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E.M.E.F.ERMELINDO MONTEIRO BRASIL Coordenadoras: Joana Brasil e Rosângela Arend MAIS CULTURA NAS ESCOLAS MEC/Minc 01 Título: Lendas do Rio Madeira Coordenadoras: Joana Darc Brasil de Carvalho e Rosângela Arend Ilustradores: Alunos da E.M.E.F.Ermelindo Monteiro Brasil ( 2013 a 2016) Escritores: Alunos da E.M.E.F.Ermelindo Monteiro Brasil (2013 a 2016) 1ª edição. Dezembro de 2017, Porto Velho – RO Revisoras : Joana Brasil e Rosângela Arend Edição: Joana Brasil Editora: Livro impresso em gráfica local / Pago por cotação de menor preço Observação: Projeto Mais Cultura Nas Escolas financiado pelo Ministério da Educação – MEC em parceria com o Ministério da Cultura - Minc 2 APRESENTAÇÃO O Projeto Mais Cultura na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ermelindo Monteiro Brasil nasceu no ano de 2013, numa parceria entre o Ministério da Educação – MEC e Ministério da Cultura – Minc, cujo objetivo principal foi despertar nos alunos a consciência da Educação Patrimonial, isto é, o resgate do Patrimônio Material e Imaterial nas Comunidades Ribeirinhas por meio da memória escrita, identidade e vinculo social. Os alunos que participaram deste projeto, na maioria, residem na beira do lendário Rio Madeira, localizado na cidade de Porto Velho, estado de Rondônia, nas comunidades do Niterói, Maravilha, São João Batista, São Sebastião e Novo Engenho. Os estudantes navegaram no imaginário da cultura popular ribeirinha e resgataram histórias contadas pelos seus antepassados e, agora, recontadas por eles mesmos. Realmente, foi uma viagem deslumbrante, que navegou pelas águas turvas de um dos rios mais extensos do mundo, adentrou na floresta que é a 1ª (primeira) dentre as 7 Maravilhas da Natureza, conheceu o imaginário indígena e reconheceu os valores de sua própria cultura. JOANA BRASIL E ROSÂNGELA AREND 03 Agradecimento a Deus, aos estudantes da E.M.E.F.Ermelindo Monteiro Brasil que escreveram e ilustraram as belíssimas histórias da 1ª edição do livro do Projeto Mais Cultura: LENDAS DO RIO MADEIRA, aos professores: Catarina Benedita de S. Menezes, Dalzilene Bernardo Lopes, Sandro Pardo, Carlos Eduardo Lira, Rute Tuppan, Ricardo Salazar, Renato Barbosa, Edgley Benício, Almir Ramos, Lúcia Braga, Natan Gonçalves Vieira, Domingos do R. P. do Esp. Santo, José Abreu Júnior, Marlúcia Reis, supervisor escolar Marcelo Araújo e aos Gestores Getúlio S. Lima E Jhoel Lacerda. Adriana Almeida Bezerra André Cunha André de Oliveira Fernandes Andrieli Rodrigues Mendes Carlos Eduardo Tomaz Cleiton Barros Machado Daiane Pereira da Silva Dalyla Oliveira de França Danilo Souza Demétrio Eduarda Telles Elando de Souza Elisângela Flaviane da Silva Elismélcia Cristina S. de Oliveira Éric Ester Ferreira de Olivieira Ezequiel Nunes Fabiana Ferreira Fabiely Silva Paz Fabíola Maria Aparecida Gabriel San Geliel Aires Aragão Gil Lopes Araújo Jardson Vieira Dos Santos Jenildon Maciel Da Silva João Inácio Josiel Juan Lucas Saraiva Gilmeth Júlia Rabelo Fernandes Lorena Rosa Da Costa Lorrane Ferreira Lucimara Lobato Lucivânia Lobato Nunes Maria Helena De Freitas Manoel Paiva da Silva Manoel Paiva da Silva Matheus Sales Matheus Gaia Moraisa Morais Mariza dos Santos Naira Da Silva Gomes Nerian Paz Paulo Henrique Negreiros Paulo Henrique Guedes Pedro Lucas Pantoja Oliveira Raiqueline B. Da Silva Samantha Gabriele Alves Samanta Gabriele Alves Samuel Coelho Garcia Sara Oliveira Gricoletto Samuel Ferreira Ângelo Tainara Dos Santos Tainara dos Santos Ferreira Taís Freitas De Melo Thaylon dos Santos Vitória Carvalho Vitória Maria Nobre Simões Yasmim Pereira Afonso Wanderson Luis Wesliany Nascimento 04 SUMÁRIO • LENDAS DO BOTO ( pág. 6 a 19) • A MISTERIOSA DONA MARIA DO CEMITÉRIO ( pág. 20 a 21) • LENDAS DA MANDIOCA ( pág. 22 a 27) • LENDAS DO CURUPIRA( pág. 28 a 38) • LENDA DA IARA (pág. 39 a 40) • LENDAS DO GUARANÁ ( pág. 41 a 50) • LENDAS DO MAPINGUARI (pág. 51 a54) • LENDAS DA VITÓRIA-RÉGIA( pág. 55 a 59) • LENDAS DA COBRA GRANDE ( pág. 60 a 65) • LENDA DO AÇAÍ ( pág. 66 a 67) • LENDA DO UIRAPURU ( pág. 68 a 70) • LENDAS DA MATINTA PEREIRA ( pág. 71 a 75) • RITUAL INDÍGENA DESCONHECIDO • ( pág. 76 ) • O DONO DOS SERINGAIS ( pág. 77 a 78) 5 O BOTO ENCANTADO Num final de semana, eu, minha tia, o filho e o marido dela fomos a um torneio de futebol. Chegando por lá, meu tio dirigiu-se a um bar e começou a beber sem parar até ficar embriagado e sem conseguir levantar. No relógio já eram 19 horas e voltamos para casa, minha tia levou seu marido cambaleando para a canoa, e ele ligou o motor, já estava anoitecendo, estávamos quase chegando em casa quando, de repente, um boto rosa começou a boiar no tenebroso Rio Madeira, e eu dizia: - Tio! Pare de gritar que o boto está boiando! (...) E meu tio começou a falar mal do boto. Chegando ao porto, próximo de casa, meu tio levantou-se do banco e caiu dentro da água puxando a sua mulher, meu primo ficou desesperado e também ia cair na água para ajudar a mãe, foi então que ela disse para ele não entrar na água. Minha tia, minutos depois, conseguiu sair do rio e tirar o marido de lá. Subiram o barranco e em frente da casa deles, meu tio começou a falar grosso, com a voz muito alterada e diferente, ele queria levar o filho a qualquer custo para dentro d’água, mas minha tia não deixou. Meu tio estava insistindo muito em levar meu primo para dentro do Rio Madeira. Na verdade, no corpo dele já habitava outro espírito, isto é, o espirito do boto cor de rosa. Ele dizia: - Mulher , não deixa o teu filho passar na minha frente! Aí meu primo passou na frente dele. Quando minha tia olhou para trás viu o filho dela desmaiado no chão, ela conseguiu entrar na casa e o filho que já havia acordado do mal olhado trancou a porta por algum tempo. Quando ela abriu a porta, lá estava o marido sentado na frente da casa e pergunta: - O que aconteceu? – Ele não se lembrava de nada, quando chegava perto do filho, o menino ficava com muito medo. Ele perguntava: - Janice, por que o Ítalo está com medo de mim? Ela contou tudo o que havia acontecido, mas ele não acreditou em nada ALUNA: JÚLIA /9º A 6 7 O BOTO Era uma vez um homem bonito que sempre ia às festas sem ser convidado, chegava aos lugares e se enturmava com todos por causa de sua beleza. Ele se aproximava da garota mais bela da festa e começava a conversar, quando, de repente, ninguém mais via os dois, sempre que ele ficava com a garota, ele desaparecia e não voltava mais para festa. Ele sempre fazia a mesma coisa com as garotas, mas, em um determinado dia, ele foi a uma festa e ficou de olho na garota mais gata e invejada por todas as outras, mal ele sabia que o pai dela era muito bravo e protetor, quando o pai deu por conta os dois já tinham desaparecido. O pai então foi atrás dos dois, encontrou-a sozinha e adormecida numa canoa velha a beira do Rio Madeira, pois ela já tinha ficado com o homem bonito, o boto. Foi então que ele pegou a espingarda e foi atrás do rapaz. Logo em seguida, encontrou o rapaz saindo de uma outra canoa, mirou e acertou no coração dele que caiu no rio e a mãe d’água transformou-o num boto que hoje tem a cor rosa. DEMÉTRIO 9º A 8 9 A LENDA DO BOTO Há muito tempo em comunidades ribeirinhas, os moradores tinham hábito de uma vez por semana realizarem uma festa para celebrar a vida, dançar e se divertir. Em todas as festas sempre aparecia um rapaz de canoa, ele era jovem, bonito e atraente, todas as moças que estavam na festa ficavam encantadas por ele.O rapaz sempre chamava a moça mais bonita para dançar, e depois os dois saiam para namorar nos cantos da festa onde era escuro e não tinha ninguém. Ele se aproveitava da moça e depois ia embora prometendo voltar no dia seguinte, mas, na verdade, nunca mais aparecia. A moça que já tinha ficado grávida não tinha como explicar para os pais Essa mesma história se repetia em todas as comunidades ribeirinhas, em dias de festas: o rapaz aparecia e engravidava uma moça, desaparecendo logo em seguida . Os pais de muitas moças já estavam atentos e vigiando suas filhas vinte e quatro horas por dia temendo que elas fossem mais uma das vítimas do rapaz misterioso e sedutor. Entretanto, sempre que os pais tinham um descuido a menina desaparecia e passado alguns dias surgia grávida sem entender ao certo que aconteceu. Vários pais saíram na intenção de capturar o sedutor que engravidava as moças dos vilarejos, bem como se vingarem de tamanha maldade, mas era quase impossível encontrar esse tal rapaz, pois ele logo desaparecia nas águas doces do Rio Madeira e logo todos avistavam um lindo Boto Rosa. Boatos das vilas contam que esse rapaz era protegido pela deusa das Águas e por isso ele nunca era pego, mas um certo dia ele foi a uma festa da comunidade para aprontar algumas de suas maldades, logo que ele chegou, já avistou de longe o seu alvo, isto é, a moça mais bonita da festa, e já partiu para cima chamando para dançar e a moça muito encantada com a beleza do rapaz aceitou logo o pedido. O pai daquela moça era um dos maiores caçadores daquela região e ele já havia escutado muito a respeito do rapaz desconhecido, então logo que viu a filha dançando com um rapaz bonito que ninguém conhecia, ficou atento e começou a vigiar os dois, mas num descuido seu o rapaz e a moça sumiram para o meio da mata, o pai desesperado começou a procurar pela filha sem sucesso. Então ele pegou uma espingarda que estava guardada na sua casa de tábua e partiu em busca do misterioso rapaz que enganava e fazia as moças de bestas. Quando ele encontrou os dois já era tarde demais, o rapaz já havia desonrado sua filha, então o pai da moça que era caçador começou a dar tiros para tentar matá-lo, mas o sedutor foi mais rápido, saiu correndo para a beira do rio para fugir. O caçador atirava muito sem conseguir acertá-lo, pois já estava muito escuro e quase impossível de enxergar. O rapaz conseguiu fugir numa canoa, mas quando ele chegou no meio do Rio Madeira, uma bala atravessou seu coração fazendo com que ele morresse instantaneamente. O jovem caiu morto dentro da água e sumiu de vista deixando apenas uma canoa vazia flutuando, e o pai da moça inconformado pegou sua filha e foi para casa, mas a deusa das Águas ficou com pena do jovem rapaz e decidiu transformá-lo num Boto. Então todas as noites que os moradores se reúnem para festejar, o boto toma sua forma humana de um rapaz bonito e simpático e vai à festa em busca de novas donzelas e depois foge para as águas em forma de boto novamente. ALUNA: DALYLA OLIVEIRA DE FRANÇA/SÉRIE: 9º ANO A 10 A LENDA DO BOTO Era uma vez, uma família que morava na beira do Rio Madeira, eram quatro pessoas que moravam na casa: a mãe, o pai e duas crianças. A mãe e a menina iam todos os dias pela manhã lavar louças na beira do rio. Certo dia, a mãe teve que ir à cidade comprar o rancho para eles comerem durante o mês, deixou seus filhos em casa, e pediu para a menina lavar as louças no rio como era de costume. Então a menina foi fazer o que a mãe tinha pedido, ela estava distraída lavando as louças e levou um susto, pois