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Apostila sobre Legislacoes

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3 Funcionamento e registro de empresas de planos de saúde animal - Resolução N.º 
647 (22/04/1998) 
É obrigatório o registro de empresa prestadora de serviços de Plano de Saúde Animal, no 
Conselho de Medicina Veterinária do seu Estado. 
As empresas de serviços de Plano de Saúde Animal classificam-se em: 
I. Empresas de intermediação de serviços médicos veterinários. 
II. Empresas prestadoras de serviços diretamente através de estabelecimentos médicos 
veterinários. 
III. Empresas de intermediação e prestadoras de serviços médicos veterinários. 
A empresa de serviços de Plano de Saúde Animal deverá apresentar no ato do seu registro 
cópias dos seguintes documentos, devidamente registrados em cartório de título e 
documentos: 
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I. contrato de Plano de Saúde Animal com as suas modalidades e variações a ser 
firmado com o contratante. 
II. contrato de credenciamento das pessoas físicas e jurídicas prestadoras de serviços 
médicos veterinários, quando for o caso. 
III. relação comprovando todos os serviços ou procedimentos que estão à disposição do 
usuário, diretamente ou através de terceirização, cobertos integralmente pelo Plano 
de Saúde Animal e a sua respectiva carência. 
IV. relação comprovando todos os serviços ou procedimentos que estão à disposição do 
usuário diretamente ou através de terceirização, que são cobertos parcialmente pelo 
Plano de Saúde Animal e a sua respectiva carência. 
V. documento constando claramente os valores de: 
a. matrícula. 
b. mensalidade das diferentes categorias do Plano de Saúde Animal. 
c. todos os serviços ou procedimentos que estão à disposição do usuário, 
em qualquer circunstância. 
As empresas de serviços de Plano de Saúde Animal, devem apresentar ao Conselho onde 
possui registro, cópias de todos os contratos firmados com pessoas físicas e jurídicas 
credenciadas, assim como, informar o descredenciamento. 
As empresas de serviços de Planos de Saúde animal devem providenciar um responsável 
técnico. 
Compete ao respectivo Conselho Regional a análise do contrato de credenciamento a ser 
firmado com a pessoa física ou jurídica prestadora de serviços médicos veterinários, no 
tocante aos aspectos ético-profissionais. 
4 Eutanásia 
Assunto eutanásia animal - originalmente do grego eu-thanasia:"morte feliz", ganha cada vez 
mais espaço nos meios acadêmicos veterinários de países desenvolvidos. Conforme 
estudos elaborados nos estados unidos, eutanásia representa 3% da clínica veterinária. 
No Brasil, o tema é discutido com pouca ênfase nas universidades e nos diversos setores da 
classe médica veterinária. As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e 
estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única 
com o direito de execução de um paciente, acatando, na maioria dos casos, ordens de 
pessoas hierarquicamente superiores. 
No que diz respeito aos aspectos relacionados a manutenção da saúde, a medicina 
veterinária está sujeita a 2 paradigmas: os cuidados com animais de produção e os de 
estimação. No primeiro a ética veterinária prevalece, e o animal não é individualizado. Como 
a morte do animal neste caso é inevitável, não representa a eutanásia propriamente dita, 
mas sim o abate. 
No segundo caso, a criação do bicho está inserida na relação homem-animal de estimação, 
onde a morte não é superada. A manutenção da vida, dentro da estrutura da medicina 
veterinária, é o objetivo básico para manter os lados afetivos-emotivos entre "dono" e 
"paciente" (animal). 
A eutanásia ganha então outra visão. A partir do momento em que a morte começa a rondar 
e torna-se uma realidade inexorável, é que se exteriorizam todas as dimensões da 
profundidade desta relação. Qual deve ser então o posicionamento do veterinário, no 
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momento que as condições psicológicas do dono são fragilizadas? Como e o que fazer 
diante de um caso "terminal"? 
