Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Sequências da fecundação 
Normalmente o local da fecundação é a ampola da tuba uterina. Se o oócito não for fecundado na ampola, ele passa lentamente pela tuba e chega ao corpo do útero, onde se degenera e é reabsorvido
Sinais químicos (atrativos) secretados pelos oócitos e pelas células foliculares circundantes guiam os espermatozoides capacitado para o oócito
O processo da fecundação leva aproximadamente 24 horas
Zigoto, divisões mitóticas repetidas, células tornam-se menores a cada divisão (blastômeros), inicia 30 h após fecundação 12 a 32 blastômeros é a mórula, circundada pelas células trofoblásticas (3 dias após fecundação)
PRIMEIRA SEMANA
Logo após a mórula ter alcançado o útero (4 dias após a fecundação), surge no interior da mórula um espaço preenchido por líquido, a cavidade blastocística. O líquido passa da cavidade uterina através da zona pelúcida para formar esse espaço. Conforme o líquido aumenta na cavidade blastocística, ele separa os blastômeros em duas partes:
Trofoblasto: Formará a parte embrionária da placenta
Embrioblasto: (massa celular interna), que formará o embrião
 
Blastocisto
O embrioblasto se projeta para a cavidade blastocística e o trofoblasto forma a parede do blastocisto. Então ele perde a zona pelúcida em dois dias durante o trajeto pela tuba uterina, fazendo um rápido crescimento
Enquanto está flutuando no útero, o blastocisto obtém nutrição das secreções das glândulas uterinas.
6 dias após a fecundação, o blastocisto adere ao epitélio endometrial próximo ao polo embrionário. 
Logo que o blastocisto adere ao epitélio endometrial, o trofoblasto se prolifera rapidamente e se diferencia em duas camadas
Uma camada interna, o citotrofoblasto.
Uma camada externa, o sinciciotrofoblasto
A- 4 dias 
B- 4 a 5 dias 
Aderência do blastocisto ao epitélio endometrial durante os primeiros estágios da implantação.
A, Após 6 dias, o trofoblasto está aderido ao epitélio endometrial no polo embrionário do
blastocisto.
B, Aos 7 dias: o sinciciotrofoblasto penetrou o epitélio e começou a invadir o tecido
conjuntivo endometrial
SEGUNDA SEMANA
A implantação do blastocisto termina (6 e 10 dias após a ovulação e a fecundação)
Os mecanismos moleculares da implantação envolvem a sincronização entre o blastocisto invasor e um endométrio receptivo. Além disso, as células endometriais ajudam a controlar a profundidade de penetração do blastocisto.
O sinciciotrofoblasto produz o hCG, que mantém a atividade hormonal do corpo lúteo no ovário, durante a gestação, provoca a erosão do tecido endometrial
Com a progressão da implantação do blastocisto, surge um pequeno espaço no embrioblasto; o primórdio da cavidade amniótica. Logo, os amnioblastos (formadoras do âmnio), se separam do epiblasto e formam o âmnio, que reveste a cavidade amniótica. Concomitantemente, ocorrem mudanças morfológicas no embrioblasto que formará uma placa bilaminar, quase circular, de células achatadas. O disco embrionário, que é formado por duas camadas:
Epiblasto: Células cilíndricas altas, voltadas para a cavidade amniótica, o chão da cavidade amnioática
Hipoblasto: Células cuboides pequenas adjacentes à cavidade exocelômica, o teto da cavidade exocelômica (juntamente com o hipoblasto, reveste a vesícula umbilical primitiva)
O epiblasto desloca o hipoblasto para baixo formando o endoderma embrionário, que produz camada de tecido conjuntivo, mesoderma extraembrionário que passa a envolver âmnio e vesícula umbilical. Células remanescentes do epiblasto formam ectoderma embrionário
 
Décimo dia 
O concepto está completamente implantado no endométrio uterino.
Inicialmente, existe uma falha superficial no epitélio endometrial que logo é fechada por um tampão, um coágulo sanguíneo. 
