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NUCLEO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE DA AMAZÔNIA - NEPAM Ana Paula Gomes Elizeu Mesquita de Souza TRABALHO EM ALTURA NR 35: Conservação e Cuidados com os equipamentos de proteção individual de trabalho em altura Belém - PA 2014 ANA PAULA GOMES ELIZEU MESQUITA DE SOUZA TRABALHO EM ALTURA NR 35: Conservação e Cuidados com os equipamentos de proteção individual de trabalho em altura Projeto de Qualificação do Núcleo de Ensino Profissionalizante da Amazônia - NEPAM para a obtenção de nota parcial da Disciplina Projeto de Conclusão de Curso, orientado pelo Prof. Eng. Carlos de Melo Sobrinho Junior. Belém - PA 2014 ANA PAULA GOMES ELIZEU MESQUITA DE SOUZA TRABALHO EM ALTURA NR 35: Conservação e Cuidados com os equipamentos de proteção individual de trabalho em altura Projeto de Qualificação do Núcleo de Ensino Profissionalizante da Amazônia - NEPAM para a obtenção de nota parcial da Disciplina Projeto de Conclusão de Curso, orientado pelo Prof. Eng. Carlos de Melo Sobrinho Junior. Data: 03/12/2013 Resultado: _________________________ BANCA EXAMINADORA Prof. Eng. Carlos de Melo Sobrinho Junior Assinatura: _________________________ Belém - PA 2014 RESUMO Muito trabalhadores que hoje estão atuando na construção civil a procura de dar o conforto a sua família ou a si próprio, mas esquecem de que no seu dia a dia laboral os perigos e risco caminham lado alado, em visita a alguns canteiros de obras de edificações em nossa cidade Belém do Pará. Foi evidenciado que trabalhadores comentem atos inseguros e não cuidam de seus equipamentos de proteção individual. Na visita foram identificadas algumas condições inseguras como: corda de linha de vida sem proteção e mal ancorada podendo ocasiona a ruptura da corda caso haja uma queda e mesmo seja tencionada. Foi observado que ainda tem trabalhador que mesmo com treinamento em NR 35 continuam ignorando alguns procedimentos básicos como: ancoragem de seu talabarte na hora de seu posicionamento em estruturas elevadas. Pois a segurança e dever de todos, principalmente daqueles que tem envolvimento direto com trabalho em altura. Toda vês que os meios de comunicação noticiam acidente envolvendo queda de altura os resultados são catastróficos, geralmente o óbito do trabalhador. Pois este trabalho de conclusão de curso vem chamar atenção para falta de conscientização do trabalhador durante a sua atividade em altura de seguir os procedimentos essenciais para a sua própria segurança. Sumário INTRODUÇÃO 6 OBJETIVO 8 OBJETIVO GERAL 8 OBJETIVO ESPECÍFICO 8 JUSTIFICATIVA 8 REFERENCIAL TEÓRICO 8 METODOLOGIA 8 TRABALHO EM ALTURA 10 CONCEITO 14 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA TRABALHO EM ALTURA 16 CINTO TIPO PARA-QUEDISTA 16 TALABARTE 18 TRAVA QUEDAS 19 MOSQUETÃO 20 CORDAS DE SEGURANÇA 21 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 26 1. INTRODUÇÃO A construção civil é uma das atividades que nas últimas décadas, obteve um desenvolvimento bastante acentuado. O desenvolvimento das cidades e o crescimento da população fizeram com que surgisse uma maior demanda por habitações e instalações de empresas. Mas, devido ao crescente número de obras, surgiram também alguns problemas, não somente pelo crescimento das construções na cidades, mas pela falta da mão-de-obra especializada, os acidentes de trabalho vêm aumentando, sendo que os acidentes que ocorrem na indústria da construção civil ultrapassam, em números, os da indústria em geral. Um dos fatores que contribuem para o elevado número de acidentes, além da falta do serviço preventivo, é que a construção civil não é um processo homogêneo, existe uma diversificação de obras que envolvem um grande número de atividades. Enquanto na indústria em geral, o trabalho setorial é dividido, geralmente os trabalhadores executam praticamente sempre as mesmas atividades, onde as máquinas, ferramentas e material em geral, estão sempre disponíveis nos locais de fácil acesso, contribuindo para a redução de riscos de acidentes. Em trabalhos na construção civil, ocorre o contrário, o trabalho e as atividades se modificam com o decorrer do tempo e da obra, agravando a ocorrência de situação de risco. Pode-se citar a construção de um