a água começou a borbulhar, de repente saiu um homem de dentro da água e caminhou até ela, ele pegou a menina e a levou para o fundo do rio. Quando a mãe chegou da cidade acompanhada do marido perguntou ao filho sobre a irmã, ele falou que ela tinha ido lavar louça no rio e não tinha retornado ainda. O pai e a mãe foram à procura da menina, encontrando somente as louças em cima da prancha. Eles voltaram para casa e procuraram pela menina na vila toda, perguntaram dos vizinhos, mas ninguém tinha visto. A família ficou muito triste com o acontecido e decidiram se mudar de lá para outro lugar, comenta-se que ela foi levada pelo boto para o fundo do Rio Madeira. VIVIANE DOS REIS 11 O BOTO O boto de chapéu e terno branco que ao ouvir uma sanfona e ver umas meninas charmosas e muito bonitas no forró da beira do Rio Madeira, rapidamente, saiu de sua canoa e se transformou em um homem irresistível conquistando todas as meninas que ali estavam. Ao chegar no local da festa que comemorava Dia de Santo, ele avistou uma jovem muito linda que lhe chamou, mas o belo boto não imaginava que o pai da jovem já sabia do mistério que envolvia a história deste encantamento. O boto se aproximou da jovem e com muita audácia começou a emitir diversos galanteios, conseguindo o que queria: levar a moça para a canoa às escuras. Passada muitas horas, a moça não chegava em casa e então o pai da jovem começou a procurá-la em todo o vilarejo sem obter sucesso. Foi então que se lembrou do boto conquistador que rodeava a pequena vila para se aproveitar das puras caboclas. Pegou a espingarda, adentrou no barco e remou e quando chegou no meio do Rio Madeira avistou a filha adormecida nos braços do feiticeiro e não pensou duas vezes apertando o gatilho que lançou um tiro certeiro na cabeça do jovem bruxo que o jogou nas águas turvas do rio e transformou-o em um belo boto cor de rosa que carrega até hoje um orifício na cabeça pelo qual respira. Aluna: FABIELI Série: 9º A 12 O BOTO Era uma vez um moço muito bonito que chegava em uma canoa sempre que tinha um arrasta pé e vinha todo arrumado de branco com chapéu na cabeça, muito elegante e as meninas ficavam enlouquecidas, gamadas por ele. Ele não perdia um arrasta pé, por causa das meninas, mas o que elas não sabiam era que ele não passava de um boto sem vergonha, que não valia nada, e estava ali com as meninas do arrasta pé para enganá-las. Sempre ele chegava em sua canoinha, já hipnotizando as meninas, quando ouvia a sanfona lá estava o boto descarado no forró agarrado a moça mais bela da noite. Houve uma vez que o boto conquistou uma menina e a levou para o matinho. O pai da menina viu e então pegou a espingarda e foi atrás deles. Já era tarde demais, o boto já havia se aproveitado da inocência da moça, então o pai muito brabo deu um tiro no coração do boto que desapareceu. Os pescadores contam que depois deste dia, o Rio Madeira se encheu de botos da cor rosa saltando de correnteza a correnteza. ALUNO: JARDSON VIEIRA DOS SANTOS 13 Ezequiel O BOTO Vindo de águas escuras e profundas, escondido de todos, só esperando a hora de sair, ele gostava das mais belas moças e tinha que ser de família, gostava de meninas de respeito. Mais houve um dia quando estava nadando ele avistou uma bela moça, que tinha uma suave e macia voz, foi então que se transformou de boto para moço e foi ao encontro daquela virgem. Eles conversaram e se tornaram amigos, depois de alguns dias se apaixonaram, mas será que iria usá-la e depois desapareceria como sempre fazia? Alguns dias se passaram de dia era boto; à noite, rapaz; ao longo dos dias ficaram juntos, até que ela perguntou: - Por que eu só lhe vejo a noite? Venha amanhã almoçar com minha família. Todo nervoso ele disse: - Não, amanhã não posso, trabalho o dia inteiro, inclusive nos sábados e domingos. Desconfiada de sua história ela resolveu segui-lo até o rio, foi quando viu que ele se transformava em um boto. Ele percebeu que ela tinha desvendado o segredo que guardava. Depois deste dia ele ficou no fundo do lago com medo de alguém achá-lo e/ou matá-lo.É por isso que os botos só aparecem saltando rapidamente. ALUNA: NERIAN/SÉRIE: 9º A 14 O BOTO SANFONEIRO Há muito tempo numa vila distante do Rio Madeira, havia um boato que ao anoitecer um homem transforma-se em boto para desgraçar a vida das moças virgens desta localidade. Diziam que ele era encantador e irresistível, muito bonito e sedutor. Nas noites em que havia festejo ele usava chapéu e terno combinando, todo de branco parecia um doutor. Ele usava o chapéu para esconder o furo que tinha na cabeça. Ele carregava uma sanfona que tocava muito bem a música da sedução, falava elegantemente, era muito gentil com todas as mulheres. O boto sempre seduzia a moça mais bonita da festa. Ele sentia o cheiro de quem era pura e conseguia levá-la para a beira do barranco onde lá estava a canoa. Depois de serem desonradas pelo boto, as moças ficavam grávidas e por nove meses não se fazia mais festejos. Depois de algum tempo as pessoas acabavam esquecendo e lá vem o boto novamente fazer novas vítimas e depois cair fora no Rio Madeira. ALUNA: LORRANE FERREIRA – 9ºA 15 O BOTO Era uma vez um rapaz muito bonito que quando havia festas ele aparecia não sabia de onde ele vinha, só sabia que ele chegava numa canoa, remando, remando. Quando ele chegava as moças se encantavam e aí no meio da festa ele se aproximava das moças para conversar. E o tempo passava e quando percebia a moça já tinha sumido, o pai da moça ia procurá-la e achava sua filha no meio da mata chorando e o rapaz sumia na sua canoa, remando sem parar, e a moça chorava porque seu amor havia sumido. Numa comunidade às margens do Rio Madeira ficaram sabendo da história do tal rapaz...e lá havia uma moça muito bela, a mais linda do lugar, a sanfona tocou mais uma vez e o rapaz apareceu, não sabia da onde vinha e aí foi chegando, conquistando a moça, conversando e quando o pai da bela jovem foi procura-la... era tarde demais, pois ela havia sumido. O pai da moça pegou a espingarda e saiu para procurá-la, achando os dois dentro da mata, os dois estavam como vieram ao mundo, o rapaz vendo o pai da moça chegando correu em direção a canoa, entrou e remou. Entretanto, um tiro certeiro do pai da donzela acertou o tal rapaz que caiu dentro do rio sumindo nas águas escuras. Depois desse dia, nunca mais se ouviu falar do tal rapaz... no entanto quando há festas nos vilarejos a beira dos rios, o boto sempre aparece ao som da sanfona. Aluno: Samuel Ferreira Ângelo Série: 9º A 16 O BOTO Certo dia estava havendo uma festa do folclore, nessa festa tinha muitas pessoas e também um rapaz muito belo. A noite nessa festa tinha muitas moças bonitas e o rapaz estava apreciando a festa quando deu de cara com uma moça de beleza exuberante. Depois eles começaram a namorar, mas o rapaz não queria só beijar a moça, levou a moça para o mato. O pai da moça notando a falta da filha na festa foi atrás dela, indo até a casa pegar sua espingarda para começar a procurar a filha. Entrou no mato chegando por perto escutou vozes e risadas e viu que era a sua filha com um rapaz. O moço escutou alguém se aproximando e correu despido, chegando à beira do rio, pegou uma canoa e foi remando, mas o pai da moça que estava atrás dele deu um tiro certeiro que matou o rapaz. O pai da moça ficou contente por ter tirado de circulação o inusitado rapaz e foi embora. O rapaz já sem vida caiu dentro da água e os deuses da floresta vendo aquele rapaz desfalecido decidiram dar vida a ele em forma de um animal aquático que em noites de luar poderia ir aos vilarejos da beira do Rio Madeira namorar as moças que logo ficariam grávidas e lhe deram o nome de boto cor de rosa. Aluno: Jenildon/Série:9° ano A 17 A LENDA DO BOTO Era uma vez um boto que se transformava em um belo moço que roubava as moças ribeirinhas, se tinha festa, lá ele estava, não perdia uma sequer, era um boto muito safado e lindo, enfeitiçava as moças ribeirinhas. Quando ele passava pelo rio e escutava o som da sanfona lá ele vinha muito lindo, os rapazes da vila já estavam ficando com muita raiva dele, porque já tinha levado várias moças lindas das festas para sua canoa misteriosa canoa que desaparecia ao longo do rio. Os boatos se espalhavam que em todas as festas esse rapaz muito bonito, todo vestido de branco eram quem engravidava as moças que não sabiam explicar quem era o pai de seus bebês. Um dia, o pai de uma das mais belas garotas da Vila Maravilha já estava se preparando, caso o rapas descrito pelos rapazes aparecesse. Quando o boto ouvia a sanfona e estava chegando na beira do rio, ele já reparou a filha do dono da festa, só que o pai da moça estava lá e com os olhos bem arregalados, de repente... a filha sumiu... e o pai, o mais ligeiro possível, pegou a espingarda, colocou os cartuchos e foi atrás mata adentro dos dois temendo pela vida de sua filha. Quando conseguiu encontrar os dois já era tarde demais, o pai olhou e viu a cena grotesca na canoa... não pensou duas vezes e mandou bala no rapaz vestido que se vestia todo de branco. O tal rapaz caiu no Rio Madeira e minutos depois um boto formoso com um buraco na cabeça semelhante ao formato de um tiro pulou próximo a canoa vindo a afundá-la. ALUNA: LUCIMARA LOBATO. 18 19 A MISTERIOSA DONA MARIA Descendo o Rio Madeira, perto de um lago chamado Maravilha, na margem esquerda do rio, havia um cemitério de crianças, onde muitos moradores das redondezas enterravam seus filhos. Muito longe dali havia uma casa, onde morava uma velha, que de acordo com moradores, ela era macumbeira e arrancava os olhos, as patas dos cachorros e dos gatos para fazer rituais, mas o que era preciso de verdade eram as partes pequenas de crianças como dentes, dedos, mãos, orelhas, olhos, entre outros. Porém como ela não conseguia, ela pegava dos animais, pois era mais fácil, até ela descobrir esse cemitério de crianças escondido na mata. Então ela construiu uma casa dentro do cemitério e mudou-se para lá, quando algumas pessoas perguntavam, o motivo dela ter se mudado para aquele lugar, ela dizia que era para cuidar e zelar do local e também porque tinha parentes mortos ali e queria ficar perto. Toda noite quando já era bem tarde, ela acendia um monte de velas e colocava na porta de casa, as pessoas diziam que quando ela fazia isso era porque ela estava dando início aos rituais. Uma dessas pessoas afirmou já ter visto a velha desenterrando um cadáver, para se aproveitar dos restos mortais. Alguns diziam que ela fazia esses rituais, porque havia vendido sua alma para o diabo e ele queria levá-la para o inferno, mas ela não queria morrer, por isso fazia os rituais, para se manter viva e agradá-lo. A verdade, realmente, ninguém sabe: isso pode ser verdade ou pode ser apenas fofoca de pessoas que não tem o que fazer. O que realmente será essa mulher? Uma bruxa ou uma simples moradora do local? DALYLA OLIVEIRA DE FRANÇA 20 21 LENDA DA MANDIOCA Há muito tempo em uma tribo indígena, havia uma índia que tinha dado a luz a uma menininha muito branca, todos da tribo se