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psicopatologia Lisandra Batista- Medicina 2020.1 SENSOPERCEPÇÃO # Definições: Estímulos: Físicos: luz, som, calor, pressão Químicos: substâncias com sabor ou odor Esses estímulos agem sobre os órgãos dos sentidos, estimulando os diversos receptores e, assim, produzindo as sensações. Todas as informações do ambiente chegam até o organismo por meio das sensações. Sensação é um fenômeno elementar causado por estímulos físicos, químicos ou biológicos, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos receptores. # Classificação das qualidades sensoriais: • Exteroceptivas: Visuais Auditivas Gustativas Olfativas Cutâneas (táteis, térmicas, dolorosas) • Interoceptivas (cenestésicas): Bem-estar Mal-estar Fome Sede Sensibilidade visceral Proprioceptivas: Cinestésicas (movimentos corporais) Posição segmentar do corpo Equilíbrio Barestesia (sensibilidade à pressão) Palestesia (sensibilidade para vibrações) # percepção É a tomada de consciência, pelo individuo, do estímulo sensorial. Diz respeito à dimensão neuropsicológica e psicológica do processo. É a transformação de estímulos puramente sensoriais em fenômenos perceptivos conscientes. Estímulos esses confrontados com experiencias passadas registradas na memória e com o contexto sociocultural em que vive o sujeito que atribui significado às experiências. A sensação é considerada um fenômeno passivo a estímulos físicos. Já a percepção seria fenômeno ativo. O sistema nervoso e a mente do sujeito constroem um percepto por meio da síntese dos estímulos sensoriais. # Apercepção É uma plena entrada de uma percepção na consciência e sua articulação com os demais elementos psíquicos. Exemplos: Sensações: formas e cores em uma fotografia; Percepções: um quadro-negro, carteiras, crianças uniformizadas e uma pessoa de pé apontando para o quadro; Lisandra Batista- Medicina 2020.1 Apreensão (ou apercepção): uma aula OBS: deve-se ressaltar que alguns autores não fazem a diferença entre a percepção e apercepção. E vários psicopatólogos preferem não separar a sensação da percepção e denominam o fenômeno de sensopercepção. IMAGEM REAL X REPRESENTAÇÃO É preciso distinguir o fenômeno imagem do fenômeno representação. Ao contrário da imagem perceptiva real, a imagem representativa ou mnêmica se caracteriza por ser apenas uma revivescência de uma imagem sensorial determinada, sem que esteja presente o objeto original que a produziu. Representação é a reapresentação de uma imagem na consciência, sem a presença real, externa do objeto que, em um primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. A imagem perceptiva real se caracteriza pelas seguintes qualidades: Nitidez (é nítida, seus contornos são precisos); Corporeidade (é viva, tem luz, brilho e cores vivas); Estabilidade (é estável, não muda de um momento para outro); Extrojeção (é provinda do espaço exterior, é percebida neste espaço); Ininfluenciabilidade voluntária (o indivíduo não consegue alterar voluntariamente a imagem percebida); Completitude (apresenta desenho completo e determinado, com todos os detalhes diante do observador). A imagem representativa se caracteriza por: Pouca nitidez (os contornos, geralmente, são borrados); Pouca corporeidade (não tem vida de uma imagem real); Instabilidade (aparece e desaparece facilmente do campo de consciência); Introjeção (a representação é percebida no espaço interno); Incompletude (demonstra um desenho indeterminado, apresentando-se geralmente incompleta e apenas com alguns detalhes). # Imaginação É uma atividade psíquica, geralmente voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado (imagem mnêmica) ou na criação de novas imagens (imagem criada). # Alterações da sensopercepção Alterações quantitativas: As imagens perceptivas têm intensidade anormal, para mais ou para menos. • Hiperestesia A hiperestesia, no sentido psicopatológico, é a condição na qual a percepção encontra-se anormalmente aumentadas em sua intensidade ou duração Os sons são ouvidos de uma forma muito ampliada; Um ruído parece um estrondo; As imagens visuais e as cores tornam-se mais vivas e intensas. Ocorre: intoxicações por alucinógenos, em algumas formas de epilepsia, na enxaqueca (por isso preferem ficar no escuro, porque a luz é tão intensa que incomoda- fotofobia), no hipertireoidismo, na esquizofrenia aguda e em certos quadros maníacos. • Hipoestesia/anestesia A hipoestesia, no sentido psicopatológico, é a condição na qual a percepção encontra-se anormalmente diminuída/abolida em sua intensidade ou duração. O mundo circundante é percebido como mais escuro; As cores tornam-se mais pálidas e sem brilho; Os alimentos não têm mais sabor; Lisandra Batista- Medicina 2020.1 Os odores perdem sua intensidade. Observada em alguns pacientes depressivos (por conta da alteração dos afetos, da falta de prazer com a vida). Ocorre em outras áreas médicas. Exemplo: paciente com rinite alérgica também tem uma hipoestesia no sentido do olfato por conta da obstrução nasal. No caso de cirurgias, são administrados medicamentos anestésicos para que os paciente entre nesse estado de diminuição da sensopercepção (diminuição da dor e da percepção ambiental). As hipoestesias táteis são alterações localizadas em territórios cutâneos de inervação anatomicamente determinada, compondo as chamadas síndromes sensitivas de interesse à neurologia clínica. • Analgesias A perda das sensações dolorosas de áreas da pele e partes do corpo. OBS: anestesias, hipoestesias e analgesias em áreas que não correspondem a território de nervos anatomicamente definidos, em geral, são de causa piscogenética. Quando se tem um trauma, em relação a neurologia, geralmente há uma correlação entre a área biológica afetada e a área inervada correspondente. Dependendo do tipo de trauma, por exemplo, se for um trauma abaixo da coluna torácica, geralmente o paciente evolui para uma paralisia dos membros inferiores, porque existem uma correlação entre a coluna vertebral e as áreas de inervação. Se, por exemplo, um paciente sofrer um trauma em região cervical, ele poderá evoluir para uma paralisia dos membros superiores e inferiores (tetraplegia). Tais alterações ocorrem mais em pacientes com transtornos histéricos, em sujeitos com alto grau de sugestionalidade e em alguns quadros depressivos e psicóticos graves. Exemplos anatômicos: Lesões da medula, das raízes medulares dos nervos (hipoestesia em faixa) Lesões dos neurônios periféricos (hipoestesias em bota e em luva das clássicas polineuropatias) • Macropsia Os objetos parecem ao paciente aumentados de tamanho. • Micropsia Os objetos parecem menores do que realmente são. • Dismegalopsia Os objetivos parecem deformados, algumas partes estão aumentadas ou diminuídas. Ocorre mais frequentemente em quadros de delirium (alteração da consciência \), na epilepsia temporal, na esquizofrenia e na intoxicação por alucinógenos. # Outras alterações • Parestesias São sensações táteis desagradáveis (embora não sentidas propriamente como dor), em geral espontâneas, descritas pelos pacientes como “formigamentos, adormecimentos, picadas, agulhadas ou queimação” em determinado local do corpo sem causa biológica. Também pode acontecer em situações normais. Exemplo: formigamento por conta da falta de oxigenação. • Disestesias táteis São sensações anômalas desencadeadas por estímulos externos: Ao estimular a pela do paciente com calor, este refere sensação de frio; Após um leve roçar com algodão sobre a pele, refere dor. Lisandra Batista- Medicina 2020.1 Parestesias e distesias ocorrem em doenças neurológicas, como neuropatia diabética periférica, mononeurite diabética, neuropatia