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FACULDADE UNINASSAU- CAMPUS PARNAÍBA/PI
CURSO: ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ARQUITETURA E URBANISMO
PROFESSOR(A): ALESSANDRA BRAÚNA
CAPELA DE RONCHAMP: ANÁLISE DA TRÍADE VITRUVIANA NO PROJETO ARQUITETÔNICO DE LE CORBUSIER
Francisco Henrique V. de Oliveira - 21012295
Lucas Natanael Gomes da Silva - 21009791
Wellington Souza Cruz - 21012477
William Oliveira de Brito - 21012411
Parnaíba
2
2021
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO	4
2. FIRMITAS	5
3. UTILITAS	6
4. VENUSTRAS	7
5. VOLUMETRIA	11
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	14
2
Figura 1 Vista frontal da Capela Rochamp	5
Figura 2 Capela de Ronchamp	8
Figura 3 Vista interna da parede sul da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier	9
Figura 4 Planta da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier	10
Figura 5 Corte e isométrica, explicando como é composta a estrutura da Capela Notre Dame	10
Figura 6 Esquema de Insolação na capela Ronchamp, tendo o Norte para cima	11
Figura 7 Capela de Ronchamp, tendo em vista a proporção da terceira torre de maior dimensão	12
Figura 8 Vista interna da parede sul da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier	13
2
1. INTRODUÇÃO
O arquiteto de ofício Charles Edouard Jeanneret, notoriamente conhecido como Le Corbusier, nasceu em 6 de outubro de 1887, na cidade Chaux-de-Fonds, Suíça, próximo da fronteira com a França. Desde jovem, interessava-se pela arte e pela indústria devido o incentivo dos pais (o pai era mestre relojeiro, e a mãe era professora de piano).
Aos 13 anos, Le Corbusier se dedicou aos estudos da indústria relojoeira, e logo, depois, começou a frequentar a escola de artes decorativas, onde aprendeu arquitetura por influência do seu mestre e professor, Charles L’Eplattenier. E aos 17 anos, elaborou seu primeiro projeto de arquitetura, a residência de um importante relojeiro de sua cidade. Todavia, somente em 1914, o arquiteto realizou seu primeiro projeto propriamente modernista, a casa Dom-Ino, uma estrutura de pilar e viga independente que prezava pela racionalidade dos elementos. Essas características se manteriam em suas outras obras.
Le Corbusier pregava que “a casa é uma máquina de morar”, assim, seria somente necessário para habitar uma casa, um espaço de uma “célula mínima”, baseada na ergonomia humana e na modulação. Além da racionalidade, da geometria e da simplicidade característica em seus projetos arquitetônicos, o arquiteto criou os cinco princípios da arquitetura: planta livre, fachada livre, janela em fita, pilotis e terraço-jardim.
Em 1950, o arquiteto recebeu um pedido do arcebispo da Capela Notre Dame du Haut (ou Nossa Senhora das Alturas) para projetar uma nova igreja em virtude da destruição parcial da antiga na Segunda Guerra Mundial. Em primeiro momento, Le Corbusier queria recusar o pedido devido desavenças com a Igreja Católica, por causa de contratos desfeitos anteriormente, no entanto, aceitou somente com a condição de total liberdade criativa do projeto. A construção da nova capela projetada pelo arquiteto modernista terminou em 1955.
A Capela Notre Dame du Haut localiza-se em uma acrópole em Ronchamp, França – por causa disso, o projeto arquitetônico foi baseado na Acrópole de Atenas. Historicamente, a Capela de Ronchamp sempre foi um caminho de peregrinação, e recebe romarias desde o século VII; entanto, a primeira igreja somente foi construída no século XIV, durante a Idade Média, e passou por duas reformes antes de ser destruída por causa de um bombardeio alemão (a adição de nova ala em 1859, e a reconstrução devido um incêndio, entre os anos de 1913 a 1926). Esses elementos foram considerados na elaboração da nova capela.
Dada a importância da capela, foi listrada como patrimônio mundial pela UNESCO. Ante ao exposto, é crucial analisar o projeto arquitetônico da Capela de Ronchamp, com programa de necessidade simples (duas entradas, um altar e três capelas), perante a tríade vitruviana.
2. Firmitas
Sistema da estrutura e do envoltório do edifício: As ruínas da antiga igreja foram incorporadas no preenchimento das paredes de suporte, cobertas em manto de concreto pintado de branco. Estruturalmente, a capela assemelhasse com a casa Dom-Ino pois utiliza-se de colunas de sustentação, enquanto, a cobertura com formato de um “grande caranguejo”, feita de concreto armado obtido através de um processo de pulverização e de tom escuro, é sustentada pelas paredes portantes. Essas 4 paredes formam as 4 fachadas, sendo que duas em sentido côncavo e duas convexas. Em relação a forma irregular da envoltória da Capela de Ronchamp, é percebido nessa a semelhança com vários formatos diferentes devido à influência do surrealismo e do neoplasticismo (um chapéu de freira, barco, duas mãos em oração, etcera), em oposição da forma geométrica adotada por Le Corbusier em obras anteriores.
Figura 1 Vista frontal da Capela Rochamp
Fonte: Imagem extraída de Pixabay
3. Utilitas
Le Corbusier usa de interpretações dos edifícios como metáforas da acrópole para sugerir uma referência para a análise da Capela de Ronchamp. O uso da acrópole traz como benefício a não-delimitação dos espaços da cidade tradicional e propõe a construção de complexos cívicos com planejamento voltado aos princípios axiais da Acrópole. Esses princípios proporcionam uma maior liberdade visual dos edifícios, como referência a sua localização, sendo esses limites definidos pelas próprias características nativas, como a utilização da paisagem como forma de delimitação, deixando uma conexão livre entre o interno e o externo.
Corbusier acreditava na semelhança, simbólica e tipológica, de templo e casa. Seu conceito pregava o sentido de unidade a ambos, em que os ambientes serviriam de forma única para englobar a habitação individual em uma sociedade coletiva. Assim, a Acrópole serviria metaforicamente, como a representação geral dos tipos de edificações.
Para ilustrar esse pensamento, Le Corbusier utiliza a uma forma de tenda. A tenda, sendo de tecido ou de pele estendida sobre uma grade, criando uma forma de frontão; a outra é redonda, com uma cobertura que sobe em espiral. Essas formas contêm dois tipos basicamente diferentes de espaço, um de eixo horizontal, o outro, vertical. Essas cabanas/templos interessavam a Le Corbusier porque, abstraídas em unidades espaciais primárias, podiam ser agrupadas e repetidas. Em razão dessa propriedade formal, ele igualava a casa individual à “célula” biológica. A cabana/templo e a célula são equiparadas ao longo de toda a sua obra e é a combinação dessa “célula” primária com seus vários tipos espaciais que está na base de seus edifícios. Com isso, para a identificação da complexa metamorfose que acontece na Capela de Ronchamp , é necessário levar em consideração os tipos espaciais de Le Corbusier e sua acrópole paradigmática.
No uso sucessivo que Le Corbusier faz dessa forma, é mantida a ênfase em uma qualidade espacial que lembra abertamente a de uma tenda, enfatizando igualmente uma extroversão espacial. O duplo eixo e o quadrado, mais do que a forma alongada propriamente dita, são explorados originalmente no projeto para a Exposição de Liège. Nessa versão, uma seção similar à asa de um aeroplano é convertida em treliças, que servem de vigas de sustentação para a cobertura distendida entre elas. O resultado é uma forma centralizada, com características de uma cúpula abatida e invertida, sugerindo o tecido abaulado de uma tenda.
4. Venustras
Para Le Corbusier, os temas a levar em consideração na capela de peregrinação eram claros. O sítio era uma acrópole e, portanto, requeria o uso de seus tipos espaciais. Os tipos específicos a adotar seriam selecionados e interpretados nos termos das tradições do culto católico. “sobre o último contraforte dos Vosges que desce até a planície do Soan.
