Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVOS 
1. Descrever as estruturas e mecanismos 
responsáveis pela audição 
(Sistema auditivo) 
2. Descrever as estruturas e mecanismos 
responsáveis pelo equilíbrio 
(Sistema vestibular). 
3. Citar as causas mais prevalentes de 
perda auditiva e as possíveis medidas de 
prevenção. 
(enfatizar causas ocupacionais, seus aspectos 
legais) 
4. Citar os métodos diagnósticos clínicos e 
complementares disponíveis para avaliação da 
acuidade auditiva e do equilíbrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Percepção, consciência 
e emoção 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
Informações sobre o som! 
Os sons é uma onda mecânica que precisa 
de um meio de propagação, que é o ar, 
para se propagar, sendo nada mais do que 
variações audíveis na pressão do ar, ou seja, 
quando um objeto se movo em uma direção, 
pode-se detectar o som devido ao fato que 
aquele movimento comprime um trecho de 
ar, que acaba se tornando mais denso. Se 
afastamos o objetivo, o ar fica mais rarefeito, 
ou seja, com uma menor densidade, há mais 
espaço para as moléculas se espalharem. 
A frequência do som é nada mais do que o 
número de trechos de ar comprimidos ou 
rarefeitos que passam pelos ouvidos a cada 
segundo. Expressa em hertz (Hz): NÚMERO DE 
CICLOS POR SEGUNDO. 
Uma onda sonora de alta frequência é a que 
apresenta maiores regiões comprimidas em 
vários ciclos de onde, enquanto a de baixa 
frequência é a que apresenta maior número 
de regiões rarefeitas. 
Nosso sistema auditivo pode responder a 
ondas de pressão dentro da faixa detectável 
de 20 a 20.000 Hz (embora essa faixa audível 
diminua significativamente com a idade e a 
exposição a ruídos, especialmente as 
frequências mais altas). 
 
A intensidade do som está diretamente 
relacionada ao volume, sons com maiores 
intensidades são ditos sons altos e sons com 
menores intensidade são chamados de sons 
baixos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Descrever as estruturas e mecanismos 
responsáveis pela audição 
O ouvido humano é formado principalmente 
por três partes: ouvido interno, ouvido médio 
e ouvido externo. 
 
- Ouvido externo: compõe as estruturas do 
pavilhão até a membrana timpânica. 
 
- Ouvido médio: é formado pela membrana 
timpânica e os ossículos. 
 
- Ouvido interno: constitui a região que vai da 
estrutura medial até a janela oval. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ouvido externo do ser humano é formado 
tanto por parte uma parte visível, quanto por 
uma parte que se encontra já no interior da 
cabeça. 
 
A porção visível do ouvido é constituída 
basicamente por cartilagem coberta de pele, 
que forma um funil chamado de pavilhão da 
orelha ou aurícula, tendo a função principal 
de captação do som. 
- A forma do pavilhão da orelha torna mais 
sensível a recepção de ondas sonoras que 
chega na frente do que atrás. 
 
Terminando a porção visível, temos a entrada 
para o ouvido interno por meio do chamado 
meato acústico externo, que se estende por 
cerca de 2,5 cm para a parte interna do 
crânio e termina quando chega numa 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
membrana que é chamada de tímpano ou 
membrana timpânica. 
 
Essa membrana timpânica apresenta um 
formato levemente cônico, com a ponta do 
cone estendendo-se para dentro da 
cavidade do ouvido médio. 
 
Na membrana timpânica, temos conectada 
a sua superfície medial uma série de ossos 
pequenos conhecidos como ossículos, eles 
são três: Martelo, bigorna e estribo. 
 
O martelo é o primeiro osso que está ligado a 
membrana timpânica. Ele forma uma 
conexão rígida com a bigorna, que enfim 
forma uma conexão flexível com o estribo. 
 
A porção basal achatada do estribo, a 
platina, move-se para dentro e para fora, 
como um pistão, na janela oval, transmitindo, 
assim, as vibrações sonoras aos fluidos da 
cóclea no ouvido interno. 
 
Esses ossículos quando recebem vibrações da 
membrana timpânica acabam transferindo 
os movimentos para uma outra membrana 
que cobre um orifício no osso do crânio, 
chamado de JANELA OVAL. 
 
Atrás da janela oval, há uma estrutura 
preenchida de fluído chamada de cóclea, 
que é responsável por transformar o 
movimento físico da membrana da janela 
oval em uma resposta neural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Depois que é gerada uma resposta neural ao 
som, o sinal é transferido para uma série de 
núcleos no tronco encefálico, que depois são 
enviados a um núcleo de retransmissão no 
tálamo (o NÚCLEO GENICULADO MEDIAL), 
para só assim, ser projetado no córtex 
auditivo primário, ou AI, localizado no lobo 
temporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Onda sonora move a membrana timpânica. 
Membrana timpânica move ossículos 
Ossículos movem a membrana da janela oval 
Movimento da janela oval móvel o fluído da 
cóclea 
Movimento do fluído na cóclea causa resposta 
nos neurônios sensoriais 
 
 
Observação! O ar no ouvido médio está em continuidade 
com o ar nas cavidades nasais através da tuba auditiva ou 
trompa de Eustáquio. Quando você está em um avião 
subindo por exemplo, a pressão do ar circundante diminui. 
Enquanto a válvula na tuba de Eustáquio estiver fechada, 
o ar no ouvido médio permanece na pressão do ar antes 
de você começar a subir. 
Pelo fato de a pressão no interior do ouvido médio estar 
mais alta do que a pressão do ar no exterior, a membrana 
timpânica protrai, causando uma pressão desagradável ou 
dor no ouvido. 
A dor pode ser aliviada por bocejo ou deglutição, que 
abrem a tuba de Eustáquio, igualando, desse modo, a 
pressão do ar no ouvido médio com a pressão do ar do 
ambiente. O oposto pode acontecer. 
Tuba de 
Eustáquio 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
Qual a importância dos ossículos? 
 