Por volta do 12° dia, o epitélio quase totalmente regenerado recobre o tampão. Isso resulta parcialmente da sinalização de AMPc e progesterona.
Assim que o concepto se implanta, as células do tecido conjuntivo endometrial continuam passando por transformações: é a reação decidual, cuja função é nutrir o embrião porque as células incham devido ao acúmulo de glicogênio e lipídios no citoplasma.
Conforme ocorrem mudanças no trofoblasto e no endométrio, o mesoderma extraembrionário aumenta e aparecem espaços celômicos extraembrionários isolados dentro dele. Esses espaços rapidamente se fundem e formam uma grande cavidade isolada, o celoma extraembrionário. 
Com a formação do celoma extraembrionário, a vesícula umbilical primitiva diminui e se forma a vesícula umbilical secundária um pouco menor.
A vesícula umbilical dos humanos não contém vitelo
O celoma extraembrionário divide o mesoderma extraembrionário em duas camadas:
O mesoderma somático extraembrionário, que reveste o trofoblasto e cobre o âmnio.
O mesoderma esplâncnico extraembrionário, que envolve a vesícula
14 dias 
Ainda em formato de disco bilaminar plano
Células hipoblásticas em uma área são cilíndricas e formam região circular espessada, sendo a placa pré cordial
Implantação geralmente ocorre na porção superior do corpo uterino, parede posterior 
TERCEIRA SEMANA 
Gastrulação 
Início – morfogênese
Processo pelo qual as três camadas germinativas – que são as precursoras de todos os tecidos – são estabelecidos nos embriões.
Durante a gastrulação, o disco embrionário
bilaminar é convertido em um disco embrionário trilaminar
Grandes mudanças na forma celular, reorganização, movimento e alterações nas propriedades de adesão celulares contribuem para o processo de gastrulação.
O primeiro sinal morfológico da gastrulação é a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto do disco embrionário bilaminar. Surge uma faixa linear espessada do epiblasto
aparece caudalmente no plano mediano do aspecto dorsal do disco embrionário. Tão logo a linha primitiva aparece, é possível identificar o eixo craniocaudal, as extremidades cranial e caudal, as superfícies dorsal e ventral do embrião. Conforme a linha primitiva se alonga pela adição de células à sua extremidade caudal, sua extremidade cranial prolifera para formar o nó primitivo
Sulco se forma na linha primitiva contíguo com a fosseta primitiva (invaginação das células epiblásticas) 
Células migram da superfície profunda para formar mesênquima (tecidos sustentação do embrião)
Epiblasto desloca hipoblasto e forma endoderma embrionário
Desacelera no início da 4a semana e desaparece no final da mesma Notocorda: células mesenquimais migram do nó e da fosseta primitiva formando cordão mediano (processo notocordal) que depois adquire luz (canal notocordal), cresce até alcançar placa précordal (endoderma da membrana buco faríngea - cavidade oral)
3 camadas germinativas 
Disco trilaminar
Região caudal à linha primitiva = membrana cloacal (ânus) 
Metade da terceira semana a mesoderma embrionário separa ectoderma do endoderma exceto: membrana bucofaríngea, plano mediano região cranial até nó primitivo (processo notocordal) e membrana cloacal 
Forma-se notocorda: define eixo longitudinal, sinais para formar estruturas musculoesqueléticas axiais e sistema nervoso central, discos intervertebrais. Da membrana buco faríngea ao nó primitivo. Degenera conforme corpos vertebrais se formam. Indutor primário: induz ectoderma embrionário sobreposto a se espessar e formar a placa neural, primórdio do sistema nervoso central
Desenhos esquemáticos das vistas dorsais do disco embrionário mostrando como ele
se alonga e muda de forma durante a terceira semana. A linha primitiva se alonga pela adição de
células à extremidade caudal dela, e o processo notocordal aumenta pela migração de células do nó primitivo. O processo notocordal e o mesoderma adjacente induzem o ectoderma embrionário sobrejacente a formar a placa neural, o primórdio do SNC. Observe que conforme o processo notocordal se alonga, a linha primitiva se encurta. No final da terceira semana, o processo notocordal é transformado na notocorda.
