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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - CRICIÚMA PLANO DE AULA UNIDADE DE ENSINO: COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA ANO/SÉRIE: 9º ESTUDANTE: SEMANA 5 (15 a 19 de março) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emergência da República no Brasil. OBJETOS DE CONHECIMENTO/CONTEÚDOS: Primeira República e suas características. Experiências republicanas e práticas autoritárias: as tensões e disputas do mundo contemporâneo. A proclamação da República e seus primeiros desdobramentos. Revolução Federalista: Floriano Peixoto e Florianópolis. ORIENTAÇÕES AO ESTUDANTE Para realização da aula/atividade, evite lugares com muita distração, como televisores, celulares, etc. Tenha em mãos caneta, lápis e o caderno de História. Escreva em seu caderno de História a data que está realizando a atividade e o tema da aula na linha seguinte. Cada tópico e/ou informação deve ser lido com atenção e depois fazer as anotações em seu caderno para tirar as dúvidas que com o professor/a. A PRIMEIRA REPÚBLICA No final do século XIX, o Brasil passou rápidas mudanças sociais e políticas. Nesse processo, foi implantado um regime republicano, dominado pelas oligarquias agrarias, principalmente, de São Paulo e Minas Gerais. Com a instalação desse novo regime político, recursos significativos foram investidos para incentivar a vinda de trabalhadores imigrantes europeus para o Brasil, relegando os ex-escravizados e seus descendentes a uma situação de marginalização social. Neste capítulo, estudaremos o processo de modernização do país e as transformações que ocorrem nas relações de trabalho e no modo de vida das pessoas. Veremos como essas transformações se refletiram nas cidades e como prevaleceu o projeto progressista de “modernizar” as cidades e “civilizar “seus moradores. Nesse contexto, destacou-se um relativo desenvolvimento da indústria, embora a economia cafeeira continuasse como a principal fonte de riqueza do país Enquanto isso, as mazelas sociais se mantinham, estimulando revoltas populares em várias regiões brasileiras. O FINAL DO PERÍODO MONÁRQUICO A abolição da escravidão foi um dos fatores que determinaram a queda do Império em 1889. Dom Pedro II perdeu o apoio dos cafeicultores, que tiveram de libertar os escravos após a assinatura da Lei Áurea e não receberam nenhuma indenização por parte do governo central. A GUERRA DO PARAGUAI DECRETA O FIM DO SEGUNDO REINADO NO BRASIL Princesa Isabel (1846-1921) era filha de Dom Pedro II e assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888 que pôs fim em quase 400 anos de escravidão no Brasil. O ultimo pais do Continente Americano a abolir a escravatura. Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/segundo-reinado.htm A Guerra do Paraguai foi um confronto envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A região da Bacia do Prata era muito disputada pelos países envolvidos no conflito, a fim de dominar o comércio da região. Solano Lopez, ditador paraguaio, desejava abrir um caminho que ligasse o Paraguai até o Oceano Atlântico, facilitando o comércio do país com as nações europeias sem depender de nenhum país vizinho. Brasil, Argentina e Uruguai uniram-se por meio da Tríplice Aliança para lutar contra o Paraguai. O conflito durou seis anos, entre 1864 e 1870. Dom Pedro II, decidido a todo custo a derrotar Solano Lopes, enviou para o front escravizados mediante a promessa de liberdade caso voltassem da guerra. A Tríplice Aliança venceu o Paraguai, que saiu devastado do confronto. O Exército brasileiro fortaleceu-se após o conflito. Os militares buscaram maior participação na política brasileira, porém foram impedidos por Dom Pedro. Mesmo saindo vitorioso da guerra, a situação financeira do Império brasileiro deteriorou-se. O endividamento externo para custear as tropas brasileiras no campo de batalha provocou uma crise econômica determinante para o fim do Império. FIM DO SEGUNDO REINADO O Segundo Reinado começou a entrar em crise principalmente após a Guerra do Paraguai. Foram vários fatores que levaram à queda de Dom Pedro II em 1889. Questão militar Após a vitória na Guerra do Paraguai e influenciados pelos ideais do positivismo, os militares, em especial os do Exército, decidiram participar ativamente da política brasileira. Foram criados Clubes Militares, que discutiam a crise vivida pelo Segundo Reinado, os ideais republicanos e as ideias positivistas. Dom Pedro II, utilizando as prerrogativas do Poder Moderador, mandou fechar esses clubes. Essa censura imperial fez com que os militares se organizassem para derrubar Dom Pedro II do poder. Questão da Igreja A Constituição de 1824, que vigorou durante todo o período imperial, dizia que a religião oficial do Brasil era a católica. Porém, era comum haver conflito entre “o trono e o altar”. Decretos eclesiásticos só