assustavam com a cor daquela menina, muito branca e muito bonitinha, ninguém sabia de quem ela era filha, pois todos os homens daquela tribo eram morenos e até os homens das sete tribos tinham pele escura, a própria mãe da menina era cor de jambo. Mas, um dia a mãe da indiazinha acabou comendo uma planta venenosa e morreu, quando ela chegou dos trabalhos domésticos fora da oca já era tarde demais, pois a menina havia morrido envenenada. Toda a tribo que amava a menininha derramou tristes lágrimas e o pajé ordenou que a mãe a enterrasse dentro da oca em que dormia e não tinha um dia em que a mãe não chorava em cima do túmulo. Passaram-se dias e dias e, incrivelmente, bem no lugar ondea criança havia sido sepultada, começou a nascer uma planta com folhagens verdes e triangulares. A mãe então resolver abrir a cova para retirar o corpo de sua filha que estava ali, mas para sua surpresa o corpo não estava mais lá, nem mesmo os ossos ou cabelos, o que havia no local era uma raiz cor de terra por fora e muito branca por dentro que os índios batizaram de mandioca e até hoje é um dos alimentos principais de todas as tribos indígenas do Brasil. DALYLA DE OLIVEIRA DE FRANÇA 9º A 22 23 A MANDIOCA Era uma vez, numa aldeia, uma jovem índia que estava grávida quando o bebê nasceu, veio uma linda menina, porém sua cor era branca. Passou um tempo a criança morreu e foi enterrada na oca. No local onde a criança foi enterrada, a mãe regava com suas lágrimas sofridas todos os dias. Passado algum tempo, nasceu naquele local um pé de mandioca, onde suas raízes servem até hoje para alimentar o povo e todos os tipos de raça, cor e países que existem na face da Terra. ALUNO: SAMUEL FERREIRA ÂNGELO/SÉRIE: 9º A 24 HOMEM PLANTA MANDIOCA, MANIVA E MACAXEIRA É TUDO A MESMA COISA Em uma aldeia de índios, uma mulher estava grávida de uma menina, quando ela nasceu todo o povo se surpreendeu por causa de sua cor, era branquinha, alva, igual ao leite, os outros índios não queriam aquela menina ali perto deles, então sugeriram que sacrificassem a indiazinha. Sua mãe ficou muito triste, mas não tinha nada poderia fazer diante da ordem do cacique e foi assim que colocaram ela na cova ainda viva e enterraram. Todo dia sua mãe ia ao túmulo regar a cova, desde então nasceu uma planta que se chamou maniva, macaxeira ou mandioca, suas raízes até hoje servem de alimento para todo o mundo. PAULO HENRIQUE NEGREIRO Taís dos Santos Ferreira 25 INDIAZINHA MANI Era uma vez uma mulher que deu a luz a uma menina numa aldeia, a menina era tão branca, que pelas proximidades ninguém tinha visto uma menina tão branquinha. Num dia muito triste a menininha morreu e foi enterrada. Todos os dias a mãe da indiazinha molhava com lágrimas a cova quando percebeu que estava nascendo uma planta. Quando a mãe foi tirar o corpo da menina para enterrar em outro lugar viu que embaixo da terra tinha raízes escuras que se retirada a casca por dentro dela era branca... foi assim que deu origem ao pé de mandioca em homenagem a pequena Mani. Lucimara Lobato Série: 9º A 26 A LENDA DA MANDIOCA Havia uma menina muito branquinha que nasceu em uma aldeia, todos a admiravam, mas um certo dia ela faleceu. Era de costume da aldeia enterrar os parentes na maloca de suas famílias, então fizeram esse rito. Todos os dias a mãe da menina regava o local com muitas lágrimas e ali começou a brotar uma planta diferente. Os índios resolveram retirar os ossos da menina para trocar de lugar e acharam um fruto diferente , cuja casca era marrom e o fruto era branco feito a menina. Os índios descascaram e lamberam a parte branca da raiz, viram que não era venenosa e que era uma raiz gostosa e comestível. Desse dia em diante, passaram a plantar os galhos nas suas terras e uma índia velha inventou a receita do beiju feito com goma da mandioca. ALUNO: JENILDON/ 9º A 27 JOÃOZINHO E O CURUPIRA Era uma vez um menino chamado Joãozinho que matava passarinhos todos os dias. Num certo dia, com um sol resplandecente, ele saiu para fazer o que mais gostava: matar passarinhos, passarinhar... e foi para a floresta... chegando na mata fechada ficou debaixo de uma árvore e esperou, silenciosamente, os passarinhos aparecerem e quando apareceu o primeiro pássaro, lá vai Joãozinho atirar com o estilingue Quando ele menos esperava, apareceu um bicho com os pés virados para trás, era o terrível Curupira da Amazônia, e Joãozinho ficou muito assustado vomitando todas as balas doces e gomas de mascar que havia comido. A mãe dele perguntou o que tinha acontecido e ele respondeu que tinha visto um bicho com os pés para trás, e a mãe falou que o nome daquele bicho era o Curupira, protetor dos animais e da floresta e que ele só havia aparecido para Joãozinho porque ele estava matando os passarinhos. Então Joãozinho muito triste, pensativo e um tanto traumatizado respondeu à mãe: - Querida mamãe nunca mais na minha vida vou matar os passarinhos coloridos. A mãe de Joãozinho percebeu que a criança gostava das cores e lhe deu de presente giz de cera colorido, caixa de lápis de cor e papel sulfite para que ao invés do filho matar os pássaros, fizesse desenhos lindos e coloridos retratando as aves do céu. Foi o que aconteceu... ALUNO: GIL LOPES ARAÚJO – 8º ANO 28 29 30 O CURUPIRA E O JAGUAR Na mata amazônica existe uma história de um pequeno homem com cabelos ruivos, como fogo, que odiava os caçadores pelo fato de que eles destruíam e matavam a vida da mata. Em uma aldeia indígena dos índios Parintintins existia um cacique chamado Jaguar, que na adolescência era o mais corajoso índio de sua aldeia. Na época de sua juventude, muitos homens brancos vinham de todas as partes do país para extrair o ouro das terras indígenas, um destes homens chamado Luís, forçou o Jaguar a levá-lo aonde havia uma gruta repleta de ouro, por ser numa terra muito longe, Jaguar temeu que o Curupira os matasse. Depois de preso o Jaguar adentrou na densa mata numa viagem que durou seis dias, atravessando rios e lagos e enfrentando os mais perigosos animais amazônicos. Jaguar temia estarem sendo seguidos pelo Curupira, no quarto dia após tanta insistência do índio para não entrarem naquela terra, os homens o amordaçaram e assim ele ficou pelo resto dos próximos dois dias, no quinto dia ao amanhecer o índio avistou uma criatura pequena de pele suja, cabelos arrepiados e ruivos com os pés virados pelo lado contrário, a criatura estava comendo minhocas debaixo de uma castanheira, com medo o índio gritou, mas não podia ser ouvido pelos homens, pois estava amordaçado. A criatura correu para a mata justamente na direção da gruta, no último dia da viagem antes do sol nascer um grito muito alto despertou os homens, um dos dois homens que foi com Luís e o Jaguar estava pendurado numa árvore por galhos enfiados nas pernas, por braços e mãos, com os olhos rasgados pela criatura de cabelos avermelhados e os pés quebrados para trás. Os homens ficaram horrorizados e correram tentando achar o caminho de volta para a aldeia. Depois de tanto correrem por um bom tempo em círculos, um dos homens caiu num buraco cheio de cobras e morreu. Apavorado Luís soltou o Jaguar que o atacou em meio a briga, eles não perceberam que o Curupira tinha se aproximado, quando o índio avistou não conseguiu se movimentar de tanto medo, já Luís sacou sua arma e tentou matar a criatura, que antes que ele acertasse o derrubou e matou-o estrangulado. Após a morte de Luis, o Jaguar se curvou para a criatura que pela primeira e última vez poupou a vida de uma pessoa, mas para que todos acreditassem no Jaguar, o Curupira o cegou-o de um olho e colocou em sua boca um dente de ouro. Enfim, o Jaguar voltou para a aldeia e contou a todos o que havia acontecido com ele e os homens, a aldeia assim decidiu tornar Jaguar seu cacique por sua coragem e respeito ao protetor da mata. MATHEUS GAIA MORAIS. 31 CURUPIRA, PROTETOR DA NATUREZA O Curupira protege a natureza, a floresta, os animais da matança feita pelos homens para a comercialização da carne, couro, entre outras coisas. Eu já ouvi um amigo contar uma história de que ele estava caçando na floresta e ouviu uma zoada de porcos do mato e cachorros latindo. O caçador cuidou de se esconder atrás de uma árvore esperando os porcos passarem, e quando ele olhou para o lado viu uma vara de porcos e uma matilha de cachorroscorrendo por detrás dos porcos. Ficou impressionado ao ver um menino de cabelos cor de fogo reluzente e pés virados para trás que estava em pé em cima de um daqueles porcos do mato. Quando o caçador chegou em casa contou tudo o que viu para seus amigos que ficaram extasiados imaginando que talvez teria bebido ou ficado louco. “Meu pai também conta sobre o Curupira, protetor da natureza, ele conta que já viu o Curupira, quando ele estava caçando, ele diz que atirou em um porco e saiu gritando e correndo, e quando olhou para o lado viu um menino de estrutura pequena correndo em direção ao animal que tinha atirado, e quando olhou bem de perto percebeu que os pés eram voltados para trás.” Nunca se deve duvidar das coisas da natureza, principalmente do Curupira, ele protege a natureza e quando a pessoa faz a matança de muitos animais o Curupira pode aparecer para a pessoa e fazer perder os cachorros, até mesmo perder o rumo de casa e acaba não conseguindo mais sair de casa, a não ser depois de longo tempo. Jardson da S. Diniz 32 CURUPIRA, GUARDIÃO DA NATUREZA O Curupira é um menino de estrutura baixa, cabelos de fogo e pés virados para trás, ele não gosta de quem faz queimadas na floresta e nem de quem maltrata os animais, ele cuida de tudo na floresta, seu melhor amigo é o porco do mato que o leva para qualquer lugar. Certo dia o Curupira viu um caçador que havia matado uma Capivara, o caçador ouviu um barulho, ele sabia que era o Curupira, ele saiu depressa dali, ficou horas e horas tentando sair dali, mas não conseguia. Ficou cinco dias e o animal que ele havia matado já estava podre e cheirando muito mal e o caçador já preocupado, ajoelhou-se e pediu perdão ao Curupira e enterrou o animal, ele conseguiu sair daquele lugar que estava prendendo-o por vários dias, aprendeu que nunca mais iria matar animais. Ficou arrependido de tudo que havia feito e passou a cuidar da floresta e dos animais com todo amor e carinho, isso tudo ele aprendeu com o Curupira, o protetor e guardião da natureza, essa história foi o que o meu avô contou, só não sei se é verdade! Elano dos Santos 33 O CURUPIRA E O ÍNDIO Numa noite de lua cheia, um índio saiu para caçar, matou um macaco e decidiu arrancar o coração do animal, quando estava voltando , um Curupira apareceu e lhe disse: - Estou com muita fome e queria comer o seu coração, índio caçador! O índio muito esperto virou de costas e retirou de um saco o coração do macaco e entregou ao Curupira. O Curupira muito contente comeu o coração e gostou da atitude do índio. O índio querendo se livrar do Curupira falou: - Agora é a sua vez de me dá o seu coração. Então o Curupira pegou um punhal e retirou o coração entregando ao índio antes de cair morto ao chão. Passado algum