“Começa-se pela acústica da paisagem, tomando como ponto de partida os quatro horizontes. [...] O projeto é concebido em harmonia com esses horizontes – acolhendo-os.” “Formas universais que seriam capazes de “evocar uma resposta poética”. 
“Este é um lugar de oração... receptáculo de intensa concentraçãoe meditação.” (LECORBUSIER. O Euvre complète 1946-1952. Zurich: Girsberger, 1952. p. 72.)
As leituras espaciais de Ronchamp incluem, consequentemente, não apenas os tipos recorrentes na obra de Le Corbusier – o teto, o mégaro e a armação –, mas também formas arquetípicas da igreja cristã: uma “célula” espacial centralizada, sob a forma do “teto” e uma nave longitudinal com absides axiais e transversais. Além dos elementos da Igreja cristã, a capela incorpora adicionalmente elementos arquetípicos dos lugares sagrados de adoração. Tais elementos, imagini mundi, constituem os componentes formais da arquitetura de Le Corbusier e formam uma cosmologia pessoal cuja presença pode ser vista em todos as suas principais obras. Inteligência e paixão: não há arte sem emoção, não há emoção sem paixão. A tarefa da arquitetura é estabelecer relações emocionais por meio dos materiais brutos.
Figura 2 Capela de Ronchamp
Fonte: https://pixabay.com
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O plano é o selo do homem sobre o espaço, explica Le Corbusier. Percorremos o plano a pé, os olhos olham em frente, a percepção é sequencial, implica a passagem do tempo. Ela é uma sequência de acontecimentos visuais, tal como uma sinfonia é uma sequência de acontecimentos sonoros; o tempo, a duração, a sucessão, a continuidade são os fatores constitutivos da arquitetura (LE CORBUSIER apud PAULY,2005).
Figura 3 Vista interna da parede sul da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier
Fonte: lecorbusierarquitectura.blogspot.com
No interior, o olhar é imediatamente atraído pela parede sul, parede que se tornou emblemática da arte de compor com a luz. A percepção do interior do edifício não se processa com ritmo igual à do exterior; a apreensão do interior faz-se por sensações sucessivas, provocadas pela ambiência criada pelos vários jogos de luz na composição espacial. É, sobretudo, conveniente sugerir-se ao visitante que se deixe invadir pela emoção estética que pode experimentar.
Le Corbusier doma o material intangível luz, para o levar a entrar no jogo arquitetônico – “a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes organizados na luz” - onde lhe dá o papel principal. É de fato a luz que dirige o jogo, qualifica o espaço e dá à construção a sua dimensão espiritual. Em 1961, quando concede uma entrevista sobre a arquitetura religiosa, Le Corbusier explica:
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A emoção vem daquilo que os olhos vêm, quer isto dizer, dos volumes, daquilo que o corpo recebe sobre si próprio, como impressão, ou pressão, dos muros e, depois, daquilo que a iluminação nos transmite, quer em densidade quer em suavidade, conforme os locais em que ela se faz.
Figura 4 Planta da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier
Fonte: lecorbusierarquitectura.blogspot.com
Figura 5 Corte e isométrica, explicando como é composta a estrutura da Capela Notre Dame
Fonte: http://www.platformarchitecture.it e http://www.pinterest.pt
Le Corbusier trabalhou com jogos de luz e sombra, enfatizando ao mesmo tempo os mistérios do cristianismo. Primeiramente pelo contraste entre a luz externa e o ambiente interno, em penumbra, pontuado por pontos focais de luz. Em seguida, a junção entre a cobertura e as paredes foi habilmente trabalhada, deixando-se uma pequena fresta que permite a entrada de feixes de luz do dia; o que parecia sólido pelo lado de fora se torna plano e fino por dentro. Terceiro, a parede sul empresta sua profundidade para alojar os vidros incolores e coloridos em diferentes planos formando um brise-soleil tão poético quanto funcional. Quarto, na parede norte sua “espessura” é tal que incorpora a sacristia e a capela secundária. As torres de luz sobre as capelas adjacentes expandem o espaço da capela principal e intensificam a atmosfera mística do complexo espaço. Por fim, a parede leste tem o corpo recortado para encaixar uma janela-caixa retangular, atrás do altar da capela principal, por onde entra um feixe dramático de luz da manhã e que contém a imagem da virgem.
