Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO ENGENHARIA CIVIL - PONTES Conteúdo Interativo 4 1. Como visto, a força centrífuga ocorre em pontes com curvas, ocasionando uma perda de atrito entre as rodas e o pavimento em pontes rodoviárias e entre as rodas e os frisos dos trilhos em pontes ferroviárias. Com base na NBR 7187 (2003), diga como a força centrífuga influencia a carga móvel em pontes rodoviárias. Segundo a NBR 7187 (2003), para pontes rodoviárias, a força centrífuga é quantificada de acordo com o tipo de tráfego e o raio de curvatura. · Pontes rodoviárias: R < 300m, C = 0,25; · Pontes rodoviárias: R > 300m, C= 75/R; “Nas pontes rodoviárias em curva, a força centrífuga normal ao seu eixo deve ser considerada atuando na superfície de rolamento, sendo seu valor característico determinado como uma fração C do peso do veículo tipo. Para pontes em curva com raio inferior a 300 m, C = 0,25 e para raios superiores a 300 m, C = 75/R, sendo R o raio da curva, em metros. Os fatores acima já incluem o efeito dinâmico das cargas móveis.” 2. Pesquise imagens e diga qual das seguintes pontes não possui interferência de força centrífuga sobre as cargas móveis. a) Ponte JK. b) Ponte Octávio Frias de Oliveira. c) Ponte Rio - Niterói. d) Ponte Jornalista Phelippe Daou. e) Ponte Vecchio. Entre as ponte apresentadas, a única que não possui um desenho curvo é a Ponte Vecchio. Letra e 3. Diga a relação entre força centrífuga, choque lateral e carga móvel. Entre as forças atuantes na carga móvel, encontram-se a força centrífuga e o choque lateral A Força Centrífuga ocorre em pontes com curvas, havendo uma perda de atrito entre as rodas e o pavimento em pontes rodoviárias e entre as rodas e os frisos dos trilhos em pontes ferroviárias. O Choque Lateral pode ser identificado tanto em pontes rodoviárias como em pontes ferroviárias, mas no caso de pontes rodoviárias ele ocorre em momentos excepcionais, como em uma batida lateral de um automóvel no guarda-rodas e guarda-corpo devido a influência da força centrífuga. Por outro lado, no caso de pontes ferroviárias, é um fenômeno comum onde há uma força normal que é aplicada na altura do topo do trilho, possuindo o equivalente a 20% da carga do eixo mais pesado. Em projetos em pontes curvas, não devem ser somadas as forças normais do choque lateral e da força centrífuga, devendo-se utilizar apenas o que produzir maiores solicitações. 4. A Frenagem e a aceleração produzem forças horizontais ao longo do eixo da ponte, sendo solicitações importantes para o dimensionamento estrutural. Segundo Miller et al. (2005), a NBR 7187 (2003) define que o efeito de aceleração e frenagem aplicado no tabuleiro da ponte, sendo transferido para a mesoestrutura, deve ser considerado como uma fração da carga móvel. De acordo com esta informação, pesquise imagens e diga qual das seguintes pontes possui maior desvantagem quanto à frenagem e à aceleração. a) Ponte Golden Gate. b) Ponte JK. c) Ponte Rio-Niterói. d) Ponte do Forth. e) Ponte do brooklyn. Entre as listadas, a ponte que possui a maior desvantagem em relação aos efeitos de aceleração é frenagem é a Golden Gate, pois esta possui o maior vão principal de 1280 metros. Letra a 5. A carga de vento e sua influência sobre a estrutura deve ser calculada segundo os parâmetros estabelecidos pela NBR 6123 (1988) que define as Forças Devidas ao Vento em Edificações. Busque informações sobre uma famosa ponte construída nos Estados Unidos da América que colapsou devido a ação do vento. Explique os motivos da queda. Em 1940, a ponte Tacoma Narrows, localizada no condado Pierce, Washington, EUA, foi completamente destruída após sofrer ação da força do vento, que fez com que a estrutura oscilasse de forma assustadora. A força do vento teria aumentado a oscilação natural da estrutura até que um valor máximo suportável pelo material foi atingido. Após esse limite, a estrutura entrou em colapso. A força do vento fez com que as tensões nos diversos cabos de aço fossem diferentes em um mesmo instante. Assim, a força da gravidade foi a única a atuar quando o cabo estava afrouxado, o que proporcionou o movimento ondulatório, que cessou no momento em que a ponte não suportou as oscilações. Elas chegaram a ser de 36 ciclos por segundo, gerando desníveis de até 8,5 m.