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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA Curso de Graduação em Engenharia Aeronáutica Curso de Graduação em Engenharia Mecatrônica Laboratório de Ensino de Termodinâmica e Refrigeração RELATÓRIO DA TERCEIRA AULA PRÁTICA DA DISCIPLINA TERMODINÂMICA APLICADA (FEMEC41051) Propriedades Termodinâmicas Prof. Daniel Dall'Onder dos Santos Douglas Teles de Menezes (11321EMT016) Gabriela Cuenca Gil (11611EMT018) Ismael Mecenas Santos Filho (11811EAR009) Leonel Enrique Menares López (11521EAR006) Matheus Hermes Parra (11811EAR011) Rafael Evangelista da Silva (11721EMT015) Uberlândia, abril de 2021. 1 – Materiais e Equipamentos Para a realização do experimento foi usada a Bancada Armfield TH3 – Saturation Pressure. Esse aparelho de pressão foi projetado para apresentar aos alunos como a temperatura da água se comporta em seu ponto de ebulição com variação na pressão absoluta. O TH3 tem a capacidade de determinar a qualidade do vapor úmido, aumentando assim a compreensão do princípio termodinâmico subjacente. Figura 1: Bancada Armfield TH3 – Saturation Pressure. 2. Descrição Experimental O experimento se trata do aquecimento de uma massa de água contida em um recipiente de volume constante para posteriormente realizar a medição das mudanças resultantes na pressão e temperatura, com isso, construir a linha de saturação de uma substância pura (água). Assim, pode-se verificar a relação entre a pressão de vaporização e a temperatura de um fluido pelos dados coletados no experimento. Sabe-se que o objetivo é ter dentro do sistema apenas a massa de água, então, para que o ar que entrou ao fechar as válvulas depois de alimentar o sistema fosse eliminado, a válvula foi deixada aberta por alguns minutos sendo o ar levado com a água em estado de evaporação. A coleta de dados foi realizada ajustando-se o potenciômetro em uma determinada posição, com o sistema em equilíbrio (até que a leitura da pressão e da temperatura não tivessem alterações significativas), então a leitura era realizada e o ajustado o potenciômetro numa nova posição (mantendo a variação de 30-35 kPa entre um ponto e outro) até chegar em 700 kPa (pressão manométrica). Observação: A pressões aferidas (manométrica) foram somadas com a pressão atmosférica para o valor real do experimento ser obtido. 3. Anotações dos Ensaios A Tabela 1 contém os dados coletados do mostrador do painel de controle do sistema, sendo eles a pressão manométrica do sistema e a resistência elétrica do sensor PT100 medida pelo painel. Em concordância com o manual de instruções da Armfield, os valores medidos no painel para a resistência do sensor foram corrigidos através da interpolação dos dados da tabela de dados 1 (“data sheet 1”), fornecida pelo manual, assim pudemos, em posse dessa correção, interpolar o valor da temperatura do sistema através da tabela de dados 2 (“data sheet 2”). A Tabela 1 também contém o valor da pressão absoluta do sistema, calculada com base na pressão ambiente do laboratório que fora medida 89,325 [kPa]. Leitura Resistência medida PT100 (Ohm) Pressão manométrica (kPa) Resistência corrigida (Ohm) Temperatura obtida (ºC) Pressão absoluta (kPa) Temperatura em Kelvin 1 139,7 28 139,543 102,745 117,325 375,89 2 141,8 67 142,076 109,437 156,325 382,59 3 143,6 103 144,284 115,291 192,325 388,44 4 144,8 133 145,788 119,275 222,325 392,42 5 147,8 218 149,612 129,445 307,325 402,60 6 149,2 273 151,436 134,283 362,325 407,43 7 150,3 317 152,899 138,157 406,325 411,31 8 151,1 354 153,964 141,011 443,325 414,16 9 151,8 387 154,902 143,552 476,325 416,70 10 153,5 476 157,220 149,757 565,325 422,91 11 154,7 547 158,883 154,197 636,325 427,35 12 155,4 591 159,864 156,837 680,325 429,99 13 156 633 160,710 159,108 722,325 432,26 14 156,8 700 161,846 162,151 789,325 435,30 Tabela 1- Dados de pressão manométrica e resistência do sensor PT100 medidos, resistência e temperatura centígrada e em kelvin obtidas através do manual de instruções da Armfield, assim como a pressão absoluta do sistema 4. Análise dos Resultados Tabela com os dados coletados no experimento: Resistência (Ω) Pressão (KPa) Resistência Corrigida (Ω) T (ºC) T (K) Pressão Absoluta (KPa) 139,7 28 139,9 104 377 117,325 141,8 67 142,32 110 383 156,325 143,6 103 144,78 116 389 192,325 144,8 133 146,04 120 393 222,325 147,8 218 149,87 130 403 307,325 149,2 273 151,17 134 407 362,325 150,3 317 152,5 138 411 406,325 151,1 354 153,83 140 413 443,325 151,8 387 155,17 144 417 476,325 153,5 476 156,53 148 421 565,325 154,7 547 157,91 152 425 636,325 155,4 591 159,3 156 429 680,325 156 633 160,71 158 431 722,325 156,8 700 162,13 164 437 789,325 Analisando os dados obtidos através de um gráfico: O valor da pressão absoluta pode ser aproximado pela Equação: P abs = b exp (a/T) Para determinar os coeficientes “b” e “a”, é aplicado logaritmo na equação e utilizados 2 pontos distintos dos dados obtidos. Com isso, pode-se concluir que: a = -5234,15519 b = e^18,64865 Com isso, no gráfico: Para analisar os resultados obtidos e sua coerência com a realidade, o gráfico apresentado abaixo ilustra uma comparação entre os valores tabelados e os valores obtidos no experimento: Gráfico 1 - Pressão absoluta obtida no experimento e pela tabela em determinadas temperaturas Gráfico 2 - Temperaturas obtidas no experimento e tabeladas para determinadas pressões absolutas 5 - Conclusões Concluímos que, os resultados obtidos pelo experimento, foram bem similares aos dados tabelados, pois não apresentaram muitos erros de medição. Portanto, esse método pode ser definido como eficaz. Foi possível perceber, também, que o instrumento utilizado apresentou histerese porque os valores medidos apresentaram valores próximos quando medidos na direção contrária. Por fim, foi possível concluir que a relação entre a pressão de vaporização e a temperatura do fluido não depende da massa, pois se durante o experimento fosse retirado uma quantidade de massa pela válvula iríamos perceber que não haveria modificação nos resultados.