edifício, que, conforme o avanço da obra aumentam os riscos de acidentes por quedas de altura. Esta situação mostra a necessidade de um maior investimento na segurança dos trabalhadores que executam suas atividades em situação de riscos de quedas de altura, propondo-se para tanto o dialogo diário de segurança (DDS), fixação de Banner Informativo de prevenção e como uma maneira eficaz de transmitir informações ao trabalhador aplicando antes do inicio das atividades laborais em altura. Segundo anuário 2013 da revista proteção o Pará, tem liderado a geração de empregos formais na Região, em números absolutos, obteve a queda mais significativa no número de acidentes de trabalho: 2%. De 11.607 infortúnios laborais registrados em 2010, o estado reduziu este índice para 11.379 no último ano. A diminuição no número de ocorrências acidentárias dos paraenses foi seguida de perto pelo Estado de Tocantins, que apresentou uma queda de 1,9% em sua acidentalidade (de 1.887 registros computados no ano anterior, passou para 1.851 em 2011). No entanto, apesar do bom desempenho, o Pará ainda se encontra entre as unidades federativas do Norte que geram a maior incidência de acidentes laborais. São 1.097 infortúnios computados para cada grupo de 100 mil trabalhadores. Pois um dos fatores que contribuem para que o Pará esteja entre os estados com grande incidência de acidente do trabalho pode ser a falta de gerenciamento, procedimentos e treinamento adequado para os colaboradores, promovendo assim aqueles profissionais mal qualificados, mal treinados e mal orientados principalmente aquele que realizam atividade em altura. Segundo o MTE, Uma das principais causas acidentes de trabalho graves e fatais se deve a eventos envolvendo quedas de trabalhadores de diferentes níveis. Os riscos de queda em altura existem em vários ramos de atividades e em diversos tipos de tarefas. Este trabalho apresentara algumas sugestões de cuidados com os equipamentos de proteção individual utilizadas nas atividades em altura, explorando pontos importantes para a conservação de seus equipamentos de proteção. 2. OBJETIVO 2.1. Objetivo geral Despertar nos colaboradores envolvidos, que realizam atividades em altura, da importância dos cuidados diários com os seus equipamentos de proteção individual. 2.2. Objetivo específico Conscientizar os colaboradores da importância da conservação de seus equipamentos de segurança no ambiente de trabalho; Mostrar a necessidade do acondicionamento adequados do equipamento de trabalho em altura; Mostra a importância de seguir o procedimento. 3. JUSTIFICATIVA Após visita, realizado em canteiros de obras do setor da construção civil em Belém foi observando com visão prevêncionista a falta de compromisso com a segurança por parte do colaborados, cometendo atos inseguros podendo assim provocar acidentes fatais aos mesmos. Foi identificado que os colaboradores não tinham o devido cuidado com os seus equipamentos de proteção individual para trabalho em altura. Equipamentos estes que se mal conservados e utilizados em atividade podem vir a ocasionar acidentes. Por que um acidente envolvendo queda de altura em geral, só traz dois tipos de resultados: um trabalhador gravemente ferido e provavelmente incapacitado, ou a sua morte, não há espaço para desleixo ou distrações quando se trata de trabalho em altura. Por identificar essa falta compromisso, cuidado por parte dos colaboradores surge o interesse de desenvolver este trabalho para colaborar com a empresa visitada a conscientizar os seus colaboradores a ter os devidos cuidados e seguir procedimentos básicos como inspeção diárias dos seus equipamentos de segurança para a preservação da sua integridade física. 4. REFERENCIAL TEÓRICO 5. METODOLOGIAO projeto será desenvolvido por meio de referências bibliográficas, consultas a leis em vigor, levantamento de dados. Aplicando os procedimentos de segurança de acordo com a norma regulamentadora (NR-35) nas atividades em altura, através de Diálogo Diário de Segurança (DDS), check-list e inspeção diária dos equipamentos antes de inicia a sua atividade em altura. 6. TRABALHO EM ALTURA A norma regulamentadora-35 Trabalho em Altura, Portaria SIT n.º 313, Publicada em, 23 de março de 2012, foi elaborada para dar mais segurança aos trabalhadores que realizam atividade em altura nas mais diversas atividades, pois a devida norma tem muitos desafios pela frente e uma delas e diminuir a grande incidência de acidente de trabalho envolvendo queda de altura que continuam acontecendo de Norte a Sul em nosso país. As empresas vêm tentando atender as exigências da norma, e muitas delas atende todos os requisitos exigidos pela norma, mas todo esse esforço esbarra muita das vezes na negligencia dos seus colaboradores, negligencias estas que e de fácil observação em varias obras e serviço, principalmente na construção civil, trabalhadores cometendo ato inseguro se colocando em situação de risco podendo provoca acidente grave e fatal. A inda tem outro fator que pode colaborar para o aumento desta preocupação que e o descaso do colaborador com seu equipamento de proteção individual para trabalho em altura, essa falta de cuidado foi observado durante visita em uma obra da construção civil, durante avista foram encontrados cinto tipo-paraquedista, talabarte e capacete jogados no chão da obra expostos a agentes agressivos aos equipamentos, como o cimento que poderá provoca a corrosão dos componentes do equipamento. Segundo a norma regulamentadora 6 (NR6): Equipamento de Proteção Individual, no Item: 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento”, este item muita das vezes atendida pelo empregador, mas quando esses equipamentos chega na mão do colaborador, o item: 6.7 Cabe ao empregado da NR6. sub item, b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; o item e totalmente desconsiderado pelos colaboradores, neste caso a obra visitada. Onde fica evidente a falta de cuidado na imagem 1,2 e 3 a seguir. ( Imagem 1: Capacete de Segurança ) ( Imagem 2: Cinto tipo paraquedista, Talabarte e Trava-Queda ) ( Imagem 3 : Cinto Tipo paraquedista ) E como não fosse bastante a falta de cuidado com os EPI’s, ainda tem a falta de preparo ou desconhecimento de alguns processo de segurança para trabalho em altura básicos que um técnico de segurança de veria saber. De acordo com a NR35 item: “35.1.1 Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.”, nas obras visitadas foi constatado tal despreparo daqueles que fazem a gestão de segurança de tal empreendimento, expondo seus colaboradores a possíveis acidentes por falta de um olhar mais prevêncionista, visível nas imagens 4,5, e 7 a seguir. ( Imagem 04: linha de vida ancorada sem proteção. ) ( Imagem 05: linha de vida em canto vivo sem proteção ) ( Imagem 06: trabalhado fazendo revestimento ) ( Imagem 0 7 : trabalhado fazendo revestimento se debruçando sobre guarda corpo do jaú ) Como mostra as imagens, fica claro a falta de planejamento, supervisão e analise de risco exigida pela norma, esses sucessivos erros não poderiam ter acontecidos em tal estabelecimento, podendo ocorrer acidente grave e perda inestimável para a família do trabalhador envolvido na atividade e fica evidente as não conformidade com as normas regulamentadoras 6, 18 e 35. A gestão de segurança e uma ferramenta muito importante para gerenciar atividades com grande probabilidade de acidente em um estabelecimento onde necessite que o trabalhador se exponha que queda. Em uma empresa que tem trabalhadores expostos a risco de queda, tornasse essencial um programa de segurança eficiente voltado para esses trabalhadores com capacitação com qualidade e adequados à atividade a ser realizadas. A Palestra, Diálogo Diário de Segurança (DDS) e Treinamentos voltado para a segurança do colaborador, são meios importantes de alcançar a efetiva prevenção de acidente com queda e sanar todos os riscos e consequentemente evitar acidentes. 7. CONCEITO Acidente de trabalho: Conforme dispõe o art. 19 da Lei nº 8.213/91, "acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho". Atos inseguros: Toda forma incorreta de trabalhar, desrespeito às normas de segurança, ou seja, ações conscientes ou inconscientes que possam causar acidentes ou ferimentos. Condição insegura: É a condição do ambiente de trabalho, que cause o acidente ou contribua para sua ocorrência. Perigo: Fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à propriedade, meio ambiente, local de trabalho ou a combinação destes. Risco: Combinação da Probabilidade da ocorrência de um acontecimento perigoso ou exposição (ões) e da severidade das lesões, ferimentos, ou danos para a saúde, que pode ser causada pelo acontecimento ou pela(s) exposição (ões).. Capacitado: é aquele trabalhador envolvido com trabalho que não teve uma formação em instituição de ensino oficial, mas que devido aos conhecimentos e habilidades adquiridos no cotidiano laboral pode receber um treinamento formal da empresa onde trabalham, e recebem a denominação de profissional capacitado. Qualificado: é aquele profissional da área que recebeu uma formação teórica e prática numa instituição de ensino oficial, a exemplo SENAI. Ele deve possuir o diploma de conclusão do curso. Habilitado: é o qualificado que se dirige ao seu Conselho de classe e solicita o registro profissional. Ao receber a carteira de associado passa a ter habilitação em sua área de atuação. Naturalmente, isso não significa necessariamente que sua experiência é maior que a de um trabalhador capacitado com muitos anos de experiência. Entretanto, este último não pode ser chamado de habilitado. 8. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA TRABALHO EM ALTURA Conforme Norma Regulamentadora nº 6, Equipamento de Proteção Individual – EPI é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Segundo a norma, a empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; 8.1. CINTO TIPO PARAQUEDISTA Regulamentação NBR 15836:2010 - Equipamento de proteção individual contra queda de altura Cinturão de segurança tipo para quedista. Ilustração 01: Fonte: www.gulin.com.br Aplicação O cinturão de segurança tipo pára-quedista é indicado para a proteção do usuário contra riscos de queda em Trabalhos em Altura. Trabalhos no setor de Energia Elétrica, Telefonia, Construção Civil, Montagem de Estruturas Metálicas, Logística e demais trabalhos realizados acima de 2m de altura, onde não existam sistemas de proteção coletiva instalados. Recomendações Importantes Antes de usar, fazer um exame visual detalhado, assegurando assim que o cinto encontra-se em perfeito estado de utilização, o usuário devecertificar-se que: a) Todas as fitas de nylon estejam perfeitas, sem cortes, furos, rupturas, partes queimadas, desfiamentos, mesmo que parciais; - Todos os pontos de costura estejam perfeitos, sem desfiamentos ou descosturados; b) Todos os componentes metálicos estejam sem ferrugem, amassados ou danificados; c) Não há suspeita de contaminação por produtos químicos. O cinturão não deverá ser utilizado quando houver constatação de qualquer problema na inspeção; O cinto deve ser bem regulado ao corpo do executante; Durante o uso, tome precauções para proteger o cinto de calor excessivo, cortes, ataques químicos; Nenhuma modificação poderá ser feita no cinturão com relação às costuras, às fitas e argolas; d) Sempre que possível recomenda-se que o cinto tenha o mesmo usuário com fim de limitar os ajustes e controlar a frequência do uso; e) Armazená-lo em local seco, à sombra, sem contato com piso de cimento, fontes de calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes; f) Teoricamente, a vida útil do cinturão não pode ser preestabelecida, dependendo muito da frequência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e luz solar. Caso seja constada qualquer irregularidade ou ocorra queda o equipamento deve ser condenado. Limpeza Limpar com água e sabão neutro. Em nenhum caso utilizar solventes, ácidos ou bases fortes. Deixe secar em lugar ventilado e na sombra. 8.2. TALABARTE Regulamentação ABNT NBR 15834:2010 - Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Talabarte de segurança Ilustração 02:Fonte:http://www.materialsegurancaepi.com.br/talabartes-talabarte.php Aplicação Proteção do usuário em caso de queda, nas operações realizadas com auxilio de plataforma móvel, elevador de manutenção e demais trabalhos realizados acima de 2m de altura, onde não existam sistemas de proteção coletiva instalados. Recomendações Importantes Antes do uso, o usuário deve certificar-se que: a) Todas as fitas de nylon estejam perfeitas, sem cortes, furos, rupturas, partes queimadas, desfiamentos, mesmo que parciais. b) Todos os pontos de costura estejam perfeitos, sem desfiamentos ou descosturados. c) Todos os componentes metálicos estejam sem ferrugem, amassados ou danificados. d) Não há suspeita de contaminação por produto químico. e) Atenção: Jamais retire ou viole o absorvedor de energia do seu cinto de segurança. Cuidados Os cintos e seus acessórios devem sofrer inspeção de pré-uso e serem vistoriados constantemente e, caso seja notado algum sinal de insegurança em alguma parte de seus componentes estes não poderão ser usados, devendo ser substituídos ou sofrer manutenção. Durante a utilização do Talabarte verifique se o mesmo não está em contato com partes cortantes, situação que pode comprometer a condição do uso do equipamento e causar acidentes graves. 8.3. TRAVA QUEDA Regulamentação NBR 14.626/2010 trava-queda para corda Ilustração03: Fonte:http://www.telbrasrs.com.br/_arquivos/_produtos/4/5090.jpg Aplicação Proteção do usuário nos trabalhos em alturas com risco de quedas; onde devem ter liberdade de movimentação vertical e horizontal com segurança. Recomendações importantes O trava-queda para corda deve ser totalmente inspecionado, antes de cada uso. Alem disso, o trava-queda para corda deve ser inspecionado uma vez a cada doze meses por pessoal autorizado pela legislação vigente no país de uso. Examine as fitas do trava-queda para corda para detectar desgaste, cortes, queimaduras, bordadas desgastadas, abrasões ou outros danos. Cuidados Limpe o trava queda para corda com solução de água e sabão neutro. Seque a peça de metal com um pano limpo e pendure o trava queda para secar ao ar livre. Não acelere a secagem com calor. 8.4. MOSQUETÃO Regulamentação: NBR 15837:2010 - Conectores. EN 362 - Equipamento de proteção individual contra quedas de altura. Dispositivos antiquedas. Uniões. Ilustração 04: Fonte: http://www.telbrasrs.com.br/_arquivos/_produtos/284/4057_custom.jpg EN 364 - Equipamento de proteção individual contra quedas de altura. Dispositivos antiquedas. Sistemas antiquedas. Aplicação Os Mosquetões de dupla segurança destinam-se a servir de ligação entre pontos capazes de suportar forças consideráveis, nomeadamente a ligação do cinto de trabalho à corda de amarração e ao fiador; a ligação do arnês a um sistema paraquedas. Inspeção A verificação e o controlo devem incluir: · Exame visual tendo em vista a detecção de fissuras, indícios de desgaste, princípio de fraturas, fendas, oxidações, corrosões, etc. · Teste manual das partes móveis, visando o funcionamento das molas. Importante: No caso de degradação aparente, o Mosquetão deve ser imediatamente posto fora de serviço. Manutenção a) Os Mosquetões não devem estar em contacto com produtos corrosivos para os metais, durante a utilização ou enquanto armazenados. b) Os utilizadores não devem fazer qualquer tipo de reparações nos Mosquetões, sempre que se verificar uma avaria ou suspeita sobre o seu funcionamento deve ser enviado para reparação especializada. c) Depois de utilizados os Mosquetões devem ser limpos de sujidades que se possam ter acumulado durante os trabalhos. A limpeza dos mosquetões deve ser feita com produtos indicados pelo fabricante, ou na ausência destes simplesmente com água. d) Os Mosquetões são peças capazes de resistir a grandes tensões, mas não estão preparados para sofrer grandes pancadas, pelo que devem ser manuseados com cuidado. 8.5. CORDAS DE SEGURANÇA NORMATIZAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO NR 18.13.12.4 Ilustração 05: Fonte: http://www.sobralepi.com.br/produto.php?cod_produto=5309630 Aplicação São utilizadas para trabalhos em altura, como suporte de ancoragem do paraquedas deslizante, sempre que exista risco de queda. Manutenção Para evitar que a corda se desfie nas extremidades, deve ser aquecida com uma chama até começar a fundir, apertando-a de seguida (não deve ser feita diretamente com as mãos, para não sofrer queimaduras). Esta operação deve ser feita mesmo que venha a existir uma costura. Para evitar que se degradem precocemente, as cordas não devem: ser pisadas; sofrer esforços violentos e desajustados ao tipo de corda; entrar em contacto ou na proximidade de fontes de calor; entrar em contacto com produtos químicos. As cordas devem manter-se sempre o mais limpa possível, utilizando-se, por exemplo, um encerado, um saco ou um recipiente durante a utilização para evitar que não fiquem em contacto com o chão. Se a cordas estiverem sujas devem ser lavadas com água e secas num local arejado, seco e fora do alcance direto dos raios solares. A armazenagem e transporte das cordas devem ser feita em recipientes ou locais previamente destinados para o efeito. Esses locais devem caracterizar-se por terem um ambiente fresco, seco, fora do alcance dos raios solares e inerte quimicamente. Importante: No caso de degradação aparente a corda deve ser imediatamente posta fora de serviço, nomeadamente se apresenta fios partidos, se sofreu um esforço violento, ou se esteve em contacto com produtos químicos nefastos. Risco de queda, possível utilização da linha de vida, acorda não podendo aguenta a tensão de vido esta desprotegida. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com este trabalho procurou-se apresentar os problemas e as medidas a serem adotadas para diminuir a incidência de acidentes de trabalho em diferença de nível. Os comentários aqui apresentados no que se refere às NR – Normas Regulamentadoras, principalmente no concernente aos acidentes e aos elementos utilizados para proteção do trabalhador, visam apenas apresentar uma linha de pensamento e a interpretação técnica e legal do tema proposto. Na atualidade, considera-se que saúde e segurança no trabalho devem tratados como prioridade por todos, envolvendo os trabalhadores, todos os setores e todas as dimensões de uma empresa. Assim, impõe-se promover um esforço com vista à introdução e consolidação de uma cultura de prevenção dos riscos profissionais nas empresas,onde efetivamente, as condições de trabalho são determinantes para o nível de acidentes e, tendo um impacto direto nas capacidades profissionais, físicas e psicológicas do trabalhador e, conseqüentemente, na produtividade da própria empresa. A preparação e implementação das medidas de segurança é uma responsabilidade de todos os envolvidos. Sempre que um trabalho seja desenvolvido em altura o homem tem de estar sempre em segurança, por isso todo um planejamento e analise de riscos devem ser feitos para que o trabalho se dê de maneira segura, verificando-se fase a fase. Ainda, é necessário também efetuar um acompanhamento constante e inspeções regulares. Ainda deve-se levar em consideração que os custos de um acidente são enormes, tanto para o indivíduo, como para a empresa, assim aplicando medidas eficácias para evitar que acidentes do trabalho ocorram minimiza-se todo e qualquer problema, social, financeiro, fazendo com que todos os envolvidos estejam satisfeitos. É necessário dar prioridade àquelas medidas que eliminem ou reduzam os perigos na sua origem e que proporcionem uma proteção coletiva, através de equipamentos de proteção individual, consolida assim uma tarefa bem sucedida onde todos os envolvidos executaram sua função de forma correta e tudo ocorreu em conformidade com aquilo que estava previsto. Investir em treinamentos, comprar de equipamentos adequados e palestra de conscientização do trabalhador e de suma importância para um ambiente seguro. Deve-se lembrar de sempre que tudo o que é gasto com segurança do trabalho não pode ser considerado como despesas, e sim como investimento, afinal prevenção é primordial. 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MANUAL DE LEGISLACAO ATLAS EDICÃO 70 NR1 disposições gerais , NR 6 equipamento de proteção individual NR 18 – Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. NR 35 – Trabalho em altura. Redação dada pela Portaria n° 313, 23 de março de 2012. MANUAL ATHENAS REVISTA PROTEÇÃO ANUARIO 2013 ABNT NBR 14626 - Trava-Queda deslizante guiado em Linha Flexível, Belém-Pa. 2014. Disponível em: <http://www.animaseg.com.br/pdf/linhaFlexivel.pdf> Acesso em 23/01/2014. ABNT NBR 15834 - Equipamento Talabarte de Segurança, Belém-Pa, 2014. Disponível em: <http://pt.scribd.com/welintong/d/58268676-normas-171211> Acesso em 23/01/2014 ABNT NBR 15836 - Equipamento de proteção individual contra queda de altura - Cinturão de Segurança tipo paraquedista, Belém-Pa, 2014. Disponível em: <http://pt.scribd.com/welintong/d/58268676-normas-171211> Acesso em 24/01/2014. ABNT NBR 15837 – Conectores, Belém-Pa, 2014. Disponível em: <http://pt.scribd.com/welintong/d/58268676-normas-171211> Acesso em 24/01/2014 6