Os ossículos são de fundamental importância 
para a amplificação do som, uma vez que, se 
não houvesse esses ossos, a onda sonora 
entraria em contato direto com a janela oval, 
fazendo com que essa membrana se 
movesse muito pouco, além disso menos de 
0,1% do som seria transferido para o fluido da 
cóclea devido a reflexão da onda sonora 
pelo líquido. 
 
Deve-se lembrar que quando estamos dentro 
de uma piscina, quase sempre não 
escutamos nada vindo do meio exterior 
devido a grande capacidade de reflexão. 
 
É importante ressaltar que a combinação da 
maior força na janela oval devido ao sistema 
de alavancas dos ossículos mais a menor área 
da janela oval tornam a pressão na janela 
oval 20 vezes maior do que a pressão na 
membrana timpânica, sendo esse aumento 
suficiente para mover o fluido no 
ouvido interno. 
 
Reflexo de Atenuação 
 
Os dois músculos ligado aos ossículos 
desempenham um papel significativo sobre a 
transmissão do som, principalmente protetor. 
 
Há dois músculos que se ligam aos ossículos: 
O músculo tensor do tímpano e o músculo 
estapédio. 
 
O músculo tensor do tímpano se encontra 
ligado de um lado a parte do osso da 
cavidade do ouvido médio e do outro ao 
martelo, já o músculo estapédio vai estar 
ligado da fixação no osso até o estribo. 
 
A importância desses músculos está no fato 
de que quando se tem a exposição a uma 
onda sonora barulhenta, ocorre a contração 
deles e, consequentemente, uma diminuição 
da flexibilidade da cadeia dos ossículos que 
se torna rígida, fazendo com que seja 
diminuída a condução do som ao ouvido 
interno. Esse processo é chamado de REFLEXO 
DA ATENUAÇÃO. 
 
 
 
O reflexo da atenuação é visto como uma 
forma de adaptar o ouvido ao som contínuo 
de alta intensidade para que seja 
identificados outros sons, não saturando a 
respostasdos receptores do ouvido somente 
com esse som de alta intensidade, 
aumentando, assim, a faixa dinâmica em que 
podemos escutar. 
 
Além disso, é um importante mecanismo de 
proteção contra sons barulhentos que 
poderiam causar algum problema na 
audição. 
 
Observação! O reflexo do som é muito mais 
efetivo em frequências baixas (som grave) do 
que em frequências altas (som agudo). E essa 
característica é a que nos ajuda a diferenciar 
os sons de alta frequência em locais com 
ruídos de baixas frequência, como, por 
exemplo, a compressão da fala em locais 
barulhentos. 
 
O reflexo também é o motivo de não 
escutarmos nossa voz tão alta quando 
falamos. 
 
Anatomia da cóclea 
 
A cóclea faz parte da orelha interna e está 
contida dentro do labirinto membranoso, que 
por sua vez encontra-se dentro do labirinto 
ósseo, na porção petrosa do osso temporal. 
 
A cóclea tem uma forma de espiral que 
lembra uma concha de caracol. A parte oca 
é formada por ossos que se enrolam em torno 
de um pilar central da cóclea é uma estrutura 
cônica chamada de modíolo. Ela é 
comparada aproximadamente ao tamanho 
de uma ervilha. 
 
Na base da cóclea, há dois orifícios cobertos 
por membrana: a janela oval, abaixo do 
estribo, e a janela redonda. A primeira separa 
a escala vestibular da orelha média, 
enquanto a segunda separa a escala 
timpânica da orelha média. 
 
Quando cortamos a cóclea de forma 
transversal, vemos que o tubo está dividido 
em três câmeras preenchidas por fluido: a 
escala (rampa) vestibular, a escala média e 
a escala timpânica, que se enrolam ao redor 
da porção interna da cóclea, como uma 
escada em espiral. 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
Há duas membranas que separam essas 
escalas: 
- Membrana de Reissner: separa a escala 
vestibular da escala média. 
- Membrana basilar: separa a escala 
timpânica da escala média. 
 
Apoiado na membrana basilar, encontramos 
o ÓRGÃO DE CORTI, formado por neurônios 
receptores auditivos com uma membrana 
tectorial suspensa sobre ele. 
 
No ápice da cóclea, a escada média está 
fechada, e a escala timpânica tem 
continuidade com a escala vestibular através 
de um orifício nas membranas chamado de 
helicotrema. 
 
As escalas, ou rampas, são preenchidas por 
líquido, sendo que a escala média é 
preenchida por endolinfa, e escala vestibular 
e timpânica pela perilinfa. 
 
A perilinfa tem uma constituição iônica 
semelhando à do fluido cefalorraquidiano: 
- Concentrações baixas de K+ (7 mM) 
- Concentrações altas de Na+ (140 mM) 
 
Já a endolinfa é caracterizada como um 
fluido extracelular incomum por apresentar: 
- Concentrações altas de K+ (150 mM) 
- Concentrações baixas de Na+ (1 mM) 
 
Essa diferença na concentração iônica e 
gerada por processos de transporte ativo que 
ocorrem na estria vascular, o endotélio que 
recobre a parede da escala media. A estria 
vascular reabsorve sódio e secreta potássio 
contra seus gradientes de concentração. 
Por conta da diferença de concentração 
iônica e à permeabilidade da membrana de 
Reissner, a endolinfa tem um potenciale 
létrico, que é 80 mV mais positivo que o da 
perilinfa, chamado de potencialendococlear. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fisiologia da Cóclea 
 
O movimento dos ossículos atua como pistão 
fazendo um movimento para dentro na 
janela oval que empurra a perilinfa na escala 
vestibular. 
 
