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AD1 – 2021.1 DISCIPLINA: LITERATURA NA FORMAÇÃO DO LEITOR Coordenação: Profª Ana Maria de Bulhões Carvalho Caro (a) aluno (a): Esta é a primeira avaliação a distância deste semestre, individual e com consulta. Aproveite a boa ocasião para reforçar seus conhecimentos, considerando-a como um estudo dirigido, uma oportunidade de melhorar seu rendimento final na disciplina e garantir resultado satisfatório no Curso. Esta avaliação será realizada exclusivamente pela plataforma. Para responder às perguntas, leia os enunciados das questões e procure ser claro e objetivo na elaboração de suas respostas. INSTRUÇÕES Leia no Tutorial da plataforma o passo a passo para a realização deste tipo de avaliação on line. Se tiver alguma dúvida no preenchimento ou na maneira de postar a sua prova, consulte sua mediadora a distância. Revise tudo antes da postagem definitiva. Boa prova! QUESTÃO 1 (3,0 PONTOS) 1.1 O que faz Carlos Drummond de Andrade neste poema? Comente esta forma de falar sobre poesia por um poeta. No poema, Drummond fala sobre fazer poesia. A poesia que inunda sua vida inteira e está viva dentro dele, mas que ele não consegue transpor para o papel. Trata-se de um metapoema, i.e., um poema falando sobre o poema. OBS.: Remete à fala de Cabral na questão 1.3. 1.2 Na Wikipedia lemos: A poesia, ou texto lírico, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. Poesia, segundo o modo comum de falar, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice. Diga de outro modo: quando se fala em poesia, se pensa, sobretudo, em duas coisas ... – complete a frase, enumerando e explicando cada um desses elementos. Em sentimento, em emoção, no conjunto de ideias que se quer expressar de uma forma específica. Esta forma é o poema. Sendo assim, o poema é a obra e a poesia é sua matéria-prima. 1.3 Poetas podem se manifestar usando a prosa e o modo reflexivo para falar sobre poesia, como neste exemplo, retirado do texto de abertura da Conferência sobre Poesia e Composição, que realizou o poeta João Cabral de Melo Neto na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, 1952): A inspiração e o trabalho da arte A composição, que para uns é o ato de aprisionar a poesia no poema e para outros o de elaborar a poesia em poema; que para uns é o momento inexplicável de um achado e para outros as horas enormes de uma procura, segundo uns e outros se aproximem dos extremos a que se pode levar o enunciado desta conversa, a composição é, hoje em dia, assunto por demais complexo, e falar da composição, tarefa agora dificílima, se quem fala preza, em alguma medida, a objetividade. Responda: a que posturas extremas se refere Cabral quando fala dos poetas, e por que não é fácil falar sobre isso com objetividade? João Cabral se refere a dois tipos de poeta: o que escreve por impulso, por “inspiração” e o que escreve por “transpiração”, ou seja, o que estuda a palavra antes de utilizá-la, tentando tirar dela seu melhor significado. Por isso falar sobre a composição poética é tão difícil. QUESTÃO 2 (3,0 PONTOS) 2.1 Aponte dois elementos singularizantes da poesia que se destacam nestes versos do poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade e diga por que os escolheu: O elemento que se destaca mais é a técnica da palavra que puxa palavra, criando uma forma especial de repetição. 2.2 Procure na internet ou crie você mesmo (a) um poema escrito à maneira do poema Quadrilha, inspirado nele. Livre. 2.3 Justifique o título do poema. Por que “quadrilha”? Explique. O título do poema se refere à dança, muito comum nas festas juninas brasileiras, em que, em determinado momento, trocam-se os parceiros, formando-se novos pares, até se completar todo o círculo. Retrata um movimento de separação e posterior ajuntamento. QUESTÃO 3 (2,0 PONTOS) Leia cada um dos exemplos e associe uma característica possível, retirada dos pares de termos apostos: Soneto Canção Redondilha maior Redondilha menor Repetição Metáfora Onomatopeia Assonância Língua-mar( Adriano Espínola) a língua em que navego, marinheiro, na proa das vogais e consoantes, é a que me chega em ondas incessantes à praia deste poema aventureiro (...) Metáfora (língua – mar) Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral( Caetano Veloso ) Assonância- repetição de um som. A CAROLINA (Machado de Assis) Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, — restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados. Que eu, se tenho nos olhos malferidos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. Publicado no livro Relíquias de Casa Velha (1906). Trata-se de um soneto. Machado de Assis compôs este lindo poema em homenagem à sua mulher, Maria Carolina, quando esta faleceu. Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá ( Gonçalves Dias) Redondilha maior- versos de sete sílabas poéticas. QUESTÃO 4 (2,0 PONTOS) Leia este poema de Haroldo de Campos, um dos principais poetas do Concretismo: 4.1 Comente o poema a partir das características do movimento concretista. Dê duas características. 1. Valorização da forma gráfica. A forma é uma indicação do conteúdo. Desmontagem da palavra: o tema da palavra se modifica a partir da inserção de prefixos. 2. Banimento da estrutura formal ( emprego de versos livres) 4.2 Busque na internet dois outros exemplos de poemas concretos que explorem traços diferentes dos apresentados neste poema de Haroldo de Campos. Não se esqueça de dar nome e fonte de consulta. Livre