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ABC dos Hidroxiácidos 
Alfa, beta e cetoácidos que compõem uma família. 
Eles acabam tendo um comportamento semelhante, ou seja, atuando na pele de forma semelhante.
Esses ácidos apresentam ações e funções diferentes. 
O comportamento deles é muito similar. O que é esse comportamento?
Qual o mecanismo de ação, como agem na pele, quanto tempo deixar na pele p/ remover, se remove com água ou solução de bicarbonato. 
Desta forma, a aplicabilidade deles é semelhante. 
São ácidos que geram esfoliação. 
Ácidos que promovem a esfoliação da pele. 
Tem 3 classes de ácidos que agem na pele: os ácidos que agem gerando esfoliação (agem de forma indireta na derme, ação primária é na epiderme), os ácidos que geram uma ação direta na derme que são os ácidos de selamento (ác. retinóico, ascórbico, azeláico) e os ácidos que geram retração ou necrose na pele que são o fenol e o ATA. De maneira geral, os ácidos são classificados dessa forma.
· ÁCIDOS QUE GERAM ESFOLIAÇÃO 
Como é a atuação desses ácidos na pele?
Eles agem pelo pH.
O que significa pH de um ácido?
A tradução é Potencial Hidrogeniônico que mostra a capacidade que esse ácido tem de formar íons H+. 
Quem são esses íons H+?
São as entidades químicas que promovem a ação do ácido na pele. 
Como que o H+ age na pele?
Ele gera a hidrólise das proteínas. 
Representação da epiderme: as células estão unidas entre si por proteínas (desmossomos, integrinas) que fazem a adesão entre as célula, ou seja, que dá a coesão entre as células. Quando coloca um ácido que depende de pH e o H+ ge nessas proteínas, ele gera a hidrólise, que é a quebra dessas proteínas. Então, essas células vão sofrendo o processo de descamação, que é a saída e/ou retirada dessas células na pele. 
Isso gera uma injúria no tecido e também um desequílibrio na homeostase da epiderme. Esse desequilíbrio é sinalizado p/ as células abaixo na forma de inflamação (sinalização inflamatória)e essas células abaixo entendem que essa injúria está morrendo células e essas células passam a proliferar mais rápido. O tempo médio de proliferação da epiderme é em torno de 28 dias. Quando aplica um ácido ou um peeling químico na pele, um ácido concentrado que causa uma injúria, promove a descamação e realiza a sinalização p/ acelerar a troca celular, esse tempo de renovação se encurta e vai p/ 14, 18 a 21 dias. Quando esse tempo de renovação da epiderme é mais curto, a epiderme se renova mais rápido, consequentemente ela se espessa e melhora a vitalidade da pele porque o estrato córneo vai se compactando. Quando o estrato córneo fica compacto, a descamação diminui e o viço da pele volta. 
A pele da criança (5-6 anos) se renova com 16 a 18 dias. A pele do idoso (70-80 anos) se renova com 42 dias. O tempo p/ a pele do idoso se renovar é mais longo. Isso faz com que a epiderme se atrofie e o estrato córneo se espesse. A pele da criança que se renova mais rápido é uma pele mais rígida, túrgida, viçosa e lisinha. 
Quando realiza um peeling com ácidos que geram esfoliação na pele e acelera o processo de renovação, o propósito e intuito é deixar a epiderme mais robusta e o estrato córneo mais compacto promovendo essa esfoliação na pele. 
Quando um ácido encontra a membrana celular, lá ele também encontra proteínas que formam a estrutura da membrana (proteínas transmembranares). O ácido ao agir nessas proteínas acaba levando a degradação, ou seja, hidrólise. Então, essa célula entra em morte programada, processo chamado de apoptose. 
Quando a célula ou queratinócito entra em apoptose, começa a sinalizar as células mais abaixo, gerando o estímulo inflamatório p/ promover uma renovação celular. 
Tem as camadas da epiderme (de baixo p/ cima): camada basal que é a mais proliferativa; camada espinhosa que dá adesão e coesividade a pele; camada granular onde o queratinócito passa a sintetizar mais queratina; camada lúcida onde a célula está se preparando p/ se compactar p/ formar o estrato córneo. Então, no estrato córneo tem queratinócitos mortos, impregnados e compactados com queratina. 
