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Apostila sobre Legislacoes

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de responsabilidade técnica de laboratório como 
uma atividade privativa do médico veterinário justifica-se considerando os aspectos abaixo: 
a) o que preceitua a alínea “a” do artigo 5º e o artigo 28 da Lei nº 5.517, de 23 de 
outubro de 1968, que estabelece ser atividade privativa do médico veterinário a 
prática da clínica veterinária em todas as suas modalidades e determina a 
contratação de responsável técnico médico veterinário pelas empresas que exerçam 
tais atividades. 
b) que o diagnóstico dos agravos sanitários no âmbito da Medicina Veterinária está 
embasado em exames e laudos laboratoriais, fundamentados em técnicas e 
procedimentos próprios, que considerem as especificidades da fisiologia e da 
patologia das diferentes espécies animais. 
c) a relevância para o bem-estar animal e para os programas de sanidade animal e 
saúde pública, no que concerne as zoonoses, que as análises laboratoriais sejam 
realizadas com o indispensável embasamento técnico científico. 
d) a formação profissional do médico veterinário. 
A Responsabilidade Técnica pelos laboratórios, exames laboratoriais e emissão de laudos 
necessários ao exercício da medicina veterinária deve ser exercida por profissional médico 
veterinário, regularmente inscrito no Conselho Regional da sua área de atuação. 
As análises laboratoriais compreendem as áreas de hematologia veterinária, bioquímica 
veterinária, citologia veterinária, anatomia patológica veterinária, parasitologia veterinária, 
microbiologia veterinária, imunologia veterinária, toxicologia veterinária, genética veterinária, 
biologia molecular aplicada a medicina animal, além das demais essenciais ao diagnóstico e 
à emissão de laudo médico-veterinário. 
11 Atendimento médico veterinário a animais silvestres/selvagens - Resolução Nº 829 
(25/04/2006) 
A necessidade de disciplinar o atendimento médico veterinário a animais 
silvestres/selvagens justifica-se considerando os aspectos abaixo: 
a) a necessidade de disciplinar, uniformizar e normatizar em todo território nacional os 
procedimentos de atendimento clínico-cirúrgico por parte dos médicos veterinários a 
animais silvestres/selvagens em estabelecimentos médicos veterinários, criadouros e 
mantenedouros da fauna silvestre. 
b) a garantia dos princípios do livre exercício da profissão; do sigilo profissional; da 
necessária e obrigatória assistência técnica e sanitária aos animais 
silvestres/selvagens independentemente da sua posse, origem e espécie; da 
segurança e privacidade no trabalho clínico-cirúrgico e dever funcional da defesa da 
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fauna, especialmente o controle da exploração das espécies animais 
silvestres/selvagens, bem como dos seus produtos. 
Os animais silvestres/selvagens devem receber assistência médica veterinária 
independentemente de sua origem. Quando ocorrer atendimento a animais 
silvestres/selvagens os médicos veterinários deverão: 
I – elaborar prontuário contendo informações indispensáveis à identificação do animal e de 
seu detentor. 
II – informar ao detentor a necessidade de legalização dos animais e a proibição de 
manutenção em cativeiro dos animais constantes da lista Oficial Brasileira da Fauna 
Silvestre Ameaçada de Extinção ou dos anexos I e II da Convenção sobre o Comércio 
Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, quando 
este, não possuir autorização do órgão competente. 
O médico veterinário deve encaminhar comunicado a Superintendência do Ministério da 
Agricultura Pecuária e Abastecimento e ao órgão executor da Defesa Sanitária Animal no 
Estado, quando do atendimento de doenças de notificação obrigatória. . 
O estabelecido nesta Resolução não prejudica o disposto no Código de Ética do Médico 
Veterinário. . 
