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……………………….. EMBRIOLOGIA ……………………….. Beatriz Ignacio Carvalho - MED52 PRIMEIRA SEMANA Fases da fecundação Passagem de um espermatozóide através da corona radiata: a dispersão das células foliculares da corona radiata que circunda o oócito e a zona pelúcida parece resultar, principalmente, da ação da enzima hialuronidase liberada da vesícula acrossômica do espermatozoide. Penetração da zona pelúcida: as enzimas esterase, acrosina e neuraminidase parecem causar a lise da zona pelúcida formando, assim, uma passagem para o oócito. A mais importante das enzimas é a acrosina, enzima proteolítica. Reação zonal: após a entrada do espermatozóide ocorre a reação zonal, uma alteração nas propriedades da zona pelúcida, tornando-a impermeável a outros espermatozóides. A composição dessa cobertura glicoproteica extracelular muda após a fecundação. Fusão das membranas plasmáticas do oócito e do espermatozóide: as membranas plasmáticas ou celulares do oócito e do espermatozóide se fundem e se rompem na região da fusão. A cabeça e a cauda do espermatozóide entram no citoplasma do oócito, mas a membrana celular espermática (membrana plasmática) e as mitocôndrias não entram. Término da segunda divisão meiótica do oócito e formação do pronúcleo feminino: quando o espermatozóide penetra o oócito, este é ativado e termina a segunda divisão meiótica formando um oócito maduro e um segundo corpo polar. Em seguida, os cromossomos maternos se descondensam e o núcleo do oócito maduro se torna o pronúcleo feminino. Formação do pronúcleo masculino: dentro do citoplasma do oócito, o núcleo do espermatozóide aumenta para formar o pronúcleo masculino e a cauda do espermatozóide degenera. Durante o crescimento dos pronúcleos, eles replicam seu DNA-1 haploide, 2 cromátides. O oócito contendo os dois pronúcleos haploides é denominado oótide. Logo que os pronúcleos se fundem em um único agregado diploide de cromossomos, a oótide se torna um zigoto. Os cromossomos no zigoto se organizam em um fuso de clivagem, em preparação para as sucessivas divisões do zigoto. O crossing-over dos cromossomos, por realocação dos segmentos dos cromossomos paterno e materno "embaralha" os genes, produzindo uma recombinação do material genético. Fecundação - Estimula o oócito a complementar a segunda divisão meiótica. - Restaura o número diploide normal de cromossomos (46) no zigoto. - Resulta na variação da espécie humana por meio da mistura de cromossomos paternos e maternos. - Determina o sexo cromossômico do embrião. - Causa a ativação metabólica da oótide (oócito quase maduro) e inicia a clivagem do zigoto. Clivagem do zigoto A clivagem consiste em divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando em um aumento rápido do número de células (blastômeros). A clivagem ocorre conforme o zigoto continua dentro da zona pelúcida. A divisão do zigoto se inicia após, aproximadamente, 30hrs após a fecundação. Após o estágio de nove células, os blastômeros mudam sua forma e se agrupam firmemente uns com os outros para formar uma bola compacta de células (compactação). A compactação é um pré-requisito para a separação das células internas que formam o embrioblasto do blastocisto. Quando existem de 12 a 32 blastômeros, o ser humano em desenvolvimento é chamado de mórula. As células internas da mórula são circundadas pelas células trofoblásticas. Formação do blastocisto Logo após a mórula ter alcançado o útero, surge em seu interior um espaço preenchido por líquido: a cavidade blastocística. Conforme esse líquido aumenta na cavidade blastocística, ele separa os blastômeros em duas partes: - Trofoblasto: formará a parte embrionária da placenta - Embrioblasto: formará o embrião. Durante o estágio de desenvolvimento, ou blastogênese, o embrião e suas membranas é chamado de blastocisto. O embrioblasto agora se projeta para dentro da cavidade blastocística e o trofoblasto forma a parede do blastocisto. Após o blastocisto ter flutuado no fluido uterino por aproximadamente 2 dias, a zona pelúcida degenera e desaparece. Aproximadamente 6 dias após a fertilização, o blastocisto se fixa no epitélio endometrial. Assim que se liga ao epitélio, o trofoblasto começa a proliferar rapidamente e a se diferenciar em duas camadas: - Citotrofoblasto: a camada interna das células - Sinciciotrofoblasto: a camada externa que consiste em uma massa protoplasmática multinucleada formada pela fusão de células. No final da primeira