Quando coloca o ácido na epiderme vai agir primariamente no estrato córneo. Porém, o estrato córneo é formado por células mortas compactado e quando coloca o ácido no estrato córneo vai começar a promover a quebra/degradação das proteínas que estão presentes no estrato córneo. O paciente não sente dor e ardência. 
À medida que esse ácido vai agindo e penetrando, fazendo a hidrólise do estrato córneo e encontra o queratinócito na camada granular, onde tem células vivas, ele causa a morte dessas célula. Ao causar essa morte, é sinalizada tanto por neurônios, por isso, que sente dor e ardência, tanto pela inflamação. 
Aplicou o ácido na pele do paciente, enquanto não atravessar o estrato córneo, ou seja, romper essa camada isolante/de bloqueio, não chega nas células p/ gerar a sinalização. 
Pacientes que tem a pele mais sensíveis são naturalmente que tem um estrato córneo mais compactado, ou seja, mais fino e delgado. Quando coloca o ácido, rapidamente sente um desconforto. Já os pacientes que apresentam uma pele mais resistente, áspera e espessa, o estrato córneo está mais espesso. Qualquer substância que colocar na pele vai ter dificuldade de penetrar, inclusive o ácido. 
Pacientes com pele resistente, são pacientes que têm o estrato córneo muito espesso. Esses pacientes terão extrema dificuldade p/ que o ácido penetre e faça a sinalização p/ que ocorra a renovação da pele. 
Pensando em ácidos e pele -> estrato córneo tem que ser a primeira coisa a vir na mente. 
É preciso remover o estrato córneo p/ que o ácido consiga penetrar. 
Qual o intuito quando faz um peeling químico? Gerar uma injúria, uma sinalização inflamatória p/ que promova a renovação e síntese de proteínas na pele. 
A concentração e o tipo de ácido que coloca na pele vai determinar a ação desse ácido na pele. Por ex., se trabalhar com ácido glicólico em baixas concentrações, como 2, 5 até 7% não vai promover uma injúria considerável na pele, pelo contrário vai promover uma ação anti-inflamatória e hidratação na pele. A quantidade de ácido não é suficiente p/ gerar essa sinalização/injúria. Ele não vai conseguir transpassar o estrato córneo, então, vai se localizar sob o estrato córneo promovendo o efeito de hidratação. Porém, a medida que aumenta a concentração desse ácido irá colocar mais ácido na pele. 
A quantidade dentro do produto é maior e o pH sendo mais baixo, consegue romper essa barreira e causar a injúria sinalizatória na pele, levando ao aumento da renovação celular e a morte por apoptose que gera a sinalização. 
ÁCIDO SALÍCILICO 
É um beta-hidroxiácido. 
Por que hoje é um adjuvante quando se fala em peelings químicos? 
Porque ele é queratolítico. Significa: Lítico vem de “Lise, quebra, degradação” e Querato vem de “Queratina”.
No estrato córneo tem queratina compactada. 
O ác. salicílico é um ácido especialista em remover o estrato córneo. Tem uma péssima permeação, pois não consegue permear quando encontra a célula. 
É um ácido lipofílico, ou seja, se dissolve em gordura. Por isso, quando chega no estrato córneo faz o rompido do estrato córneo porque a queratina é uma proteína lipofílica e apolar. Por isso, tem uma boa ação. Quando ultrapassa o estrato córneo e encontra o queratinócito vivo, ele para de agir porque dentro do citoplasma do queratinócito tem água e ele não se dissolve em água. 
Hoje, mesmo em baixas concentrações tem ação queratolítica . Acima de 2% já é queratolítico. É indicado a trabalhar a 10%, tem uma ação suave, controlável e que pode determinar a sua ação. Por ex., paciente com pele sensível quando coloca o ác. salicílico rapidamente remove esse estrato córneo delgado e, consequentemente, encontra o queratinócito e causa sensação de dor e ardência. 
É conhecido como camada dependente - quanto mais camadas aplicar, mais vai remover o estrato córneo e para na epiderm, não permeia mais porque é muito lipofílico, não apresentauma boa permeação quando encontra o queratinócito. 
É também considerado concentração dependente - quanto mais concentradoo ácido, mais vai agir. 
P/ peeling - concentrações de 10 a 30% 
30% causa muito desconforto p/ o paciente, mas é uma boa alternativa. 10-15% mais destreza e maleabilidade. 
É um dos melhores ácidos p/ remoção do estrato córneo. 