tempo, a filha do índio estava fazendo aniversário e queira muito um colar de sementes raras ou dentes de animais. Já fazia muito tempo que o índio não adentrava na floresta para caçar. Foi aí que lembrou que os dentes do Curupira eram verdes e brilhantes. O índio foi até o local onde o corpo do Curupira estava estirado com a intenção de retirar todos os dentes de sua boca e para a surpresa o corpo continuava intacto no local, e o índio ao tocar na boca do Curupira o mesmo tornou a viver. O curupira imaginando que o tal índio possuía poderes para ressuscitá-lo, em sinal de agradecimento, deu ao índio uma flecha e um arco mágicos, mas fez uma orientação: o índio só poderia caçar para comer e jamais poderia matar animais que andassem em bando. Um certo dia, o índio empolgado, esqueceu da recomendação do Curupira e matou um porco do mato que estava em matilha. Os porcos tomados por espíritos ruins de todas as partes avançaram no índio e despedaçaram-no todo. O Curupira passeando pela floresta viu os restos mortais do índio espalhados por todos os lugares e juntou tudo pedindo ao deus da natureza que ressuscitasse o pobre índio que voltou a viver, se arrependeu de suas mentiras e se tornou um grande protetores das florestas como o Curupira. ALUNO: JEILDON MACIEL DA SILVA 34 35 O CURUPIRA E O CAÇADOR Era uma vez um homem que gostava muito de caçar, numa noite enluarada foi caçar, quando adentrou na floresta decidiu algo para não se perder, então foi colocando gravetos em cima de suas pegadas. Em todo o lugar que o caçador ia, sentia que algo ou alguém estava lhe seguindo, já cansado de andar sem achar nem um animal para matar, decidiu parar e descansar, quando ele acordou, estava preso aos espinhos, estava muito assustado e sangrava muito, ele conseguiu se soltar com o canivete que tinha em seu bolso, quando ele tirou todos os espinhos percebeu que não estava no lugar onde tinha parado, de repente ouviu barulhos estranhos e viu vultos. O homem ficou muito assustado quando ele olhou para o lado viu um menino de cabelos vermelhos, ele ficou mais assustado quando ele viu que os seus pés eram virados para trás. O homem com muito medo saiu correndo, sem olhar bateu em uma árvore e desmaiou, quando acordou havia muitas pessoas em seu redor, ele sem entender nada perguntou como havia chegado ali. Ninguém sabia responder, então ele entendeu que o Curupira não queria lhe fazer mal, apenas expulsá-lo da floresta, porque a caça fazia mal para os animais, então o homem disse que nunca mais iria caçar em sua vida. Vitória Costa Carvalho/9º ano 36 O MENINO DE CABELOS VERMELHOS E JOSUÉ Havia em uma floresta um menino de estatura pequena com os pés virados para trás e de cabelos vermelhos, cujo nome era Curupira. O Curupira era o protetor de animais que viviam na floresta, ele os protegia de caçadores que matavam por diversão e para mostrar que eles eram valentes. Num belo dia, como de costume, o Curupira sai para ver se estava tudo bem com os animais quando viu no meio da floresta um malvado caçador que estava esperando uma onça terminar de comer para poder matá-la. Quando o Curupira viu aquilo ele ficou muito enfurecido com o tal homem que se chamava Josué, então o Curupira perguntou: - O que pensa em fazer com essa indefesa onça? Josué respondeu: - Eu vou matá-la , retirar a pele e os dentes para enfeitar minha casa ! Então o Curupira o assustou dizendo que aquela onça era amaldiçoada e quem a matasse iria morrer. O caçador com muito medo temendo por sua vida foi embora e depois de pensar bem viu que o Curupira estava mentindo, então voltou para matar a onça para ver o que ia acontecer. Depois de matá-la ele a levou para casa para ver no que ia dar, no dia seguinte o Curupira viu que estava faltando uma onça, então desconfiou de Josué e foi até a casa dele, chegando lá viu o couro de uma onça pendurado na cerca da casa de Josué. Quando chegou a noite o Curupira começa a assustar Josué, com gritos, assobios e batia na porta e se escondia atrás da mata que tinha atrás da casa . O Curupira se divertia assustando Josué que percebeu que era a maldição que o Curupira havia falado e acabou indo atrás do Curupira para pedir perdão por ter matado a onça, mas não o encontrou em lugar nenhum. Josué passou três dias na mata procurando o Curupira até que, de repente, ele o encontrou e prometeu nunca mais matar nenhum animal. O Curupira ficou muito feliz com a atitude de Josué e acabou perdoando-o, desse dia em diante Josué ajudava o Curupira a proteger os animais da floresta. EDUARDA TELLES DE SOUSA – 8º ANO 37 O CURUPIRA E O CAÇADOR O Curupira é um menino de cabelos de fogo e pés virados para trás, defensor das florestas e dos animais, ele passa o dia inteiro espantando os caçadores e o homens gananciosos que derrubam as árvores em troca de dinheiro. Um certo dia, o Curupira encontrou um caçador no meio da floresta, ele era um índio que já havia matado muitos animais. O curupiraficou observando de longe aquele índio caçador e então decidiu se vingar pela morte daqueles pobres animais, foi então que se aproximou e disse ao índio: - Caçador, quero o seu coração, me dê imediatamente! O caçador muito esperto fingiu que tinha arrancado o coração e entregou ao Curupira. Depois que o Curupira comeu, foi a vez do caçador falar para ele: - Mostrengo de cabelos avermelhados, eu lhe dei meu coração, é justo que , agora, você me dê o seu também! O curupira muito ingênuo achou justo, pois acreditava que o caçador havia lhe dado o coração de verdade, então o curupira enfiou sua mão com as unhas pontiagudas e afiadas e arrancou de uma vez só o coração ensanguentado e logo em seguida caiu morto na relva da floresta. No dia seguinte, o caçador voltou naquele mesmo local para tocar no cadáver do mostrengo, quando de repente o Curupira ressuscitou. O Curupira achando que o caçador havia lhe ressuscitado deu uma flecha mágica para ele em sinal de gratidão, todavia o caçador jamais poderia matar animais por diversão, e jamais poderia matar pássaros que cantam para Deus, caso fizesse isso cairia no chão morto de maneira instantânea. Alguns dias depois o caçador matou um uirapuru e morreu, o Curupira com pena, ressuscitou o caçador e disse que da próxima vez ele não poderia mais salvá-lo. O caçador de novo no seu descuido matou um animal por lazer e acabou morrendo fulminantemente. O Curupira já não podia fazer nada, porque era além das forças da natureza. Então o Curupira continuou até hoje, protegendo e cuidando das florestas. ALUNA: DALYLA OLIVEIRA DE FRANÇA/ SÉRIE: 9º A 38 39 O AMOR DE ARAÍ Há quase cem anos um homem chamado Aiag liderou uma grande expedição para desbravar os rios da Amazônia. Depois de passar pelo encontro das águas do Rio Solimões o estrangeiro subiu pelas águas mais barrentas até que chegou a um novo rio, que pela grande quantidade de árvores boiando ele o chamou de Rio Madeira. Após dois dias subindo o rio, Aiag decidiu atracar seu barco perto de uma pequena aldeia muito amigável, ao conversar com o chefe da tribo, o belo estrangeiro logo atraiu atenção da única filha do pajé chamada Araí, que se apaixonou perdidamente pelo jovem rapaz. Conforme o tempo foi passando, os estrangeiros decidiram estudar um pouco mais aquela região, dando mais tempo ao romance que Araí estava vivendo com o jovem. Ao se passar nove luas cheias o que a índia tinha feito não podia mais ser escondido, uma criança, filho de um estrangeiro iria nascer, isto significava para a cultura daquele povo que os deuses iriam amaldiçoar a tribo. Com medo de morrer, Aiag e sua tripulação fugiram na noite em que Araí teve sua filha, no dia seguinte o pai da índia arrancou de seus braços a pequena criança e disse que a mataria antes que eles fossem castigados. Ele faria um sacrifício aos deuses, logo que pegou a pequena oferenda o pajé correu até o rio e começou afogar sua neta. Araí não pensou duas vezes, pegou uma faca e apunhalou seu pai pelas costas para salvar a filha, depois que seu pai caiu, Araí pegou sua filha também já falecida e entrou no rio com a água até a cintura, pedindo aos deuses que tirassem de seu coração toda aquela dor, rapidamente emergiu das águas um grande boto que falou para ela que por sua afronta de ter se envolvido com um estrangeiro sua filha só ressuscitaria se ela matasse a Aiag ou algum de seus descendentes do sexo masculino, disse também o boto cor de rosa que por ter matado seu pai ela teria metade de seu corpo igual a de um peixe e só poderia sair da água nas noites de lua cheia, assim como na noite de seu parto. Para mostrar que os deuses não eram tão ruins naquele dia a índia foi batizada de Iara que significa a mãe d’água, começando assim sua nova missão de caçar aquele que um dia foi seu grande amor. MATHEUS G. MORAIS 40 41 OLHOS DE GUARANÁ Era uma vez um cacique de uma tribo que morava na beira do rio. Era um dos caciques que mais sabia a arte do feitiço. Ele tinha uma bela filha que todos os homens admiravam, até mesmo a cobra se apaixonou por ela. O pai da moça pediu que os dois filhos vigiassem a oca onde a moça ficava dia e noite sem sair e não poderiam deixar nenhum homem se aproximar da irmã. Certo dia quando os dois índios estavam na porta da oca da família vigiando a irmã, começaram a conversar, brincar e se distraíram caindo num sono. Foi aí que a cobra macho que já rondava o local, porque estava muito apaixonada adentrou a oca, subiu na rede aproveitando que a índia também dormia a picou. O pai da moça começou a perceber que a barriga da filha crescia a cada dia, ele viu que ela estava grávida, muito bravo falou que iria sacrificá-la, foi então que teve uma visão dos espíritos para não matar a moça e nem a semente da cobra que já estava no ventre dela, pois o seu neto seria encarregado de uma grande missão. Depois que a criança nasceu e já estava muito formosa, subiu num pé de castanha e um enxame de abelhas a atacou. O menino caiu do pé de uma das mais altas árvores, castanheira, e morreu. Todos ficaram tristes e seu avô teve uma visão para arrancar os olhos do menino e enterrar na beira do rio e assim foi feito. Alguns meses depois, os índios deram conta que no local onde o menino formoso de olhos negros havia sido enterrado tinha nascido um pé que passaram a chamar de Guaraná. CLEITON BARROS MACHADO SÉRIE: 9º ANO A 42 43 O GUARANÁ Há muito tempo atrás, em uma aldeia indígena, às margens do Rio Madeira, havia uma moça de beleza exuberante, a mais bela dentre todas as mulheres. Muitos rapazes da tribo queriam casar-se com ela, mas o egoísmo do pai não deixava, ele pensava que um dia precisaria da moça para servi-lo na velhice. O pai pediu para que os dois filhos protegessem a jovem e bela índia de todo e qualquer homem que quisesse tocá-la, porém quando ela estava deitada na rede com os pés para fora, sem que os irmãos percebessem, uma cobra entrou na oca. A cobra subiu pelas pernas da linda moça e a engravidou, passando algum tempo o pai percebeu que a barriga da moça estava ficando grande e descobriu que ela estava grávida. Os irmãos enfurecidos e indignados