Quais os critérios de uma decisão que poderá levar à eutanásia e os procedimentos a serem 
tomados? Todas essas perguntas - e outras que naturalmente surgem - não estão em 
nenhum manual de primeiros socorros e um pouco distantes do código de ética profissional. 
A formação humana é que posicionará o veterinário, conforme sua sensibilidade. 
A Dra. Hannelore Fuchs, psicóloga, médica veterinária e uma das poucas pessoas que tem 
se aprofundado no estudo da relação homem-animal, faz algumas considerações sobre o 
assunto, mas de início já avisa:" a decisão final sempre deve ser do dono". 
Contudo, a pessoa poderá estar de tal forma afetada, mesmo após ser ouvida e introgetada 
a avaliação do médico veterinário quanto às condições de saúde animal - e a possibilidade 
de salvá-lo, ainda que sejam necessários sacrifícios pessoais, envolvendo todo um processo 
de enfermagem, por exemplo. 
Tudo isso, também é comum nos casos que as pessoas exigem os mesmos cuidados para o 
seu "cãozinho", que os dados a qualquer ser humano. Aí começam a ser trabalhados outros 
aspectos. 
Fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, aliada a outros fatores de 
ordem prática, como capacidade de tratamento animal, que requer tempo, dedicação e 
habilidade de enfermagem por parte do dono. 
Geralmente a dor fica com as pessoas que mais conviveram e amaram o animal. Pode 
ocorrer que a pessoa que toma para si a responsabilidade de eutanásia, tenha um grau 
menor de afetividade. Como o "chefe" da família, por exemplo, nem sempre terá a mesma 
relação com o cãozinho que os demais familiares. 
Além de ser analisada as condições sentimentais que cercam o bicho, também deve ser 
avaliado o sofrimento do bicho, para que, a partir disso, o médico veterinário venha ter uma 
postura que o leve a iniciar "um ritual" de preparação com o dono, conscientizando-o da 
morte eminente. 
A psicóloga e veterinária adverte que todo o processo de eutanásia, deve ser explicado ao 
proprietário. "Deve-se mostrar os mecanismos da eutanásia e as conseqüências 
psicológicas. assim, após a morte, ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se 
que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será 
desgastantes". 
Diferente da responsabilidade da cura, a da morte pode ser mais séria, sobretudo, se não 
respeitada a vontade do cliente. Apesar de não existir nenhuma lei para determinar os 
parâmetros da chamada "morte feliz", é condenável e passível de punição, a eutanásia ativa, 
aquela que a ação direta provoca a morte do paciente (animal), quando não autorizado pelo 
cliente (dono). 
É de se questionar se a execução de milhares de animais em canis é um ato ativo ou 
passivo. O número de animais soltos nas grandes cidades cresce a cada dia e, 
consequentemente, o "sacrifício" também é cada vez maior. Realmente é impressionante. 
Dr. Albert Lang - Clínica de Pequenos Animais - Joenville –SC - Artigo originalmente 
publicado no site da Ciabichos 
http://members.xoom.com/ciabichos/
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5 Métodos de eutanásia em animais - Resolução Nº 1000 (11/05/2012) 
5.1 Justificativas 
a) a eutanásia é um procedimento clínico e sua responsabilidade compete 
privativamente ao médico veterinário. 
b) é competência do CFMV em regulamentar, disciplinar e fiscalizar o exercício da 
Medicina Veterinária. 
c) crescente preocupação da sociedade quanto à eutanásia dos animais e a 
necessidade de uniformização de metodologias junto à classe médico veterinária. 
d) diversidade de espécies envolvidas nos procedimentos de eutanásia e a 
multiplicidade de métodos aplicados. 
e) a eutanásia é um procedimento necessário, empregado de forma científica e 
tecnicamente regulamentada, e que deve seguir preceitos éticos específicos. 
f) os animais submetidos à eutanásia são seres sencientes e que os métodos aplicados 
devem atender aos princípios de bem-estar animal. 
 
5.2 Disposições gerais 
Para os fins desta Resolução, eutanásia é a indução da cessação da vida animal, por meio 
de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado,