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Patologia do Corpo Uterino

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a menopausa (idade reprodutiva): sinal de que possui receptores hormonais de estrógeno e progesterona
· Acima dos 30 anos, mais de 25% terão leiomiomas
· Sintomatologia: número, tamanho, localização
· Dor
· Sangramento anormal
· Infertilidade/aborto
· Transformação maligna é rara (2%) e a tensão para essa transformação costuma ser maior acima de 50 anos
· Morfologia
· Localização: intramural (mais comum), submucoso (podem ser pediculados e ocuparem a cavidade), subseroso (também pode ser pediculado, podem sofrer necrose no pedículo e se soltarem do útero e se implantando nos ligamentos pélvicos, gerando leiomioma parasita)
· Os submucosos estão relacionados a maior risco de infertilidade e aborto devido ao preenchimento da cavidade uterina
· Únicos ou múltiplos
· Nódulos bem delimitados, contornos lisos, arredondados
· Coloração esbranquiçada e aspecto fasciculado
· Podem ocorrer degenerações (ex: calcificações, costumam ocorrer em pacientes mais idosas)
· Microscopia
· Feixe de células musculares lisas entrecruzados
· Baixa atividade mitótica, núcleos ovais, sem atipias
· Degenerações: hidrópica, necrose hialina, hemorragia
· Leiomiossarcoma
· 1,5% das neoplasias uterinas malignas uterinas (bem raras)
· Idade: 40-60 anos
· Altamente maligna, tende a ter muita metástase a distância
· Disseminação na cavidade abdominal
· Metástases sanguíneas (>50%), geralmente precoces → pulmões, ossos e cérebro
· Sobrevida em 5 anos: 10 a 40% (baixa)
· Os sarcomas, de forma geral, têm uma taxa de metástase sanguínea muito maior que os de origem epitelial, não passam pela fase de metástase linfática como os epiteliais
· Macroscopia
· Lesão mal delimitada
· Frequentemente, cresce no endométrio, mas se projeta pra dentro da cavidade (massa polipoide)
· Pode ser totalmente intramural
· Consistência macia (taxa de celularidade muito alta)
· Muito frequente de ocorrer necrose e hemorragia
· Microscopia: 3 critérios para fechar o diagnóstico
· Necrose: suja, com restos celulares
· Atipia: desde atipia leve até anaplasia
· Atividade mitótica (> 10 mitoses em 10 campos de grande aumento): comumente há mitoses atípicas
· Endometriose e Adenomiose
· Endometriose: tecido endometrial fora do útero
· Quadro clínico: dor e infertilidade
· Sintomas secundários à invasão de órgãos vizinhos (intestino, bexiga)
· Tecido responde à hormônio, por isso é cíclico e há hemorragia, havendo resposta inflamatória e dor
· Muito associado a distorções anatômicas devido a características fibrosantes e ambiente pró-inflamatório
· Localização (ordem decrescente de frequência)
· Ovários, tubas uterinos
· Ligamentos uterinos
· Septo retovaginal/fundo de saco
· Peritônio pélvico
· Colo uterino, umbigo, vagina, vulva, apêndice, intestinos, bexiga
· Cicatrizes da parede abdominal
· Pulmão, cérebro, ossos, cavidade nasal (muito raros)
· Patogênese: o tecido, onde ele estiver, responde a hormônio
· Resposta à estimulação hormonal → sangramentos cíclicos (dor)
· Coleções sanguíneas → cistos no ovário, endometriomas
· Organização da hemorragia → fibrose → aderências
· Atividade de aromatase no tecido endometriótico, por isso ele pode auto-estimular o seu crescimento
· Fatores hormonais, genéticos e imunológicos
· Cascata inflamatória local associadas aos implantes endometrióticos: perfil pró-inflamatório no peritônio pélvico (TNF, PGE2), alteração da ovulação e da fertilidade
· Na maioria das vezes, a condução é de bloqueio hormonal, mas muitos pacientes podem precisar de uma abordagem mais invasiva
· Teoria da implantação/regurgitação: menstruação retrógrada
· Teoria da disseminação linfática/vascular: justificariam sítios à distância
· Teoria da metaplasia (epitélio celômico)
· Macroscopia
· Massas/nódulos: coloração depende do tempo (avermelhados, azulados, acastanhados)
· Endometrioma: cistos com conteúdo achocolatado no ovário
· Aderência entre órgãos, placas fibrosas
· Microscopia: 
· Presença de tecido com glândula e estroma (na maioria das vezes, encontra glândula e estroma endometriais, mas pode ter só estroma)
· Presença de hemorragia
· Adenomiose: tecido endometrial no interior do miométrio
· Quadro clínico: dor e menorragia
· Cicla junto com o endométrio
· Macroscopia: miométrio próximo ao endométrio com pontos hemorrágicos, cistos
· Microscopia: tecido endometrial na intimidade do músculo, muitas vezes é sinalizado na USG
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010