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Unidade: Barroco e Rococó 
 
 
 
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Unidade: Barroco e Rococó 
Apresentação 
 
Costuma-se designar com o nome de barroco o estilo no qual se 
dissolveu a Renascença ou também, o estilo que resultou da degeneração da 
Renascença. Aqui colocamos de forma muito genérica o que disse Wolfflin a 
respeito destas duas artes. A Renascença é a arte da beleza tranqüila, que nos 
oferece aquela beleza libertadora experimentada como um bem estar. Em suas 
criações perfeitas não se encontra nada pesado ou perturbador. O Barroco se 
propõe outro efeito. Pretende dominar o espectador com o poder da emoção de 
modo imediato e avassalador (WOLFFLIN, 2000, pp. 25;47). Embora com 
características diferenciadas na forma de expressão, os artistas do Barroco e 
da Renascença defrontaram-se com os mesmos gêneros de tarefas e 
trabalhavam de maneira preponderante para os mesmos clientes: a corte, a 
aristocracia e a igreja. 
O período conhecido como barroco compreende em linhas gerais os 
séculos XVI e XVIII e equivale ao meio-termo entre a Renascença e a idade 
era moderna. Foi acompanhado por uma expansão das artes em todas as 
frentes e, embora seu primeiro impulso tenha partido da Itália, os limites 
geográficos foram expandidos particularmente para França, Espanha, Portugal, 
Europa Central. Além disso, o Barroco foi levado para o ultramar por 
missionários católicos em atividade na América Latina e no Extremo Oriente. 
O barroco atinge todos os domínios artísticos escultura, pintura, 
literatura, música e arquitetura e se caracteriza pelo exagero do movimento, os 
efeitos dramáticos (claro e escuro), a exuberância e a grandiosidade. Os 
edifícios típicos são o palácio e o templo. 
O Rococó é um movimento artístico francês que se desenvolve no 
século XVIII estendendo-se rapidamente a outros paises europeus como 
Alemanha e Áustria. Propaga-se na arquitetura, nas artes decorativas, no 
mobiliário e pintura. A influência na música e na literatura ocorre com menos 
ênfase. 
 
 
 
 
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Origem dos Termos 
 
Barroco: A palavra “barroco” é originária da língua portuguesa. Dentre 
seus vários significados o que parece ter sido mais comum entre os artistas e 
teóricos da arte remonta ao termo usado para designar uma pérola irregular, ou 
seja, “barroco” significava “imperfeito”. O termo remete, portanto, a idéia de 
irregularidade. 
Rococó: Derivado da palavra francesa rocaille (rocha). A palavra 
“Rococó” aparece em princípios dos anos de 1700 sendo muito usada nas 
marcenarias francesas para designar as formas sinuosas e ornamentadas do 
mobiliário Luís XV (estilo associado a corte durante o reinado de Luis XV, que 
durou de 1715 a 1774). Resulta de uma associação do termo rocaille em 
francês, para denominar uma ornamentação que imitava pedras naturais e 
formas que evocavam conchas. 
 
Barroco e Rococó: Características Gerais 
 
O rococó surge como uma espécie de reação aos excessos do regime 
de Luis XIV, cujo reinado em França se estendeu entre 1635 e 1715. A 
delicadeza do rococó vinha contrastar com o luxo do mobiliário, ornados de 
incrustações em ouro e pela simetría absoluta e ostentatória que prevalecía na 
corte de Luis XIV. 
Se o barroco estava a serviço do poder absolutista, o artista rococó se 
identificava com a aristocracia e a burguesia. Sua intenção se voltava mais 
para a comodidade e as preocupações que permeavam o modo de vida 
aristocrático do que as motivações de caráter religioso. O apogeu do rococó foi 
atingido na França em 1740. 
As peças decoradas à maneira rococó são dotadas de ornamentos, 
tapeçarias, espelhos, pequenas esculturas e pinturas murais. O espelho, 
enquanto peça de ornamento, encimado por curvas e motivos orientais, era 
muito requisitado. A preferência pelas formas naturais sobre as artificiais ou 
abstratas também é típica do período. 
 
