isso a veia porta; DRENAGEM LINFÁTICA: A drenagem dos CECOS e dos COLOS (excluindo-se o RETO), é feita através de vasos linfáticos que vão diretamente a linfonodos epicólicos e linfonodos no peritônio que vão acompanhando as artérias cólicas direita, cólicas esquerdas, íleo-cólicas, cólica média. À direita, os linfonodos mesentéricos superiores, drenam os troncos intestinais, que por sua vez, vão a cisterna do quilo. Já à esquerda, os linfonodos sigmóideos retais superiores, os linfonodos cólicos esquerdos e os linfonodos mesentéricos inferiores, também vão a pequenos troncos infáticos intestinais, com destino a cisterna do quilo. RETO: • O reto possui uma dupla curvatura → Uma convexidade posterior, seguido de uma convexidade anterior, sendo da mesma forma no corpo feminino e no masculino; • A alteração está presente apenas nas RA’s dos homens (anteriormente: Bexiga, Próstata e as vesículas seminais “escavação peritonial reto-vesical”) e das mulheres (anteriormente: Vagina e o Útero); • Tanto no homem quanto na mulher, o reto possui uma grande parte do seu trajeto, situado em posição extra-peritonial, retro/sub- peritonial; • Em sua morfologia interna, destaca-se 3 válvas: 1 superior à esquerda, 1 média à direita (está no nível de uma escavação/recesso peritonial mais baixo, sendo no homem o reto-vesical, e na mulher o reto-uterino/fundo de saco de douglas), e 1 inferior, novamente à esquerda, e não se sabe ao certo a função fisiológica das mesmas, no que se diz respeito, talvez, ao mecanismo de uma contenção de uma evacuação; • Em sua transição para o canal anal, está presente a linha pectínea, que angula em ângulo reto com as chamadas colunas anais, que guargam as crípitas anais, que são a saída de glândulas peri-anais, que secretam muco para a região; • Na região da linha pectínea, também se encontra um exuberante plexo venoso, sendo este denominado de plexo hemorroidário; • Essa transição do reto para o canal anal, é guardada por um complexo esfincteral, que é formado pelo Músculo esfíncter interno e pelo Músculo esfíncter externo do ânus, que são relativos a continência fecal; • As tênias antes de chegar no reto, se hipertrofiam e se hiperplasiam, formando a musculatura mais superficial do reto; • Sua irrigação arterial se da pelas porções inferior (é dada por ramos da artéria pudendo interna, que é ramo da artéria ilíaca interna), média (é dada, principalmente, pela artéria retal média, que é ramo do território da artéria ilíaca interna) e superior (é dada pela artéria retal superior), com uma rica rede anastomótica, intra-muscular, ou mesmo submucosa. • Sua drenagem venosa também é descrita por uma rica rede anastomótica, entre a parte superior (veia mesentérica superior, pertencendo ao sistema porta), média e inferior (drenam através do plexo venoso interno e externo, para tributárias do sistema da veia cava inferior, através da confluência entre as veias do plexo hemorroidário, para veias que tributam na veia ilíaca interna, posteriormente na ilíaca comum e chegando, por fim, na veia cava inferior); • Sua drenagem linfática é separada conforme a porção do reto em questão. Os da porção superior seguem até os linfonodos mesentéricos inferiores, podendo também passar pelos linfonodos para-retais, ou mesmo para os linfonodos para-sacrais. Os linfonodos linfáticos da metade inferior do reto, drenam para os linfonodos sacrais de forma direta, e os da ampola distal, acompanham os vasos retais médios, e drenam para os linfonodos ilíacos internos; INERVAÇÃO: A inervação autônoma do intestino grosso, difere da inervação autônoma do intestino delgado, pois na parte esquerda, não temos a participação do nervo vago, para a via parassimpática. No intestino grosso, à direita, a via simpática chega nele, pelo plexo mesentérico superior, porém essa via simpática, juntamente com a via parassimpática do lado esquerdo, formam o plexo hipogástrico, que se divide em 2 inferiores, indo aos órgãos pélvicos, e ao reto.