com tamanha desonra à família queriam matá-la, mas o pai não deixou, pois havia tido uma visão de que a filha daria à luz a um menino saudável que tinha uma grande missão. Mas, a criança jamais poderia se aproximar de um pé de castanheira, porque se comesse deste fruto, morreria. Quando o menino cresceu, ele quis comer castanha, mas todos não deixavam. As araras da aldeia fazia a maior algazarra em sinal de alerta quando o pequeno se aproximava da castanheira. Um dia, a companheira da arara macho morreu e o pássaro voou para longe. O menino aproveitou e subiu no pé de castanha e comeu todas as castanhas que encontrou pela frente. E logo em seguida ficou muito tonto e caiu do pé de castanheira já morto. Quando Tupã olhou o que havia acontecido lançou um raio que ultrapassou as nuvens dos céus e atingiu em cheio os olhos do menino . O avô mandou enterrar o indiozinho que estavam sem os dois olhos às margens do rio, no dia seguinte, espantosamente, tinha surgido uma frondosa árvore naquele mesmo lugar, cujo frutos eram parecidos com os olhos do menino. O cacique da tribo batizou essa árvore de Uaraná, que era o nome do curumim. Elizângela Série: 9° ano A 44 45 OLHOS DE GUARANÁ Num outro lugar e num outro tempo, perto do rio, a filha do feiticeiro cresceu moça bonita, o pai não queria que ela se casasse. Pretendente é o que não faltava para a moça, mas o pai não queria, porque só tinha frouxo e então decidiu que ninguém chegaria perto da filha e colocou os dois filhos para tomar conta da cabana e da irmã, mas havia uma cobra completamente apaixonada pela moçabonita. Houve um dia em que os irmãos dela não vigiaram a cabana e a cobra entrou e se aproveitou da moça. Depois de algum tempo o pai e os irmãos acharam estranho que a barriga da jovem índia estava crescendo muito e descobriram que ela estava quase para dar a luz a uma criança. Decidiram então sacrificá-la, quando estavam levando a índia para o ritual de sacrifício, o Pajé chegou na oca e avisou que eles não poderiam, pois o bebê que ela carregava na barriga tinha uma grandiosa missão. O Pajé também avisou que o menino não devia aproximar-se dos pés de castanheiras. Todos da aldeia gostavam do menino e não deixavam o curumim se aproximar de nenhuma castanheira, mas numa tarde, formou um temporal e os índios entraram em suas ocas, quando o indiozinho aproveitou e subiu no pé de castanheira mais próximo comendo diversos frutos. Quando a criança desceu, uma cobra venenosa de couro vermelho e preto picou o indiozinho que já caiu no chão sem forças. Quando o temporal cessou deram falta da criança e avistaram o corpo já sem vida. O avô muito entristecido mandou os dois filhos enterrá-lo e pediu que retirasse os olhos da criança para a filha em sinal de amor jogar no Rio Madeira. Após algum tempo no lugar onde os olhos havia sido lançado nasceu uma árvore que os índios começaram a chamar de Guaraná. ALUNO: JARDSON VIEIRA DOS SANTOS SÉRIE 9º ANO A André de Oliveira OLHOS DE GUARANÁ Há muito tempo, em uma aldeia, havia um velho índio que tinha três filhos, dois meninos e uma menina. Essa filha era a índia mais bonita de toda a tribo, ele não deixava ninguém se aproximar da menina, ela ficava dentro da oca e seus dois irmãos ficavam na frente para ninguém entrar no local. Mas, infelizmente, assim como muitos homens, uma cobra também havia se apaixonado pela formosa índia, então, disfarçadamente, a cobra rastejou e silenciosamente adentrou na oca. A bela índia estava lá dentro, sozinha, deitada na rede. A tragédia aconteceu... A menina engravidou! O pai da moça ficou muito furioso e deu uma bronca em seus dois filhos pela irresponsabilidade de não terem guardado a irmã. O pajé da tribo falou com o pai da moça e disse que a criança nasceria forte e saudável, mas ela não poderia comer castanha, senão morreria. Todos então cuidaram da criança para não deixá-la comer do fruto, mas houve um dia em que a criança esperou todo mundo se distrair e então o menino saiu escondido, ele nunca havia comido castanha e tinha uma grande curiosidade para saber que gosto tinha, e sem pensar duas vezes ele subiu num pé de castanheira e encheu a boca com o fruto, começou a mastigar e engoliu, quando todos chegaram atrás do indiozinho já era tarde demais. O deus da tribo muito decepcionado com a irresponsabilidade do povo, como castigo se transformou em uma cobra e picou o menino, causando a morte instantânea. A criança já caiu morta de cima da árvore, ao mesmo tempo um raio atingiu a aldeia perto do corpo da criança. O pai da moça interpretou aquilo como um sinal e mandou arrancar os olhos do menino e enterrá-los ali mesmo naquele local. Muito tempo depois naquele lugar onde os olhos da criança tinham sido enterrados nasceu uma nova planta desconhecida cujos frutos assemelhavam-se a olhos, redondinhos e pretos como os olhos do menino. Dando origem ao Guaraná. ALUNA: DALYLA OLIVEIRA DE FRANÇA SÉRIE: 9º ANO A 46 47 OLHOS DE GUARANÁ No outro lugar perto do rio, a filha do feiticeiro cresceu e tornou-se uma mulher bonita. O pai não queria que ela se casasse porque sabia que o destino dela reservava uma importante missão, ele não sabia do que se tratava. Então ele mandou que os dois filhos vigiassem a irmã, e que não deixassem nenhum rapaz se aproximar dela, e pretendentes não faltaram, todos os rapazes até mesmo os animais, como por exemplo uma cobra se apaixonou pela moça. Os irmãos continuaram a vigiar a moça e não deixaram que nenhum rapaz mexesse com ela. Foi então que a cobra se aproveitou entrando na oca rastejando, os irmãos atentos, mas ao mesmo tempo conversando para que a preguiça não tomasse conta, não viram a cobra se aproximar da moça que estava deitada na rede com as pernas do lado de fora, a cobra sagaz subiu na perna da moça e deu o bote. Algum tempo depois, o feiticeiro notou que a barriga da filha estava crescendo e os dois irmãos conversaram entre si e depois falaram ao pai que não cuidariam mais da moça, pois era nítido que ela estava grávida e havia perdido a virgindade. O pai quis matar a filha grávida, mas recebeu um recado dos espíritos dizendo para não matar a moça, porque ela não tinha culpa. Os espíritos deixaram que a criança nascesse, porém os espíritos avisaram que se a criança comesse do fruto da castanheira poderia morrer. O filho da cobra com a índia da maloca nasceu com espírito inteligente e muito bonito todos da aldeia gostava dele e cuidavam para que ele não aproximasse do pé de castanheira, quando ele se aproximava de alguma castanheira até os animais que falavam, como o papagaio, alertava a todos. Certo dia, quando os animais não estavam por perto, a criança saiu escondido e subiu no pé de castanheira e comeu todas as castanhas e uma cobra a mordeu. O menino morreu e em seguida um raio caiu naquele lugar. O feiticeiro entendeu o recado e mandou os seus dois filhos arrancarem os olhos do curumim e plantá-los, porque deles nasceria uma nova planta: o Guaraná. ALUNA: ESTER FERREIRA DE OLIVEIRA SÉRIE: 9° ANO A 48 49 OLHOS DE GUARANÁ Era uma vez numa aldeia, na beira do Rio Madeira, uma índia de beleza exuberante, até a cobra se apaixonou por ela. O pai não deixava nenhum rapaz se aproximar da filha. E mandou que os dois filhos cuidassem da moça para que ninguém a visse. Num certo dia, a moça estava dentro da maloca sentada na rede, enquanto os irmãos estavam do lado de fora conversando distraidamente. Então a cobra apaixonada apareceu, não se sabe como ela passou por eles, talvez tenha soltado uma porção de magia no ar. O fato é que conseguiu subir nas pernas da índia e lançar o veneno dentro do ventre da pura jovem. Com o tempo a barriga da moça foi crescendo, e o pai queria sacrificá-la devido a vergonha causada a família. Mas, ele recebeu uma mensagem do “além” para que não a matasse, pois mais tarde ele saberia toda a verdade. Foi então que o velho índio poupou a vida de sua filha, passou um tempo a criança nasceu, era um menino esperto e malandro. A mãe sabia que o menino não podia comer castanha, caso contrário os deuses haviam avisado que ele morreria. Quando o menino tentava comer o fruto, os animais como periquito, papagaio e maritaca faziam o maior escândalo. A mãe do menino falava todos os dias para ele não comer castanha. Certo dia quando as aves voavam para bem longe, o menino conseguiu driblar os índios e subiu no pé de castanheira e comeu todas as castanhas que quis. E o espírito Jurupari transformou-se numa cobra que picou o menino que morreu , quando a mãe do curumim viu o filho morto no chão, começou a chorar muito. De repente um raio caiu e atingiu o corpo da criança deixando apenas os dois olhos, neste momento o avô do curumim que era feiticeiro entendeu o recado. No dia seguinte mandou os dois filhos enterrarem os olhos do menino na beira do rio. Dias depois nasceu uma árvores com frutos semelhantes aos olhos do indiozinho que todos chamaram de Guaraná. ALUNO: SAMUEL FERREIRA ÂNGELO SÉRIE: 9º A 50 51 O MAPINGUARI Era uma vez um velho que morava numa casa abandonada, a sua família não gostava dele. Um dia ele estava morrendo de fome, pegou a espingarda e foi caçar, no meio do caminho, o velho viu um bando de bichos, rapidamente o velho botou o cartucho na espingarda e correu atrás daqueles animais, ele passou por dentro de um cipóe conseguiu matar um bicho, depois ele desistiu de caçar, pois já estava satisfeito com aquela caça e queria voltar para casa, mas não dava dele voltar, só se ele passasse por dentro daquele cipó, mas o velho não sabia que tinha se perdido. O Mapinguari apareceu e falou para o velho que ele não conseguiria mais voltar para a casa, e que iria perturbá-lo enquanto ele vivesse, ai o Mapinguari ficou perturbando o velho até ele morrer. Quando o velho morreu, o Mapinguari continuou a perturbar quem aparecesse em na floresta, nenhum caçador conseguiu mais ser feliz matando animais, pois o Mapinguari sempre aparecia para assombrá-los. TIAGO CAVALCANTE -9º ANO 52 MAPINGUARI Há muitos anos, um caçador foi para a floresta e não conseguiu capturar nenhum animal durante uma semana. A esposa dele estava muito preocupada, porque na casa não havia nada para comer e chorando muito reclamou ao marido. Naquela noite, muito chateado e indignado, ele saiu para caçar, na mata muito fechada e escura ele escutou um barulho que parecia um bicho grande, que vinha quebrando os galhos por onde passava. Quando o bicho gigante de um olho só na testa, uma boca no estômago, todo peludo e garras enormes apareceu o homem se escondeu. O homem estava pronto para atirar, mas o Mapinguari sumiu e depois apareceu por detrás das árvores. O caçador voltou para sua casa contando o que tinha visto a mulher, mas ela pensou que ele estivesse tendo alucinações ou tinha bebido. LAÍS DE SOUZA 8º A 53 A MALDIÇÃO DE MAPINGUARI Há muito tempo, em uma tribo Amazônica próximo ao Rio Madeira, nasceu um índio que conforme ele crescia aumentava a sua fome e arrogância. A cada dia ele provava uma nova espécie de animal e não respeitava as ordens do cacique e nem dos deuses. Quando o jovem completou