É considerado padrão ouro p/ o tratamento da acn. 
Paciente que apresenta comedões abertos e fechados, inclusive pápulas e pústulas - porque faz a ação queratolítica no fechamento do infundíbulo. Quando o óstio fecha, o sebo é retido e a bactéria se prolifera - faz a desobstrução dessa hiperqueratinização da saída do folículo. Consequentemente, tem uma ação comedolítica, ou seja, também degrada os comedões. Comedões são acúmulo de sebo e gordura nas glândulas sebáceas - ác. salicílico consegue manter essa fluidez. 
Muitos tem medo por conta do seu potencial alergênic, topicamente como tem uma péssima permeação na eple e em concentrações baixas de 10%, a ação é muito segura. 
A alergia pelo ác. salicílico se dá, principalmente, pelo uso oral (ingestão do ác. acetilsalicílico). Topicamente, episódios de alergia são muitos raros. 
Em ácidos concentrados não corrige o pH do ác. salicílico. Mas p/ home care pode trabalhar com um pH em torno de 3,5. A concentração p/ se utilizar em home care gira em torno de 2-3%. Nessas concentrações é queratoplástico, ou seja, paralisa ou diminui o crescimento do estrato córneo. 
Alternativa p/ paciente acneico, que tem o estrato córneo mais espesso.
Tem a ação controladora da atividade da glândula sebácea. Então, acaba diminuindo a produção de sebo, principalmente p/ peles oleosas. 
É considerado o homogenizador de estrato córneo de consultório p/ remover o estrato córneo p/ aumentar a permeação dos ácidos. 
ÁCIDO GLICÓLICO 
É considerado um protótipo dos alfa-hidroxiácidos. 
Um dos primeiros ácidos extraído das frutas, no caso, ele é extraído da cana-de-açúcar, a ser utilizado como um ácido p/ gerar esfoliação. 
É muito seguro, porém, tem alguns pontos importantes. 
Ele é tempo minuto-dependente porque depende do pH da formulação p/ agir. 
É concentração-dependente, pH dependente que indica a sua agressividade e tempo minuto-dependente (tem que aplicare retirar).
Se deixar o ác. glicólico concentrado na pele, penetra totalmente até ser totalmente consumido. 
Ele é hidrossolúvel, ou seja, quando encontra o queratinócito cheio de água, penetra mais ainda. 
A ardência vai aumentando gradativamente na pele. 
O ác. salicílico arde e passa, já o ac. glicólico começa a rder e vai aumentando a sua ação. Dá a sensação de pinicação na pel. 
É muito bom p/ tratamento de acne, HPI, melasma epidérmico. 
Melhor aplicação: tratamento de efélides (sardas) - clareia bastante. 
Outra aplicação: utilizar em colo, braço e dorso da mão - promove a melhora da qualidade da pele dessas regiões. 
Como é tempo minuto-dependente em média deixar agir por 10 min. e neutraliza com a solução de bicarbonato. Tem uma ação controlada e segura. 
Em formulações de home care, o pH tem que ser acima de 3,5. 
Ácidos devem ter pH acima de 3,5 p/ não correr o risco do paciente se queimar com o ácido. 
A concentração p/ home care vai variar de 5-10%. 
Até 5% vai trazer uma ação mais hidratante p/ a pele, pois vai se transformar em glicolato e vai reter água na superfície da pele. A 10% promove uma ação esfoliativa suave, mas esfoliativa. 
Combinação p/ manter o estímulo na pele. Indicado para fototipos mais baixos.
ÁCIDO MANDÉLICO
É um ácido seguro p/ ser utilizado em todos os fototipos, pois a sua molécula é maior e mais pesada e acaba penetrando mais lentamente na pele. 
Tem ação antiacneica, pois é capaz de ter ação bacteriostática p/ o C. acnes e tem ação controladora da secreção de sebo. 
Bom p/ peles masculinas - pois controla a atividade da glândula, diminui a acne e faz o estímulo de renovação. 
Ác. glicólico penetra mais rápido do que ác. mandélico. 
Dá mais tempo p/ reagir uma possível intercorrência, como eritema ou reação diferente. 
É concentração-dependente, pH dependente e tempo minuto-dependente. 
Mesma estratégia de 10 min. deixando agir e neutralizar p/ que faça a sinalização. 
As concentrações p/ peelings varia de 20 até 50%. 
O ideal é trabalhar em torno de 30-35%. 