Devido ao aumento da pressão do fluido na 
janela oval, a janela redonda se projeta para 
fora como resposta ao movimento da janela 
oval para o interior da cóclea, uma vez que a 
pressão do fluido não tem outro lugar para 
escapar, sendo necessário a manutenção do 
equilíbrio. Então a onda sonora entra pela 
janela oval percorrendo a escada vestibular 
passando para a escada timpânica e 
terminando na janela redonda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
- Membrana Basilar 
 
Quando o som empurra a platina do estribo 
sobre a janela oval, ele fará a movimentação 
da perilinfa, que vai acabar deslocando 
também a membrana de Reissner que é 
muito flexível. 
 
Assim, com a movimentação da membrana 
de Reissner, a endolinfa no interior da escala 
média se movimenta atingindo diretamente a 
membrana basilar, em que foi com a 
pesquisa do biofísico Georg von Békésy, que 
se percebeu que é com a movimentação da 
membrana basilar que se tem possibilita a 
propagação da onda da base em direção 
ao ápice. 
 
A membrana basilar que separa a estria 
vascular da estria timpânica tem duas 
características que ajudam na resposta 
sonora. A primeira é que ela é mais larga no 
ápice do que na base, além de a rigidez dela 
ir diminuindo da base para o ápice 
 
A distância que a onda sonora percorre na 
membrana basilar depende da frequência do 
som. Se a frequência for alta, a base mais 
rígida da membrana vibrará muito e dissipará 
a maior parte da energia, fazendo com que 
a onda não se propague para muito longe. 
Já os sons de baixa frequência, geram ondas 
que se propagarão até o ápice flexível da 
membrana antes que a maior parte da 
energia tenha se dissipado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Órgão de corti e estruturas associadas 
 
Para que possamos escutar um som, 
precisamos transformar a onda mecânica do 
som em um estímulo excitável para que as 
células possam realizar o sistema de 
transdução com a polarização da 
membrana. 
 
O órgão que faz essa função é chamado 
ÓRGÃO DE CORTI, que é formado por células 
ciliadas dos pilares de Corti, além de células 
de sustentação e os pilares de Corti. 
 
- Os pilares de Corti se encontram entre as 
duas membranas e fornecem sustentação 
estrutural. 
 
- As células ciliadas são os receptores 
auditivos que cada uma possui 
aproximadamente 100 enterocílios 
(microvilosidades rígidas que lembram cílios) 
que se projetam na região apical, sendo o 
deslocamento desses cílios o causador da 
transdução do som em um sinal neural. 
 
Essas células se encontram localizadas entre a 
membrana basilar e uma fina lâmina de 
tecido chamada de lâmina reticular. 
 
Elas podem ser classificadas em células 
ciliadas interna e células ciliada externa. 
 
As células ciliadas externas estão localizadas 
externamente aos pilares de Corti, enquanto 
as células ciliadas internas estão entre o 
modíolo e os pilares de Corti. 
 
São essas células ciliadas que vão ter o papel 
de fazer sinapses com neurônios cujo o corpo 
celular estão no gânglio espiral, dentro do 
modíolo, que é o eixo piramidal ósseo. 
 
As células do gânglio espiral são bipolares 
com os neuritos se estendendo para as partes 
laterais e basais das células ciliadas, onde 
vão ser estabelecidas as conexões sinápticas. 
 
Os axônios do gânglio espiral entram no nervo 
vestíbulo-coclear (VIII nervo craniano), o qual 
se projeta aos núcleos cocleares no bulbo. 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transdução pelas células ciliadas 
 
Quando a membrana basilar se move em 
resposta a um movimento do estribo, toda a 
estrutura que sustenta as células ciliadas se 
movimenta em direção ou se afastando da 
membrana tectorial. 
 
Com a movimentação da membrana 
tectorial temos o movimento dos enterocílios 
das células ciliares externas que estão 
diretamente ligadas a essa membrana, 
fazendo o movimento desses enterocílios de 
um lado para o outro. 
 
A extremidade dos enterocílios das células 
ciliadas internas também se desloca 
principalmente devido o fatode serem 
empurradas pela endolinfa. 
 
Devido ao fato de os enterocílios estarem 
ligados por conexões laterais, o movimento 
de um desses enterocílios já causam a 
movimentação dos outros, como se eles se 
movessem em unidade. 
 
A movimentação desses enterocílios pode 
ocasionar duas diferentes ações, pois quando 
eles se movem para um lado ocorre a 
despolarização da célula ciliada e quando 
ele move para o outro lado ocorre a 
hiperpolarização dessa célula devido a 
geração de um potencial receptor. 
 
Isso ocorre por que hoje se sabe que esses 
enterocílios apresentam canais iônicos dos 
potenciais receptores transitórios (TRP) em 
suas membranas, o canal TRPA 1 nas pontas 
Dos esterocílios, em que cada canal está 
conectado por um filamento elástico à 
parede do estereocílio adjacente. 
 
Quando esses esterocílios estão retos, as 
conexões da ponta dos estereocílios mantém 
o canal em um estado parcialmente aberto, 
que permite um pequeno escoamento de K+ 
da endolinfa para dentro da célula ciliada. 
 
É o deslocamento desses esterocílios em uma 
direção que vai permitir a mudança na 
conformação dos canais. 
 
Quando eles se movimentam na direção do 
esterocílios mais apical, ocorre a entrada de 
K+ na célula ciliada, que ocasiona uma 
despolarização, que vai ativar os canais de 
cálcio dependentes de voltagem. Com a 
entrada de Ca 2+ dispara a liberação do 
neurotransmissor, geralmente glutamato, que 
ativa os axônios do gânglio espiral, que estão 
em contato pós-sináptico com as células 
ciliadas. 
 
Se esses esterocílios se movem para o lado 
oposto, vai ocorrer a diminuição da tensão 
nas conexões das pontas, o que permite que 
o canal se feche completamente, não 
havendo mais entrada de K+ na célula, o que 
causa a hiperpolarização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Células ciliadas interna e externa 
 
 
As células ciliadas são inervadas pelo nervo 
auditivo que é formada por axônios de 
neurônios em que os corpos celulares estão 
no gânglio espiral. 
 