vinte anos, o chefe espírita da aldeia lançou uma maldição sobre Mapinguari, ele disse que os deuses se reuniram e que cada um deles daria ao jovem uma punição por sua desobediência, conforme tudo que ele fizesse de errado daquele dia em diante. No outro dia sem ligar para o aviso do chefe, Mapinguari desceu até o rio para pescar. Depois de colocar a canoa no rio e remar por alguns minutos, o jovem avistou em uma praia que tinha um jacaré e uma tartaruga a tomar sol. Mapinguari não pensou duas vezes, atracou na praia e matou o jacaré para tirar sua pele. A tartaruga ficou observando o jovem que se irritou e acabou furando um dos olhos do animal. Logo que ele fez isso, uma voz emanou da boca do jacaré dizendo que a pele do jovem ficaria como a do jacaré e que ele teria um só olho, assim como a tartaruga por causa de sua maldade. Ao voltar à aldeia, ele foi isolado e passou a ofender os deuses ainda mais, dizendo que sua boca não era para agradar ninguém, mais sim para encher o seu estômago, enquanto ele falava isto não conseguiu perceber que sua boca estava descendo até o seu umbigo, mesmo depois de perceber o que havia lhe acontecido mais uma vez, Mapinguari jurou afrontar os deuses novamente. O chefe espírita disse que a paciência dos deuses era igual a de uma preguiça, mas que um dia poderia acabar. O cacique decidiu manter Mapinguari preso em uma de suas ocas e tratá-lo bem, enquanto ele não fizesse nenhuma ofensa as divindades, o jovem concordou, mas dentro de si continuou a planejar uma vingança, depois de sete dias o jovem já sabia o que iria fazer contra os deuses, zombando das palavras do chefe espírita ele fugiu de sua prisão e comeu a maior preguiça que conseguiu encontrar, depois de estar bem cheio ele se deitou e viu quando se aproximou um pássaro vermelho que falou como último castigo ele seria como o animal que havia comido com pelos e mãos arredondadas e grandes garras. Nenhum índio escutaria sua voz, pois ele latiria como um cachorro, e antes que o pássaro voasse, falou que ele não poderia sair da mata e passaria a eternidade fugindo do único animal que possuía as armas capazes de matá-lo, que por ironia era o homem. MATHEUS G. MORAIS 9º ANO 54 55 VITÓRIA-RÉGIA Em uma aldeia existia uma índia que se apaixonou pela lua cheia e resplandecente e vice-versa. Todas as noites a índia se banhava no lago à procura das estrelas e da lua. O luar observava a índia, ela acreditava que ele poderia transformá-la numa estrela e estava muito ansiosa pelo dia que se tornaria o brilho mais intenso nos céus, pois todas as outras estrelas ficaram com inveja. Sabendo dessa paixão entre a índia e o luar, as estrelas fizeram uma reunião e decidiram concentrar todos os seus brilhos para ofuscar a luz da lua. No dia seguinte, o luar desapareceu do céu, porque não era capaz de brilhar mais que a luz de todas as estrelas juntas. A índia percebeu que o luar já não aparecia por meses e ficou a sua procura vagando em muitos lugares. Então, depois de sete meses que a lua não apareciam no céu, as estrelas resolveram desfazer o brilho concentrado. Foi neste dia que a índia que estava cabisbaixa, num topo de uma montanha, avistou o luar dentro de um lago, e desesperadamente, acreditando que o reflexo da lua na água era seu amado, jogou-se no lago afogando-se mortalmente. O luar que também tinha ficado angustiado ainda teve força de brilhar intensamente e transformou a índia na deusa das águas: a Vitória-Régia. ALUNO: SAMUEL FERREIRA ÂNGELO SÉRIE: 9º ANO A 56 VITÓRIA-RÉGIA Há muito tempo a Lua era considerada uma guerreira que transformava as índias em estrelas para ficar ao seu lado. Existia uma índia que tinha se apaixonado pela Lua e a Lua pela índia, a garota não via a hora de se transformar numa estrela para ficar ao seu lado, mas a Lua já não tinha mais brilho suficiente para transformar a índia em uma estrela. A índia queria muito se transformar numa estrela, então ela subiu no lugar mais alto que encontrou para tentar chegar perto da lua e acabou caindo de cima da montanha num lago. A Lua para não deixar a índia morrer, porque ela tinha se atirado na água devido ter visto o seu reflexo lunar dentro do lago, usou toda energia que tinha para transformar a amada índia em uma estrela dos lagos e rios: a Vitória-Régia. JEILDON MACIEL DA SILVA/9º ANO 57 58 VITÓRIA-RÉGIA Há muito tempo, numa aldeia de índios no meio da Amazônia, havia uma lagoa onde uma bela moça banhava-se todas as noites. Antes dessa moça, existiam outras meninas que se banhavam até a luz do luar. A lua ficava tão encantada com essas meninas que as transformavam em estrelas no céu. Essa moça ficava encantada com a beleza da sua luz e do brilho das estrelas, por isso decidiu, também, se banhar naquele lago todas as noites, a fim de conquistar a bela e encantadora lua. A lua por sua vez se apaixonou pela linda moça e cada vez mais a lua brilhava e brilhava e brilhava reluzente quando a moça banhava-se. As estrelas que também eram apaixonadas pela lua sentiam ciúmes do amor que a lua tinha por aquela índia. Então as estrelas juntaram-se e formaram uma luz bem mais forte que a luz da lua, com isso o brilho da lua ficou fraco e sem força diante da luz das estrelas unidas, desta maneira já não conseguia mais brilhar intensamente como brilhava antes e foi sumindo cada vez mais. A moça já não conseguia enxergar direito o brilho da lua, então ela saiu a sua procura em outros lagos para tentar encontrá-la achando que ela tinha ido embora para outro canto. Ela subiu um morro bem alto e quando chegou lá em cima olhou para baixo e viu o reflexo da lua no lago, achando que a lua estava lá embaixo, a pobre índia não excitou e jogou-se no lago caindo inconsciente por causa do impacto da água vindo a afundar. A lua vendo aquilo não queria que sua amada morresse afogada, então juntou todas as forças que lherestava naquela noite e transformou a índia em uma estrela, não uma estrela dos céus, mas sim uma estrela das águas, dando origem a Vitória-Régia. ALUNA: DALYLA OLIVEIRA DE FRANÇA SÉRIE: 9º A 59 A COBRA GRANDE A cobra é real mesmo! Minha prima já viu essa cobra grande, eu nunca a vi, mas me falaram que a cobra tem duas cabeças. Muita gente da Vila São Sebastião sabe dessa história, muita gente fala que é lenda. A história dessa cobra grande é real, na beira do Rio Madeira há muito tempo existe a cobra, minha avó me contou sobre isso. A cobra aparece no final do entardecer, no crepúsculo do dia, e não aparece sozinha vem acompanhada com outras duas. Tem uma história sobre essa enorme cobra ... minha prima estava na beira do barranco do Rio Madeira, fitando para o curso do rio, quando avistou uma coisa estranha se movimento nas correntezas e gritou chamando meu tio: - Pai, eu vi a cobra grande no rio! Felipe, Luan, meus irmãos, venham ver a enorme cobra do Rio Madeira! Felipe e Luan perguntaram aos demais primos: - Vocês viram essa coisa estranha aqui no rio? Os primos responderam que não... mas a cobra ficou tão assustada com tantos gritos que resolveu nunca mais aparecer. TAINARA DOS SANTOS FERREIRA 60 BOIÚNA – A MAIOR COBRA DA AMAZÔNIA Certo dia uma mulher que fazia coisas más viu um espírito maligno na beira do Rio Madeira. Ela olhou bem de perto e viu que aquele espírito tinha um formato de homem e ficou desesperada, tentou correr mas não conseguiu. O espírito a carregou para o fundo do rio, por lá passou anos e anos, até que teve um filho, que se chamou Boiúna, a maior cobra da Amazônia. Essa criança cresceu se tornou uma cobra muito grande. Os ribeirinhos tem medo desta cobra até hoje, dizem que quando ela saía dos rios, ela destrói tudo o que tiver pela frente, quebrado, estraçalhando, estrangulando com sua veroz força. Os pescadores do rio contam que quando está se formando temporal é a cobra mudando de lugar e está com muita fome, um sinal de que comerá peixes, jacarés e até mesmo crianças que ficam na beira do rio tomando banho. PAULO HENRIQUE 62 COBRA GRANDE DA AMAZÔNIA Era uma vez uma mulher que adorava comer e matar crianças, o povo decidiu então jogar essa mulher no rio. Então um espírito a salvou dando-lhe um filho homem que mais tarde se chamaria Cobra Grande. O gigante das águas turvas lhe deu um filho, com o passar do tempo, essa cobra começou de novo a comer crianças e matá-las. Dizem que por onde ela anda deixa o seu rastro no caminho, com o tempo essa cobra perversa morreu. O gigante das águas ficou triste e então a mulher morreu, mas deixou um outro filho, que se tornou a Cobra Grande de duas cabeças que vive até hoje nas águas doces dos rios da região norte. Os ribeirinhos temem pela vida de seus filhos e tomam muito cuidado, pois no verão, quando há tempestades com fortes relâmpagos acreditam que a cobra está faminta e mudando de lugar. Andrieli Rodrigues Mendes 63 A LENDA DO JOÃO COBRA Era uma vez uma mulher chamada Maria da Conceição, grávida de gêmeos, ansiosa com a chegada do casal, achando que eram bebês, não sabendo ela que daria a luz a um casal de cobras, ao nascer a mulher ficou em estado de choque e veio a óbito. Então o pai pegou as cobrinhas e colocou em um saco plástico, alguém chamou o padre, porém quando o padre chegou já tinham jogado a fêmea na água. Quanto ao macho, o padre colocou leite em sua boca e o batizou de João, antes de jogar na água e assim começou a Lenda do João Cobra. João sempre virava cobra em uma pedra no Rio Madeira, porém era inofensivo, mas já a sua irmã virava embarcações, comia gado quando ia à beira do rio beber água, comia pessoas quando iam se banhar no rio, tudo o que encontrava pela frente ela devorava era muito maldosa e sempre faminta aparecendo sempre de rio acima. Thaylon dos Santos 64 A LENDA DA COBRA Há muito tempo, quando meu bisavô ainda era vivo, ele contou para os netos que estavam juntos naquele momento, que quando era jovem e veio do Rio Grande do Norte para morar na beira do Rio Madeira existiam três cobras enormes que só apareciam juntas. Um certo dia, as pessoas que moravam na beira do Rio Madeira se juntaram e começaram a caçar as cobras, apenas encontraram os filhos delas e conseguiram matá-los, mas os pais dessas cobrinhas com muita tristeza e ódio no coração, começaram a devorar as pessoas que viviam perto da beira do rio. No entanto, a cobra fêmea mãe com muita saudade do filho acabou morrendo da mesma doença dos escravos, o banzo. A cobra macho continuou a se vingar comendo as pessoas que ficavam distraídas na beira dos barrancos, não importava quem fosse velho, mulher, criança, homem, bicho, enfim. A cobra macho cansada de tanto sofrer antes de morrer fez um pedido aos deuses da floresta e dos rios: que depois de morrer, as águas do Rio Madeira que antes eram esverdeadas e transparentes, se tornariam barrentas e ninguém enxergaria o fundo do Rio Madeira. E, ai do mergulhador! Que ousasse entrar nessas águas turvas! Não iria conseguir sair com vida, pois o espírito da Cobra Grande o levaria para sempre. Quando a última cobra morreu, a água começou a ficar que nem a cor do barro, mas nunca mais ninguém viu o fundo do rio e