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UNIVERSIDADE SANTO AMARO Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética Aluna: Odayza dos Santos Vaz Aluna: Francisca Lucilene dos Santos ENVELHECIMENTO CUTÂNEO EXTRÍNSECO: QUAIS SUAS CAUSAS E COMO PODE SER TRATADO. São Paulo 2020 Aluna: Odayza dos Santos Vaz RA: 3998819 Aluna: Francisca Lucilene dos Santos RA: 4115651 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO EXTRÍNSECO: QUAIS SUAS CAUSAS E COMO PODE SER TRATADO Projeto Integrado apresentado ao Curso Tecnológico de Estética e Cosmética, da Universidade Santo Amaro – UNISA, como requisito da disciplina de Projeto Integrador II. Orientação: Prof. Silmara Pátricia Correia da Silva Macri. São Paulo 2020 RESUMO A pele é reconhecida como um órgão de múltiplas funções, sendo a primeira a ter contato com o ambiente externo ao nascer, dessa forma, reflete as informações da capacidade reativa e da exposição a múltiplos agentes infecciosos, ela é a primeira barreira de proteção do copo contra raios solares, poluição diversas, entre outras. Sendo assim, é nela que se apresentam os primeiros sinais do envelhecimento, sendo a face onde os sinais são mais visíveis. Contudo, as disfunções estéticas faciais da pele são multifatoriais, podendo ser influenciados por fatores como: genéticas metabólicas, intrínsecas ou extrínsecas, provenientes do ambiente, entre outros. O envelhecimento intrínseco está diretamente ligado à carga genética da pessoa, a fatores hormonais, imunológicos e psicológicos, enquanto o extrínseco também chamado de fotoenvelhecimento é responsável pelas alterações que surgem no decorrer do tempo, causados pela exposição solar, poluição e outros. No entanto, as hipercromias são manchas escuras na pele provenientes do excesso de produção de melanina, fazendo com que a coloração da mancha se diferencie da coloração normal da pele. Deste modo, o objetivo deste trabalho foi descrever um caso clínico de envelhecimento cutâneo extrínseco, observando as principais queixas apresentadas para, assim, verificar na literatura os aspectos patológicos e tratamento estético específico para cada um deles. No mais, foi feita uma análise teórica embasada em livros, artigos científicos, e sites, tendo como referência das pesquisas, os elementos citados no caso clínico como: envelhecimento cutâneo e hipercromias. Foram observados e analisados através da pesquisa, que não existe somente um processo para o envelhecimento cutâneo e as hipercromias da pele facial, são vários os fatores. No entanto, os tratamentos devem se adequar às condições fisiológicas da pele, em suas variações individuais. Portanto, contudo, o tratamento feito com o cuidado devido, é mais eficiente, causando o rejuvenescimento da pele, com redução ou desaparecimento das discromias pigmentares e rugas. Palavras-chaves: Envelhecimento facial, Manchas Hipercromicas, Tratamentos. SUMARIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 5 2 OBJETIVOS ............................................................................................................ 7 2-1 Objetivo Geral ...................................................................................................... 7 2-2 Objetivo Específico .............................................................................................. 7 3 MÉTODOLOGIA...................................................................................................... 8 3.1 Caso Cliníco ......................................................................................................... 8 3.2 Avaliacão estetica facial ....................................................................................... 8 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................ 9 4-1 Relato de Caso Clínico ........................................................................................ 9 4-2 Referencial Teórico do Caso Clínico .................................................................. 10 4-2-1 Pele branca. Sempre queima – Nunca bronzeia –Muito sensível ao sol; .... 11 4-2-2 Pele branca. Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao sol;... 11 4-2-3 Pele morena clara. Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao sol; .............................................................................. 12 4-2-4 Pele morena moderada. Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao sol; ....................................................................................................... 12 4-2-5 Pele morena escura. Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao sol; ..................................................................................................... 12 4-2-6 Pele negra. Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao sol. . 12 4-2-7 Etapas do Envelhecimento .......................................................................... 13 4-3 Proposta de Tratamento .................................................................................... 17 4-4 Referencial Teórico da Proposta de Tratamento ............................................... 18 5- CONCLUSÃO ...................................................................................................... 20 5 1 INTRODUÇÃO A pele é reconhecida como um órgão de múltiplas funções, ela reveste todo o corpo, formando a primeira linha de defesa contra microrganismos, refletindo as informações da capacidade reativa e da exposição a múltiplos agentes infecciosos. A pele e o maior órgão do corpo e é nela que se apresentam os primeiros sinais do envelhecimento, sendo a face onde os sinais são mais visíveis2. As disfunções estéticas faciais da pele são multifatoriais, com isso, sabemos que o envelhecimento da pele acontece, além do processo natural provocado pele idade, e entre os fatores que influenciam estão a poluição, má alimentação, fumo, álcool e exposição ao sol sem filtro solar. Contudo, o envelhecimento cutâneo é dividido em dois tipos o intrínseco ou cronológico e o extrínseco.8 O envelhecimento extrínseco é provocado pela ação de meios externos, como a exposição excessiva e sem proteção ao sol, já o intrínseco, é o envelhecimento natural, cronológico do organismo, aonde as células morrem, ocasionando atrofias e perda de elasticidade dos tecidos, entre outras alterações8. A exposição solar excessiva e sem proteção, além de causa o envelhecimento precoce da pele também causam as Hipercromia, caracterizadas por machas na pele, que ocorre devido a produção excessiva de melanina epidérmica ou dérmica, que se originam por diversos fatores, entre os mais comuns estão a exposição excessiva ao sol. Dessa forma, ressalta-se a importância do filtro solar mesmo em dias nublados.15 Contudo, os efeitos naturais da gravidade ao longo dos anos, como as linhas de expressão, a diminuição da espessura da pele e o ressecamento cutâneo, surgem conforme vamos envelhecendo.16 Contudo, os tratamentos para envelhecimento mais procurados são os que apresentam resultados em um curto espaço de tempo e de baixo risco, e um deles é o tratamento com a luz intensa pulsada, alternada com o peeling de ácido hialurônico. E para as Hipercromias os mais indicados são: os ácidos com propriedades despigmentantes e antioxidante os peeling superficiais e entre outros, esses induzem a descamação, com uma aceleração consequente do ciclo celular.10,15,16,17 Importante ressaltar que a melhor forma de evitar o envelhecimento cutâneo e Hipercromia ocasionadas pela exposição ao raio UV, e a utilização do filtro 6 solar, aplicando 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada 2 horas para umaproteção mais eficiente. O objetivo desse trabalho foi de descrever um caso clínico e realizar um estudo com base na literatura levando em consideração as palavras-chaves utilizadas na descrição do caso clínico, bem como, desenvolver o conceito de envelhecimento facial, manchas na pele, quais as principais causas e os possíveis tratamentos. 7 2 OBJETIVOS 2-1 Objetivo Geral Descrever um caso clínico de envelhecimento cutâneo extrínseco? 2-2 Objetivo Específico Revisar brevemente na literatura sobre o envelhecimento cutâneo extrínseco e suas consequências. Revisar na literatura o tratamento estético específico proposto para o envelhecimento cutâneo extrínseco. Elaborar uma proposta de tratamento específica para o caso clínico. 