por carências nutricionais, neuropatias de natureza alcoólica, esclerose múltiplae na síndrome de Guillain-Barré. Algumas disestesias e parestesias corporais, quando de origem não-neurológica, podem acometer pacientes histéricos, hipocondríacos, somatizadores, ansiosos e, ocasionalmente, indivíduos submetidos a estados emocionais intensos. Alterações qualitativas: As alterações qualitativas da sensopercepção são as mais importantes em psicopatologia. Não é possível graduar a intensidade, apenas perceber a alteração. • Ilusão É a percepção deformada de um objeto real e presente. Por exemplo, uma paciente que tem medo de cobra, ao ver uma mangueira ele deforma esse objeto e tem a ilusão por segundos de ser uma cobra. A refração é um exemplo de ilusão, já que causa uma deformidade num objeto. Na ilusão, há sempre um objeto externo real, gerador do processo de sensopercepção, mas tal percepção é deformada, por fatores patológicos diversos. As ilusões ocorrem basicamente em três condições: Estados de rebaixamento do nível de consciência Estados de fadiga grave ou de inatenção marcante Alguns estados afetivos. O afeto acentuado deforma o processo de sensopercepção; gerando as chamadas ilusões catatímicas. Tipos de ilusão: Ilusões visuais: o paciente geralmente vê pessoas, monstros, animais, a partir de estímulos visuais como móveis, roupas, objetos ou figuras penduradas nas paredes. Ilusões auditivas: o paciente a partir de estímulos sonoros inespecíficos, o paciente ouve seu nome ou palavras significativas. • Pareidolia Esse fenômeno consiste numa imagem (fantástica e extrojetada) criada intencionalmente a partir de percepções reais de elementos sensoriais incompletos ou imprecisos. Por exemplo: ver figuras humanas, cenas, animais, objetos, em nuvens, em manchas ou relevos de paredes, no fogo, quadros abstratos, paredes sujas. Ou “ouvir” sons musicais com base em ruídos monótonos. A pareidolia não é patológica; ocorre em pessoas normais. Trata-se de um fenômeno bastante relacionado à atividade imaginativa. • Pseudo-alucinações Diferenciam-se das alucinações verdadeiras pela ausência de corporeidade e pela localização no espaço subjetivo interno. Não existe objeto real, tudo está apenas no pensamento. Não há nitidez como na alucinação; é uma imagem representativa. As vezes o paciente não sabe diferenciar se é um pensamento ou uma voz de verdade, mas geralmente eles descrevem como algo do pensamento mesmo. Assim como nas alucinações verdadeiras, há plena convicção quanto à realidade do fenômeno. Só foram descritas pseudoalucinações nas modalidades visual e auditiva. Os pacientes percebem com os “olhos ou ouvidos internos”, com o termo interno referindo-se dentro da mente. Lisandra Batista- Medicina 2020.1 As pseudoalucinações parecem ser especialmente frequentes na esquizofrenia, mas podem ocorrer no delirium e nos estados crepusculares histéricos e epilépticos e nos transtornos de personalidade. • Alucinação Alucinação é a percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real. Ou seja, consegue ver algo que não existe de uma forma muito nítida. É uma imagem perceptiva. A clínica registra indivíduos que percebem perfeitamente uma voz ou uma imagem, com todas as características de uma percepção normal, nítida sem a presença real do objeto. Alguns autores chamam de alucinações verdadeiras aquelas que têm todas as características de uma imagem perceptiva real (nitidez, corporeidade, projeção no espaço exterior, constância). O paciente consegue descrever todas essas características. Alguns pacientes demonstram medo no consultório, por acharem, por exemplo, que estão sendo perseguidos ou ouvirem vozes que ameaçam. As alucinações são mais comuns em indivíduos com transtornos mentais graves, podem ocorrer em pessoas sem alterações. Alucinações auditivas São