nem as cobras. Essa história foi contada de geração a geração pelos ribeirinhos. VITÓRIA MARIA NOBRE SIMÕES 65 AÇAÍ COMO GOTAS DE SANGUE Há muito tempo em uma aldeia nas margens do Rio Madeira havia uma tribo. Essa tribo estava passando por dificuldades como falta de comida e continuavam nascendo muitas crianças, havendo mais bocas para alimentar. As caças já não eram suficientes para alimentar todo o povo. Então eles colocaram uma regra: toda criança que nascesse a partir desse dia seria sacrificada. Mas ninguém sabia que a filha do pajé estava grávida e ela com muito medo de perder seu bebê decidiu não contar a ninguém, nem mesmo ao pai. Passando alguns meses a criança nasceu, a índia com muito medo que a filha morresse escondeu-a, mas a criança tinha fome e chorava muito. E assim, a aldeia ficou sabendo que tinha nascido uma criança e como o pajé tinha anunciado ao povo que nem mesmo se sua filha tivesse um curumim escaparia da lei, teve que cumprir com a palavra e tomou a bebê das mãos de sua filha para sacrificá-la; O lugar onde a menininha foi sacrificada ficou com gotas de sangue e ali nasceu uma palmeira que deu um fruto muito gostoso e como o nome da criança que morreu era Açaí, eles colocaram o nome da palmeira de Açaí, fruto que alimentou a tribo até hoje e fortaleza o sangue. SARA OLIVEIRA GRICOLETTO 66 68 A VITÓRIA DO UIRAPURU Esta lenda já vem sendo contada há muitos anos, nas tribos Ticunas da região amazônica, contam uma bela história de um índio semideus que herdou dos deuses da floresta fechada um grande dom. Ela começa numa época em que índios das tribos vizinhas, bem como os animais estão em grande disputa para decidir qual deles iriam ocupar o território mais próspero da mata fechada. Dentre todas as tribos, havia uma que se destacava, era a tribo dos Comedores de Cabeça Humana, receberam esse nome, porque depois de vencerem as batalhas, eles arrancavam a cabeça de seus adversários para cozinhar num grande caldeirão e depois comê-las. Os deuses ao observar a maldade da tão famigerada tribo decidiram que já passava da hora de acabar com as guerras e enviaram Tuiuiú, deus e rei de todos os pássaros, para achar uma mulher digna entre todas as tribos, principalmente entre os comedores de cabeça humana, para que nela pusessem uma semente em seu ventre e ali concebesse um menino que poria fim aos conflitos tribais. O Tuiuiú desceu dos céus, emforma de pássaro, e voou até a tribo indicada a ele, o belo pássaro ficou escondido nas árvores, dentro da aldeia, e observou cada índia, individualmente, para ver qual era a mais digna, após sete dias o Tuiuiú percebeu que um bela índia chamada Araci, filha do cacique da Tribo que comia cabeças humanas, e que não concordava com as crenças de seu pai, era a índia escolhida pelas boas qualidades e virtudes. Então o pássaro visitou a jovem em sua oca pela madrugada e contou a ela de sua missão. A jovem sabendo que não havia outra escolha disse que aceitava fazer parte do plano de paz proposto pelos deuses. Naquela noite Araci engravidou e jurou a Tuiuiú proteger a criança que iria nascer. Depois de algumas luas a barriga de Araci cresceu e seu pai a isolou dentro de uma oca como castigo de ter se entregue a qualquer homem. No dia de seu parto houve um grande silêncio em toda a mata, pois naquele dia nasceu o Uirapuru, homem semideus, que acabaria com rivalidade entre as espécies. O Uirapuru cresceu como um forte guerreiro, mas não seguia a tradição de comer a cabeça de seus oponentes, o jovem era dotado da mais bela voz que todo homem ou animal já teria escutado. Depois que o Uirapuru era um homem formado, o cacique decidiu chamar todas da tribo Ticuna para um ataque definitivo contra os inimigos. No campo de batalha os guerreiros gritavam enfurecidos e os animais rosnavam e rugiam tentando causar alguma intimidação nos homens, mas quando a guerra começou se ouviu um horrível grito de morte, o Uirapuru olhou e viu a distância sua mãe agonizando no chão, rapidamente ele foi até ela e a pegou nos braços. Ao olhar o rosto de sua mãe, o jovem começou a cantar enquanto escorriam as lágrimas de seus olhos, o guerreiro cantava tão alto que todos no campo de batalha pararam em silencio e olharam para o Uirapuru que gritou ao seu pai pedindo que lhe desse poder para acabar com toda aquela matança, então o jovem usou seus poderes para se transformar em um pássaro e cauterizou na mente e no coração de todos que quando ele cantasse todos iriam se lembrar daquele dia e sentir a mesma dor que ele sentiu ao perder sua mãe. Enquanto o jovem falava isso, todos os índios e animais correram juntos para a mata tentando fugir do canto que ecoava nos quatro ventos e que até hoje é escutado por todos os moradores da mata que fazem um grande silêncio em respeito à memória de Araci. MATHEUS G. MORAIS 9 º A 70 MATINTA PERERA DA COMUNIDADE NITÉROI Era uma vez uma mulher muito jovem e bonita, que tinha um marido muito malvado e descontrolado psicologicamente, pois todas as vezes que ele bebia sempre espancava a mulher e xingava-a de tudo o quanto é nome ruim desta terra, amaldiçoando-a que um dia ela se tornaria feia como uma alma a vaguear. Um dia, ela ficou grávida e ele não sabia, saiu para trabalhar e quando chegou em casa muito embriagado a mulher começou reclamar do bafo de cachaça, ele não gostou e começou a bater nela muito até a pobre coitada cair desfalecida. Quando ela morreu, virou uma mulher muito velha e assustadora chamada Matinta Perera que obrigava as pessoas darem tudo que ela queria e, caso as pessoas se recusassem recebiam o castigo de serem assombradas e não terem mais paz. Reza a lenda que a primeira pessoa que Matinta Perera perturbava dia e noite era o marido que acabou se jogando da ponte sobre o Rio Madeira. Matinta era uma velha que parecia uma alma penada e ficou assim de tanto desgosto na vida e quando morreu virou uma assombração que tinha cabelos longos e enormes olhos castanhos. Os ribeirinhos contam que existia uma mulher na comunidade Niterói que não acreditava na história da alma penada, então numa noite Matinta Perera mandou uma coruja apareceu na janela da dita mulher que não conseguiu mais dormir adentrando a madrugada e noutro dia veio a angustiante notícia que uma pessoa muito querida da família dela havia falecido. MANOELA PAIVA DA SILVA. 8º A 72 MATINTA PERERA Muitos anos atrás uma velhinha que morava no meio do mato, era baixinha, com olhos claros e cabelos muito brancos, o nome dela era Matinta Perera, de noite se transformava em uma coruja e ficava cantando, ficava assustando as pessoas atrás de tabaco, cigarro e café. Quando as pessoas se recusavam a dar tabaco para ela, Matinta assombrava a vida das pessoas até se cansar e quando alguém da família estava doente ela fazia uma oração para a pessoa ficar mais doente ainda. Quando era meia noite, um casal passava por uma estrada bem perto da beira do Rio Madeira, Matinta Perera que estava escondida atrás de uma árvore começou a segui-los. O casal olhou para trás e a velha que estava atrás deles continuou andando, passado alguns minutos, eles olharam novamente e, de repente, a velhinha encurvada havia desaparecido. Quando chegaram em casa já era bem tarde e beirava a meia noite e toc toc toc na porta. A mulher foi abrir a porta e deu de cara com velha que pediu tabaco, cigarro e café. O homem veio ao encontro da velhinha na porta e respondeu: - Está muito tarde para bater na porta alheia e pedir essas coisas e fechou a porta na cara dela. A mulher falou: -Que velhinha estranha! Ela ouviu eles falarem e transformou-se em uma coruja e passou a amedronta-los todas as noites. O casal tinha um filho, o menino de uma hora para outra adoeceu, ficava vendo coisas na frente dele, olhava para a mata e a mata se mexia, começou um vento forte e o filho deles ficava cada vez mais ruim. A coruja começou a cantar todas às noites, ele ficava assustado, ao amanhecer a velhinha estava passando, o homem disse: - Venha aqui, pegue tudo o que me pediu: tabaco, cigarro e café! Foi então que eles conseguiram ficar em paz, ai a velhinha deixou eles e acabou voltando para sua casa e o filho do casal ficou melhor daquele dia em diante. MARISA DOS SANTOS. 73 74 A MALDIÇÃO DE MATINTA PERERA Morar no meio da mata não era algo agradável, mas essa era a nossa vida, éramos agricultores e decidimos achar água pura e acessível mais adentro da floresta amazônica. Era tudo silencioso o tempo todo, mas uma noite alguém bateu em nossa porta, nunca recebíamos visita, não tínhamos vizinho e o povoado mais próximo ficava a 24 quilômetros de onde morávamos, ao ouvir um barulho na porta minha mãe olhou assustada para meu pai, que colocou-se a frente da porta fazendo minha mãe vir para onde eu estava ao centro da sala. Meu pai abriu a porta rapidamente só que não tinha ninguém, meu pai nos olhou como se dissesse que estava tudo bem, de repente, minha mãe deu um grito olhamos por entre a porta e meu pai voltou apavorado com o que tinha visto. Havia uma sombra corcunda lá no escuro, não era possível ver suas feições. -Boa noite! Ronronou a sombra da porta, sua voz era grave sem forma áspera, algo incomum ou até mesmo antigo. -Boa noite – gaguejou meu pai. Claramente tentando controlar sua respiração a pessoa que parecia ser uma mulher de idade já muito avançada, deu um passo, depois outro, deixando que a luz da lamparina desse forma ao que antes era apenas uma sombra, revelando suas feições realmente era uma senhora com feições grosseiras e desagradáveis de se ver. Uma mulher muito feia seu nariz era grande e sem forma, sua pele era enrugada e ressecada, vestida aos trapos e restos de vestidos variados. Meu pai ousou dar um passo em sua direção e perguntou: - O que deseja minha senhora? Ela respondeu: - Apenas um maço de tabacos. - Eu não fumo e nem possuo este tipo de coisa em minha casa . Disse meu pai. -Então gostaria de um pouco de café. ( Sua voz continha certo descontentamento). Meu pai olhou para minha mãe que apenas deu- lhe um leve aceno de cabeça confirmando que desse a senhora o café, mas meu pai apenas disse que estavamsem café e o pouco que tinha era para o consumo de sua família e pediu a velha senhora que fosse embora e não retornasse novamente. Após a senhora ter ido embora minha mãe advertiu meu pai por ter mentido e que havia sido um erro deixar aquela senhora ir embora sem nada, dois dias se passaram e nada da senhora. Durante a noite acordei com o som de asas batendo, olhei a janela do meu quarto e tinha uma coruja pousada nela, ela era negra como carvão e olhos de rubi, então ela voou saindo de minha janela, achei aquela ave tão exótica e surreal, que decidi segui-la e tentar capturá-la para mim. Continuei seguindo mesmo quando ela entrou na floresta, acabei a perdendo de vista e só então parei de correr e percebi que estava perdida na floresta. Não tinha ideia de como voltar para casa e então decidi passar à noite lá, e voltar para casa de manhã. No outro dia quando achei o caminho de casa notei uma nuvem de fumaça se estendendo ao céu, passei a correr o