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Alimentação infantil - P1

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Alimentação infantil 
OBJETIVOS: 
1. Caracterizar o aleitamento materno: 
• Produção (hormônios e ejeção) 
• Duração 
• Pega correta 
• Composição do leite 
• Diferença entre os tipos de leite 
• Importância 
• Fórmulas 
2. Relacionar a alimentação e as 
necessidades nutricionais por faixa 
etária: 
• Criança 
• Pré-escolar 
• Escolar 
• Adolescente 
3. Caracterizar a suplementação 
alimentar: 
• Vitamina D 
• Ferro (sintomas, diagnóstico e 
tratamento) 
ALEITAMENTO MATERNO: 
à Protege a mãe e a criança contra 
algumas doenças e promove o 
desenvolvimento cognitivo e emocional da 
criança e o bem-estar físico e psíquico da 
mãe e do bebê. 
Podem ser classificados: 
• Aleitamento exclusivo: quando a 
criança recebe somente leite 
materno (da mama, ordenhado ou 
humano de outra fonte), sem 
outros liquidos e sólidos. 
• Aleitamento materno 
predominante: quando a criança 
recebe além do leite materno, 
água, bebidas à base de água 
(chás, bebidas doces e sucos) 
• Aleitamento complementado: 
quando a criança recebe, além do 
leite materno, alimentos 
complementares, definidos como 
qualquer alimento solido ou 
semissólido. O termo 
‘’suplemento’’ tem sido utilizado 
para água, chá e ou leite de vaca, 
cabra. 
• Aleitamento misto ou parcial: 
quando a criança recebe além do 
leite da mãe, outros tipos de leite. 
àA OMS e o Ministério da Saúde e a 
Sociedade Brasileira de Pediatria, 
recomendam o aleitamento materno no 
mínimo ate os dois anos de idade, sendo de 
forma exclusiva até os 6 meses. 
à O desmame ocorre de forma natural. 
à O aleitamento por mais de dois anos é 
muito nutritivo e vantajoso pela proteção 
contra doenças infecciosas. 
O aleitamento materno exclusivo até os 6m 
é vantajoso, pois, os alimentos 
complementares podem ser prejudiciais à 
saúde de uma criança com menos de 6m, 
como por exemplo, grandes chances de 
infecção intestinal e doenças respiratórias. 
• A introdução precoce de 
alimentos, também diminui a 
duração do AM, interfere na 
absorção de nutrientes existentes 
no leite, como ferro e zinco, além 
de reduzir a eficácia da lactação 
na prevenção de novas gestações. 
à O aleitamento materno é vantajoso e 
superior as outras formas de alimentação, 
pois: 
• Reduz a mortalidade infantil em 
13% em crianças menores de 5 
anos, por causas ‘’básicas’’ 
• A amamentação na primeira hora 
de vida, reduz o risco de morte 
neonatal 
• Redução da incidência e 
gravidade da diarreia 
• Redução da morbidade por 
infecção respiratória: o leite tem 
proteção contra infecções 
respiratórias e otite media. 
• Reduz o risco de alergias e asma 
• Reduz o risco de doenças 
crônicas, chance de obesidade, 
diabetes tipo 2, pressão sistólica e 
diastólica mais baixas e níveis 
menores de colesterol total. 
• Melhor nutrição, pelo leite ser da 
própria espécie, o leite contém 
todos os nutrientes necessário 
para o crescimento e 
desenvolvimento da criança, 
além de ser mais bem digerido. 
• Melhor desenvolvimento 
cognitivo e inteligência 
• Melhor desenvolvimento da 
cavidade bucal: a retirada 
precoce do seio faz com que 
diminua o desenvolvimento 
motor-oral harmônico, 
prejudicando o alinhamento 
adequado dos dentes, mastigação, 
deglutição, respiração e fala. 
• Proteção na mãe que amamenta, 
diminui riscos de câncer de 
mama e ovário e o 
desenvolvimento de diabetes tipo 
2, além de ter efeito 
anticoncepcional. 
• Economia 
• Promoção do vinculo afetivo 
mãe-bebê, a amamentação traz 
benefícios psicológicos pata os 
dois, por ter intimidade e afeto, 
gerando segurança e proteção na 
criança e autoconfiança na 
mulher como mãe 
à O apoio paterno é muito importante na 
amamentação, por diminuir o risco da mãe 
largar o aleitamento. 
PRODUÇÃO DO LEITE: 
à O leite é secretado nos alvéolos por uma 
cadeia única de células epiteliais altamente 
diferencias e é conduzido ate o exterior por 
uma rede de ductos. 
