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ESTUDO DE CASO: BARBARA THORSON FILME: “EU MATO GIGANTES” 1. Avaliando a paciente Bárbara, aponte em seu texto dissertativo quais os supostos fatores predisponentes, os precipitantes e como se construiu a sua vulnerabilidade constitucional da referida paciente (vale: 1,5). Barbara Thorson, é uma pré-adolescente inteligente e criativa que apresenta comportamentos atípicos na dramaturgia. Bárbara tem uma ligação muito forte com sua mãe, que se encontra doente em estado terminal, e ela reprime a realidade para fugir do medo e da angustia de ver sua mãe doente. Além disso, os irmãos de bárbara assumiram outro papel familiar, principalmente sua irmã que teve que trabalhar e cuidar da casa, além disso apresenta um temperamento explosivo o que pode configurar um indicador genético do processo de adoecimento hereditário para Bárbara, um marcador para sua vulnerabilidade constitucional, visto também sua forte ligação com a mãe durante a infância. Bárbara além de ter medo da morte de sua mãe, lida com a negligência e a carência afetiva em seu seio familiar. Na escola sofre bullying, o que reforça ainda mais a repressão e o comportamento antissocial. Esses eventos vivenciais de Bárbara podem estar classificados como fatores predisponentes. Bárbara mantinha alucinação auditiva e visual ao ver gigantes, sua angústia de repressão da realidade se esquiva do medo da morte de sua mãe aumentava na medida que era contrariada em diversas situações, como no bullying, nas relações com os irmãos (negligência, falta de apoio, e afetividade) , e na relação com a psicóloga (confrontá-la ao falar “mãe” e dizer que tudo não era real) e após a infidelidade de sua amiga Sofia ao contar para Taylor (causadora do bullying) sobre as armadilhas dos gigantes, a personagem veio cada vez mais se angustiar com suas alucinações, entrando em surto perdendo a total noção da realidade. Esses fatores podem estar classificados como fatores precipitantes, ou seja, eventos que ocorrem em proximidade temporal ao surgimento propriamente dito dos sintomas e do transtorno mental (DALGALARRONDO, 2019). Visto que fatores predisponentes, vulnerabilidade constitucional e fatores precipitantes, se dizem respeito a história de vida do sujeito, que é único, e singular. 2. Faça um texto dissertativo onde deverá ser apontado a sua hipótese diagnóstica baseada e justificadas em seus achados a partir dos fatores comportamentais, emocionais, psicológicos, sociais mais aparentes da paciente, avaliando e pontuando os seus transfundos mais evidentes, os fatores patogênicos, patoplásticos e psicoplásticos da paciente (vale: 1,5). Barbara Thorson apresenta todas as características que podem ser inclusas a um transtorno de personalidade conforme o DSM-5, como na cognição nas formas de perceber e interpretar a si mesmo, os eventos e as outras pessoas; na afetividade, colocando intensidade nas respostas emocionais que ela vivia, como o medo excessivo; A persistência comportamental em sua vida pessoal e social, o sofrimento que ela se encontrava, e seu surgimento ocorre pelo menos a partir da adolescência ou do início da fase adulta. Dentre os transtornos de personalidade de Classe A, é possível também a hipótese diagnostica de Transtorno da Personalidade Esquizotípica, o que segundo o DSM-5, o transtorno pode se manifestar primeiramente na infância e adolescência por meio de solidão, relacionamento ruim com os colegas, ansiedade social, baixo rendimento escolar, hipersensibilidade, pensamentos e linguagem peculiares e fantasias bizarras. Essas crianças podem parecer “estranhas” ou “excêntricas” e atrair provocação. Os fatores patogenéticos são observados nas experiências perceptivas incomuns, incluindo ilusões corporais, crenças estranhas ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e são inconsistentes com as normas subculturais, Bárbara acreditava ser heroína “que matava gigantes” diante a fantasia, delírios e alucinações distorcia a realidade a interpretando pessoas e os eventos de sua vida em um sentido particular e incomum. Ela possuía comportamento ou aparência estranha, excêntrica ou peculiar, visto que Bárbara se caracterizava e agia conforme suas alucinações como alucinações auditivas e visuais ao ver, ouvir e falar com gigantes, e interpretar os eventos de maneira distorcida, usando capacete e criar ferramentas para lutar. Ela também apresentou ideação paranoide, achando que a doença de sua mãe era literalmente um monstro e uma ameaça para ela, bem como que todos a sua volta eram ameaças, visto que maioria a confrontava o que fez ela preferir manter distância e isolamento. Bárbara aparentemente era uma criança feliz e muito apegada a sua mãe, na dramaturgia, é evidente a felicidade que ela se relacionava com a mãe no áudio guardado por ela gravado em um momento familiar, o evento afetivo gravado no áudio pode-se deduzir como fator patoplástico evidente. Após o adoecimento de sua mãe, o medo e a angústia fez com que Bárbara rompesse com a realidade no intuito de fugir daquilo que ela mais temia. Bárbara fixou ao passado de sua infância guardando e usando objetos relativos ao momento feliz que esteve com sua mãe, como a tiara de orelhas de coelho, o macacão, e a bolsinha. Os fatores psicoplásticos pode-se incluir os inúmeros confrontos decorrentes do bullying na escola, a carência afetiva, a ausência de assistência pelos seus irmãos, a ação da psicóloga de confrontar que o comportamento sensoperceptivo da menina não era real, fizeram com que ela passasse por um surto psicótico muito forte, o que a fez fugir de casa, bater na psicóloga, e na sua única amiga Sofia. Após o episódio de surto, Bárbara superou seu medo de ver a mãe doente o que a fez melhorar em seus aspectos em sociabilidade e comportamentais, entretanto continuava com suas alucinações em ver gigante, porém, por uma percepção diferenciada e amigável. Aspectos como a inteligência e a criatividade são os transfundos mais evidentes neste caso, visto que nessa característica, delírios ricos e complexos interpretam constantemente as vivências em formas mais conceituadas. (DALGALARRONDO, 2019) REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION et al. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Artmed Editora, 2018.AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION et al. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014.