mais rápido que pude. Ao atravessar o cercado que ficava perto de minha casa me deparei com pedaços de pau ainda queimando, o que antes era minha casa, agora, eram apenas brasas, ela havia sido reduzida a pó e cinzas e meus pais também. WESLIANY NASCIMENTO DE MORAES 8º A MATINTA PERERA E O PÁSSARO DE OSSOS Era uma vez em uma pequena vila chamada Maravilha, lá morava uma pobre senhora chamada Matinta Perera da Silva. Por ser tão reservada todos tinham muito medo dela e com razão, pois em sua casa a pequena senhora praticava rituais de magia negra. A estranha mulher vivia em uma casa feita de madeira e coberta de palha, ao redor de sua casa ela cuidava de vários pássaros que faziam seus ninhos nos galhos secos das grandes árvores mortas de seu quintal, mas de todos os pássaros o que Matinta Perera mais gostava era de um grande pássaro de penas vermelhas que ao voar soltava um grito extremamente horrível que todos da Comunidade Maravilha acreditavam ser a canção da morte. Todos os dias pela manhã Matinta Perera se sentava em sua cadeira de balanço com um copo de café e a boca cheia de tabaco e ficava observando o seu belo pássaro voar sobre as casas gritando e assustando as pessoas que por medo decidiram oferecer café e tabaco à bruxa para que o pássaro não os matasse. No dia seguinte a bruxa não podia aguentar ver as oferendas deixadas no dia anterior, ela logo pegava sua bengala feita de osso, a qual era portadora de sua magia e saia a recolher todo aquele tabaco e café deixados como oferta. Depois de muitas décadas Matinta Perera não tinha mais forças para recolher as oferendas e decidiu caçar uma mulher, a qual ela poderia dar a sua bengala e a sua tenebrosa herança, ao lembrar que havia ouvido de seus vizinhos que na beira de um pequeno rio morava uma pobre jovem de baixa estatura, órfã e que sobrevivia da venda de fortes porções milagrosas, a bruxa logo decidiu mandar um de seus grandes pássaros buscarem a garota. Após a chegada da menina, a bruxa logo lhe ofertou a bengala e todos os seus poderes, a garota desconfiada resolveu propor um acordo à bruxa, dizendo que se ela aceitasse a proposta, a senhora deveria se transformar em um pássaro feito de ossos e nunca morreria para poder sempre lhe aconselhar e nunca traí-la, então a bruxa levantou seu cajado e em voz alta disse que aceitava se transformando, imediatamente, em um horrível pássaro, o qual nem a Terra era capaz de comer, logo as duas se puseram para fora da casa com a nova Matinta Perera sentando-se na cadeira e o pássaro ao seu lado a assobiar cantando a canção da morte e mascando tabaco para no outro dia cumprir novamente a sua sina. MATHEUS G. MORAIS 9º A 75 RITUAL INDÍGENA DESCONHECIDO E ASSUSTADOR Há muito tempo atrás, no inicio do século XIX, alguns homens brancos exploravam a mata do norte sem saber que ali já existiam habitantes locais. Os indígenas que eram povos experientes na arte da caça e da sobrevivência na mata tinham ao seu favor os espíritos da natureza. As tribos indígenas mantinham um sagrado ritual aos seus deuses, não se sabe o nome, a magia era desconhecida pelos homens brancos que confessavam outra fé. Contam os mais velhos que o rito envolvia o ato de mumificação, pois os índio mais velho da tribo era envolvido por faixas e depois era jogado vivo num poço muito fundo e seco. Acreditavam que assim os deuses não deixariam faltar água e comida. O cacique da tribo avisava que ninguém podia sair durante o período que a lua alcançasse o ponto mais alto, ou seja, a meia noite. Já se aproximava da zero hora e os índios estavam dentro de suas ocas, quando os homens brancos chegaram atacando e eles tiveram que sair para expulsar os invasores e não se lembraram do ritual. Todos estavam em disputa brancos contra índios até que um grito monstruoso ecoou do poço e ai os homens brancos foram embora e os índios correram para suas ocas, mas já era tarde, porque um monstro de um só olho e com uma boca na barriga saiu arrancando a cabeça dos indígenas e comendo-as, foi uma noite sanguinária, e apenas alguns índios sobreviveram e nunca mais desrespeitaram os anciões de suas tribos. CARLOS EDUARDO TOMAZ DOS SANTOS 76 77 ERMELINDO MONTEIRO BRASIL - PATRONO DA E.M.E.F. ERMELINDO MONTEIRO BRASIL 78 O DONO DOS SERINGAIS Essa história aconteceu no Bom Jardim, lugar muito bonito e cheio de farturas, na margem esquerda do Rio Madeira. Trata-se de uma história real sobre um dos homens mais rico dessa região, o senhor Ermelindo Monteiro Brasil, dono dos seringais do Bom Jardim, Rio Preto e Cujubim. Um dia Ermelindo insatisfeito com tantas doenças que atingiam seus seringueiros resolveu fazer uma promessa a São Sebastião. Prometeu que todos os anos mataria um boi e faria um festejo em homenagem ao santo, se nenhum de seus trabalhadores adoecesse. E assim aconteceu por três anos seguidos... todos os anos o boi mais gordo e robusto era morto, assava-se a carne e Ermelindo junto com seus seringueiros festejavam a noite inteira... comida e bebida não faltavam durante toda a noite. Os seus empregados o admiravam e eram muito leais, mas no quarto ano, o dono dos seringais esqueceu-se da promessa que havia feito ao santo e ao invés de festejar com os seringueiros passou a beber e comer com os banqueiros que vinham negociar a borracha. Os seringueiros insatisfeitos passaram a reclamar que Ermelindo havia se esquecido da promessa que fizera ao santo. Que ele não era mais o mesmo homem, tinha mudado muito e isso não era nada agradável e lhe trariam consequências. Um dia Ermelindo sentiu fortes dores no baço, viajou para o nordeste do país e lá os médicos descobriram que se tratava de um tumor e não quiseram operá-lo, voltando a Porto Velho, foi ter com o Doutor Ary Pinheiro que resolveu retirar o tumor, no entanto pediu a Ermelindo que nunca mais bebesse. O negócio da borracha estava em decadência, e Ermelindo passou a vender propriedades e diversos bois, o que lhe trouxe profunda tristeza e o mesmo já não ouviu nem mesmo as recomendações médicas e bebia todos os dias. Aos trinta e oito anos o corpo do Dono dos Seringais já não aguentava mais, quase todas as suas propriedades foram vendidas e negociadas. Os empregados que lhe restavam passaram a trapaceá-lo até mesmo nas vendas dos gados, vendiam dois por um. Ermelindo Monteiro Brasil foi casado com minha tia, Joana Darc, teve cinco filhos, duas mulheres e três homens, inclusive uma de suas filhas foi diretora da escola estadual Murilo Braga por muitos anos, chama-se Ermelinda Brasil (conhecida como Margarida) que cuidou de todo o enterro do querido pai. Ermelindo era muito querido pela sociedade porto velhense e o Prefeito Chiquilito Coimbra Erse para homenageá-lo, depois que construiu uma escola para atender a comunidade de São Sebastião, decretou que onome desta unidade de ensino seria E.M.E.F.Ermelindo Monteiro Brasil. Eu, Antônio Galdino de Carvalho, conhecido como Tuíca, conto-lhes a história de meu padrinho e tio com quem convivi durante esses anos nos seringais. AUTOR: TUÍCA ( ANTÔNIO GALDINO DE CARVALHO) COORDENADORAS DO PROJETO MAIS CULTURA JOANA DARC BRASIL DE CARVALHO Nasceu em Porto Velho, estado de Rondônia, professora de Língua Portuguesa das redes municipal e estadual há 19 anos, atuou como diretora da E.M.E.F.Ermelindo Monteiro Brasil por 06 anos ( 2011-2016), ministrou aulas de Língua Portuguesa durante 15 anos no ensino fundamental e médio, Secretária Executiva do CACS/Fundeb-RO, formada em Língua Portuguesa desde 2000 pela Universidade Federal de Rondônia - UNIR, Pós-Graduada em Linguística na Universidade de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. ROSÂNGELA AREND NAVA Nasceu na cidade de Laranjeiras do Sul, estado do Paraná, no ano de 1972 e mudou-se para cidade de Porto Velho, no estado de Rondônia em 1996. Professora, na rede municipal de ensino de Porto Velho há mais de dez anos. Formada em Letras (Licenciatura Plena) na Faculdade de Educação de Porto Velho-UNIPEC, Pós-Graduada em Linguística Aplicada à Produção de Textos- UNINTES, mestranda na Universidade Nihon Gakko, Paraguai. Foto: Rio Madeira por Joana Brasil . 79 O RIBEIRINHO E O RIO MADEIRA Fizeram uma viagem, Uma grande viagem Para o barco transportar suas mercadorias. Antes, matas fechadas só pegadas de bichos. Caminhavam dias e dias. Agora, um barco aqui, outro ali. Vida difícil, mas esperançosa. De um dia conseguir Melhorias para sua família. Pai, mãe, tio, tia, Avô, Avó, Plantando macaxeira para fazer farinha, Filho, sobrinho, neto, estudando para no futuro melhorar e ajudarem suas famílias. Facilitando suas vidas. Grandes cobras no madeira Assustador! Oh! Jovens batalhadores... Vem de longe, muito longe Buscando sabedoria, Corajosos guerreiros! Que lutam desde cedo Para ter um futuro promissor! Netos de soldados da borracha Filhos do solo fértil, De uma Rondônia amiga. Uma floresta cheia de misticismo e encanto. Com Curupira defensor da natureza, Cobra Grande causando o terror nas margens dos rios, Boto galã das festas ribeirinhas! O que mais tem nesta Terra encantada? Temos também! Iara para hipnotizar o pescador com seu canto. A Índia que vira a Vitória- Régia, uma planta comestível... Que Mágico! Que encanto! O que mais! O que mais... Terra de pioneiros, Forasteiros, Guerreiros, Índios , Mulatos, Caboclo e natos Somos brasileiros! Como faz o Jacaré Algoz, Para aterrorizar com sua mandíbula gigante nas águas escuras do Madeira, Com sua invisibilidade, camuflado! Seus olhos na noite são faróis na imensidão. Oh! Que horror! Só esperando sua presa Cair para abocanhar e tornar seu alimento! Que lamento! Não aguento! Quem tem medo? Todo mundo tem seus medos: De jacaré ou Cobra grande De Curupira ou Mapinguari Mas o medo mais terrível É de sonhar, de repente, Algo muito além do que Nossos sonhos aparentes. De escrever nossas histórias E não conseguir voltar atrás Entrar no túnel do tempo E voltar a ser criança. Brincar com o Curupira Lá no meio da floresta, E no fundo descobrir, que Ele queria fazer festa! Ir para beira do rio e encontrar o boto Um lindo jovem de terno branco, Chapéu no lado, Que lindo esse boto encantado! Quero, para ser meu namorado. No meio do rio, o pescador De vez em quando, silêncio... Iara com seu canto, Deixando o pescador louco E sua mãe aos prantos! - Meu filho, não escutes essa moça! Pois, ela será sua ruína. No meio da floresta Pés de açaí e guaraná Castanheiras e bananeiras... Temos tanta comida para alimentar a tribo inteira e quem mora na beira do Rio Madeira... Loucura? O dia em que o mundo parou! O curupira enlouqueceu na mata! O saci resolveu virar pirata! O Pajé foi viajar para Acertar as contas com Alá! O dia em que o mundo parou! Resolvi tirar umas férias Ir para Nova York E atravessar os mares, Mas sem dinheiro! Só no sonho, de voar pelos ares! O dia em que o mundo parou! Fiquei sem entender coisa nenhuma! Viajei sem grana alguma! Mas parei numa tribo Na beira do Rio Madeira! Que emoção, que loucura Não quis acordar do meu sonho, para enfrentar minha vida dura. De insegurança e amargura. AUTORA: ROSÂNGELA AREND 80