8 3 MÉTODOLOGIA 3.1 Caso Cliníco A senhorita L.S, 25 anos, operadora de caixa em loja de artigos de festa, solteira, sexo feminino, renda familiar de 2 salários mínimos, percebe a pele mista, manchada, envelhecida, usa de protetor solar 2 vezes ao dia, presença de Hipercromia, ausência de formações solidas, pele desidratada, nunca fez tratamentos estéticos anteriores, não utiliza cosméticos, qualidade de sono boa 9hrs/noite, ingestão de água 4 copos de 180ml/dia, não faz uso de anticoncepcional, data da última menstruação 12/11/2020, nunca engravidou. A cor da pele é branca fototipo II, biotipo cutâneo misto, foto envelhecimento, não ingere bebida alcoólica, relata que na adolescência trabalhava na roça com sua família e ficava durante muito tempo exposta ao sol sem proteção solar, não é diabética, ausência de formações solida na pele. Queixa-se de manchas e envelhecimento facial. 3.2 AVALIACÃO ESTETICA FACIAL 9 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 4-1 Relato de Caso Clínico A senhorita L.S, tem 25 anos e hoje reside na cidade de Acará, mas no entanto, antes de vir para cidade morava no interior e desde a infância acompanhava sua família que trabalha na roça, com isso, tomava sol de 35º graus celsius praticamente todos os dias, ela relata que sempre ficava muito vermelha, e sem saber as consequências de se expor ao sol sem filtro sola, ela acompanhou seus pais na roça até seus 19 anos sem proteção, pois era de lá que vinha à renda da família de sete membros, ela sendo a filha mais velha de seus quatro irmãos. Sua alimentação sempre foi básica; feijão, arroz, frango, peixe, carne só aos finais de semana, ou somente o Açaí com farinha de mandioca e uma proteína, sendo frango, carne ou peixe, nunca teve o costume de comer vegetais e hortaliças. Hoje a senhorita L.S, trabalha em uma loja de artigos de festas na cidade de Acará/PA, e como trabalhar diretamente com o público Ela relata que se sente extremamente infeliz com o estado em que sua pele facial se encontra, pois sua pele estar fotoenvelhecida e com Hipercromia por quase toda a face. 10 4-2 Referencial Teórico do Caso Clínico A pele é reconhecida como um órgão de múltiplas funções, sendo a primeira a ter contato com o ambiente externo ao nascer, ela reveste todo o corpo, formando a primeira linha de defesa contra microrganismos, refletindo assim, as informações da capacidade reativa e da exposição previa a múltiplos agentes infecciosos. A pele é uma barreira que nos protege contra as agressões químicas, biológicas, mecânicas, fatores externos como poluições diversas, aos raios solares, combatendo contra as ações deletérias que estes agentes podem causar a ela1. No mais, o maior órgão do corpo é a pele, e é nela que se apresentam os primeiros sinais do envelhecimento, sendo a face onde os sinais são mais visíveis2. Contudo, à medida que envelhecemos, a pele perde uma de suas grandes propriedades: a elasticidade. Associado a isto, também ocorre perda de colágeno e reduz sua hidratação, tornando-se seca por menor capacidade funcional das glândulas sudoríparas e sebáceas3. No entanto, o envelhecimento deveria começa a se manifestar a partir dos 30 anos de idade, mas isso pode ser antecipado por fatores extrínsecos ou fotoenvelhecimento, como radiação ultravioleta, radicais livres, álcool, tabaco e poluição, genética e cor da pele contribuem para este processo 1. A cor da pele de uma pessoa é determinada por diversos fatores. A pigmentação constitutiva da pele é herdada geneticamente por meio da melanina, sem interferência da radiação solar. Já a cor facultativa da pele é reversível e pode ser induzida, pois ela resulta da exposição solar. Quanto mais melanina a pele possui, mais resistente ela é à radiação ultravioleta. Por isso, pessoas de pele muito clara se queimam facilmente quando se expõem ao sol sem proteção, enquanto pessoas de pele muito escura podem se expor ao sol por longos períodos sem se queimar. Os diferentes fototipos de pele são classificados em seis níveis, de acordo com a classificação de Fitzpatrick, em 1976, variando do tipo I (pele mais branca) ao tipo VI (pele negra)4. A classificação é feita a partir da capacidade de cada pessoa em se bronzear, assim como, sensibilidade e vermelhidão quando exposta ao sol. Essa é a forma mais usada em todo o mundo para diferenciar os tons de pele, indicar tratamentos e cuidados específicos para cada pessoa.5,6 11 Tabela 1 – Classificação dos fototipos de pele proposta por Fitzpatrick GRUPO ERITEMA (QUEIMA) BRONZEADO SENSIBILIDADE I – Branca Sempre Nunca Muito sensível II - Branca Sempre Às vezes Sensível III - Morena Clara Moderado Moderado Normal IV- Morena Moderada Pouco Sempre Normal V - Morena Escura Raro Sempre Pouco sensível VI – Negra Nunca Muito pigmentada Insensível Fonte: Fitzpatrick, T. B.; Mosher.4,5 4-2-1 Pele branca. Sempre queima – Nunca bronzeia –Muito sensível ao sol; Pessoas com esse fototipo têm pele extremamente sensível ao sol, caracterizada por pele clara e, muitas vezes, com sardas. Pessoas com cabelos loiros ou ruivos, com olhos azuis ou verdes têm esse fototipo. Como essas pessoas sempre se queimam e nunca se bronzeiam em exposição ao sol é fundamental usar protetor solar com FPS 50 e usar barreiras físicas de proteção ao sol.4,5 4-2-2 Pele branca. Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao sol; Esse tipo de pele também é sensível ao sol e a indicação é de proteção solar FPS 50. Pessoas de cabelo loiro ou castanho claro e que ficam com sardas após tomar sol geralmente têm esse fototipo – além dos olhos claros. Este tipo cutâneo tem semelhanças com o primeiro, mas raramente se bronzeia (às vezes muito lentamente) e queima muito facilmente4,5. 12 4-2-3 Pele morena clara. Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao sol; Pessoas com fototipo cutâneo de pele clara a média estão classificadas no nível 3. Pessoas com cabelo louro escuro ou castanho têm geralmente este fototipo. A pele é um pouco mais escura que os níveis 1 e 2 e já possui certa resistência ao sol. A região cutânea apresenta uma leve sensibilidade à radiação solar, podendo até bronzear com o tempo de forma progressiva. Se não houver proteção, essa pele também queima, por isso é importante proteção no mínimo de FPS 30.4,5 4-2-4 Pele morena moderada. Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao sol; A pele morena moderada comumente é classificada para pessoas de cabelo e tom de pele castanho claro. A região é mais resistente aos impactos dos raios UV. Por isso, bronzeia facilmente e queima muito pouco, por também ter sensibilidade normal ao sol. Ainda assim, quem tem este fototipo nunca deve usar um protetor solar com fator de proteção inferior a 15.4,5 4-2-5 Pele morena escura. Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao sol; Pessoas de pele morena e negra clara estão no nível 5. Suas pelesraramente se queimam e sempre ficam com um bronzeado, por ser pouco sensível ao sol. As pessoas com cabelo castanho ou preto (além da cor de pele) têm geralmente este fototipo de pele. O protetor solar deve ser a partir de 15 FPS.4,5 4-2-6 Pele negra. Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao sol. Esse é o fototipo das pessoas com pele escura ou muito escura, e que quase sempre têm cabelo preto. Este tipo cutâneo raramente queima por ser totalmente pigmentado e ter uma proteção “natural” aos raios solares devido à grande 13 quantidade de melanina. Mesmo assim, quem pertence a este fototipo deve usar um protetor solar com um nível de proteção maior de 15 FPS.4,5 Portanto, cada indivíduo possui seu fototipo cutâneo e sabe-se que o fototipo de pele pode interferir no processo do envelhecimento cutâneo, pessoas mais claras tendem a envelhecer mais rapidamente. No mais, o envelhecimento pode ser acelerado e intensificado por fatores que podem ser controlados, como o sol, fumo, álcool, poluentes e má nutrição. Ele ocorre basicamente, de duas maneiras: envelhecimento intrínseco ou cronológico e envelhecimento extrínseco. O envelhecimento cronológico é aquele decorrente da passagem do tempo, determinado principalmente por fatores genéticos, estado hormonal e reações metabólicas, como estresse oxidativo. Nele estão presentes os efeitos naturais da gravidade ao longo dos anos, como as linhas de expressão, a diminuição da espessura da pele e o ressecamento cutâneo. A pele tem efeitos degenerativos semelhantes aos observados em outros órgãos, mas reflete também certos aspectos da nossa saúde interior.7 O envelhecimento extrínseco é provocado pela exposição ao sol e a outros fatores ambientais como: o estilo de vida (exercício físico, alimentação) e o estresse fisiológico e físico, no entanto, um dos agentes mais nocivos a pele é a radiação solar ultravioleta. As toxinas com as quais entramos em contato, como tabaco, álcool e poluição do ar, entre outros, também ajudam no processo de envelhecimento da pele e, dependendo do grau de exposição, podem acelerá-lo.7 4-2-7 Etapas do Envelhecimento 30 anos: a face fica flácida e ocorre a diminuição do colágeno e da elastina que sustentam a pele. As pálpebras ficam mais flácidas e aparecem sulcos ao redor do nariz e boca. 40 anos: a pele fica mais fina e menos espessa, sofrendo com os efeitos da menopausa, principalmente com a alteração hormonal. Surgem as rugas de expressão, vincos na testa e os ‘pés de galinha’. 