Na acne e rejuvenescimento, tem uma boa ação, tanto em fototipos altos (paciente acneico que tem a pele mais oleosa - ajuda a controlar), adolescentes toleram bem e paciente com a pele mais acneica. 
Home care em torno de 5-10%. Gera uma esfoliação mais lenta. 
ÁCIDO LÁTICO 
Tem uma excelente ação de hidratação.
Faz uma esfoliação e vai gerar estímulo.
Tem uma boa e rápida absorção devido o seu peso molecular.
Dá uma pinicação na pele. 
Esse é um ácido que depois de agir se transforma em lactato, que faz parte do fator de hidratação natural da pele. 
Ele retém muita água na epiderme e dá a sensação de pele lisinha.
Pode ser utilizado em tratamento de colo, braços e mão e, principalmente p/ membros inferiores. 
ÁCIDO PIRÚVICO 
Tem uma estrutura química diferente. 
É um ceto-ácido. 
Ele é concentração-dependente, pH dependente e tempo minuto-dependente. 
É o único que tem ação indireta e direta. 
Tem alta permeabilidade na pele. 
Quando aplica o ác. pirúvico e o paciente for fototipo baixo apresenta eritema, isso indica ação dérmica -> vasodilatação. 
Tem ação na epiderme gerando esfoliação e consegue chegar na derme. 
É conhecido como peeling mitocondrial. 
A mitocôndria é a usina energética das células. Ela produz o ATP (adenosina trifosfato) que é o responsável por fornecer enrga p/ a célula viver. 
Quando o ác. pirúvico chega na derme, o fibroblasto capta ele na forma de piruvato. O piruvato é a fonte primária de energia p/ a formação do ATP. Então, o fibroblasto fica com mais energia disponível p/ fazer a síntese de proteínas. 
Quando faz peeling de ác. pirúvico repara que o paciente melhora muito rugas superficiais devido uma volumização da derme. Tem essa ação que é única e somente ele faz isso. 
Faz uma melhora da qualidade da pele, gera esfoliação, afina o estrato córneo e faz essa ação direta na derme. 
Isso caracteriza esse ácido como ácido multifuncional. 
Aquele ác. pirúvico que não penetrou na derme e ficou retidona epiderme sofre a ação de uma enzima chamada lactato desidrogenase que transforma o piruvato em lactato. O ác. pirúvico também traz uma hidratação na pele devido essa ação de conversão de piruvato em lactato.
O piruvato entra no ciclo de Krebs formando energia p/ as célula.
É um ácido um pouco mais agressivo p/ a pele porque o seu potencial de ação é mais intenso do que do ác. glicólico, lático, e mandélico. 
A sua força é maior. 
Controla essa força no pH devido ser pH dependente.
No pH 2 é um ácido suave p/ usar na pele. No pH 1,5 já faz uma ação mais intensa, causa uma injúria mais rápido. No pH 1,0 é muito intenso. 
Se aplicar o ác. pirúvico em uma concentração de 30-50% no pH 1,0 - tem que aplicar e observar porque em 2-3 min. já tem que neutralizar porque ele causa um eritema muito intenso e o paciente relata muita ardência. 
pH 2,0 - menos agressivo; pH 1,5 - age mais rápido; pH 1,0 - muito agressivo. 
Quanto mais baixo o pH, maior a agressividade do ácido. 
Home care a concentração é em torno de 5%. 
Indicado p/ tratamento de hiperpigmentações, acne, melasma epidérmico e dérmico, rejuvenescimento, rugas finas, cicatrizes atróficas. 
QUAIS MEDICAMENTOS PODEM MANCHAR A PELE DO PACIENTE?
· Quais são os principais medicamentos que podem causar a hiperpigmentação da pele e, consequentemente, o aparecimento de manchas mais persistentes no paciente. 
Medicamentos:
1) Minociclina - é um antibiótico que foi introduzido no Brasil na década de 80/90, principalmente p/ o tratamento de pacientes acneicos. Tem um bom efeito contra as bactérias gram-positivas, principalmente a bactéria Propionibacterium acnes, que causa a acne. O paciente normalmente fazia o uso por um período de 3 meses e usava 1 comprimido por dia e o paciente persistia a pigmentação das manchas de acne. É um medicamento que pode causar o aparecimento de hiperpigmentação. 
