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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS MEDICINA VETERINÁRIA MARIANA MOREIRA LOPES MÉTODO FAMACHA EM PEQUENOS RUMINANTES IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE NO CONTROLE DE PARASITOS GOIÂNIA 2020 MARIANA MOREIRA LOPES MÉTODO FAMACHA EM PEQUENOS RUMINANTES IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE NO CONTROLE DE PARASITOS Relatório referente à disciplina de Parasitologia Animal Veterinária em sua parte prática. Professor: Osvaldo José da Silveira Neto GOIÂNIA 2020 MÉTODO FAMACHA EM PEQUENOS RUMINANTES Com o passar dos anos, a aplicação de vermífugos em todo o rebanho animal se fez desnecessária, já que é comprovado que a distribuição dos parasitos não é uniforme nos animais: aproximadamente 17% das fêmeas secas, 29% das fêmeas gestantes e 55% das fêmeas lactantes (Malan et al., 2001). Dessa forma, a aplicação de forma selecionada reduz o custo com tais medicamentos e além disso, diminui o risco de resistência à anti-helmínticos. O método FAMACHA© foi desenvolvido para identificar em um rebanho de pequenos ruminantes, os que possivelmente estão sendo parasitados. Ele é utilizado principalmente em regiões com predomínio do Haemonchus contortus que é um agente causador de anemia em ruminantes. Esse método classifica em um cartão colorido, os diferentes graus de anemia causados por esse parasito. Por esse método avalia-se a cor da mucosa conjuntiva do animal, fazendo a comparação com as cores do cartão. Graus 1 e 2 representam o vermelho vivo, ou seja, sem presença de anemia. A partir do grau 3 é recomendada a vermifugação, sendo que nos graus 4 e 5 ela é extremamente necessária. Contudo, o animal em condição de grau 5 que apresenta palidez intensa, precisa receber uma alimentação mais adequada, com a ingestão maior de proteínas, administração de ferro por via oral e o possível uso de suplementos proteicos. Dessa forma, a vermifugação só corre após a amenização do grau de anemia. A qualidade desse método depende muito das condições climáticas e do ambiente, pois, a incidência dos vermes varia de acordo com o clima de cada região mas também depende da estrutura do local em que os animais ficam e suas condições de manejo. Figura 1. Modelo de cartão utilizado no método FAMACHA. No caso de regiões semiáridas, a realização do exame deve ser feita a cada 15 dias durante o período chuvoso e a cada 30 dias no período seco. Entretanto, em propriedades onde é a pastagem é cultivada e a precipitação pluviomética está acima de 1.000ml por ano, o exame com o cartão FAMACHA©, é recomendado uma vez a cada 7 dias ou no máximo a cada 10 dias. Sobre a estrutura do local onde animais ficam, é preciso utilizar meios para controlar a disseminação dos parasitos como por exemplo, fazer a instalação de mais bebedouros e mantê-los limpos, evitando assim, a aglomeração de animais em volta das fontes de água; evitar que os animais fiquem por longos períodos de tempo em contato com as fezes deles ou de outros animais e ainda, estabelecer o controle a fim de evitar a entrada de vetores como moscas e aves, que podem servir para carrear agentes infecciosos. Dessa forma, o método FAMACHA© deve ser aplicado apenas por profissionais treinados e os animais devem ser examinados sob a luz natural, observando a coloração da pálpebra inferior. Nos caprinos, a coloração da conjuntiva possui uma menor intensidade e o preenchimento capilar é mais demorado em comparação aos ovinos. Por isso, a mucosa deve ser observada por pelo menos oito segundos após a sua exposição, enquanto que nos ovinos a observação é feita de forma imediata. Portanto, conclui-se que é importante registrar os resultados obtidos do rebanho por meio desse método, pois esses dados podem auxiliar no descarte orientado de animais susceptíveis e promover a seleção de animais resistentes no rebanho. Figura 2. Mucosa conjuntiva de um ovino, grau 2. Figura 3. Mucosa conjuntiva de caprino, grau 4. Figura 4. Mucosa conjuntiva de ovino, grau 4. Figura 5. Caprino com o pelo arrepiado, indicativo de verminose. Figura 6. Caprino com pelo alinhado, indicativo de animal saudável. IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE NO CONTROLE DE PARASITOS Os animais de produção muitas vezes vivem em condições de pouco espaço e em condições sanitárias inadequadas. No caso de galinhas poedeiras em um galpão, sabe-se que o melhor sistema, do ponto de vista econômico e produtivo, é aquele que utiliza as gaiolas. Nesse método, as galinhas não entram em contato com seus dejetos e isso pode evitar contaminações pelas fezes. No entanto, alguns galpões não possuem a estrutura totalmente adequada no que diz respeito à controle de entrada de agentes infecciosos, podendo ter o acesso de aves, moscas, insetos e roedores, que podem desempenhar o papel de vetores. Dessa forma, o ambiente em que os animais estão inseridos tem grande influência no controle de alguns parasitos. Portanto, o melhor a ser feito é o investimento em prevenção e infraestrutura adequada, com o uso de telas cujos espaços sejam menores, a instalação de barreiras sanitárias e entre outros meios. Figura 7. Circulação de pássaros (vetores) dentro do galpão. Figura 8. Local onde ficam os dejetos das galinhas dentro do galpão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Site da Embrapa: https://www.embrapa.br/parateccontroleintegradoverminoses/vermes/caprinosovinos/ famacha#:~:text=M%C3%A9todo%20FAMACHA&text=O%20FAMACHA%C2%A9% 20%C3%A9%20o,aux%C3%ADlio%20de%20um%20cart%C3%A3o%20colorido Fotos: Obtidas durante a aula prática da disciplina de Parasitologia Animal Veterinária, realizada no dia 19 de outubro de 2020 no Campus II da PUC-GO. https://www.embrapa.br/parateccontroleintegradoverminoses/vermes/caprinosovinos/famacha#:~:text=M%C3%A9todo%20FAMACHA&text=O%20FAMACHA%C2%A9%20%C3%A9%20o,aux%C3%ADlio%20de%20um%20cart%C3%A3o%20colorido https://www.embrapa.br/parateccontroleintegradoverminoses/vermes/caprinosovinos/famacha#:~:text=M%C3%A9todo%20FAMACHA&text=O%20FAMACHA%C2%A9%20%C3%A9%20o,aux%C3%ADlio%20de%20um%20cart%C3%A3o%20colorido https://www.embrapa.br/parateccontroleintegradoverminoses/vermes/caprinosovinos/famacha#:~:text=M%C3%A9todo%20FAMACHA&text=O%20FAMACHA%C2%A9%20%C3%A9%20o,aux%C3%ADlio%20de%20um%20cart%C3%A3o%20colorido