As células ciliadas interna, apesar de se 
encontrarem em número menor, são elas que 
se comunicam com cerca de 95% dos 
neurônios do gânglio espiral, sendo cerca de 
10 neuritos do gânglio espiral são supridos por 
uma única célula ciliar interna. É por isso que 
se pode afirmar que a maior parte da 
informação que deixa a cóclea vem de 
células ciliadas internas. 
 
Já as células ciliadas externas por se 
apresentarem em um grande número, varias 
dessas células fazem sinapses com apenas 
um axônio ganglionar. Em decorrência disso, 
menos de 5% dos neurônios do gânglio 
recebem aferência sináptica dessas células 
ciliadas externas. 
 
 
- Amplificação pelas células ciliadas externas 
 
Hoje se sabe que as células ciliares externas 
apesar de pouca influenciar nas eferências 
cocleares, desempenha um papel importante 
na transdução do som. 
 
Isso por que essas células parecem atuar 
como pequenos motores para amplificar o 
movimento da membrana basilar durante os 
estímulos sonoros de baixa intensidade, sendo 
consideradas amplificador coclear. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Essa amplificação é realizada principalmente 
por proteínas motoras presentes nessas células 
que podem alterar o comprimento, sendo 
essa proteína chamada de “prestina”, que faz 
com que quando essa proteína causa 
mudança no comprimento da célula ciliada, a 
membrana basilar é aproximada ou afastada 
da lâmina reticular e da membrana tectorial, 
uma vez que as células ciliadas externas estão 
ligadas à membrana basilar e à lâmina 
reticular. 
 
Quando as células ciliadas externas 
amplificam a resposta da membrana basilar, 
os estereocilios das células ciliadas internas 
deslocam-se mais, e o processo de 
transdução nessas produz uma resposta maior 
no nervo auditivo. 
 
Portanto, por intermédio desse sistema de 
retroação, as células ciliadas externas 
contribuem significativamente para a 
eferência da cóclea. Sem o amplificador 
coclear, o movimento máximo da membrana 
basilar seria cerca de 100 vezes menor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O fato interessante e que a abertura dos canais de 
K+ produz uma despolarização na célula ciliada, 
enquanto que a abertura dos canais de K+ causa 
hiperpolarizações na maioria dos neuronios. 
A razão para as células ciliadas responderem 
diferentemente dos neurônios está na alta 
concentração de K+ na endolinfa, a qual produz 
um potencial de equilíbrio de K+ de 0 mV, 
comparado com o potencial de equilíbrio de –80 
mV dos neurônios típicos. 
Outra razão para o K+ ser conduzido para dentro 
da célula ciliada e o potencial endococlear de 80 
mV, o qual auxilia a criar um gradiente de 125 mV 
através da membrana dos estereocilios. 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
O efeito amplificador das células ciliadas 
externas explica como certos antibióticos (p. 
ex. Canamicina – era utilizado no tratamento 
de uberculose) que danificam as células 
ciliadas podem levar à surdez. 
 
 
 
Os antibióticos danificam quase que 
exclusivamente as células ciliadas externas, 
não as internas. 
 
Por essa razão, a surdez produzida pelos 
antibióticos é considerada uma 
conseqüência do dano ao amplificador 
coclear (i.e., às células ciliadas externas), 
demonstrando quão essencial é a função 
deste amplificado 
 
 
O efeito das células ciliadas externas sobre a 
resposta das células ciliadas internas pode ser 
modificado por neurônios externos a cóclea. 
Além das aderências do gânglio espiral que 
se projetam da cóclea ao tronco encefálico, 
existem aproximadamente 1.000 fibras 
eferentes, as quais se projetam do tronco 
encefálico em direção à cóclea. 
 
Essas eferências são amplamente 
divergentes, estabelecendo sinapses nas 
células ciliadas externas e liberando 
acetilcolina. A estimulação dessas eferências 
muda o formato das células ciliadas externas, 
afetando, dessa maneira, as respostas das 
células ciliadas internas. 
 
Processos auditivos centrais 
 
A aferência do gânglio espiral (ou seja, a 
capacidade do gânglio de conduzir ou trazer 
o impulso nervoso) se juntam com às do 
sistema vestibular para formar o VIII par 
craniano (nervo vestíbulo-coclear) que 
entram no tronco encefálico. 
 
O nervo chega no bulbo e projeta-se no 
núcleo coclear de onde se originam os 
neurônios de 2a ordem. 
 
O núcleo coclear é dividido em três núcleos: 
- Núcleo cocleares dorsal 
- Núcleo coclear ântero-ventral 
- Núcleo coclear póstero-ventral 
 
Dos núcleos cocleares ventrais partem fibras 
para a ponte, tanto no núcleo olivar superior 
do mesmo lado como do lado oposto, em 
que esse complexo olivar superior projeta 
fibras ascendentes em direção ao colículo 
inferior no mesencéfalo por meio do lemnisco 
lateral. 
 
Já as fibras do núcleo coclear dorsal partem 
totalmente para mesencéfalo no colículo 
inferior do lado contralateral. 
 
O colículo inferior é subdividido em núcleo 
central, externo e dorsal. 
 
- O núcleo central do colículo inferior envia 
projeção ao tálamo no NÚCLEO GENICULADO 
MEDIAL do corpo geniculado medial e de lá 
para o córtex auditivo primário. É responsável 
pela percepção auditiva e por reflexos de 
ajuste. 
 
- O núcleo externo do colículo inferior tem 
função acusticomotora, orientando a 
cabeça em relação ao eixo do corpo. 
 
- A função do núcleo dorsal do colículo 
inferior ainda não é conhecida. 
 