o tipo de alucinação mais frequente nos transtornos mentais. Elas podem ser divididas em simples e complexas. As simples são aquelas nas quais se ouvem apenas ruídos primários. Exemplo: o tinnitus corresponde à sensação subjetiva de ouvir ruídos tais como zumbidos, burburinhos, cliques, estalidos. A forma de alucinação auditiva complexa mais frequente e significativa em psicopatologia é a alucinação audioverbal (frases, com sujeitos e verbos). São vozes que geralmente o ameaçam ou insultam; Quase sempre tem conteúdo depreciativo e/ou de perseguição; Em alguns casos, as vozes ordenam que o paciente faça isso ou aquilo (são chamadas vozes de comando). Exemplo: atitudes de violência, suicídio, orações; Às vezes, as vozes comentam as atividades corriqueiras do paciente – “olha, agora o João está indo beber água, agora ele vai lavar a mão...” (são as chamadas vozes que comentam a ação). Sonorização do pensamento: é a vivência sensorial de ouvir o pensamento, no mesmo momento em que este está sendo pensado. Exemplo: ao mesmo tempo que o paciente pensa em ir beber água, ele escuta a voz narrando. Eco do pensamento: é a vivência sensorial de ouvir o pensamento logo após ter sido pensado. Ou seja, primeiro o paciente pensa e depois escuta a voz. Duas modalidades: o paciente reconhece claramente que está ouvindo os próprios pensamentos; o paciente ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça por alguém estranho, sendo agora ouvidos por ele. Fenômenos muito próximos das alucinações auditivas: Publicação do pensamento: o paciente tem a nítida sensação em que as pessoas ouvem o que ele pensa no exato momento em que está pensando. Como se ela estivesse vivendo aquele pensamento no momento. Valor diagnostico das alucinações audioverbais: ocorrem com maior frequência na esquizofrenia, tendo aqui o paciente uma convicção marcante de sua realidade. Também ocorrem nos transtornos de humor: Na depressão grave- vozes geralmente com conteúdo negativo, de ruína ou culpa. Lisandra Batista- Medicina 2020.1 Na mania- vozes com conteúdo de grandeza (poder) ou conteúdo místico-religioso. As alucinações audioverbais que ocorrem nos transtornos do humor são classificadas em humor- congruentes ou humor-incongruentes. Também ocorrem em: alcoolismo crônico, usuários de substancias psicoativas (SPA), transtorno dissociativo, transtornos da personalidade (histriônica, borderline e esquizotípica). Alucinações musicais Fenômeno que é descrito como a audição de tons musicais, ritmos, harmonias e melodias sem o correspondente estímulo auditivo externo. Esse tipo de alucinação é relativamente raro e são acompanhadas de consciência clara e critica por parte do paciente. Valor diagnostico: são encontradas sobretudo em mulheres idosas com perda progressiva da audição, geralmente por doenças ou lesões otológicas. Ocorrem também em distúrbios neurológicos, neuropsicológicos (demências) e transtornos psiquiátricos. Alucinações visuais: São visões nítidas que o paciente experimenta, sem a presença de estímulos visuais. O paciente expressa reações de medo, alegria, tristeza de acordo com o tio de alucinação. As alucinações visuais podem ser simples ou complexas. As alucinações visuais simples são denominadas de fotopsias. O indivíduo vê cores, bolas e pontos brilhantes (escotomas); Indicam, quase sempre, distúrbios oftalmológicos. As alterações visuais complexas incluem figuras e imagens: De pessoas (vivas ou mortas, familiares ou desconhecidas); De partes do corpo (órgãos genitais, caveiras, olhos assustadores, cabeças disformes etc.); De entidades (o demônio, uma santa, um fantasma); De objetos inanimados ou animais; Podem incluir visões de cenas completas (o quarto pegando fogo) denominadas alucinações cenográficas. Valor diagnostico: Podem ocorrer tanto em estados fisiológicos: estados de