14 50 anos: fortes alterações hormonais deixam a pele mais desidratada e sem elasticidade. Os cantos dos lábios e a ponta do nariz caem. Sobra pele na face.7 60 anos: flacidez acentuada das pálpebras, pele mais fina e flácida, além das rugas mais profundas e evidentes. Fonte: SCOTTI, et a. 2003.7 Como já mencionado, o sol tem um papel importante no envelhecimento prematuro da pele. Porém, além dele, outros fatores, podem fazer com que a pele envelheça mais rápido do que deveria. Proteger a pele do sol todos os dias, mesmo em dias de frio, chuva, é sumamente importante, pois mesmo em dias nublados o sol consegue nos atingir, contudo, deve-se aplicar protetor solar com FPS 30 (ou superior) não apenas no rosto, mas em toda a pele que não esteja coberta por roupa: mão, pescoço, nuca, orelhas, pés, braços. No caso de práticas de esportes, inclusive natação, o produto precisa ser resistente a água. Se houver exposição solar ou suor excessivo, o produto deve ser reaplicado regularmente, de preferência a cada 2 horas. Lembrando que só o filtro solar não basta. É necessário ficar na sombra nos horários de sol forte e complementar com óculos de sol, roupas e chapéus apropriados. Beber no mínimo dois litros de água por dia, pois ela hidrata o organismo e facilita e eliminação de toxinas que contribuem para o envelhecimento da pele. Além disso, o acúmulo dos resíduos de suor, da poluição, da maquiagem e de outras substâncias provoca a obstrução dos poros e o surgimento de rugas, deste modo, é sumamente importante limpar a pele duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. Tomando os devidos cuidados com a pele, é possível que mesmo pessoas que já tenham sinais de envelhecimento prematuro na pele possam se beneficiar ao mudar os seus hábitos e estilo de vida. A chance de reparar alguns danos, já caudados anteriormente na pele é grande, ao protegê-la do sol, ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos regularmente.8,9,11 15 4-2-5 Biotipo cutâneo. A pele também pode ser classificada em pele: • Alípica: Popularmente conhecida como pele seca, tem pouca produção de sebo, é frágil, fina, descamativa e PH mais ácido. • Pele Lipídica: (oleosa) alta produção de sebo, óstios dilatados, comedões, a pele é espessa e brilhosa e o PH tende a ser alcalino. • Pele Eudérmica: (normal) é lisa e não brilhantes, óstios normais, sedosa, teor hídrico abundante e PH equilibrado. • Pele Mista: Mistura pele seca e pele oleosa, sendo geralmente oleosa na zona T, que corresponde a testa, nariz e queixo.7,20,12 • Pele sensível: a espessura da pele é fina, produções sebáceas e sudoríparas diminuídas, reação a produtos e a condições ambientais.19 4-2-5 Tipos de Hipercrômias: • Melasma (ou cloasma): possui coloração marrom escura e localiza-se mais frequentemente na face. Surge em mulheres durante o período gestacional, resultando, em grande parte, das alterações hormonais ocorridas nesse período • Efélide ou Sarnas: popularmente conhecidas como sardas, ocorrem em pessoas de pele clara e localizam-se mais comumente na face. • Lentigo solar: surge especialmente no tórax, como resultado da exposição solar. • Lentigo senil: localizam-se habitualmente nas mãos, braços e face e decorrem da exposição durante anos ao sol • Mancha mongólica: também resulta da exposição à luz solar, de localização dérmica, ocorrendo com maior frequência em pessoas negras.12 • Hiperpigmentação Pós-inflamatória: manchas geradas pós-processo inflamatório (acne). É importante ressaltar que a melhor forma de se evitar a Hipercromia ocasionada pela exposição aos raios UV, é utilizar o filtro solar, e alguns cuidados 16 rotineiros evitam o aparecimento de manchas na pele, aplicar o filtro solar pelo menos30 minutos antes de sair e reaplicar a cada 2 horas, para uma proteção física mais eficiente, utiliza-se chapéu e óculos. Quando for se expor ao sol diretamente como, por exemplo, na praia, evite utilizar os produtos clareadores. Já durante o dia, quando estiver em sua rotina de trabalho e deslocamento, procure utilizar os clareadores que não são fotossensibilizantes. Além disso, durante o período de tratamento das discromias, é de extrema importância evitar ao máximo a exposição à luz solar, pois somente um dia já é suficiente