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CASO CLÍNICO DNPM

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CASO CLÍNICO 
Criança L.V.L.S, sexo feminino, 4 (quatro) anos de idade, tendo como pai, C.R.N.P, 46 anos e genitora M.L.S, 39 (trinta e nove) anos, que relata ter tido 4 (quatro) gestações, 4 (quatro) partos e nenhum aborto, sendo a última gestação o ponto chave para entendermos melhor o caso da paciente em questão. A genitora informou ter descoberto a gestação com 2 (dois) meses, realizando acompanhamento pré-natal durante todo o período gestacional, entretanto do 5º ao 7º mês de gestação a mesma ficou internada devido a oligodrâmnia (redução ou ausência do líquido amniótico, sendo este último o relatado). No 6º mês gestacional, foi diagnosticada com uma infecção urinária, que durou 10 (dez) dias, sendo medicada, porém apresentou alergia ao medicamento, sendo suspenso o uso pelo médico e a pedido ingerir alimentos como frutas, verduras e legumes. Segundo os médicos a infecção urinária corrompeu a placenta. Na 30ª semana de gestação, foi realizado o parto prematuro, tipo cesáreo, na maternidade J.M.M.N, onde a genitora relata que deu entrada no centro cirúrgico as 19:30h e saiu as 21:25h, entretanto não sabe informar exatamente o tempo do parto e o apgar da criança. Relata ainda que o neonato nasceu sem respirar, precisando ser reanimado, cianótico, pesando 1,210kg, tendo estatura de 36,5 cm e perímetro cefálico de 26, e com luxação congênita do quadril esquerdo. Após o nascimento, a criança ficou internada durante 25 dias na maternidade, sendo 3 (três) na UTI (1º dia em ventilação mecânica) e 22 (vinte e dois) na CTI, onde apresentou queda de saturação necessitando de oxigênio, tendo que ser transferida para o H.R.S onde ficou internada por mais 15 (quinze) dias. Após esse período, recebeu alta e com 2 (dois) dias em casa, foi encaminhada para o H.J.B.C, onde ficou em uso de oxigênio por 30 (trinta) dias. Recebeu alta e após 7 (sete) dias, retornou para o H.R.S, onde permaneceu por um longo período, tendo 5 (cinco) episódios de apneia, 5 (cinco) de pneumonia, 1 (um) de atelectasia e ficou em coma induzido por 1 (um) dia, devido a uma infecção generalizada.
Atualmente, a criança apresenta atraso cognitivo, disfasia, hipotonia global, ausência de controle de tronco sem apoio em sedestação e em ortostase, dismetria importante de membros inferiores devido à luxação do quadril esquerdo, marcha em tesoura com apoio e pé-equino. Diante de todos os achados, a mesma possui características que sugerem a uma PC, que segundo Lima et al, (2004), crianças com esta patologia, cursam com alterações de tônus muscular, levando a desajustes motores, não sendo possível o desenvolvimento transcorrer dentro da normalidade, pois pode haver persistência de reflexos primitivos que fixam as crianças em bloqueios cervicais, em cinturas escapular e pélvica, ocasionando déficit de equilíbrio, compensações e movimentos pobres alterando toda sua biomecânica, que com o tempo pode levar a contraturas e deformidades, como por exemplo, o pé equino
Os exames complementares da paciente em questão foram inconclusivos para diagnosticar paralisia cerebral segundo a equipe médica, visto que não há lesão visível no exame de imagem. Portanto foi considerado somente atraso no desenvolvimento neuropsicomotor sem patologia associada. 
· Qual hipótese de diagnóstico?
R: Hipótese de retardo no desenvolvimento neuropsicomotor por malformação fetal e pelo fato dos exames serem inconclusivos e não encontrar lesão visível. 
· Quais objetivos fisioterapêuticos?
R: Os objetivos são melhorar a força muscular, estimular transferências de decúbitos e funcionais (rolar, sentar, rastejar...), dissociação do tronco, evitar deformidades. Para que assim a criança consiga um pouco de autonomia em sua vida. 
· Pensando nas fases do DNPM, quais orientações e condutas podem ser propostas para este caso? 
R: As orientações seriam acompanhamento pedagógico para auxiliar no desenvolvimento social e cognitivo. Terapia de fala relacionadas à linguagens e formas de comunicação. Apoio psicológico para ajudar a família a lidar com alterações comportamentais. 
A conduta baseada em estimulações manuais, treino de equilíbrio, atividades lúdicas, cinesioterapia através da mobilização passiva, transferências, dissociação de tronco e cinturas escapulares e pélvica, fortalecimento muscular, ensinar à família exercícios para fazer em casa ajudando a evoluir o desenvolvimento.