adormecimento (alucinações hipnagógicas); fase de despertar do sono (alucinações hipnopoômpicas). Mas são mais comuns em estados patológicos: narcolepsia com cataplexia(transtorno do sono- atividade REM invade a consciência vígil); demência por corpos de Lewy; doença de Parkinson com demência; delirium (sobretudo no delirium tremens dos alcoolistas); esquizofrenia; demência vascular; doença de alzheimer; intoxicação por alucinógenos. Alucinações táteis O paciente sente espetadas, choques ou insetos ou pequenos animais correndo sobre sua pele. As alucinações táteis com pequenos animais ou insetos geralmente ocorrem associadas ao delírio de infestação (síndrome de Ekbom). Valor diagnóstico: as alucinações táteis são frequentes na esquizofrenia, nos quadros histéricos, no delirium tremens e nas psicoses tóxicas, sobretudo naquelas produzidas pela cocaína. Alucinações olfativas e gustativas São relativamente raras. Nas alucinações olfativas, os pacientes sentem o odor de coisas podres, de cadáver, de fezes, de pano queimado etc. Lisandra Batista- Medicina 2020.1 Nas alucinações gustativas, os pacientes sentem, na boca, o sabor de ácido, de sangue, de urina etc. Valor diagnóstico: ocorrem na esquizofrenia, em crises epilépticas (geralmente parciais complexas), quadros histéricos e em quadros psico-orgânicos. Alucinações cenestésicas e cinestésicas: Os pacientes apresentam sensações incomuns e claramente anormais em diferentes partes do corpo: Sentir o cérebro encolhendo; Sentir o fígado despedaçando; Perceber uma víbora dentro do abdome. Valor diagnóstico: ocorrem principalmente na esquizofrenia e em depressões graves. Alucinações funcionais Alucinações desencadeadas por estímulos sensoriais reais. A alucinação funcional difere da ilusão, pois enquanto esta é a deformação de uma percepção de um objeto real e presente, aquela é uma alucinação (ausência do objeto) apenas desencadeada por um estímulo real. Alguns pacientes relatam, por exemplo, que quando abrem o chuveiro ou a torneira da pia, começam a ouvir vozes. Valor diagnóstico: essas alucinações são encontradas na esquizofrenia. Alucinações extracampinas São alucinações experimentadas fora do campo sensoperceptivo usual. Exemplo: o indivíduo vê uma imagem às suas costas ou atrás de uma parede. É um fenômeno raro, associado normalmente a psicoses. Alucinação autoscópica Em geral é uma alucinação visual na qual o indivíduo enxerga a si mesmo, vê seu corpo, como se estivesse fora dele, contemplando-o. Fenômeno do duplo: a sensação de que há um Eu dentro do próprio corpo e um Eu fora dele. Fenômeno de sensação de uma presença (feeling of a presence): nesse caso o indivíduo tem a nítida sensação de que um ser invisível o acompanha. Valor diagnóstico: ocorre em pacientes com lesões cerebrais, delirium, esquizofrenia, intoxicações por alucinógenos, epilepsia e em indivíduos normais. • Alucinose É um fenômeno pelo qual o paciente percebe tal alucinação como estranha à sua pessoa. É característico das alucinoses serem imediatamente criticadas pelo sujeito, reconhecendo seu caráter patológico. Na alucinose, embora o doente veja a imagem ou ouça a voz ou o ruído, falta a crença que comumente o alucinado tem em sua alucinação. O indivíduo permanece consciente de que aquilo é um fenômeno estranho, patológico, não tem nada a ver com a sua pessoa. Ocorre com maior frequência em quadros psico- orgânicos. A alucinose em sua modalidade visual ocorre com maior frequência em pacientes com intoxicações por substâncias alucinógenas. SÚMULA PSICOPATOLÓGICA: Paciente alerta, com aparência bem cuidada, atitude colaborativa, orientado no tempo e no espaço, normovigil e normotenaz, sem alteração da memória imediata, de curto e longo prazo, eutímico com afetos modulados e congruentes com humor, sem sinais de alterações na sensopercepção.