para reverter meses de tratamento.15 O filtro solar deve ser usado mesmo dentro de casa, pois as lâmpadas artificiais, a luz do computador e a televisão, por exemplo, trazem muitos danos a pele, principalmente manchas. O ideal é usar os protetores solares tonalizantes, pois eles possuem uma barreira física que protege da luz visível e garantem uma proteção extra em ambientes fechados.1 17 4-3 Proposta de Tratamento O tratamento proposto para o fotoenvelhecimento e Hipercromias de senhorita L.S, será de maneira alternada com objetivo de tratar as duas disfunções estéticas. Primeiro passo: a limpeza deve ser realizada antes de qualquer tratamento. Segundo passo: após dois dias ela voltara para realizar uma das sessões de Luz Intensa Pulsada que tratará a pele termicamente, atenuando rugas finas, manchas solares, olheiras, flacidez. Serão realizadas quatro sessões no mínimo, observando se há necessidade de mais sessões.Terceiro passo: e no intervalo das sessões, que no caso são de 21 dias, o tratamento será feito com o Peeling químico usando o ácido hialurônico como ativo, pois ele promove a hidratação profunda da pele, e a prevenção da integridade das fibras de colágeno. É sempre importante orientar muito bem a cliente sobre a importância do filtro solar, e indicar, ensinar a utilizar produtos cosméticos que ela possa usar em casa. 18 4-4 Referencial Teórico da Proposta de Tratamento Pesquisas dentro da indústria de cosméticos e da estética médica têm tido um crescimento exponencial nos últimos 20 anos.9 com essas pesquisas os cremes antienvelhecimento tem sido muito indicados, pois conseguem melhorar e atenuar os sinais do envelhecimento cutâneo. No entanto, o mais importante de todos na prevenção, principalmente do fotoenvelhecimento, é sem dúvida o filtro solar. Este deve ser usado em dias de sol e de chuva, pois a emissão de raios UV (ultravioleta) é diária, sendo que o contacto destes com a nossa pele é igualmente diário. Os raios UV são os principais indutores de alterações em nível da pele, conduzindo à produção de radicais livres de oxigênio e a alterações morfológicas. Assim, a proteção solar ganha uma enorme importância na prevenção do envelhecimento cutâneo.9,11 Contudo, os tratamentos mais procurados são aqueles que apresentam resultados em um curto espaço de tempo e de baixo risco. Esses incluem a Luz intensa pulsada.11. Ela é uma fonte de energia luminosa não ablativa que apresenta diversos comprimentos de onda, isto é, todo ou parte do espectro luminoso. Com isso, o Laser é mais específico, agindo exatamente no ponto desejado (na melanina, por exemplo) e a Luz Pulsada é inespecífica, pois aborda diferentes alterações numa mesma aplicação. 10,15,16,17 A Luz Pulsada possibilita o tratamento de várias lesões causadas pelo fotoenvelhecimento, em diversas áreas do corpo como face, dorso das mãos, colo e pescoço. Este tratamento está indicado para pessoas com fototipos I (branca muito sensível), II (branca pouco sensível) e III (morena clara). Tonalidades mais escuras têm maiores chances de complicações, pois a melanina, em maiores quantidades, pode absorver o feixe luminoso. 4,10,15,19 O uso de peeling com ácido hialurônico estimula a produção do ácido hialurônico endógeno (natural). O tratamento com esse ácido promove hidratação facial mantendo a sustentação e a hidratação da pele, normalizando a barreira epidérmica; ele tem efeito antienvelhecimento que ajuda nas linhas e sinais de expressão, preenchendo e mantendo a pele hidratada, viçosa e revitalizada, e é firmado, evitando a flacidez. Além do mais, por ser um componente natural do nosso organismo essa substância não é rejeitada pela nossa Pele.18 Portanto, para manter os resultados de 19 qualquer tratamento deve-se usar filtro solar. Além de se evitar a exposição solar no período das 10 às 15 horas. 