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PONTES
S E T O R D E M A R K E T I N G
G R U P O S E R E D U C A C I O N A L
S E T O R C U R S O D E E N G E N H A R I A C I V I L
A P R E S E N T A Ç Ã O :
DEFINIÇÕES
Ponte é uma construção destinada a estabelecer a 
continuidade de uma via de qualquer natureza.
Nos casos mais comuns, e que serão tratados neste texto, a 
via é uma rodovia, uma ferrovia, ou uma passagem para 
pedestres.
O obstáculo a ser transposto pode ser de natureza diversa, e 
em função dessa natureza são associadas as seguintes 
denominações:
Ponte (propriamente dita) - quando o obstáculo é 
constituído de curso de água ou outra superfície líquida 
como por exemplo um lago ou braço de mar;
Viaduto - quando o obstáculo é um vale ou uma via.
DEFINIÇÕES
Os viadutos podem receber, em função de suas 
particularidades as seguintes denominações:
Viaduto de acesso - viaduto 
que serve para dar acesso a 
uma ponte; 
Viaduto de meia encosta -
viaduto empregado em 
encostas com o objetivo de 
minimizar a movimentação 
de solo em encostas 
íngremes, ou como 
alternativa ao emprego de 
muro de arrimo ou similar .
ACENO 
HISTÓRICO
Um histórico das pontes, pode ser visto, de forma resumida, a partir dos materiais 
empregados na sua construção. Desta forma tem-se, na ordem cronológica, segundo 
LEONHARDT (1979), os seguintes tipos de pontes:
Pontes de madeira - a madeira tem sido empregada desde a antiguidade na 
construção de pontes, inicialmente com arranjos estruturais bastante simples. 
Destaca-se que com este material chegou-se a construir pontes com vãos 
consideráveis, como o de uma ponte construída em 1758, sobre o rio Reno, com 118 
metros de vão.
Pontes de pedra - a pedra, assim como a madeira, era empregada desde a 
antiguidade, na construção de pontes. Os romanos e os chineses já construíam 
abóbadas em pedra antes de Cristo. Os romanos chegaram a construir pontes, em 
forma de arco semicircular com até 30 metros de vão. Foi grande o número de pontes 
em pedra construídas pelos romanos; a maior parte destas desabaram, 
principalmente por problemas de fundação ou então foram demolidas por questões 
bélicas, mas existem algumas que permanecem até os dias de hoje. Na idade média as 
abóbadas ficaram mais abatidas, chegando a atingir vãos da ordem de 50 metros.
ACENO HISTÓRICO
• Pontes metálicas - embora as primeiras pontes metálicas tenham surgido no fim do século XVIII, em ferro 
fundido, foi a partir da metade do século seguinte, com o desenvolvimento das ferrovias - que produziam 
cargas bem mais elevadas que as que ocorriam até então - é que floresceu o emprego do aço na 
construção das pontes. Cabe destacar que já a partir de 1850 construíam-se pontes em treliça com 124 
metros de vão.
• Pontes de concreto armado - as primeiras pontes em concreto apareceram no início do século 20. Eram 
pontes de concreto simples em arco triarticulado, com o material substituindo a pedra. Embora já se 
empregasse o concreto armado na execução do tabuleiro das pontes de concreto simples, foi a partir de 
1912 que começaram a ser construídas as pontes de viga e de pórtico em concreto armado, com vãos de 
até 30 metros.
• Pontes de concreto protendido - embora as primeiras pontes em concreto protendido tenham sido feitas a 
partir de 1938, foi após a Segunda Guerra Mundial que o concreto protendido começou a ser empregado 
com grande freqüência, por causa da necessidade de se reconstruir rapidamente um grande número de 
pontes destruídas durante a guerra.
Elementos 
constituintes 
das pontes
A infraestrutura ou fundação é a parte da 
ponte constituída por elementos que se 
apoiam no terreno de implantação (rocha ou 
solo), recebendo as cargas ou os esforços da 
mesoestrutura e transmitindo-os para o 
terreno. 