2) Zidovudina - também conhecidocomo AZT, um medicamento amplamente usado no mundo inteiro, p/ o tratamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).É muito comum em pacientes que fazem o tratamento da AIDS ter hiperpigmentações em todo o corpo e isso é provocado, principalmente pelo uso desse medicamento.
3) Bleomicina - é um quimioterápico para o tratamento de câncer. A maioria dos quimioterápicos induzem hiperpigmentações. Queixa comum do paciente que faz quimioterapia. Relata o escurecimento de manchas, principalmente, na face, região do pescoço, na região da virilha e da axila. Então, os quimioterápicos são grandes ativadores da melanogênese. 
4) Bussulfan - é um quimioterápico para o tratamento de tumores malignos. Também é um grande ativador da melanogênese.
5) Clorpromazina - é um antipsicótico utilizado p/ o tratamento de pacientes esquizofrênicos e com psicose. Um medicamento amplamente comerciado no Brasil. Como é antipsicótico seu uso é contínuo. O uso contínuo acarreta essa hiperpigmentação que é comum e frequente. 
6) Contraceptivos orais - são formados por derivados sintéticos de estrógenos e progestinas que são derivados sintéticos do estrógeno e da progestina. Grandes ativadores da melanogênese porque o estrógeno é um grande anabolizante do melanócito. O melanócito possui vários receptores p/ o estrógeno. Então, é muito comum aquelas mulheres que já tem uma predisposição genética p/ pigmentar que são pacientes fototipo III e IV que ao iniciar o tratamento com o contraceptivo pode ocasionar o aparecimento de melasma e que se torna resistente porque é justamente o estrógeno é um anabolizante potente. Nós temos 4 tipos de receptores no melanócito. Então, é uma célula muito sensível. Se essa mulher já tiver uma predisposição p/ o desenvolvimento do melasma, o uso do contraceptivo oral pode agravar esses quadros. 
Dessa lista, a grande maioria deles ao suspender a utilização acabam diminuindo e sumindo até a hiperpigmentação, Com exceção dos contraceptivos orais. Os contraceptivos orais podem sensibilizar o melanócito de tal forma que a mancha pode persistir mesmo com o uso suspenso do medicamento. 
Isso tem mais haver com a capacidade e característica genética do paciente, ou seja, da predisposição genética p/ a hiperpigmentação do que o medicamento propriamente dito. 
MICRODERMOABRASÃO 
O que é? 
Quais as indicações? 
Quais as contraindicações? 
Parâmetros para aplicação 
Cuidados pós procedimento 
A microdermoabrasão também é conhecida como peeling físico.
Equipamentos: vai ter Peeling de diamante e cristal. O mais comum é o Peeling de Diamante. 
Peeling de Diamante: tem uma caneta que vai receber uma cânula que vai fazer essa sucção (pressão negativa) e vai ter uma ponteira de diamante que vai colocar na ponta p/ dar essa perspectiva abrasiva. 
Então, o que é um peeling físico? 
Em tese, é um recurso que vai combinar uma sucção negativado aparelho de vácuo com uma perspectiva de uma ponteira abrasiva, seja diamante ou cristal. 
Quais são os benefícios? P/ que o Peeling de diamante ou cristal ou Microdermoabrasão são indicados?
Rejuvenescimento (estimula o rejuvenescimento). 
Com essa característica de fazer a pressão negativa e também a perspectiva abrasiva da ponteira tem a capacidade de gerar um processo inflamatório na pele. 
A microdermoabrasão pode ser bem não só p/ o rejuvenescimento, mas também p/ o tratamento de cicatriz hipotrófica, como cicatrizes da acne e, até mesmo, p/ o tratamento de ceratoses pilares
Pode ser efetiva, inclusive no tratamento de melasma, mas não gerando um processo inflamatório e, sim, com uma passada muito mais leve, com uma pressão muito mais controlada e com a perspectiva de retirar somente o estrato córneo p/ facilitar a permeação transdérmica de ativos. 
Tem um grande benefício frente a outros equipamentos. Ela além de gerar um processo inflamatório controlado ou retirar estrato córneo de forma assertiva querendo ou não gerar um processo inflamatório ele é um facilitador da permeação transdérmica de ativos ou medicamentos. 
Parametrização
É preciso definir basicamente qual é a pressão negativa que irá colocar no equipamento. Então, quando não quer gerar um processo inflamatório como é o caso da ceratose pilar ou de um paciente que simplesmente retirar somente o estrato córneo ou quer facilitar a permeação transdérmica de um despigmentante não passar de -200 mmHg. 