à Durante as mamadas, quando o reflexo 
de ejeção do leite está ativo, os ductos sob 
a aréola se enchem de leite e dilatam. 
à A mama é preparada para a lactação sob 
a ação de diferentes hormônios. Os mais 
importantes são estrogênio, responsável 
pela ramificação dos ductos lactíferos e o 
progestogênio, pela formação dos lóbulos. 
à Outros hormônios estão envolvidos no 
crescimento mamário, como por ex o 
lactogênio placentário, prolactina e 
gonadotrofina coriônica. 
• A secreção de prolactina é muito 
alta na gestação, mas a mama não 
solta leite durante a gravidez, 
devido a inibição pelo lactogênio 
placentário 
• O inicio da secreção de leite, 
caracterizando a fase II da 
lactogênese, ocorre por conta da 
queda dos níveis sanguíneos 
maternos de progestogênio após 
o nascimento da criança e a 
expulsão da placenta, vai ter a 
liberação de prolactina pela 
pituitária anterior. 
• Com isso, a síntese do leite após 
o nascimento da criança, vai ser 
controlado pela ação hormonal, e 
o leite desce ate o 3º ou 4º dia 
pós-parto e vai ocorrer mesmo 
sem a sucção da criança no seio. 
• A fase III, é de controle autócrino 
e depende de sucção do bebe e o 
esvaziamento da mama (essa fase 
dura toda a lactação), qualquer 
fator materno ou da criança que 
limite o esvaziamento das 
mamas, pode causar diminuição 
na síntese do leite, por inibição 
mecânica e química. 
• O feedback inibidor de lactação 
(FIL) garante a reposição total do 
leite que foi removido, outro 
mecanismo local que vai regular 
a produção do leite, vai envolver 
os receptores de prolactina na 
membrana basal do alvéolo. A 
medida que o leite se acumula 
nos alvéolos, a forma dessas 
células alveolares, ficam 
distorcidas e a prolactina não 
consegue se ligar aos seus 
receptores, criando assim um 
efeito inibidor da síntese do leite. 
• Grande parte do leite de uma 
mamada é produzido enquanto a 
criança mama, sob o estimulo da 
prolactina, que é liberada com a 
inibição da liberação de 
dopamina, que é um fator 
inibidor da prolactina. 
• A liberação da ocitocina e da 
prolactina é regulada pelos 
reflexos da produção e ejeção do 
leite, ativados pela estimulação 
dos mamilos e pela sucção da 
criança. 
• A liberação de ocitocina também 
ocorre em resposta a estímulos 
condicionados, como visão, 
olfato e audição (ouvir o choro da 
criança) além de fatores 
emocionais, como motivação, 
autoconfiança e tranquilidade 
• E por outro lado, a dor, 
desconforto, estresse, medo 
ansiedade e a insegurança podem 
inibir o reflexo de ejeção do leite, 
prejudicando a lactação. 
• A secreção aumenta de menos de 
100ml/dia no inicio da lactação 
para 600ml no 4º dia da mamada 
• O volume de leite produzido já 
estabelecida vai variar de acordo 
com a demanda da criança. 
• Geralmente, a mãe produz mais 
leite do que a demanda do bebê. 
COMPOSIÇÃO E ASPECTO DO LEITE: 
à O leite materno é homogêneo quanto a 
sua composição. Apenas mulheres com 
desnutrição grave podem ter seu leite 
afetado tanto em quantidade como na 
qualidade. 
à O leite maduro é secretado por volta dos 
10º dia pós-parto. Até esse dia, a secreção 
láctea é chamada de colostro, pois contém 
mais proteínas e menos lipídios do que o 
leite materno maduro e é rico em 
imunoglobulinas, em especial de IgA. O 
leite de mães de recém-nascidos pré-termo 
difere do de mães de bebes a termo. 
à A água contribui 90% da composição 
do leite, o que garante o suprimento de 
uma criança com AMExclusiva em 
qualquer clima. 
àO principal carboidrato do leite materno 
é a lactose, e a principal proteína é a 
lactoalbumina. As gorduras são o com- 
ponente mais variável do leite materno e 
são responsáveis por suprir até 50% das 
necessidades energéticas da criança pe- 
quena. 
àOs ácidos graxos poli-insaturados de 
cadeia longa são essenciais no 
desenvolvimento cognitivo e visual, e na 
mielinização dos neurônios. 
• A concentração de gordura no 
leite aumenta no decorrer de uma 
mamada. Assim, o leite do final 
da mamada é rico em energia e 
sacia melhor a criança: é de suma 
importância que a mama esvazie