Constituem a infraestrutura os blocos, 
sapatas, estacas, tubulões, etc., bem como 
outros elementos de ligação entre si ou entre 
estes e a mesoestrutura, como os blocos de 
cabeça de estacas e as vigas de enrijecimento 
de blocos, conforme Pfeil (1979).
Elementos 
constituintes 
das pontes
• Em alguns casos, em trechos secos de pontes, 
quando tem-se solos ou maciços rochosos 
resistentes próximos à superfície do terreno, e 
em pontes com arranjos estruturais com 
pequenos vãos, pode-se considerar a execução 
de fundações diretas, como as sapatas ou blocos 
de concreto armado. Caso contrário, recorre-se 
às fundações profundas, como as estacas, 
tubulões, caixões, etc.
Elementos 
constituintes 
das pontes
• A mesoestrutura é a parte da ponte constituída 
pelos pilares, que recebem as cargas ou os esforços 
da superestrutura e os transmitem à infraestrutura. 
No dimensionamento do carregamento transmitido, 
outras forças solicitantes sobre a ponte podem ser 
consideradas, de acordo com os critérios adotados 
pelo projetista, como pressões de vento e de água 
dos cursos de água em movimento.
• Ainda com relação à mesoestrutura, pode-se citar os 
aparelhos de apoio, que são elementos inseridos 
entre os pilares e a superestrutura, com a função de 
transmitir as reações de apoio e também permitir 
certos movimentos da superestrutura.
Elementos 
constituintes 
das pontes
• A superestrutura é a parte da ponte que tem como 
objetivo vencer o
• obstáculo, sendo considerada a parte útil da ponte, 
sob o ponto de vista de sua função. Esse elemento 
suporta imediatamente o estrado, composto de lajes 
e vigas principais e secundárias. Para El Debs e 
Takeya (2010), a superestrutura ainda pode ser 
dividida em duas partes:
• estrutura principal (ou sistema estrutural 
principal): tem a função de vencer o vão livre; e
• estrutura secundária (ou tabuleiro ou estrado): 
recebe a ação direta do carregamento, 
transmitindo-o para a estrutura principal.
Funções dos 
elementos 
constituintes 
de pontes
• A função primária e básica de uma ponte é a 
viária, que tem como objetivo dar continuidade 
à uma estrada durante a transposição de um 
determinado obstáculo. Essa função tem uma 
ligação mais próxima com o usuário da via e 
pode ser executada com o uso de elementos da 
ponte, como faixa de rolamento (com ou sem 
acostamento), linha férrea (com ou sem lastro), 
passeios laterais, guarda-corpos, barreiras de 
proteção, defensas metálicas, entre outros, 
conforme leciona Pfeil (1979).
Funções dos 
elementos 
constituintes 
de pontes
• A faixa de rolamento é o contato direto do 
veículo com a ponte, proporcionando a sua 
passagem. Sua largura, de modo geral, é 
determinada adicionando-se à largura do 
veículo de projeto a largura de uma faixa 
de segurança, que tem como base a sua 
velocidade e o nível de conforto que se 
deseja proporcionar, que, por sua vez, 
também se baseia na categoria da via. 
• Em geral, para pistas pavimentadas, esses 
valores situam-se entre 3,00 m e 3,60 m
Funções dos elementos constituintes de 
pontes
Funções dos 
elementos 
constituintes 
de pontes
• Os passeios laterais têm a função de possibilitar 
a passagem de pedestres e ciclistas com 
segurança pelas pontes, possuindo larguras 
mínimas recomendáveis de 1,50 m para passeios 
predominantemente de pedestres e de 3,00 m 
para vias compartilhadas (pedestres e ciclistas 
em conjunto) conforme o DNER (BRASIL, 1996)
Funções dos elementos constituintes de 
pontes
Funções dos elementos constituintes de 
pontes
• As barreiras de proteção são dispositivos rígidos, em geral de concreto armado, 
com função de proteção lateral para os veículos, devendo ter altura, capacidade 
resistente e perfil interno corretamente dimensionados para impedirem a queda 
de um eventual veículo desgovernado, absorverem o choque lateral e propiciarem 
sua recondução à faixa de tráfego. No Brasil, o DNER adotou e padronizou o tipo 
New Jersey, testado em outros países, principalmente nos Estados Unidos 
(BRASIL, 1996).