 
 
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Na arquitetura é reconhecido pela abundância decorativa através das 
linhas curvas, cores luminosas, claras e suaves; nas fachadas ornadas com 
pequenos balcões arredondados e guarda-corpos em ferro forjado. Sua 
temática, sem influências religiosas, inspira-se nas formas da natureza e da 
mitilogia, recorrendo ao exotismo e a sensualidade. A altura da casa foi 
reduzida, em comparação com o Barroco, estando quase sempre as salas 
situadas no andar térreo. As janelas em geral, não tinham frontão e por vezes 
eram alteadas quase até o nível das cornijas e freqüentemente continuavam 
até o assoalho - daí a expressão “janela francesa”. (algumas dessas 
características aparecem nas figs. 19 e 21) 
Contrastando com o Barroco, onde as formas se desprendem da massa, 
o Rococó assentava num delicado jogo de superfície. O relevo era mantido 
num plano inferior. 
Os primeiros exemplos do novo estilo de decoração começam a surgir já 
por volta de 1700 em edifícios reais próximo a Versalhes. Dois anos depois já 
aparece em algumas salas do próprio Versalhes, atingindo dessa forma o gosto 
da corte francesa. 
De um outro lado, se tem outras contribuições do Rococó, estas situadas 
no âmbito do mobiliário. Foi um período em que se fabricaram muitos novos 
tipos de mobílias, decoradas com embutidos ou laqueados chineses. Houve 
uma diversificação muito grande nos tipos de móveis produzidos, criando-se 
uma infinidade de mobiliários que refletiam uma nova busca de individualidade 
e comodidade. 
O Barroco foi concebido como uma expressão artística que teve sua 
origem principalmente em Roma, por influência da Companhia de Jesus 
(Cornelius Gurlitt, apud HATZFELD, Helmut,1988, p.14) para fortalecer a 
autoridade católica e garantir a evangelização do Novo Mundo. Mas não só 
isso, nos primeiros anos do século XVII na Itália, particularmente em Roma, se 
acham concentrados os melhores artistas europeus, sendo a sede do papado o 
lugar privilegiado da eclosão de um estilo em acordo com a Contra-Reforma. 
 
 
 
 
 
 
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Segundo Bazin, 
 “o chamado período barroco é de fato, o período da civilização 
ocidental mais rico em variedade de expressão – é o momento em 
que cada um dos povos da Europa inventou as formas artísticas que 
melhor se ajustam ao seu próprio gênio. A variedade ampliou-se 
graças a um intenso trânsito e intercâmbio de formas; nunca a 
civilização ocidental conheceu tamanha troca entre nações no campo 
intelectual.” 
(BAZIN,1993, p. 3) 
 
Como tantos outros estilos, foi desenvolvido por artistas e encontrou sua 
expressão de forma bela e eficaz, tanto em pequenas obras particulares como 
nas grandes e de caráter público. O intenso vínculo com a religiosidade, por 
certo estabelece o modo como a arte barroca dirige um apelo à mente através 
das emoções. 
Evidentemente, toda a arte apela, tanto à emoção como à mente, em 
várias proporções. Mas o Barroco recorrer ao apelo emocional como um meio 
de atingir a mente de uma maneira muito especial. Lança-se na busca das 
suscetibilidades emocionais do espectador num grau muito maior do que 
qualquer outro estilo. (KITSON, 1966,p.61) 
Entre as características principais do estilo estão a teatralidade e a 
opulência. A decoração do teto barroco é calculada levando em conta o 
formato, tamanho e iluminação do ambiente. A coberturaé tratada como um 
teatro com colunas e nichos povoados de estátuas. O altar da igreja lembra um 
palco repleto de anjos e santos esculpidos. Este é um aspecto muito particular 
do Barroco, já que tudo era pensado de maneira que as sensações pudessem 
ser criadas de acordo com a posição ou posições adotadas pelo espectador 
para a contemplação da obra. 
Podemos destacar como um meio de intensificação do apelo emocional, 
o recurso ao ilusionismo. Esclarecendo que, embora o ilusionismo não tenha 
sido uma invenção do período barroco, tornou-se muito comum sua utilização 
enquanto recurso persuasivo, especialmente na pintura e escultura, para 
superar as limitações naturais dos materiais. Era, por exemplo, quando o 
mármore poderia parecer cabelo ou vestuário; o metal dourado imitava raios de 
luz e o bronze criando o efeito de um tecido. 
 