semana, o blastocisto é implantado superficialmente na camada compacta do endométrio e obtém sua nutrição dos tecidos maternos erodidos. O sinciciotrofoblasto altamente invasivo se expande rapidamente, adjacente ao embrioblasto – o polo embrionário. O sinciciotrofoblasto produz enzimas proteolíticas que erodem os tecidos maternos, permitindo que o blastocisto “se enterre” no endométrio. No final da primeira semana, uma camada cuboide de células, chamada de hipoblasto, aparece na superfície do embrioblasto, voltada para a cavidade blastocística. As células deciduais também ajudam a controlar a profundidade da penetração do sinciciotrofoblasto. Segunda semana A implantação do blastocisto é concluída durante a segunda semana de desenvolvimento. Há a formação de um disco embrionário bilaminar composto de duas camadas, o epiblasto e o hipoblasto. - Epiblasto: Camada celular espessa e colunar, que desenvolve rapidamente à cavidade amniótica. - Hipoblasto: Camada celular delgada e cubóide, que forma o saco vitelino. As estruturas extraembrionárias que se formam durante a segunda semana incluem a cavidade amniótica, o âmnio, a vesícula umbilical (saco vitelino), o pedúnculo de conexão e o saco coriônico. O sinciciotrofoblasto invade o tecido conjuntivo endometrial que sustenta os capilares uterinos e as glândulas e o blastocisto entra lentamente no endométrio. O sinciciotrofoblasto desloca as células endometriais na parte central do local de implantação. As células endometriais sofrem apoptose (morte celular programada), o que facilita a implantação. À medida que o blastocisto se implanta, mais trofoblasto entra em contato com o endométrio e continua a se diferenciar em duas camadas: - Citotrofoblasto: camada de células mononucleadas mitoticamente ativa, forma novas células trofoblásticas, as quais migram para a massa crescente de sinciciotrofoblasto, onde se fusionam e perdem suas membranas celulares. - Sinciciotrofoblasto: massa multinucleada em rápida expansão, na qual não são discerníveis limites celulares. O sinciciotrofoblasto produz a gonadotrofina coriônica humana (hCG), que entra no sangue materno nas lacunas do sinciciotrofoblasto. Formação da cavidade amniótica, disco embrionário e vesícula umbilical Logo, as células amniogênicas (formadoras do âmnio) – os amnioblastos – se separam do epiblasto e se organizam para formar uma membrana fina, o âmnio, que reveste a cavidade amniótica. O epiblasto forma o assoalho da cavidade amniótica e é perifericamente contínuo ao âmnio. O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica e é contínuo às células que migraram do hipoblasto para formar a membrana exocelômica. Essa membrana envolve a cavidade blastocística e reveste a superfície interna do citotrofoblasto. A membrana e a cavidade exocelômica logo se modificam para formar a vesícula umbilical primária. O disco embrionário então se localiza entre a cavidade amniótica e a vesícula umbilical primária. A camada externa de células do hipoblasto da vesícula umbilical forma uma camada de tecido conjuntivo frouxamente arranjada, a mesoderme extraembrionária. À medida que o âmnio, o disco embrionário e a vesícula umbilical primária se formam, lacunas aparecem no sinciciotrofoblasto As lacunas logo são preenchidas com uma mistura de sangue materno proveniente de capilares endometriais rompidos e restos celulares de glândulas uterinas erodidas. O fluido nas lacunas – embriotrófico – passa para o disco embrionário por difusão. A comunicação dos vasos uterinos erodidos com as lacunas representa o início da circulação uteroplacentáriaprimordial. Quando o sangue materno flui para as lacunas, oxigênio e substâncias nutritivas se tornam disponíveis para os tecidos extraembrionários sob a grande superfície do sinciciotrofoblasto. O sangue oxigenado passa para as lacunas a partir das artérias endometriais espiraladas. O concepto de 10 dias (embrião e membrana extraembrionária) está completamente inserido no endométrio. No embrião de 12 dias, lacunas sinciciotrofoblásticas adjacentes se fusionam para formar redes lacunares. Os capilares endometriais ao redor do embrião implantado se tornam congestionados e dilatados para formar os sinusoides, que são vasos terminais de paredes finas maiores do que os capilares comuns. Então, o sinciciotrofoblasto erode os sinusoides e o sangue materno flui para as redes lacunares. As células e glândulas do estroma endometrial degenerado, juntamente com o sangue materno, fornecem uma rica fonte de material para a nutrição embrionária. À medida que as alterações ocorrem no trofoblasto e no endométrio, a mesoderme extraembrionária aumenta e espaços celômicos extraembrionários isolados aparecem em seu interior. Esses espaços se fusionam rapidamente para formar uma grande cavidade isolada, o celoma extraembrionário. Essa cavidade preenchida de fluido circunda o âmnio e a vesícula umbilical, exceto onde eles estão ligados ao cório pelo pedúnculo de conexão. À medida que o celoma extraembrionário se forma, a vesícula umbilical primária diminui de tamanho e uma vesícula umbilical secundária menor se forma. Durante a formação da vesícula umbilical secundária, grande parte da vesícula umbilical primária é pinçada para fora. A vesícula umbilical não contém vitelo; no entanto, pode ter um papel no processamento e na transferência de materiais nutritivos do fluido celômico para o disco embrionário. Desenvolvimento do saco coriônico: O final da segunda semana é caracterizado pelo aparecimento de vilosidades coriônicas primárias. A proliferação das células citotrofoblásticas produz extensões celulares que crescem no sinciciotrofoblasto sobrejacente. As projeções celulares formam as vilosidades coriônicas primárias, o primeiro estágio no desenvolvimento das vilosidades coriônicas da placenta. O celoma extraembrionário divide a mesoderme extraembrionária em duas camadas: - Mesoderme somática extraemb.: reveste o trofoblasto e cobre o âmnio. - Mesoderme esplâncnica extraemb.: circunda a vesícula umbilical. A mesoderme somática extraembrionária e as duas camadas do trofoblasto formam o cório, que forma a parede do saco coriônico. O embrião, o saco amniótico e a vesícula umbilical ficam suspensos na cavidade coriônica pelo pedúnculo de conexão. OBS: A ultrassonografia transvaginal (ultrassonografia endovaginal) é utilizada para medir o diâmetro do saco coriônico. Essa medição é valiosa para avaliar o desenvolvimento embrionário inicial e o desfecho da gravidez. Terceira semana O rápido desenvolvimento do embrião a partir do disco embrionário trilaminar durante a terceira semana é caracterizado por: • Aparecimento da linha primitiva • Desenvolvimento da notocorda • Diferenciação das três camadas germinativas. Gastrulação: formação das camadas germinativas Processo pelo qual o disco embrionário bilaminar é convertido em um disco embrionário trilaminar. Cada uma das três camadas germinativas (ectoderme, endoderme e mesoderme) do disco embrionário dá origem aos tecidos e órgãos específicos. A gastrulação é o início da morfogênese - desenvolvimento da forma e da estrutura do corpo de vários órgãos e partes do corpo. Começa com a formação da linha primitiva. - Linha primitiva A linha primitiva aparece na face dorsal do disco embrionário. Essa banda linear espessada resulta da proliferação e da migração das células do epiblasto para o plano mediano do disco embrionário. Assim que a linha primitiva aparece, é possível identificar o eixo craniocaudal do embrião, as superfícies ventral e dorsal e os lados direito e esquerdo. À medida que a linha primitiva se alonga pela adição de células, sua extremidade cranial prolifera para formar o nó primitivo. Ao mesmo tempo, um sulco primitivo estreito se desenvolve na linha primitiva, o qual termina em uma pequena depressão no nó primitivo, a fosseta primitiva. As células epiblásticas migram através do sulco primitivo para se tornarem a endoderme e a mesoderme, uma rede frouxa de tecido conjuntivo embrionário conhecida como mesênquima, que forma os tecidos de sustentação do embrião. As células mesenquimais apresentam potencial para proliferar e se diferenciar em diversos tipos de células, como fibroblastos, condroblastos e osteoblastos. A linha primitiva forma ativamente a mesoderme até o início da quarta semana; depois disso, sua produção diminui. A linha diminui de tamanho relativo e se torna uma estrutura insignificante na região sacrococcígea do embrião. - Processo notocordal e notocorda Algumas células mesenquimais migram cranialmente do nó e da fosseta primitivos, formando um cordão celular mediano, o processo notocordal (notocorda). Esse processo logo adquire um lúmen, o canal notocordal. O processo notocordal cresce cranialmente entre ectoderme e endoderme até alcançar a placa pré-cordal, uma pequena área circular de células que é um importante organizador da região da cabeça. O processo notocordal não pode se estender além porque a placa pré-cordal está firmemente