Funções dos elementos constituintes de 
pontes
• Os guarda-corpos serviram como sistemas de proteção lateral de antigas
pontes do DNER, mostrando-se pouco eficazes. Nas pontes mais recentes,
os guarda-corpossomente existem quando há passeios laterais. Com o
objetivo de garantir uma proteção adequada a pedestres e ciclistas, os
guarda-corpos são instalados nos extremos da seção transversal, com os
passeios laterais localizados entre estes e as barreiras rígidas de concreto.
Os guarda-corpos devem ser projetados para serem econômicos,
proporcionarem leveza à obra e desestimularem o seu roubo (BRASIL,
1996).
CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
• Ao se comparar as pontes com os edifícios, pode-se estabelecer certas
particularidades das pontes em relação aos edifícios. Estas, podem ser agrupadas
da seguinte forma:
• Ações - devido ao caráter da carga de utilização das pontes, torna-se necessário
considerar alguns aspectos que normalmente não são considerados nos edifícios.
Nas pontes, em geral, deve-se considerar o efeito dinâmico das cargas, e devido
ao fato das cargas serem móveis, torna-se necessário determinar a envoltória dos
esforços solicitantes e a verificação da possibilidade de fadiga dos materiais.
• Processos construtivos - em razão da adversidade do local de implantação, que é
comum na construção das pontes, existem processos de construção que, em
geral, são específicos para a construção de pontes.
• Composição estrutural - a composição estrutural utilizada nas pontes difere da
empregada em edifícios, em razão da carga de utilização, dos vãos a serem
vencidos, e do processo de construção.
CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
• Análise estrutural - na análise estrutural existem simplificações e recomendações em função da composição 
estrutural, como por exemplo, o cálculo da estrutura em grelha considerando elementos indeformáveis numa 
direção.
• Nas construções, de uma maneira geral deve-se atender os seguintes quesitos: segurança, economia, funcionalidade 
e estética. No caso das pontes, dois destes quesitos merecem ser destacados: a estética e a funcionalidade.
• Para determinadas pontes, nas quais o impacto visual no ambiente é importante, a estética assume um papel de 
grande destaque, justificando inclusive, em determinados casos um aumento do custo. Reforçando ainda este 
aspecto, salienta-se que na construção de uma rodovia, as pontes e os viadutos são denominados de obras de arte. 
Sobre este assunto pode-se consultar LEONHARDT (1982) e WATSON & HURD (1990).
• No projeto das pontes deve-se visar o atendimento das condições de uso, com um mínimo de manutenção, 
buscando assim evitar transtornos de uma interrupção do tráfego, que em determinadas situações pode-se tornar 
calamitosa.
Critérios de classificação das pontes
• A classificação de uma ponte pode ser feita levando-se em consideração
várias características, com base em inúmeros autores, entre eles Pfeil
(1979); El Debs e Takeya (2009), Salles et al. (2005), e Marchetti (2008). As
classificações mais comuns são de acordo com a extensão do vão, a
finalidade, os materiais utilizados para a sua construção, o tipo estrutural, a
durabilidade e o tipo de tráfego.
• No entanto, o que realmente interessa aos engenheiros, de acordo com
Vasconcelos (1993), é a classificação pelo tipo estrutural, pelo modo de
funcionamento da estrutura e pela maneira como os carregamentos são
transferidos para os pilares, e destes para a fundação. Vamos tratar a partir
de agora dos critérios de maior relevância na classificação de pontes.