5. Volumetria
A volumetria da Capela de Notre-Drame-du-Haut, em Ronchamp foi pensada por Le Corbusier de forma que a construção trouxesse em suas fachadas a facilidade de passagem da luz natural durante todo o dia e criação de sombras dentro do ambiente, de modo a enfatizar os mistérios do cristianismo. 
Figura 6 Esquema de Insolação na capela Ronchamp, tendo o Norte para cima
Fonte: Wikiarquitectura.com
Para uma melhor compreensão da volumetria da edificação é preciso percorrer por todo o perímetro da mesma e observar por diversos ângulos cada fachada. Na parte posterior da capela encontra-se uma das três torres de maior dimensão vertical, que desempenha a função de chamamento, pois se sobrepõe à aldeia de Ronchamp e é visível de longa distância. 
Figura 7 Capela de Ronchamp, tendo em vista a proporção da terceira torre de maior dimensão
Fonte: ronchamp75blogspot.com
Segundo Simone Tagliane: “O forte efeito das formas naturalistas, onduladas e bem articuladas, deste edifício sobre os observadores remete ao sentido místico e religioso mais íntimo de cada um.
As quatro paredes da pequena edificação se curvam como em resposta aos contornos da paisagem. Na verdade, Le Corbusier não só as manipulou em função da plástica como também para solidificar a estrutura, ampliar a acústica do ambiente interno e coletar as águas pluviais. O “ziguezague” tem alta presença visual e permitiu o acréscimo de uma área externa valiosa, o altar ao ar livre com um púlpito, um pequeno santuário e a imagem da Virgem Maria. E como fechamento do volume, o telhado, em forma de concha de caranguejo”.
Suas dimensões são utilizadas para variadas aberturas e angulações, que por fim permitem a reflexão de passagem da luz em diversas áreas da capela, como visto na figura 8 a seguir.
Figura 8 Vista interna da parede sul da Capela de Ronchamp, de Le Corbusier
Fonte: lecorbusierarquitetura.blogspot.com
Contudo, entende-se que Le Corbusier não só foi livre na sua criação, como conseguiu alcançar o objetivo da função da edificação. Ele trouxe uma nova percepção de forma para construções religiosas. Para compreender melhor seu objetivo, Le Corbusier fala: “a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnifico dos volumes organizados na luz” e em outro momento, quando concede uma entrevista sobre a arquitetura religiosa, explica: “no efeito das formas arquitetônicas e no espírito arquitetônico da construção de um receptáculo de profunda concentração e meditação”. Percebe-se com isso, que ele casa a luz com a construção para o efeito que isso traria para a utilização do espaço. 
6. Referências Bibliográficas
COHEN, Stuart; HURTT, Steven, A CAPELA DE PEREGRINAÇÃO EM ROCHAMP, setembro/outubro.2008.
CONHEÇA A CAPELA DE NOTRE DAME DU HAUT PROJETADA POR LE CORBUSIER. Disponível em: https://blogdaarquitetura.com/capela-notre-dame/. acessado em 08 de abril de 2021.
MÉTRICA, proporção e luz: Arquitetura sagrada moderna no Brasil. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde29102015115144/publico/pedroalbertopalma.pdf. acessado em 08 de abril de 2021.
QUEM É LE CORBUSIER? Disponível em: https://spbim.com.br/quem-e-le-corbusier/, acessado em 08 de Abril de 2021.
ROCHAMP, Intervenção em: A capela de peregrinação de Notre-Dame du Haut projetada por Le Corbusier em 1955 é um ícone da arquitetura mundial, em Rochamp. Disponível em : http://architetandoverde.blogspot.com/2011/10/intervencao-em-ronchamp.html, acessado em 08 de abril de 2021.

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