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Redação UECE

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resolver o diabo da vírgula: ela é o cão, comendo mariola. 
Última observação: não utilize as expressões da oralidade, como as que existem 
nesta receita: utilize, sempre, o padrão culto da língua. 
Prof. Pardal 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 20 OSG.: 076466/13 
 
 
 
 
 
 
12. REPORTAGEM 
 
Tem por objetivo oferecer informações mais aprofundadas sobre um determinado 
fato - neste aspecto, é um texto com mais informações do que a notícia, porque há também 
um trabalho de pesquisa. Na reportagem investigativa, por exemplo, o repórter pesquisa, 
como um detetive, fontes que revelem novas facetas sobre um fato. 
Qual a diferença entre notícia e reportagem? A primeira informa fatos de 
maneira mais objetiva e aponta as razões e os efeitos. A segunda faz investigações, tece 
comentários, levanta questões, discute, argumenta. 
Disponível em http://www.brasilescola.com/redacao/a-reportagem.htm 
 
• Estrutura 
1. Manchete - o título da reportagem, que tem como objetivo resumir o que será 
dito. 
2. Corpo - desenvolvimento, em vários parágrafos, do assunto abordado. 
 
OBS: Em situação real, as reportagens têm título, que sintetiza a ideia central do texto; têm um lead, que resume o conteúdo, e 
tem por objetivo chamar a atenção do leitor. Em alguns concursos vestibulares, no entanto, esses itens não são exigidos. 
 
• Exemplo 
A ESPIÃ QUE BUSH ENTREGOU 
Os EUA passam por uma precoce onda de revival do governo George W. Bush, 
propalada por pesquisas que hoje equiparam sua popularidade à de um minguante Barack 
Obama e, sobretudo, pelo lançamento de suas memórias. 
Depois de trabalhar 15 anos para a CIA sob identidade secreta, Plame teve seu 
nome revelado como espiã na coluna do jornalista conservador Robert Novak, publicada 
pelo “Washington Post”. 
Wilson andava acusando o governo dos EUA, em jornais e na TV, de usar uma 
mentira para ir à guerra contra o Iraque. Com a revelação de que sua mulher era uma 
espiã, o foco da mídia mudaria. 
O diplomata, que por anos serviu na África, havia trabalhado para a CIA como 
consultor. Encarregado de checar se a suspeita de que Saddam Hussein tinha comprado 
urânio do Níger, para fazer uma bomba, descobriu que a história não batia. 
Mesmo assim, Bush citou a compra fictícia, no importante discurso do Estado da 
União. 
Após meses de investigação, concluiu-se que a fonte do vazamento do nome da 
espiã para Novak foi “Scooter” Libby, chefe de gabinete do então vice-presidente 
Proposta XI 
Qual deve ser a postura dos jovens, diante dos problemas natureza? Elabore uma 
receita, respondendo a esta pergunta. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 21 OSG.: 076466/13 
 
Dick Cheney. Libby chegou a ser detido e condenado a 30 meses prisão, mas depois teve 
sua pena comutada por Bush, para uma multa. (...) 
Bush jura que a história - aquela que se ensina nas escolas e se leva para os livros 
– lhe será generosa, como foi com outro presidente que saiu sob vaias e hoje é 
frequentemente citado como um dos melhores que o pais teve: o democrata Harry 
Truman. 
Texto adaptado, disponível em http://pelomundo.folha 
 
 
 
 
 
 
 
 
13. RESENHA 
 
Texto informativo, crítico e analítico, sobre livros, peças teatrais, filmes, etc. 
Há dois tipos de resenha: 
1) a descritiva, em que o autor somente informa o nome de um filme, por exemplo, o seu 
diretor, o nome dos atores, a procedência, o gênero e uma sinopse do enredo; 
2) a crítica, em que o autor, além desses procedimentos, ainda tece comentários a respeito 
do assunto abordado, analisando os detalhes, ou fazendo um julgamento de valor. 
http://www.ucb.br 
• Estrutura 
1. Título 
2. Introdução: apresenta o autor, ou o próprio livro, ou peça teatral, dando 
informações sobre a editora, o ano, o gênero (do filme ou do livro), a temática 
mais geral, etc. 
3. Parágrafos seguintes: análise da estrutura, dos personagens, do enredo, dos 
temas, dos problemas abordados, etc. Aqui, há a informação e a análise. 
4. Conclusão: avalia as ideias do autor, as temáticas; indica e recomenda a leitura, 
por exemplo. 
 