Natureza do tráfego
• A classificação segundo a natureza do tráfego das pontes abrange: pontes
rodoviárias; pontes ferroviárias; passarelas (pontes para pedestres); pontes
aeroviárias; pontes-aquetudos; pontes mistas. Nesses tipos de pontes, as
denominações são associadas ao tipo de tráfego principal. Nos casos de
pontes mistas, que são destinadas a mais de um tipo de tráfego, temos
como exemplo a ponte rodoferroviária, que serve para estabelecer a
continuidade de uma rodovia e de uma ferrovia, conforme afirmam El Debs
e Takeya (2009).
Comprimento
• Conforme Marchetti (2008) e El Debs e Takeya (2009), as 
pontes podem ser classificadas, segundo o seu 
comprimento, como:
• galerias (bueiros): de 2 a 3 metros;
• pontilhões: de 3 a l0 metros;
• pontes: acima de l0 metros.
• Ainda, El Debs e Takeya (2009) explicam que essa 
classificação tem importância apenas para apresentar as 
denominações que as pontes recebem em função do 
seu comprimento ou porte e que existe, ainda, para as 
pontes de concreto, outra divisão:
• pontes de pequenos vãos: até 30 metros;
• pontes de médios vãos: de 30 a 60 a 80 metros;
• pontes de grandes vãos: acima de 60 a 80 metros.
Pontes 
provisórias, 
flutuantes e 
estrado móvel
• Como visto anteriormente, a função de 
uma ponte consiste em vencer um 
obstáculo de modo a permitir a travessia 
de tráfego e mercadorias. As pontes podem 
ser ainda classificadas quanto ao tempo de 
utilização (provisórias), quanto à 
mobilidade do substrato (flutuante) e 
quanto ao estrado (móvel).
Pontes 
provisórias, 
flutuantes e 
estrado móvel
• Pontes provisórias: estruturas com duração limitada, 
construídas para serem utilizadas por um período de 
tempo relativamente curto; ou seja, são pontes 
empregadas de forma passageira. São substitutos de 
pontes permanentes que, por algum motivo, ruíram 
ou não se encontram em condições de uso. Podem 
ser também usadas na necessidade de liberação 
rápida de uma travessia. A ponte provisória é de 
rápida construção, geralmente de madeira; nos 
últimos anos, porém, vem aumentando o emprego 
de pontes provisórias com superestruturas de vigas 
de aço, em treliça, que são de custo mais elevado 
que as de madeira, mas que podem ser desmontadas 
e empregadas sucessivas vezes, como afirmam Pfeil 
(1979) e Colombo (2017).
Pontes provisórias, flutuantes e estrado 
móvel
• Pontes flutuantes: são pontes provisórias apoiadas em flutuadores,
constituídos por barcos ou tambores metálicos. Podem também ser
construídas pontes flutuantes não provisórias, com apoio em flutuantes de
aço ou de concreto armado. Esse tipo de estrutura não é muito utilizado,
mas há situações em que uma ponte convencional não é a melhor solução;
por exemplo, quando o maciço está a uma profundidade relativamente
grande ou quando possui capacidade de carga deficiente.
Pontes provisórias, flutuantes e estrado 
móvel
• Nesses casos, a construção de pilares e estacas pode ser muito complexa.
As pontes flutuantes têm características técnicas que as diferenciam das
pontes convencionais ou até de outras estruturas flutuantes: dispensam a
necessidade de fundações; tornam necessárias a utilização de ancoragens
e/ou dispositivos de ligação à terra de modo a manter o alinhamento
transversal e longitudinal; podem criar um obstáculo para o tráfego
marítimo e, nesse caso, é necessário dotar a ponte de uma abertura; são
soluções economicamente eficientes, dependendo das características do
local de implantação, como expõem Pfeil (1979) e Lima (2014).
Pontes 
provisórias, 
flutuantes e 
estrado móvel
• Pontes com estrado móvel: na transposição de uma rota 
navegável, a altura do greide de uma via não pode ser 
elevada de forma a interromper o nível de navegação. 