O córtex auditivo situa-se no giro temporal 
transverso do lobo temporal e identificamos 
os córtices auditivos primário (41), 
secundários (42) e a área auditiva associativa 
(área de Wernicke) (22) 
 
➢ O córtex auditivo primário no gira de 
Heschl no lobo temporal tem uma 
organização em colunas, em que cada 
uma é responsável pela percepçãode 
uma frequência sonora. Essa organização 
é chamada de tonotópica em colunas de 
isofrequência 
 
➢ Os mapas tonotópico existem na 
membrana basilar que vão se projetando 
nos núcleos de retransmissão auditivos, no 
núcleo geniculado medial e no córtex 
auditivo primário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observações! 
Outras projeções e núcleos do tronco encefálico, 
além dos descritos anteriormente contribuem 
para a via auditiva. Por exemplo, o colículo 
inferior envia axônios não apenas para o NGM, 
mas também ao colículo superior, onde ocorre a 
integração das informações auditiva e visual e ao 
cerebelo. 
Existem amplas retroações nas vias auditivas. Por 
exemplo, os neurônios do tronco encefálico 
enviam axônios que fazem contato com as 
células ciliadas externas, e o córtex auditivo envia 
axônios ao NGM e ao coliculo inferior. 
 
Os núcleos auditivos no tronco encefálico, com 
exceção dos núcleos cocleares, recebem 
aferência de ambos os ouvidos. Isso explica o fato 
clinicamente importante de que a única maneira 
na qual uma lesão no tronco encefálico possa 
resultar em surdez para um ouvido é se forem 
destruídos os núcleos cocleares (ou o nervo 
vestíbulo-coclear) de um lado. 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
Descrever as estruturas e mecanismos 
responsáveis pelo equilíbrio 
O sistema vestibular é responsável por nos 
orientar quanto ao sentindo do equilíbrio, 
informando aos nossos organismos a posição 
e o movimento da cabeça que ajuda na 
coordenação dos movimentos dos órgãos 
dessa região, como o olho, além do ajuste na 
postura corporal. 
 
Isso é comprovado principalmente pelo fato 
de que quando temos alguma alteração 
nesse sistema, ocorre sensações que são 
desagradáveis resultando, muitas vezes, em 
sensações de desequilíbrio, acompanhadas 
de vertigem, náusea e movimentação sem 
controle dos olhos. 
 
O Labirinto Vestibular 
 
O sistema vestibular, assim como o sistema 
auditivo, utiliza células ciliadas para traduzir os 
movimentos. 
 
Esse sistema é formado por dois tipos básicos 
de estrutura que tem o objetivo principal de 
transmitir a energia mecânica do movimento 
da cabeça às células ciliadas, mas que cada 
tipo é sensível a um movimento diferente. 
 
- Órgãos otolíticos: que detectam a força da 
gravidade e as inclinações da cabeça 
- Canais semicirculares: que são sensíveis à 
rotação da cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Órgãos Otolíticos 
São um par de câmeras relativamente 
grandes que estão próximas ao labirinto 
chamadas de SÁCULO E O UTRÍCULO. 
 
Eles conseguem detectar mudança no 
ângulo da cabeça, quando, por exemplo, 
inclinamos esse órgão, uma vez que o ângulo 
entre os órgãos otolíticos e a direção da força 
da gravidade mudam. 
 
Além disso, há o reconhecimento da 
aceleração linear da cabeça, que acontece, 
por exemplo, quando você sobe ou desce de 
um elevador no momento da arrancada e da 
parada. 
 
Cada órgão otolítico contém um epitélio 
sensorial chamado MÁCULA, a qual está 
orientada verticalmente dentro do sáculo e 
horizontalmente dentro do utrículo quando a 
cabeça está aprumada. 
 
É nesse epitelial sensorial chamado de 
mácula que iremos encontrar células ciliadas 
dispostas em uma camada que é constituída 
de células de sustentação com os seus 
estereocílios se projetando para dentro de 
uma estrutura gelatinosa. 
 
Os movimentos vão ser percebidos e 
traduzidos por essas células ciliadas quando 
os feixes de estereocílios são defletidos 
 
 
 
Além disso, a característica principal desses 
órgãos otolíticos é a presença de diminutos 
cristais de carbonato de cálcio chamados de 
otólitos que estão incrustado na cobertura 
gelatinosa da mácula e que são de extrema 
importância para a sensibilidade da mácula 
a inclinações. 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
Isso por que quando o ângulo da cabeça é 
alterado ou quando ela é acelerada, é feita 
nos otólitos uma força que retiram esses 
cristais de carbonato do estado inércia a qual 
estavam submetidos. Com a movimentação 
dos otólitos, temos também a movimentação 
levemente da cobertura gelatinosa, que 
acabam se curvando, fazendo assim o 
movimento final dos estereocílios das células 
ciliadas. 
 
No entanto, para que se tenha resposta a 
esse movimento, é necessário que o 
deslocamento dos estereocílios sigam a 
direção do cílio mais cumprido presente 
nessa mácula, chamado de CINOCÍLIO. 
Isso por que vai ser somente nessa direção 
que vai haver a despolarização da célula. 
 
O movimento contrário resultará em uma 
hiperpolarização, que vai inibir a célula. 
 
O mecanismo de transdução das células 
ciliadas vestibulares é essencialmente o 
mesmo que o das células ciliadas auditivas. 
 
A cabeça pode se inclinar e se movimentar 
em qualquer direção, pois as células ciliadas 
do utrículo e do sáculo estão orientadas para 
responder efetivamente a todas direções. As 
máculas do sáculo estão orientadas mais ou 
menos verticalmente, enquanto que as 
máculas do utrículo estão em orientação 
horizontal. 
 
É importante ressaltar que o conjunto sáculo e 
utrículo de um lado da cabeça vai ser imagem 
especular do conjunto do outro lado, de modo 
que, quando um determinado movimento da 
cabeça excita células ciliadas de um lado, ele 
acaba inibindo as células ciliadas na localização 
correspondente do outro lado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Canais Semicirculares 
 
São três estruturas em forma de labirinto 
posicionados formando um ângulo de 90 
grau entre si. 
 