20 5- CONCLUSÃO Através desse trabalho nota-se a importância de ser ter e valorizar os hábitos saudáveis, contudo, foi possível analisar as causas, prevenção e tratamentos do envelhecimento e hipercromias da pele. O envelhecimento pode ser acelerado caso a pessoa recorra sempre a hábitos não saudáveis como exposição ao sol em demasiado e sem proteção, ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, exposição à poluição, fumar, não dormir direito e não praticar exercícios físicos. É notório que o processo de envelhecimento é algo natural e inevitável que acomete a todos os indivíduos. Porém, ele pode ser amenizado pelos meios estéticos, tratamento como: luz intensa pulsada, peeling químico, entre outros, são extremamente eficazes no combate ao envelhecimento e as hipercromias que surgem na pele, devido a fatores intrínsecos e extrínsecos. Cabe ressaltar que envelhecer é parte do ciclo de vida que chega para cada ser vivo, não pode ser evitado, muito menos interrompido, porém, estudando a fisiologia da pele, entendendo o processo do envelhecimento e os principais fatores que o desencadeia, pode-se retardar ou minimizar esses sinais. Contudo, para os profissionais o estudo representa um alerta sobre a importância de se analisar com cuidado e responsabilidade cada procedimento antes de ser realizado, pois existe para cada fototipo cutâneo, um protocolo específico. Desse modo, pode-se concluir que, através desse trabalho nota-se a importância de se valorizar os hábitos de vida saudáveis, tais como a boa alimentação, a ingestão de água diária, evitar exposição solar sem proteção, os cuidados com a pele, entre outros que devemos ter para a melhoria na qualidade de vida. 21 REFERENCIAS: 1- SANTOS, M. P.; OLIVEIRA, N. R. Ação das vitaminas antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo. Disciplinarum Scientia. 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Disponível em:<http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/18/87_Peeling_quYmico_no_tratam ento_das_hipercromias.pdf>Acesso em: 20/11/2020 7- SCOTTI, L.; VELASCO, M. V. R. Envelhecimento cutâneo à luz da cosmetologia: estudos das alterações da pele no decorrer do tempo e da eficácia das substâncias ativas empregadas na prevenção. São Paulo: Tecnopress, 2003. 8- MIOT, Luciane D. B.; MIOT, Hélio A.; SILVA, Márcia G.; MARQUES, Marilângela E. A. Fisiopatologia do melasma. An. Bras. Dermatol. V. 84, n. 6 Rio de Janeiro, nov./ dez. 2009 22 9-HIRATA, L. L.; SATO, M. E. O.; SANTOS, C. A. M. Radicais livres e envelhecimento cutâneo. Acta Farm. Bonaerense, v. 23, n. 3, p. 418-24, 2004. 10-STRUTZEL, E. et al. Análise dos fatores de risco para o envelhecimento da pele: aspectos gerais e nutricionais. Revista Brasileira de Nutrição Clínica. São Paulo, v. 22, n. 2, p. 139-145, 2007 11-SANTOS, M. P.; OLIVEIRA, N. R. Ação das vitaminas antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo. Disciplinarum Scientia. Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 15, n. 1, p. 75-89, 2014. 12-JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013 13-BAUMANN, Leslie M. D. Dermatologia Cosmética Princípios e Práticas. Rio de Janeiro: Revinter, 2004 14- RIBEIRO, Claudio de Jesus. Cosmetologia aplicada a dermoestética. 2.ed. São Paulo, SP: Pharmabooks, 2010 15-ANDRADE, Laís F.; SILVA, Talita O. Ação do ácido mandélico sobre o melanócito. VI Congresso multiproficional em saúde. Londrina, jun. 2012. 16-Fronza, T.; Guterres, S.; Pohlmann, A.; Teixeira, H. Nanocosméticos: Em Direção Ao Estabelecimento De Marcos Regulatórios. Porto Alegre: Ufrgs, 2007 17-DEPREZ, Philippe M. D. Peeling químico superficial, médio e profundo. Rio de Janeiro: Revinter LTda, 2009 18-SILVA, T. F.; PENNA, A. L. B. Colágeno: Características químicas e propriedades funcionais. Rev Instituto Adolfo Lutz. São Paulo, v. 71, n. 3, p. 530-539, 2012. 2319-JEDWAB, S.K.K. Laser e outras tecnologias na dermatologia. São Paulo: Santos, 2010 20-BATISTELA, M.A.; CHORILLI, M.; LEONARDI, G.R. Abordagens no estudo do envelhecimento cutâneo em diferentes etnias. Rev. Bras. Farm., v.88, n.2, p.59-62, 2007. 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 2-1 Objetivo Geral 2-2 Objetivo Específico 3 MÉTOdologia 3.1 Caso Cliníco 3.2 avaliacão estetica facial 4 resultados e discussões 4-1 Relato de Caso Clínico 4-2 Referencial Teórico do Caso Clínico 4-2-1 Pele branca. Sempre queima – Nunca bronzeia –Muito sensível ao sol; 4-2-2 Pele branca. Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao sol; 4-2-3 Pele morena clara. Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao sol; 4-2-4 Pele morena moderada. Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao sol; 4-2-5 Pele morena escura. Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao sol; 4-2-6 Pele negra. Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao sol. 4-2-7 Etapas do Envelhecimento 4-3 Proposta de Tratamento 4-4 Referencial Teórico da Proposta de Tratamento 5- conclusão