Diante disso, pode-se escolher entre duas soluções que 
facilitam o entrosamento entre os modais: construir uma 
ponte fixa e alta, que as embarcações passem por baixo, 
ou construir uma ponte móvel, para que ela possa ceder 
espaço para os veículos que vêm pela água.
• A ponte com estrado móvel possui dispositivos para 
movimentos de translação ou de rotação. O movimento 
de translação é representado pelas pontes basculantes e 
giratórias, enquanto os movimentos de rotação são 
representados pelas pontes corrediças e levadiças, 
conforme expõem Pfeil (1979) e Colombo (2017).
Generalidades dos elementos geométricos
• Como nas demais construções civis, as pontes são formadas por diversas
partes, que podem ser subdivididas em três sistemas principais:
infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura. Conforme Amorim,
Barboza e Barbirato (2012), a infraestrutura é composta pelos elementos
de fundação, como blocos de estacas, sapatas,tubulões, etc., enquanto a
mesoestrutura pode ser formada por pilares, cintas de travamento e
aparelhos de apoio. Já a superestrutura contempla os elementos
estruturais (vigas e lajes) que suportam o estrado, por onde trafegam
diretamente veículos ou trens (cargas móveis atuantes),
Generalidades dos elementos geométricos
Generalidades dos elementos geométricos
• Durante a fase de elaboração de projetos de pontes são definidas as 
características das ferrovias e classes das rodovias, que influenciarão nos 
critérios técnicos dos elementos geométricos, como raio mínimo de 
curvatura horizontal, declividades longitudinais, superelevação, rampas, 
velocidade diretriz, distância de visibilidade, superlargura, entre outros, 
que, por sua vez, condicionam a estrutura em si. Esses elementos são 
descritos a seguir, com base em Pfeil (1979).
Generalidades dos elementos geométricos
• O tramo de uma ponte é a parte da superestrutura localizada entre dois 
elementos da mesoestrutura, sendo que o seu vão teórico é determinado 
pela distância medida horizontalmente entre os centros de dois apoios 
sucessivos enquanto o vão livre, também determinado pela distância 
horizontal, é medido entre os paramentos de dois pilares ou de pilares e 
encontros.
Generalidades dos elementos geométricos
• A altura de construção, definida em uma determinada seção, é a distância 
medida verticalmente entre o ponto mais alto da superfície do estrado 
(parte em contato direto com a carga móvel) e o ponto mais baixo da 
superestrutura. 
• Esse elemento é bastante significante, pois pode direcionar ou limitar o 
tipo de solução estrutural a ser adotada, sendo influenciado por outros 
elementos (como os hidrológicos, por exemplo), conforme veremos 
adiante.
Generalidades dos elementos geométricos
• A altura livre é a distância abaixo da ponte, em uma determinada seção, 
medida verticalmente entre o ponto mais baixo da superestrutura e o 
ponto mais alto do obstáculo a ser vencido pela ponte. Por exemplo, em 
um rio, a altura livre será a distância entre o ponto mais baixo da 
superestrutura e o nível da máxima enchente provável, normalmente, 
durante períodos chuvosos. No caso de transposição de uma via por um 
viaduto, a altura livre será medida também do ponto mais baixo da 
superestrutura até o ponto mais alto da superfície da via, como o topo dos 
trilhos de ferrovias ou o topo do pavimento de rodovias.
Generalidades 
dos elementos 
geométricos
• Sobre a largura das pontes rodoviárias, estas 
podem ser divididas em urbanas e rurais. As 
pontes urbanas são constituídas de pistas de 
rolamento com a mesma largura da rua ou 
avenida que as delimitam e de passeios 
correspondentes às larguras das calçadas da rua
Generalidades dos elementos geométricos
• Já as pontes rurais têm como objetivo escoar o tráfego das rodovias, 
formadas por pistas de rolamento e por acostamentos laterais. Os 
acostamentos são utilizados para eventuais desvios de veículos em tráfego, 
para paradas de veículos e para trânsito de pedestres.