 
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A opulência é uma forte característica da arquitetura barroca. A 
utilização das cores e dos efeitos de sombra e luz aliados à evolução 
tecnológica, permitia o aperfeiçoamento das formas arredondadas, 
possibilitando a criação de espaços imponentes e de puro esplendor visual. 
A ornamentação, em geral, com adornos excessivos; o uso de materiais 
como o mármore, pedra natural e tijolo no exterior das edificações, equivaliam, 
no interior do ambiente, ao mármore colorido, talhas de madeira colorida ou 
dourada e cores fortes na pintura(KITSON, 1966, 38). A arte da talha esteve 
presente em toda a arte sacra do período barroco. A decoração no interior das 
igrejas era carregada de ornatos, e nas salas dos palácios se fazia com móveis 
e tapeçarias de elevado custo. A opulência e ostentação eram obtidas em boa 
parte pelo “acumulação da máxima quantidade de material”. 
O urbanismo é uma das características mais fascinante e inovadora do 
barroco. A cidade barroca é dotada de algumas especificidades, entre elas a 
abertura do espaço urbano por meio da implantação de perspectivas infinitas. 
Embora um instrumento herdado do Renascimento, foi utilizada e valorizada no 
que se refere ao traçado e composição das cidades à época barroca. A 
perspectiva implica o contemplar o mundo de um único ponto de vista, com um 
único olho que abrange todo o panorama. 
Nesse aspecto, a visão focal ou centralista coincide com a organização 
monárquica do Estado. Todas a residências reais da Europa do século XVIII 
correspondem a este tipo de organização perspectiva em cujo ponto focal se 
situa o palácio real e a cidade converte-se na expressão de uma realidade 
política. A forma geométrica simples é centrada em torno da figura do monarca 
absolutista que forma o núcleo, o centro de gravidade do sistema. Mas não é 
só, por detrás da tendência cenográfica montada para a exaltação do príncipe, 
seu palácio e sua estátua; igrejas e cenário monumental, outros 
empreendimentos denotam uma grandeza de propósitos que não se pode 
esquecer. (GOITIA, p.137, 138) 
 
 
 
 
 
 
 
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“Não é só à igreja, ao palácio do príncipe, ao cenário puramente 
monumental que se dá forma, mas também se constroem hospitais, 
hospícios, bairros inteiros ou conjuntos de habitações, alamedas e 
passeios para diversão da coletividade, centros de ensino e 
instituições de cultura, pontes, manufaturas, etc.. (..)Pela variedade 
dos problemas que se atacam, pelo benefício da coletividade, cabe 
ao barroco uma parte importantíssima na constituição da cidade 
moderna, com todas as suas exigências devida e arte” 
(Valério Mariani, apud GOITIA, 138) 
 
Entretanto nem todas as artes evoluem em sintonia. O que para a 
pintura e para arquitetura já representavam conquistas maduras, não tinha 
chegado ao campo do urbanismo. É somente no século XVIII que a arte 
barroca da composição de cidades atingirá todo o seu apogeu. 
Um aspecto essencial do urbanismo barroco é a criação da capital. Para 
Goitia, nesse período, 
 
“surge a capital como conceito de tal permanência; a capital, que é 
uma criação inteiramente barroca, uma criação a que podemos 
chamar barroca, dando a este termo a amplitude que se lhe confere 
geralmente no campo da cultura” 
 (GOITIA,p. 129). 
 
Antes dessa concepção de capital atribuída ao barroco existiram 
metrópoles gigantescas como Antioquia, Alexandria, Roma. Porém estas 
cidades não eram capitais no sentido moderno aqui empregado; mas entidades 
políticas de certo modo auto-suficientes, encarnações da cidade-estado. 
(GOITIA, p. 129). 
Casos exemplares da Arquitetura e de um Urbanismo ordenado e 
magnífico do barroco se espalhavam pela Europa, principalmente no século 
XVIII barroco na Europa. Entre os responsáveis pelas mais belas criações da 
arte Barroca e Rococó, destacamos: 
 
 
 
 
 
 
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Artistas do Barroco 
 
Itália: Gianlorenzo Bernini,Francesco Borromini. Giacomo Vignola 
França: Louis Lê Vau, Emmanuel Héré de Corny, Jules Hardouin-
Mansart. 
Espanha: Bautista Crescenci, José de Churriguera Casas Novas. 
Portugal: Manuel da Maia, Carlos Mardel, João Frederico Ludovice, os 
dois últimos, embora não fosse portugueses, eram radicados e trabalhavam em 
Portugal. 
 