Os canais semicirculares vão detectar 
movimentos de rotação da cabeça, como 
sacudi-la de um lado para o outro ou acenar, 
inclinando a cabeça para frente ou para trás. 
Eles também vão reconhecer a aceleração 
angular, que é gerada pelos movimentos 
rotacionais repentinos. Ou seja, os canais 
semicirculares estão relacionados a 
manutenção do equilíbrio dinâmico do 
indivíduo. 
 
Em cada um dessa canais, encontramos uma 
protuberância do canal que é chamada de 
AMPOLA. Nessa ampola, localizamos as 
células ciliadas dos canais agrupadas em 
uma camada de células chamada de crista. 
 
Das células ciliadas, se projetam os 
esterocílios para dentro de uma cúpula 
gelatinosa, que vai do lúmen do canal para 
dentro da ampola. Como os canais 
semicirculares são preenchidos com 
endolinfa, quando o canal sofre uma rápida 
rotação, o movimento mais atrasado da 
endolinfa devido a inércia faz uma força na 
cúpula que é encurvada, dobrando os 
esterocílios. 
 
Como nos outros processos de transdução 
com as células ciliadas, deve-se lembrar que 
dependendo da direção de rotação pode ser 
estimulada ou inibida a liberação de 
neurotransmissores das células ciliadas para 
as terminações axonais do nervo vestibular. 
 
Junto, os três canais semicirculares de cada 
lado da cabeça auxiliam na percepção de 
todos os ângulos possíveis de rotação da 
cabeça. 
 
Vale a pena ressaltar que se a rotação da 
cabeça for mantida em velocidade 
constante, a endolinfa vai acabar se 
movimento junto com o canal, o que vai fazer 
com que, após 15 a 30 segundos, reduza ou 
até cesse o encurvamento da cúpula. 
 
No entanto, no momento em que a rotação 
da cabeça e dos seus canais cessa, a inércia 
da endolinfa vai provocar a inclinação da 
cúpula na outra direção, gerando uma 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
resposta oposta das células ciliadas. Isso 
causa uma sensação temporária de rotação 
no sentido contrário. Esse sistema explica o 
porquê de uma criança perder o equilíbrio 
sempre que para de repente degirar, por 
exemplo. 
 
 
 
Vias Vestibulares Centrais e Reflexos Vestibulares 
 
As vias vestibulares centrais são responsáveis 
pela coordenação e integração entre os 
movimentos da cabeça e do corpo. 
 
Elas são utilizadas para controlarem a 
eferência dos neurônios motores que ajustam 
a posição da cabeça, dos olhos e do corpo. 
 
Os axônios vestibulares primários do VIII nervo 
craniano fazem conexões diretas com os 
núcleos vestibulares. 
 
Os axônios dos núcleos vestibulares (2° 
ordem) se projetam para vários locais, 
conforme a via consciente ou inconsciente. 
 
- Via inconsciente: é a que se direciona ao 
cerebelo (lóbulo flóculo-nodular) através do 
fascículo vestíbulo-cerebelar; 
Auxiliando na coordenação do movimento 
do olhos, da cabeça e da postura. 
 
- Via consciente: cujo trajeto é ainda obscuro, 
porém há projeções no córtex, no lobo 
parietal, próximo à inervação somestesica da 
face. 
 
As informações dos núcleos vestibulares 
destinam-se também para: 
 
1) Núcleos óculomotores (III par): controla o 
movimento dos olhos durante a 
movimentação da cabeça e do corpo 
(reflexo vestíbulo-ocular) 
 
2) Do núcleo vestibular lateral para os 
Neurônios motores espinhais via tracto 
vestíbulo-espinhal dos membros posteriores, 
auxiliando na manutenção da postura 
 
3) Do núcleo vestibular medial para neurônios 
motores dos músculos do tronco e do 
pescoço através do fascículo longitudinal 
medial, que orientam a cabeça e auxiliam no 
endireitamento dela mesmo quando o corpo 
está balançando ou girando. 
 
4) Conexão com o tálamo e, então, com o 
neocórtex. 
 
Os núcleos vestibulares enviam axônios ao 
nécleo ventral posterior do tálamo que se 
projeta para regiões próximas à 
representação da face, do córtex 
somatossensorial primário e na área cortical 
primária. 
 
Ocorre integração cortical das informações 
sobre os movimentos corporais, dos olhos e 
do campo visual. 
 
Acredita-se que o córtex mantenha a função 
principalmente de representação da posição 
e orientação do corpo no espaço, sendo 
essencial para a percepção de equilíbrio e 
para o planejamento e execução de ações 
complexas e coordenadas. 
 
3) Formação reticular 
 
4) Complexo vestibular contralateral 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
- Reflexo Vestíbulo-ocular (RVO) 
 
Essa função é de grande importância pois 
permite que os olhos continuem orientados 
em uma direção mesmo quando se é feito 
movimentos na cabeça, como, por exemplo, 
quando uma pessoa está dançando muito. 
 
Esse reflexo vestíbulo-ocular atua de forma 
que, quando ocorre o reconhecimento das 
rotações da cabeça, é realizado um 
movimento compensatório dos olhos na 
direção oposta, fazendo com que ele 
mantenha a linha de visão fixa em um alvo 
visual. 
 
Esse reflexo atua de forma satisfatória até no 
escuro, uma vez que não depende da 
aferência visual para acontecer, somente da 
aferência vestibular. 
 
A eficiência do RVO depende de conexões 
complexas dos canais semicirculares no 
núcleo vestibular e desse aos núcleos 
cranianos que vão excitar os músculos extra-
oculares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Citar as causas mais prevalentes de perda 
auditiva e as possíveis medidas de prevenção. 
 