OBS: Em situação real, as resenhas têm um título. Em alguns concursos vestibulares, no entanto, esse item não tem sido exigido. 
 
• Exemplo 
O berro dos búfalos 
Desde 1978, Audifax Rios presenteia-nos com narrativas que variam entre 
crônicas, contos e memórias. Sua narrativa mais longa, o romance Bar Peixe Frito (1978), 
já continhas elementos com os quais este conhecido nome da cultura cearense iria 
desenvolver seus textos publicados posteriormente a essa data. 
Proposta XII 
Elabore uma reportagem, sobre o problema das catástrofes que estão ocorrendo no 
mundo, em geral, e no Brasil, em particular, por conta, supostamente, da devastação 
da natureza. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 22 OSG.: 076466/13 
 
 Com Os búfalos de Campanário, editado pela Edições Livro Técnico, Audifax 
mostra que tem fôlego para o romance. É uma narrativa que conta a história de uma 
cidade, Campanário, cujas ações giram em torno de um personagem chamado “Major 
Zegito”, um homem empreendedor, que tem visão de futuro, que se vê obrigado, por uns 
tempos, a ser um paroara e que volta do Norte com dinheiro suficiente, para modificar os 
hábitos do povo, e que, devido ao poder do dinheiro conseguido, realiza sonhos jamais 
imaginados pelos outros moradores de Campanário, como, por exemplo, a construção de 
um palácio semelhante ao Teatro Amazonas; ou como as pinturas que manda construir, 
nas paredes de seu armazém, com réplicas das mulatas exuberantes do pintor modernista 
Di Cavalcante; ou, ainda, como a reprodução de “Abaporu”, de Tarcila do Amaral. 
Os personagens muito têm a ver com o imaginário dos personagens dos grandes 
autores da literatura hispano-americana, como Gabriel García Márquez e Julio Cortázar. 
Há certas semelhanças com os romances que compõem a Trilogia da Maldição, de José 
Alcides Pinto, no tratamento do tema, na construção do fantástico, no alopramento do 
protagonista, na visão dramática da seca. 
 O jogo do tempo romanesco é um dos fatores que mais instigam o leitor. 
A história do “Major Zegito” é contada através de uma sequência de ações, cujo jogo 
temporal segue ao sabor do imaginário de um narrador compulsivo. Há verdadeiras 
colagens nessas ações. Há o jogo da metalinguagem, há o diálogo com o leitor. É como se 
esse narrador tivesse, há anos, com a história do major e que precisasse contá-la de um 
fôlego só. Os personagens só se pronunciam ocasionalmente, devido a este recurso. 
 Nesse romance, Audifax Rios muda a melodia da sua frase, agora mais inteira, 
demorada: enxerga os detalhes, é ainda mais picante na ironia, que descansa o leitor das 
longas descrições e que dá ao texto o humor de que ele necessita para isso. No tocante à 
escolha do vocabulário, a decidida postura de misturar a frase com termos antigos e 
novos, com gírias, com fragmentos de letras de músicas, com expressões em latim, que 
poderiam tisnar o estilo, dão a graça ao discurso. Audifax é seguro neste tratamento, assim 
como na construção dos neologismos, verdadeiros achados linguísticos. Esta diversidade 
de linguagens é também uma marca, na maioria dos seus textos. 
 Por tudo isso, vale a pena ler mais um trabalho desse artista múltiplo, que muito 
tem produzido para a cultura do nosso Estado. 
Prof. Pardal 
 
 
 
 
 
14. TEXTO PUBLICITÁRIO 
 
O texto publicitário tem por objetivo modificar o comportamento do leitor, do 
espectador, do consumidor; tenta convencer o público a comprar determinado produto, ou 
Proposta XIII 
Elabore uma resenha, sobre o livro que você mais gostou de ler. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 23 OSG.: 076466/13 
 
a aderir a uma causa. Os textos procuram “vender” uma ideia, estimulando os leitores a 
mudarem o comportamento. 
Por exemplo, há textos