presa à ectoderme sobreposta. Camadas fusionadas de ectoderme e endoderme formam a membrana orofaríngea localizada no futuro local da cavidade oral (boca). As células mesenquimais da linha primitiva e do processo notocordal migram lateralmente e cranialmente entre a ectoderme e a endoderme até alcançarem as margens do disco embrionário. Essas células mesenquimais são contínuas com a mesoderme extraembrionária que cobre o âmnio e a vesícula umbilical. Algumas células da linha primitiva migram cranialmente em cada lado do processo notocordal e ao redor da placa pré-cordal e se encontram cranialmente para formar a mesoderme cardiogênica na área cardiogênica, onde o primórdio do coração começa a se desenvolver no final da terceira semana. Caudal à linha primitiva, há uma área circular – a membrana cloacal – que indica o futuro local do ânus. A notocorda: • Define o eixo do embrião e lhe fornece alguma rigidez • Serve como a base para o desenvolvimento do esqueleto axial (como os ossos da cabeça e da coluna vertebral) • Indica o futuro local dos corpos vertebrais. A coluna vertebral se forma ao redor da notocorda, que se estende da membrana orofaríngea até o nó primitivo. A notocorda degenera e desaparece à medida que os corpos das vértebras se formam, mas partes dela persistem como o núcleo pulposo de cada disco intervertebral. Neurulação: formação do tubo neural A neurulação inclui a formação da placa neural e das pregas neurais e o fechamento dessas pregas para formar o tubo neural. Esses processos são concluídos no final da quarta semana, quando ocorre o fechamento do neuroporo caudal. - Placa neural e tubo neural À medida que a notocorda se desenvolve, induz a ectoderme embrionária sobre ela a espessar e formar uma placa neural. A ectoderme da placa neural (neuroectoderme) dá origem ao sistema nervoso central (SNC) – cérebro, medula espinal e outras estruturas, como a retina. No dia 18, aproximadamente, a placa neural invagina ao longo de seu eixo central para formar um sulco neural longitudinal mediano que apresenta pregas neurais em cada lado. Ao final da terceira semana, as pregas neurais começam a se mover juntas e a se fusionar, convertendo a placa neural no tubo neural, o primórdio das vesículas cerebrais e da medula espinal. O tubo neural logo se separa da ectoderme superficial quando as pregas neurais se encontram. As bordas livres da ectoderme se fusionam, de forma que essa camada se torna contínua ao longo do tubo neural e na parte de trás do embrião. Subsequentemente, a ectoderme superficial se diferencia na epiderme da pele. - Formação da crista neural À medidaque as pregas neurais de fusionam para formar o tubo neural, algumas células situadas ao longo da crista de cada prega neural migram e formam uma massa achatada e irregular (crista neural) entre o tubo e a ectoderme. As células logo se diferenciam em vários tipos celulares, incluindo os gânglios espinais e os gânglios do sistema nervoso autônomo. Essas células também formam as bainhas dos nervos periféricos, a pia-máter e a aracnoide. Desenvolvimento dos somitos À medida que a notocorda e o tubo neural de formam, a mesoderme intramebrionária de cada lado prolifera para formar uma coluna longitudinal espessa da mesoderme paraxial Cada coluna é contínua lateralmente com a mesoderme intermediária, que gradualmente se afina em uma camada de mesoderme lateral. Próximo ao final da terceira semana, a mesoderme paraxial se diferencia e começa a se dividir em somitos. Os somitos dão origem à maior parte do esqueleto axial, à musculatura associada e à derme adjacente da pele. Desenvolvimento do celoma intramebrionário O celoma intraembrionário (cavidade corporal) aparece pela primeira vez como pequenos espaços celômicos isolados na mesoderma intraembrionária lateral e na cardiogênica. O celoma divide a mesoderme lateral em duas camadas: - Uma camada somática ou parietal (somatopleura) contínua com a mesoderma extraembrionária que cobre o âmnio. - Uma camada esplâncnica ou visceral (esplancnopleura) contínua com a mesoderme extraembrionária que cobre a vesícula umbilical. A mesoderme somática e a ectoderme embrionária sobrejacente formam a parede do corpo embrionário, enquanto a mesoderme esplâncnica e a endoderme embrionária subjacente formam a parede do intestino. Durante o segundo mês, o celoma intraembrionário é dividido em três cavidades corporais: cavidade pericárdica, cavidades pleurais e cavidade peritoneal. Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular: No início da terceira semana, a formação de vasos sanguíneos, ou vasculogênese, começa na mesoderme extraembrionária da vesícula umbilical, no pedúnculo de conexão e no cório. A vasculogênese começa no cório. Os vasos sanguíneos se desenvolvem aproximadamente 2 dias depois. Ao final da terceira semana, está desenvolvida uma circulação uteroplacentária primordial. - Vasculogênese e angiogênese Vasculogênese: 1. As células mesenquimais se diferenciam em precursores de células endoteliais, ou angioblastos (células formadoras de vasos), que se agregam para formar aglomerados de células angiogênicas isoladas conhecidas como ilhas, ou ilhotas, sanguíneas. 2. Pequenas cavidades aparecem dentro das ilhas sanguíneas pela confluência de fendas intercelulares. 3. Os angioblastos se achatam para formar células endoteliais que se organizam ao redor das cavidades das ilhas sanguíneas para formar o endotélio primordial. 4. As cavidades revestidas por endotélio logo se fusionam para formar redes de canais endoteliais. Angiogênese: 1. Os vasos germinam por brotamento endotelial dentro de áreas adjacentes não vascularizadas e se fusionam com outros vasos, formando canais de comunicação. As células sanguíneas se desenvolvem a partir de células-tronco hematopoéticas, do endotélio hemangiogênico ou dos vasos sanguíneos à medida que crescem na vesícula umbilical e no alantoide no final da terceira semana. A formação do sangue (hematogênese) não começa dentro do embrião até a quinta semana. Esse processo ocorre, primeiramente, em várias partes do mesênquima embrionário, principalmente no fígado e, posteriormente, no baço, na medula óssea e nos linfonodos. Os eritrócitos fetais e adultos também são derivados de células hematopoéticas progenitoras (hemangioblastos). As células mesenquimais que circundam os vasos sanguíneos endoteliais primordiais se diferenciam nos elementos do tecido muscular e conjuntivo dos vasos. O coração e os grandes vasos se formam a partir das células mesenquimais no primórdio cardíaco, ou área cardiogênica. Canais pareados revestidos por endotélio – tubos cardíacos endocárdicos – se desenvolvem durante a terceira semana e se fusionam para formar um tubo cardíaco primordial. O coração tubular se une aos vasos sanguíneos do embrião, do pedúnculo, do cório e da vesícula umbilical para formar um sistema cardiovascular primordial. Ao final da terceira semana, o sangue está fluindo e o coração começa a bater. O sistema cardiovascular é o primeiro sistema orgânico a alcançar um estado funcional primitivo. Desenvolvimento das vilosidades coriônicas: Logo após o aparecimento das vilosidades coriônicas primárias ao final da segunda semana, elas começam a se ramificar. No início da terceira semana, o mesênquima cresce dentro das vilosidades primárias, formando um núcleo de tecido mesenquimal frouxo. As vilosidades nesse estágio – vilosidades coriônicas secundárias – cobrem toda a superfície do saco coriônico. Algumas células mesenquimais nas vilosidades se diferenciam em capilares e células sanguíneas. Quando capilares estão presentes, as vilosidades são chamadas de vilosidades coriônicas terciárias. Os capilares nas vilosidades coriônicas se fusionam para formar redes arteriocapilares, que logo se conectam com o coração embrionário por meio de vasos que se diferenciam a partir do mesênquima do cório e do pedúnculo de conexão. Ao final da terceira semana, o sangue embrionário começa a fluir lentamente através dos capilares nas vilosidades coriônicas. O oxigênio e os nutrientes no plasma sanguíneo materno no espaço interviloso se difundem através das paredes das vilosidades e entram no sangue do embrião. Nos capilares fetais, o dióxido de carbono e os produtos residuais do sangue se difundem através da parede das vilosidades para o sangue materno. Ao mesmo tempo, as células citotrofoblásticas das vilosidades coriônicas proliferam e se estendem através do sinciciotrofoblasto para formar uma concha citotrofoblástica, que gradualmente circunda o saco coriônico e o fixa ao endométrio. As vilosidades que se fixam aos tecidos maternos através da concha citotrofoblástica são chamadas de vilosidades coriônicas-tronco (vilosidades de ancoragem). As vilosidades que crescem nas laterais das vilosidades-tronco são as vilosidades coriônicas ramificadas (vilosidades terminais). É através das paredes das vilosidades ramificadas que ocorre a principal troca de material entre o sangue da mãe e o do embrião.