A saúde, como direito universal e dever do 
Estado, é uma conquista do cidadão 
brasileiro, expressa na Constituição Federal e 
regulamentada pela Lei Orgânica da Saúde. 
No âmbito deste direito encontra-se a saúde 
do trabalhador. 
 
Entre as estratégias para a efetivação da 
Atenção Integral à Saúde do Trabalhador, 
destaca-se: 
- implementação da Rede Nacional de 
Atenção Integral à Saúde do Trabalhador 
com o objetivo de integrar a rede de serviços 
do SUS voltados à assistência e à vigilância, 
além da notificação de agravos à saúde 
relacionados ao trabalho em rede de serviços 
sentinela 
 
Quando se estudam as perdas auditivas de 
origem ocupacional, deve-se levar em conta 
que há outros agentes causais que não 
somente podem gerar perdas auditivas, 
independentemente de exposição ao ruído, 
mas também, ao interagir com este ruído, 
potencializar os seus efeitos sobre a audição. 
 
Entre outros, podem ser citados a exposição 
a certos produtos químicos, as vibrações e o 
uso de alguns medicamentos. 
 
O ruído pode ser visto como o risco de agravo 
à saúde que atinge maior número de 
trabalhadores. Estudos apresentados na ECO 
92 indicam que 16% da população dos países 
ligados à Cooperação de Desenvolvimento 
Econômico (ODCE), algo em torno de 110 
milhões de pessoas, está exposta a níveis de 
ruído que provocam doenças no ser humano. 
 
O ruído se torna mais perigoso ainda quando 
se trata de um ruído no ambiente de trabalho 
devido há uma série de fatores, como 
intensidade, tempo de exposição e efeitos 
combinados a outros fatores de riscos, como 
produtos químicos ou vibrações. 
 
Agentes químicos ou ambientais podem, em 
alguns casos, causar perdas auditivas com as 
mesmas características audiométricas das 
perdas por ruído. Estudos já mostram que os 
efeitos dos solventes podem ser detectados a 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
partir de dois ou três anos de exposição, mais 
precocemente do que os efeitos dos ruídos. 
 
Quando o ruído é intenso e a exposição a ele 
é continuada, em média 85dB(A) por oito 
horas por dia, ocorrem alterações estruturais 
na orelha interna, que determinam a 
ocorrência da Pair (Perda auditiva induzida 
por ruídos). 
 
Admite-se que quando o trabalhador é 
exposto há um número de 90DB já se deve 
reduzir o horário há metade, devendo a 
exposição ser de 4 hrs. 
 
A Pair é o agravo mais freqüente à saúde dos 
trabalhadores, estando presente em diversos 
ramos de atividade, principalmente 
siderurgia, metalurgia, gráfica, têxteis, papel 
e papelão, vidraria, entre outros. 
 
Além dos sintomas auditivos frequentes – 
quais sejam perda auditiva, dificuldade de 
compreensão de fala, zumbido e intolerância 
a sons intensos –, o trabalhador portador de 
Pair também apresenta queixas, como 
cefaléia, tontura, irritabilidade e problemas 
digestivos, entre outros. 
 
Quando a exposição ao ruído é de forma 
súbita e muito intensa, pode ocorrer o trauma 
acústico, lesando, temporária ou 
definitivamente, diversas estruturas do ouvido. 
 
- Prevenção 
 
Sendo o ruído um risco presente nos 
ambientes de trabalho, as ações de 
prevenção devem priorizar esse ambiente. 
 
Existem limites de exposição preconizados 
pela legislação, bem como orientações sobre 
programas de prevenção e controle de 
riscos, os quais devem ser seguidos pela 
empresa. 
 
É um dever do Ministério do Trabalho, por 
meio das Delegacias Regionais do Trabalho 
(DRT), e ao serviço de vigilância à saúde a 
fiscalização do cumprimento da legislação 
pertinente. 
 
As empresas devem manter, de acordo com 
as Normas Regulamentadoras do Ministério 
do Trabalho, um Programa de Prevenção de 
Riscos Ambientais (PPRA–NR9), no qual osdiversos riscos existentes no trabalho devem 
ser identificados e quantificados para, a partir 
dessa informação, direcionar as ações do 
Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO-NR7), que procederá 
às avaliações de saúde dos trabalhadores. 
 
As ações educativas junto aos trabalhadores, 
para que compreendam a dimensão do 
problema e as formas de evitá-lo, são 
fundamentais no controle da Pair. 
 
Isso por que a melhor forma de prevenção é a 
informação. Portanto, ao saber que o ruído 
provoca perda auditiva e que sua acuidade 
auditiva deve ser acompanhada, o 
trabalhador já ficará mais sensibilizado para 
essa questão e poderá buscar orientações 
especializadas num Centro de Referência de 
Saúde do Trabalhador 
 
O serviço de assistência à saúde, em 
qualquer nível, deve orientar o trabalhador a 
respeito do risco auditivo e acompanhar sua 
condição auditiva no decorrer do tempo, 
dando subsídios aos serviços de fiscalização e 
recebendo outros casos, por eles 
encaminhados. 
 
Outras causas! 
Segundo censo realizado em 2010 pelo 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-
IBGE, cerca de 9,7 milhões de brasileiros 
possuem deficiência auditiva (DA), o que 
representa 5,1% da população brasileira. 
 
1. A causa mais comum para a perda de 
audição é o processo de envelhecimento 
natural. 
2. Alguns tipos de doenças como a 
meningite, síndrome de Meniere ou tumores 
benignos no nervo auditivo podem causar 
perda auditiva. 
3. A exposição prolongada a barulhos altos 
pode causar uma perda auditiva 
permanente. 
4. A perfuração do tímpano que pode ser 
provocada por uma alteração súbita da 
pressão de ar (ocorre num avião ou ao fazer 
mergulho), objetos estranhos (ex: um 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
cotonete para limpar os ouvidos), ou pressão 
causada por uma infecção do ouvido médio. 
5. Outro fator-chave para o problema é 
a genética. Estima-se que mais de 50% dos 
casos de surdez na infância tenha origem 
hereditária ou foi adquirida no parto. 
 