Alantoide
Aparece 16o dia, pequeno divertículo parede caudal da vesícula umbilical
Mesoderma forma vasos sanguíneos que servirão à placentaPorção proximal forma úraco (ligamento umbilical mediano no adulto) Vasos sanguíneos tornam-se artérias umbilicais
Somitos 
Nó primitivo: mesoderma paraxial
Final da 3a semana se divide em corpos cubides pareados = somitos, sequência craniocaudal, em cada lado do tubo neural, 38 pares. ao final da 5a semana são 42 a 44. 
Idade do embrião
Parte esqueleto axial e musculatura associada, além da derme e pele adjacente
Celoma Intraembrionário 
Espaços celômicos no mesoderma intraembrionário lateral e mesoderma cardiogênico
Coalescem e formam celoma intraembrionário
Divide mesoderma lateral em duas camadas: 
Domática ou parietal, abaixo do epitélio ectodérmico contínuo com mesoderma que reveste âmnio = parede do corpo do embrião ou somatopleura
Camada esplâncnica ou visceral adjacente ao endoderma contínuo ao mesoderma que reveste vesícula umbilical = intestino embrionário ou esplancnopleura
No 2o mês se divide em: cavidades pericárdica, pleurais e peritoneal
QUARTA SEMANA 
Dobramento do embrião: pregas cefálica e caudal
Prega cefálica:
Pregas neurais formam primórdio do encéfalo
Septo transverso, coração primitivo, celoma pericárdico e membrana bucofaríngea se deslocam para superfície ventral
Arranjo celoma embrionário, comunicação entre intra e extraembrionário 
Prega caudal
Crescimento parte distal tubo neural, primórdio medula espinhal
Camada germinativa endodérmica é incorporada ao embrião como intestino posterior (cólon e reto)
Parte terminal intestino posterior forma cloaca (bexiga urinária e reto rudimentares)
Após dobramento linha primitiva fica caudal à membrana cloacal 4 a semana 
Dobramento plano horizontal
Pregas laterais direita e esquerda 
Formação parede abdominal
Parte da camada germinativa endodérmica é incorporada como intestino médio (intestino delgado)
Ducto onfaloentérico
Cordão umbilical
Redução da comunicação entre cavidades celômicas intra e extraembrionárias
Âmnio forma revestimento epitelial do cordão umbilical
Tubo neural em frente aos somitos
Primeiro arco faríngeo (arco mandibular)
Proeminência maxilar (maxila superior) Proeminência cardíaca (bombeamento de sangue)
Neuroporo rostral fechado
3 pares de arcos faríngeos Prosencéfalo
Brotos dos membros superiores Fossetas óticas
Eminência caudal
Rudimentos de sistemas e órgãos, principalmente cardiovascular
Desenhos esquemáticos de secções transversais de embriões progressivamente mais desenvolvidos, ilustrando a formação do sulco neural, das pregas neurais, do tubo neural e da
crista neural. A, Vista dorsal de um embrião de aproximadamente 21 dias. 
Camadas germinativas 
Ectoderma Embrionário
Epiderme, sistema nervoso central, sistema nervoso periférico, olhos, ouvidos internos, crista neural e tecidos conjuntivos da cabeça 
Endoderma Embrionário 
Epitélio sistemas respiratório e digestório, glândulas que se abrem no trato digestório e glândulas anexas do trato digestório
Mesoderma Embrionário 
Músculos esqueléticos, células sanguíneas, revestimento vasos sanguíneos, musculatura lisa vísceras, revestimentos serosos, ductos e órgãos dos sistemas genitais e excretor e parte sistema cardiovascular. Tronco: tecido conjuntivo, ossos, cartilagem, tendões, ligamentos derme e estroma dos órgãos internos.

Mais conteúdos dessa disciplina