12 Procedimentos cirúrgicos em animais de produção e em animais silvestres; e 
cirurgias mutilantes em pequenos animais - Resolução Nº 877 (15/02/2008) 
12.1 Justificativas 
A necessidade de regulamentar os procedimentos cirúrgicos em animais de produção e em 
animais silvestres; e cirurgia mutilante em pequenos animais justifica-se considerando os 
aspectos abaixo: 
a) a necessidade de disciplinar, uniformizar e normatizar procedimentos cirúrgicos em 
animais de produção e em animais silvestres. 
b) que esses procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em condições ambientais 
aceitáveis, com contenção física, anestesia e analgesia adequadas, e técnica 
operatória que respeite os princípios do pré, trans e pós-operatório. 
c) a necessidade de disciplinar, uniformizar e normatizar cirurgias mutilantes em 
pequenos animais. 
d) que as intervenções cirúrgicas ditas mutilantes, em pequenos animais, têm sido 
realizadas de forma indiscriminada em todo o País e que muitos procedimentos são 
danosos e desnecessários, o que fere o bem-estar dos animais. 
e) que é obrigação do médico-veterinário preservar e promover o bem-estar animal. 
As cirurgias devem ser realizadas, preferencialmente, em locais fechados e de uso 
adequado para esta finalidade. Todos os procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos devem 
ser realizados exclusivamente pelo médico-veterinário conforme previsto na Lei nº 5.517/68. 
Devem ser respeitadas as técnicas de antissepsia nos animais e na equipe cirúrgica, bem 
como a utilização de material cirúrgico estéril por método químico ou físico. 
 
 
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12.2 Procedimentos cirúrgicos em animais de produção 
Não se recomenda o uso exclusivo de contenção mecânica para qualquer procedimento 
cirúrgico, devendo-se promover anestesia e analgesia adequadas para cada caso (anexos 1 
e 2). 
Esta Resolução abrange as cirurgias realizadas em locais onde não haja condições ideais 
para garantir um ambiente cirúrgico controlado. 
Todos os procedimentos devem ser realizados de acordo com o previsto nos Anexos 1 e 2 
desta Resolução, observadas as suas indicações clínicas. 
São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: castração 
utilizando anéis de borracha, caudectomia em ruminantes, salvo disposto no anexo 2, ou 
qualquer procedimento sem o respeito às normas de antissepsia, profilaxia, anestesia e 
analgesia previstos no Anexo 1 desta Resolução.(3) 
São considerados procedimentos não recomendáveis na prática médico-veterinária: corte 
de dentes e caudectomia em suínos neonatos e debicagem em aves. 
12.3 Cirurgias em animais silvestres 
As cirurgias realizadas em animais silvestres devem ser executadas de preferência em salas 
cirúrgicas ou em ambientes controlados e específicos para este fim. 
É proibida a realização de cirurgias consideradas mutilantes, tais como: amputação de 
artelhos e amputação parcial ou total das asas com a finalidade de marcação ou que visem 
impedir o comportamento natural da espécie. A amputação parcial ou total das asas pode 
ser realizada em famílias de aves cujo comportamento reprodutivo dispensa o voo ou que 
passam boa parte do tempo em atividade no solo e/ou na água, desde que mantidas em 
instituições credenciadas pelo IBAMA ou órgão de competência similar, e que sejam 
previamente submetidas à anestesia e analgesia. 
12.4 Cirurgias estéticas mutilantes em pequenos animais 
São proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a 
capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas 
as cirurgias que atendam as indicações clínicas. São considerados procedimentos 
proibidos na prática médico-veterinária: conchectomia e cordectomia em cães e, 
onicectomia em felinos. A caudectomia é considerada um procedimento cirúrgico não 
recomendável na prática médico-veterinária. 
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13 Atestados de sanidade, óbito, vacinação e de sanidade dos produtos de origem 
animal - Resolução Nº 844 (20/09/2006) 
É privativo do médico veterinário atestar a sanidade e o óbito dos animais, assim como 
certificar a sanidade dos produtos de origem animal. 
O atestado de óbito deverá obedecer no mínimo os seguintes requisitos: 
I - nome, espécie, raça,