entravam em vigor no território brasileiro desde que o imperador autorizasse. O Papa Pio IX emitiu um decreto reafirmando o poder da Igreja e do papa sobre o mundo. Esse decreto chegou ao Brasil, e os católicos buscaram atitudes mais rígidas que reforçassem a disciplina religiosa. Dom Vital, bispo de Olinda, na província de Pernambuco, decidiu proibir a entrada de maçons nas irmandades religiosas. Alguns ocupantes de cargos de destaque do Império eram maçons, como o Visconde de Rio Branco, que presidia o Conselho de Ministros. Dom Vidal foi preso, acusado de “rebeldia”, mas foi solto dias depois. Essa crise abalou o apoio eclesiástico a Dom Pedro II. Questão escravista A abolição da escravidão no Brasil ocorreu em 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea. Porém, os escravizados foram libertos sem que os donos de fazenda de café fossem indenizados por causa da abolição. Isso fez com que os cafeicultores escravocratas abandonassem Dom Pedro II e apoiassem a causa republicana. Esses cafeicultores que abandonaram o apoio a Dom Pedro II nos últimos momentos do Segundo Reinado foram apelidados na época de “republicanos de última hora”. A República no Brasil foi proclamada em 15 de novembro de 1889. Tropas do Exército lideradas pelo Marechal Deodoro da Fonseca depuseram Dom Pedro II, e a família imperial foi exilada na Europa. Segundo relatos da época, muitos viram a movimentação das tropas como um mero desfile militar. Já o jornalista Aristides Lobo conseguiu resumir muito bem o que foi o 15 de novembro de 1889: “O povo assistiu bestializado”. O período subsequente da História do Brasil é denominado Primeira República ou República Velha (1889-1930). Assim que surgiu a República, foi preciso elaborar uma nova Constituição. A nova Carta Magna foi promulgada em 1891 e era inspirada no modelo norte-americano. A CONSTITUIÇÃO DE 1891: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Os principais tópicos desse texto estabeleciam, principalmente: – República federativa liberal, com sistema presidencialista de governo; – Três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, sendo que o Poder Moderador foi extinto; – Fim do voto censitário ou por renda: seriam eleitores todos os cidadãos maiores de 21 anos e alfabetizados. Por outro lado, analfabetos, mendigos, soldados e membros de ordens religiosas não eram considerados eleitores e eram impedidos de votar; – os povos indígenas não foram citados no documento da constituição; – Separação entre Estado e Igreja; – Autonomia dos estados, conforme almejava a elite agrária ao apoiar o republicanismo. Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) liderou as tropas que proclamaram a República em 15 de novembro de 1889. Fonte: https://mundoeducacao.uol.c om.br/historiadobrasil/segund o-reinado.htm https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/proclamacao-republica.htm http://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/ COMO FUNCIONAVA ESSA AUTONOMIA DOS ESTADOS? As unidades federativas, ou seja, os estados do país podiam estabelecer quaisquer direitos que nãolhes fossem negados pela Constituição. Assim, era possível que organizassem forças militares próprias, que criassem uma Justiça própria, que contraíssem empréstimos no exterior e que decretassem o valor dos impostos sobre a exportação de suas mercadorias. Essas duas últimas possibilidades, particularmente, colaboraram muito para a hegemonia econômica dos estados exportadores (principalmente São Paulo) nos anos seguintes, porque trouxe, a eles, a renda de impostos sobre exportações, além dos empréstimos, que contribuíram para o sucesso comercial do café. A Constituição de 1891 também não fazia referência às mulheres, mas considerou-se implicitamente que elas estavam impedidas de votar. O voto feminino só seria conquistado décadas depois. Na República Velha, o voto era aberto, ou seja, não era secreto. Essa situação acabou favorecendo o chamado “voto de cabresto”, a manipulação eleitoral por parte dos “coronéis” (personalidades muito influentes no meio agrário e que normalmente estavam ligadas ao governo) sobre a população, que era essencialmente rural nessa época da história brasileira. Essa influência passou a ser denominada, mais tarde, de coronelismo. Os coronéis eram figuras semelhantes aos atuais prefeitos e recebiam, na época, influência política dos governadores dos estados, que por sua vez eram influenciados pelo presidente. REFERÊNCIAS CARVALHO, Jose de Murilo. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a república que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. 196 p. CARVALHO, Jose Murilo de. A formação das almas: o imaginário da republica no Brasil. São Paulo: Cia da Letras, 1990. 166 p. SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2010. PELLEGRINI, Marco Cesar. Vontade de Saber: história: 1º ano: ensino médio: 1ed. São Paulo: FTD, 2010.