Artista do Rococó 
 
Gabriel-Germain Boffrand, Jean Courtonne, Jacques-Ange Gabriel. 
 
Barroco Italiano 
 
Arquitetura de Giacomo Vignola e pertencente a ordem dos Jesuítas,a 
igreja de Jesus ou Il Gesù, em Roma, foi iniciada em 1568 e reúne elementos 
do Barroco. 
 A característica mais marcante do interior é o afresco do teto. O uso 
barroco de materiais ricos e adornos com ornatos são utilizados como meio de 
glorificação de Deus e apelo às emoções do espectador. A princípio não era 
uma decoração despojada, o que vai acontecer somente no final do século XVII 
(de 1672 a 1683) quando foram pintados os afrescos, cúpulas e nave, por 
Giovanni Battista Gaulli. Na descrição do Kitson, podemos avaliar o significado 
de uma composição barroca e na forma, com através dela, o artista se 
expressa no sentido de atingir a emoção do observador. 
“todo o teto é tratado como uma só unidade de espaço,sem qualquer 
moldura arquitetural e as figuras estão pintadas de modo a se 
derramarem pela abóbada decorada da própria igreja; a ilusão é de 
um telhado aberto para o céu , a fim de revelar uma visão da hoste 
celestial, em adoração do Santo Nome, enquanto as almas 
condenadas despencam pelo escuro abismo entrevisto no plano 
inferior” 
 (KITSON, p.290) 
 
 
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O Êxtase de Santa Teresa é um dos marcos decisivos do Barroco, 
combinando escultura, arquitetura e pintura. Cria uma poderosa sensação de 
ilusão.“A natureza é trazida para a obra de arte mediante o uso de luz de uma 
fonte oculta..” O metal dourado imita os raios de sol. 
 
Figura 01 - Êxtase de Santa Tereza (1645-1648) interior da Capela Cornaro, Sta. Maria della Vittória 
(Roma). De Gianlorenzo Bernini. 
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco 
 
Fachada de S. Carlo alle Quattro Fontane: Observar as curvas 
convexas e côncavas contrastantes e o ângulo de 45º. da torre da esquina, 
típico da contribuição de Francesco Borromini para a arquitetura barroca. 
 
Barroco Espanhol 
 
A arquitetura barroca se introduz na Espanha em fins do século XVI e de 
forma mas contida e austera que a italiana. A Capela de Santo Isidroem Madri 
é um exemplo da construção barroca do século XVII em Espanha. Abaixo, o 
detalhe do retábulo do século XVII da capela barroca de San Martino. 
 
 
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Figura 02 - Capela de Santo Isidro 
Fonte: www.vagamundos.net/v2/pagina.php?id=118 san isidro 
 
O Palácio Real de Madri está entre os maiores palácios reais da 
Europa Ocidental, possuindo em torno de 135.000m². Foi construído em 1735-
1764 por Sacchetti segundo projeto de Filippo Juvara, que ele modificou de 
maneira notável. Juvara era Italiano, mas desenvolveu sua carreira profissional 
na Espanha, onde morreu em 1735. Discípulo do arquiteto e escultor italiano 
Carlo Fontana, pertenceu a um grupo de arquitetos formado por italianos e 
franceses que introduziu o neoclássico na Espanha, estinguindo gradualmente 
a arte barroca. 
 
 
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Figura 03 - Palácio Real de Madri 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Palacio_Real_de_Madrid 
 
 
Sala Gasperini do Palácio Real de Madri. Ornamentada com materiais 
nobres e enriquecida com mobiliários e pratarias. Aqui, na decoração rococó, a 
arquitetura se “esconde”, exceto na curvatura do teto. O restante é pura 
decoração. Uma decoração pictórica que, com suas formas e cores, envolve o 
espectador. 
 Um primor da arquitetura barroca espanhola é a pequena capela de 
São José, com construção datada de 1699 e concluída na segunda metade do 
século XVIII, por volta de 1760. Situada no centro de Sevilha, tem em seu 
interior um dos espaços mais ricos e ornamentados da cidade. 
As portadas apresentam típica superposição barroca de materiais. Na 
entrada principal uma imagem de São José, desenhada em 1716. 
 