Generalidades dos elementos geométricos
• Para as pontes ferroviárias, considera-se como largura mínima aquela 
suficiente para acomodar a linha férrea com o seu lastro. Como medida de 
segurança, pode-se prever ainda alguns espaços regulares para o refúgio de 
eventuais pedestres que estejam transitando pela linha férrea durante a 
passagem do comboio. Conforme Pfeil (1979), quando a linha férrea cruza 
locais com trânsito regular de pedestres, como em regiões urbanas, pode-
se prever em projeto a execução de passeios em um só lado ou nos dois 
lados da ponte
Elementos geométricos e características 
das
pontes para rodovias
• A velocidade diretriz, determinada conforme a classe das rodovias, é um
dos elementos geométricos de pontes rodoviárias. As rodovias federais,
que estão sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes (DNIT) (antigo Departamento Nacional de Estradas de
Rodagem – DNER), estabelece os critérios técnicos para o projeto
geométrico das estradas e pontes, que podem ser assim classifi cadas
(BRASIL, 1999):
Elementos geométricos e características 
das
pontes para rodovias
• Classe 0: rodovia do mais elevado padrão técnico (via expressa), com pista
dupla e controle total de acesso.
• Classe I:
• Classe I-A: rodovia com duas pistas e controle parcial de acesso.
• Classe I-B: rodovia em pista simples, de elevado padrão, suportando volume de
tráfegos projetados para 10 anos após a abertura ao tráfego.
• Classe II: rodovia de pista simples, suportando volumes de tráfego
conforme projetados para o 10º ano após a abertura ao tráfego, com
volume médio diário entre 700 e 1.400 veículos.
• Classe III: rodovia de pista simples, suportando 
volumes de tráfego conforme projetados para o 10º 
ano após a abertura ao tráfego, com volume médio 
diário entre 300 e 700 veículos.
• Classe IV: rodovia de pista simples, com 
características técnicas suficientes para atendimento 
a custo mínimo de tráfego previsto no seu ano de 
abertura; geralmente não é pavimentada, 
compreendendo apenas estradas vicinais e, 
eventualmente, rodovias pioneiras; pode ser ainda 
dividida em:
• IV-A (tráfego médio diário entre 50 e 200 
veículos no ano de abertura);
• IV-B (tráfego médio diário inferior a 50 veículos 
no ano de abertura).
Testando o aprendizado
• “Um dos fatores capazes de produzir esforço horizontal em pilares de 
pontes rodoviárias, por exemplo, é.”
• a) o empuxo de terra e a sobrecarga nas cortinas. 
• b) o peso próprio das transversinas. 
• c) a reação de carga permanente. 
• d) ações do vento. 
• e) o peso próprio do pilar.
• R:A
Testando o conhecimento
• “Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função dos aparelhos 
de apoio em uma ponte ou viaduto.”
• a) Fixar rigidamente o tabuleiro no encosto de uma ponte ou viaduto.
• b) Transmitir aos apoios os momentos fletores e torsores provenientes do 
tabuleiro.
• c) Garantir o nivelamento do tabuleiro em relação aos apoios.
• d) Servir de engaste do tabuleiro em relação aos pilares e fundações da 
ponte ou viaduto.
• e) Permitir os movimentos multidirecionais do tabuleiro em relação aos 
apoios.
• R:E
Testando o conhecimento
• Com relação às partes principais de uma ponte sob o ponto de vista funcional, analise as 
afirmativas a seguir.
• I. A infraestrutura é a parte da ponte por meio da qual são transmitidos ao terreno de implantação 
da obra, rocha ou solo, somente os esforços recebidos da superestrutura.
• II. A mesoestrutura é a parte da ponte que recebe os esforços da infraestrutura e os transmite à 
superestrutura.
• III. A superestrutura é a parte da ponte que suporta de imediato o estrado.
• Assinale:
• a) se somente a afirmativa I estiver correta.
• b) se somente a afirmativa II estiver correta.
• c) se somente a afirmativa III estiver correta.
• d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
• e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
• R:C
PONTES
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