Legislação! 
 
A cada seis meses, é dever do 
contratante fazer a audiometria dos 
trabalhadores para analisar como está o 
estado auditivo dele. 
 
Se a cada seis meses ele tiver uma perda 
maior que 5 dB, o empregador deve 
afastar esse trabalhador do ruído, fazer 
rodízios com esse trabalhador. Além disso, 
o empresário pode tentar isolar a fonte 
sonora ou comprando equipamentos 
mais silenciosos, visando a melhoria do 
ambiente de trabalho. 
 
É necessário que o empregador instrua os 
trabalhadores a utilizar os equipamentos 
de proteção individual. 
 
É caso de alteração na audiometria, o 
trabalhador pode solicitar a mudança de 
posto de trabalho para aumentar a 
distância da fonte sonora ou solicitar um 
EPI mais eficiente. 
 
Em caso de perda de trabalho por conta 
dessa perda de audição, há uma 
idenisação por danos morais que se 
chama “Perda de uma chance”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Citar os métodos diagnósticos clínicos e 
complementares disponíveis para avaliação da 
acuidade auditiva e do equilíbrio 
 
Sabendo da complexidade do nosso sistema 
auditivo, temos exames que tem o principal 
objetivo de detectar a capacidade do 
paciente de ouvir e interpretar os diferentes 
sons. 
 
Esses exames são simples e indolores, sendo 
necessário apenas uma cabina acústica, um 
otoscópio e um audiômetro (fone de ouvido, 
vibrador ósseo e microfone). 
 
Vale lembrar que a perda auditiva é 
um problema comum com a idade, mas 
pode ser causado por diversos fatores – 
genética, doenças infecciosas (como 
rubéola, meningite, caxumba ou sarampo), 
traumas acústicos ou fatores congênitos. 
 
A exposição a ruídos intensos também 
representa risco, principalmente no ambiente 
de trabalho. Por isso, é necessário que os 
trabalhadores expostos sejam submetidos a 
exames audiométricos periódicos. 
 
O resultado é medido em decibéis, com a 
possibilidade de detectar se há: 
 - audição normal (até 25 dB) 
- Perda auditiva leve (26 a 40 dB), 
- Perda auditiva moderada (41 a 70 dB) 
- Perda auditiva severa (71 a 90 dB) 
- Perda auditiva profunda (acima de 91 dB). 
 
Existem três tipos principais de exames 
auditivos que são considerados na 
avaliação básica da audição e cada um 
deles cumpre uma função específica no 
diagnóstico. 
 
- Audiometria tonal: 
 
É um dos exames mais comuns nos 
consultórios, no qual são analisados as 
respostas a diversos tipos de frequências 
sonoras. 
Ele vai permitir dizer qual é o limiar auditivo do 
paciente, em um espectro de frequência que 
varia de 250 Hz a 8.000 Hz. 
 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992003000100016
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992003000100016
https://serconmed.com.br/presbiacusia-a-perda-auditiva-gerada-pela-idade/
https://serconmed.com.br/sarampo-perigo-para-audicao-das-criancas/
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
Além disso, ele também pode informar qual a 
causa da perda auditiva, se é neurossensorial 
(quando os danos estão no ouvido interno e 
nos nervos) ou se é condutiva (com 
problemas na orelha externa ou no ouvido 
médio) ou mista. 
 
- Audiometria vocal (logoaudiometria) 
 
Esse exame avalia a detecção e 
reconhecimento da fala humana para 
confirmação dos valores obtidos na 
audiometria tonal. 
 
O paciente vai ser submetido a vários sons 
com diferentes intensidades e precisa repetir 
as palavras que são ditas pelo examinador. 
 
É utilizado como um auxiliar no diagnóstico 
de doenças psiconeurológicas, além de atuar 
na seleção e adaptação de aparelhos 
auditivos (AASI). 
 
- Imitanciometria 
 
Esse exame vai avaliar o funcionamento 
das estruturas do sistema auditivo, como 
a flacidez ou rigidez da membrana 
timpânica, as medidas de pressão na 
orelha média e a função da tuba 
auditiva, sendo complementar a 
audiometria tonal. 
 
Ele é realizado de forma simples em que 
é colocado uma sonda em um dos 
ouvidos e um fone de ouvido no outro. 
Depois disso, é feita uma pressão pela 
sonda, além de ela ter um pequeno 
canal que force estímulo sonoro e outro 
que retransmite as respostas a esses 
estímulos. 
 
Com isso, é possível avaliar o grau de 
deslocamento do sistema tímpano-
ossicular. 
 
 
 
 
- Avaliação otoneurológica 
 
A triagem otoneurológica é o principal exame 
para prevenir acidentes causados por 
tonturas ou vertigens, pois avalia se o 
trabalhador possui algum distúrbio do 
equilíbrio corporal. 
 
São realizados três testes principais: avaliação 
do equilíbrio dinâmico, no qual se examina a 
marcha, teste da coordenação motora, para 
avaliar a função cerebelar, e o teste de 
Romberg. 
 
- O teste de Romberg 
 
Vai chegar possíveis alterações no equilíbrio 
estático – quando o corpo está em pé, em 
repouso. 
 
Nesse teste, o paciente é orientado a ficar 
em pé, com os braços juntos ao corpo. De 
início se avalia o equilíbrio do paciente de 
olhos fechados para depois analisarmos com 
olhos fechados, observando se há alterações. 
 
Se o teste de Romberg der positivo, deve se 
investigar as causas que podem estar 
diretamente relacionadas à transtornos 
vestibular, lesão no SNC, deficiência de 
Vitamina b12, neurosífilis, neuropatias 
periférias sensoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFGGabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabrielle Nogueira – Med 3°período UniFG

Mais conteúdos dessa disciplina