 
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Figura 04 - Capela de São José (Sevilha) 
Foto: Yara F. Reis Data: jul.2006 
 
 
 
Barroco Francês 
 
A Praça Vedôme, em Paris, antiga Praça Luis - o - Grande, foi 
concebida em 1699 pelo arquiteto Jules Hardouin-Mansart. Trata-se de uma 
praça retangular e chanfrada, onde todas as fachadas segem o mesmo 
modelo. Em seu centro foi erguida uma estátua equestre em bronze, de Luis 
XIV, destruída em 1792. Atualmente no seu centro está a « coluna Vendôme » 
Sobre o projeto desta praça, Goitia (p.144) avalia que: 
 
“É a obra-prima do gênero, uma das mais belas praças barrocas do 
mundo. O fato de só duas ruas,no mesmo eixo, lhe darem acesso, 
converte-a num espaço onde tudo se subordina à nobreza da 
arquitetura e às proporções. Em nenhum outro lugar é tão evidente 
 
 
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como aqui o objetivo essencial : servir de moldura solene a uma 
estátua eqüestre” 
 
As fachadas obedecem a um mesmo projeto, com edificações de 3 
pavimentos e arcadas no térreo. No 3º.piso podemos observar que as janelas 
eram menores do que as dos andares inferiores. Esta é uma característica que 
vamos encontrar em outras obras, tais como as de Lisboa (ver fig. 18). Diz-se 
que, para que seguissem o mesmo padrão, primeiro foram construídas as 
fachadas e só depois a parte posterior das edificações. 
 
Figura 05 - Praça Vendôme 
Foto: Yara F. Reis. Data: jan. 2010. 
 
Aqui se tem um exemplar de ambiente (Galeria Peyronnet) no interior de 
uma das edificações que compõem a Praça Vendôme. As marcas são 
características de um rococó francês, com repetidos painéis murais decorados 
com motivos de folhagem estilizados. 
Dois célebres exemplos do urbanismo francês do século XVIII: as praças 
das cidades de Bordeaux e Nancy. 
 
 
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Figura 06 - Praça da Bolsa, Bordeaux. Aberta em um dos lados para o rio Garonne. 
Projeto do arquiteto Jacques-Ange Gabriel, foi inaugurada em 1749. 
Foto: Yara F.Reis Data:jan.2010 
 
Com a transferência da corte do rei Luis XIV (século XVII), que decide 
mudar para os arrredores de Paris, tem início a construção do Palácio de 
Versalhes com seu grandioso e exuberante jardim. São aproximadamente 800 
hectares de parques e jardins, com fontes, lagos, alamedas e 400 esculturas. 
Projetado pelo funcionário de Luis XIV, André Le Nôtre essa obra 
impressiona por sua grandiosidade, beleza e a maneira como o projetista doma 
a natureza encaminhando o olhar do observador, para o horizonte distante, 
através dos canteiros, passarelas e lagoas que estabelecem entre si um jogo 
de simetria e ilusão de ótica. E nesse sentido as próprias conquistas e avanços 
da ciência e da matemática são refletidas na concepção deste jardim na 
temática da geometria e das curvas que comportam. Muitas plantas que 
adornavam os jardim foram encomendadas em viveiros provenientes de outras 
regiões da França e auxiliaram na composição e desenho que as árvores, 
estátuas, flores, gramados e água serviram a genialidade de Le Nôtre. 
Barroco Português 
 