Quando quer gerar um processo inflamatório, com no mínimo -300 mmHg. 
Esse é o primeiro parâmetro: a sucção do vácuo. 
O segundo parâmetro: é o número de passadas. 
Se não quer gerar um processo inflamatório, trabalhar com 2 a 3 passadas. Mas, quando quer gerar um processo inflamatório ex., cicatriz hipotrófica de acne, rejuvenescimento e rugas finas, trabalhar de 6,8 até 10 passadas com essa pressão mais assertiva. 
Prática: 
Acopla a ponteira na caneta, ligar o cano que vai promover o vácuo negativo, ligar o equipamento, deixar o vácuo CONTÍNUO, colocar o tempo, começar com -200 mmHg p/ não gerar um processo inflamatório e quando quiser gerar um processo inflamatório trabalhar com no mínimo -300 mmHg. 
Limpeza de Pele 
Melasma 
Demais hiperpigmentações 
2x de leve 
-200 mmHg
Se quer utilizar p/ o manejo de manchas, no sentido de aumentar a permeação transdérmica de ativos, retirar somente o estrato córneo ou até facilitar uma extração na limpeza de pele - trabalhar 2 passadas em cada linha.
· Ácido Kójico 
· Ácido Tioglicólico 
· Ácido Tranexâmico 
· Ácido Arbutin 
· Nicotinamida 
· Vitamina C 
· Resveratrol 
Rejuvenescimento 
Cicatrizes hipotróficas 
Demais casos em que quer gerar inflamação controlada 
Até 10 passadas de -300 mmHg a -600 mmHg
Aplicação p/ cicatriz hipotrófica de acne - passadas em *
· Vitamina E 
· Vitamina C 
· Niacinamida 
· Ácido Tranexâmico 
· Ácido Hialurônico
· Fatores de crescimento (EGF, IGF, THF-B3). 
Rejuvenescimento 
Até 10 passadas de -300 mmHg a -600 mmHg
· Ácido Hialurônico 
· Coenzima Q10 
· DMAE 
· Matrixyl 
· Raffermine 
· Tensine
· Resveratrol 
· Argireline
Microdermoabrasão pode ser feito em todos os tipos de pele? 
Sim, entretanto, deve ter um cuidado mais assertivo com os pacientes com fototipo mais alto e com peles mais sensíveis (tende a uma lesão mais exacerbada/exagerada) e os pacientes com o fototipo mais alto tem o maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Pode sim aplicar no paciente com a pele mais sensível, no paciente com uma pele com o fototipo mais alto. Entretanto, tem que cuidar, pois existem riscos. 
Quais são as contraindicações p/ a Microdermoabrasão? 
Existem várias, mas as principais são: pele não íntegra, ficar atento a questão de imunidade desse paciente - paciente imunodeprimido e imunosuprimido, alteração de coagulação e cicatrização (paciente tem algum problema de fator de coagulação ou algum histórico de alteração cicatricial que leva a uma cicatriz discrômica ou queloidiana. 
Cuidados pós-procedimento 
Paciente não pode se expor a radiação solar, ter um cuidado muito grande com a perspectiva de biossegurança, então, não pode ter contato com agentes patógenos, cuidado com animais domésticos, etc. 
Perguntas e respostas: 
1- Quanto tempo leva para recuperar a pele de um Peeling de Diamante? 
Depende. Depende de qual foi o objetivo da aplicação dessa técnica. Se o objetivo foi somente retirar o estrato córneo sem gerar um processo inflamatório, no dia seguinte a pele em tese já está recuperada porque não houve nenhum trauma ou lesão. Se o objetivo da aplicação foi rejuvenescimento ou cicatriz hipotróficas de acne, por ex., o objetivo foi gerar um processo inflamatório. Então, tem uma fase de cicatrização esperada e essa fase é a seguinte: imediatamente até 20 min. depois está na fase hemorrágica; 24 hrs após a técnica está na fase inflamatória e a partir daí entra na fase regenerativa. As pesquisas mostram que a fase de regeneração tecidual tem um pico de proliferação e produção de colágeno que vai variar de 15, 21 até 30 dias. Então, em tese um processo inflamatório bem exacerbado p/ o tratamento dessas afecções estéticas,em tese essa pele irá estar bem regenerada 30 dias depois, em média. Mas, em 21 dias a pele já tem que estar íntegra e com os benefícios de aplicação dessa técnica. 