Fora da França, floresce entre as melhores criações do urbanismo 
 
 
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barroco, o conjunto urbanístico de Lisboa que representa uma das 
composições mais admiráveis de todo o século XVIII. O conjunto da Baixa 
Pombalina, formado por duas praças monumentais, a Praça do Comércio e a 
do Praça do Rosso, ligam-se entre si por meio de ruas que formam um 
conjunto urbano com prédios que obedecem a uma mesma conduta normativa. 
As edificações são padronizadas e constituídas por elementos arquitetônicos 
de extrema simplicidade e seguem a mesma altura e simetria nas portas e 
janelas. 
Essa criação urbanística teve início após 1755 quando o grande 
terremoto devastou a cidade de Lisboa e se tornou urgente sua reconstrução. 
Sob determinação do de Sebastião de Carvalho e Melo, futuro Marques de 
Pombal, ministro do rei D. José I, teve início a grandiosa obra, comandada pelo 
engenheiro-mor do reino Manuel da Maia. 
 A Praça do Comércio segue uma monumentalidade à moda barroca da 
época. É enquadrada por arcadas sobre pilares maciços e abre-se em um dos 
lados para o rio Tejo (tal como a Praça de Bordeaux). Do lado oposto à 
margem do rio tem-se o Arco Triunfal (decorado com estátuas de 
personalidades importantes, inclusive de Pombal), que permite a entrada para 
a rua Augusta, importante eixo de todo o conjunto e que também dá acesso a 
Praça do Rossio. Ao centro da praça, seguindo o exemplo das idéias vigentes 
implantadas no urbanismo, foi colocada a estátua eqüestre do rei D. JoséI, 
inaugurada em 1775. 
No conjunto da Lisboa Pombalina todas as edificações são semelhantes, 
diferenciando-se apenas nos detalhes decorativos das fachadas. A largura das 
ruas também segue um modelo padrão. 
 
 
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Figura 07 - Uma das ruas que compõem a Baixa Pombalina. 
Observar a padronização dos prédios (altura, simetria e uniformização de fachadas). 
Foto: Yara F. Reis Data: jul.2006 
 
Exemplares do estilo Rococó: arquitetura e decoração 
 
A arquitetura simples da fachada do Hotel de Soubise, em Paris, 
contrasta com o seu interior (abaixo). A pintura do teto em azul, com paredes 
brancas e moldagens folheadas a ouro, personificam com exatidão o Rococó 
francês. A decoração foi realizada por Germain Boffrand,1738 e 1739. 
Na Arquiteturafrancesa foram raros os exemplos de puro rococó, exceto 
em algumas regiões. De certa forma o rococó francês não se caracterizou pela 
monumentalidade, como era comum em outros estilos. As fachadas eram 
simples, menos austeras e possuíam muitas janelas e os diferentes andares 
claramente marcados. 
 
 
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Esse exemplo é encontrado no Hotel de Soubise e no Hotel Matignon, 
cuja arquitetura recebe uma decoração de fachada simples, embora alguns 
toques de escultura em relêvo e superfícies murais animassem a fachada, de 
um modo geral. 
O Edifício Helblinghaus situado na cidade de Innsbruck, na Áustria, 
apresenta um estilo rococó originário da Europa Central. A decoração da 
fachada é rococó, provavelmente da metade do século XVIII. 
 
 
 
 
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Referências 
TAPIÉ, Victor-L. O Barroco. São Paulo: ed. Cultrix/Edusp,1983 
 
BAZIN, Germain. Barroco e Rococó. São Paulo: Martins fontes,1993. 
 
KITSON, Michael. O Barroco. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1966. 
 
HATZFELD, Helmut. Estudos sobre o Barroco. São Paulo:Ed. 
perspectiva/Edusp, 1988. 
 
GOITIA, Fernando Chueca. Breve História do Urbanismo. Lisboa: Ed. 
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WOLFFLIN, Heinrich. Renascença e Barroco. São Paulo: Ed. 
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Fontes na Internet: 
Wikipédia- Verbete “Palácio Real de Madri ( Sala Gasparini)” 
Disponível em: 
http://www.xtec.cat/~sescanue/barroc/castellano/decoracion-barroco.html 
 Acesso em 5 de maio de 2010 
 
Wikipédia -Verbete Arquitetura barroca” 
http://fr.wikipedia.org/wiki/Architecture_baroque Acesso em 23 de maio de 2010 
 
Wikipédia-Verbete “Arquitetura Rococó”. 
http://fr.wikipedia.org/wiki/Rococo Acesso em 23 de maio de 2010
 
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