2- Quais são os resultados esperados após o Peeling de Diamante? 
Se o objetivo é utilizar o Peeling de Diamante como coadjuvante de melasma ou p/ o tratamento de ceratose pilar p/retirar as células mortas é simplesmente uma melhora da superfície da pele, retirando um pouco daquela hiperqueratinização vai melhorar a textura da ceratose pilar. E no caso, do melasma como coadjuvante vai melhorar um pouco a textura da pele p/ facilitar a permeação transdérmica de ativos. Se o objetivo é rejuvenescimento e cicatrizes de acne que gerou um processo inflamatório espera como resultado uma pele com relevo mais alinhada, com melhor hidratação de certa forma e com aumento de espessura de epiderme e derme porque essa técnica tem a capacidade de estimular a proliferação de fibroblasto e estimular a produção de colágeno.
3- Quantas sessões são necessárias para ver resultados significativos?
Em tese, as pesquisas já mostram bons resultados dependendo do objetivo em 2 ou 3 sessões. Essa variável é bem difícil porque depende de inúmeros fatores, como idade do paciente, o fator nutricional, técnica de aplicação, objetivo e tratamentos associados.
4- Peeling de Diamante é seguro p/ todos os tipos de pele?
É um recurso muito seguro dentro da eletroterapia, entretanto, tem alguns tipos de pele que tem 1 risco maior de ter efeitos adversos, como fototipos mais altos (é uma técnica não tão segura, pois tem o risco de causar uma hiperpigmentação pós-inflamatória após a microdermoabrasão, essa pele pode ficar manchada) e peles sensíveis (estar muito atento porque a microdermoabrasão pode gerar uma lesão muito forte e descontrolada em uma pele mais sensibilizada). É um recurso seguro, mas deve estar sempre atento para fototipos mais altos 
e peles sensíveis porque os riscos de lesão descontrolada ou de hiperpigmentações pós-inflamatórias, de manchas após a aplicação da técnica são maiores. 
5- Quais são os efeitos colaterais possíveis do Peeling de Diamante? 
Hiperpigmentação pós-inflamatória, lesão descontrolada. 
A pele é uma barreira de proteção e quando realiza um peeling de diamante retira de certa forma uma parte dessa proteção da pele. Outro risco, então, é a migração de agentes patógenos que pode gerar uma infecção. 
Em termos de efeitos colaterais: manchas (HPI), lesão descontrolada, contaminação porque está perdendo um pouco da barreira de proteção e está mais suscetível e também estar atento à exposição solar, principalmente, nas 24 a 36 hrs após a aplicação, por conta, do risco de hiperpigmentação por hemossiderina. 
Mancha (HPI), lesão descontrolada e contaminação são os principais efeitos colaterais, mas com baixíssimo risco se a técnica for bem aplicada. 
6- Peeling de diamante pode ser combinado com outros tratamentos estéticos? 
Sim. Exemplos de associação de peeling são: tratamento de rejuvenescimento facial p/ gerar um processo inflamatório, passando 36 hrs passado o processo inflamatório associar Laser ou LED de baixa intensidade por volta de 3 a 5 J por 600 n, que é um Laser ou LED que vai estimular ainda mais a produção de colágeno - Peeling de Diamante + Fototerapia de baixa intensidade. Segundo ex., de associação: o Peeling de Diamante é um facilitador da permeação transdérmica de ativos. Então, realizar o Peeling de Diamante p/ rejuvenescimento e associar uma Vit. C a 17% ou Fatores de Crescimento: EGF, FGF a 1% p/ estimular ainda mais a produção de colágeno. Outro ex., de associação: tratamento p/ melasma, 2 passada do Peeling de Diamante sem gerar um processo inflamatório, -200 mmHg e fazer uma associação por ex., com ácido tranexâmico, arbutin ou algum despigmentante. Essa associação é importante. A associação com os ativos orais, os nutricosméticos também importante em qualquer tratamento, uma suplementação com colágeno e vitaminas é bem-vinda. Se estiver tratando um melasma, os antioxidantes, pycnogenol. 
7- Existe alguma preparação necessária antes de um peeling de Diamante? 
É importante que essa pele esteja íntegra e o paciente estar em bom estado de saúde.

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