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O Território Nacional espaço Brasileiro o modelo econômico brasileiro

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dois bilhões de reais por ano, número que só vem cres-
cendo. Nessa área de alta produtividade, predominam em mais de 90% as 
pequenas propriedades rurais.
O atual modelo de negócio por lá envolve os clusters, ou seja, união de em-
presas do mesmo setor que, ao serem associadas em cooperativas, entre outras 
estruturas, acabam facilitando a atividade conjunta por meio do compartilhamento 
de expertises, tecnologias avançadas, mão de obra especializada e outros fatores.
Destaque na região, também, para o aeroporto de Petrolina Senador Nilo Co-
elho, inaugurado em 1981, e que hoje se consolida como um dos aeroportos no 
Brasil com a maior capacidade de exportação de carga.
Outro polo dinâmico de produção de frutas irrigadas encontra-se no 
oeste potiguar, cujos vales úmidos das bacias dos rios Apodi e Piranhas-Açu 
transformaram-se em espaços de interesse para a valorização do capital nacional 
e multinacional via desenvolvimento da agricultura irrigada em bases tecnológi-
cas modernas. O Polo Integrado Açu/Mossoró de Fruticultura, em espaço de clima 
semiárido, distribuído nos municípios do entorno de Assu e de Mossoró, ao seguir 
diretriz baseada no modelo empreendido em Petrolina-Juazeiro, fomentou a produ-
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ção irrigada de frutas em Açu/Mossoró. Por meio de uma sinergia entre investimen-
tos estatais (em macroestruturas) e as atividades de empresas privadas, desde os 
anos 1990, há um eldorado produtivo no semiárido potiguar.
No campo estatal, as ações da Companhia de Desenvolvimento do Vale do Rio 
São Francisco (Codevasf) e da Empresa Brasileira de Desenvolvimento de Pesquisa 
Agropecuária (Embrapa) fomentaram a introdução de uma gama de arcabouços 
técnicos necessários ao desenvolvimento das atividades produtivas. A Superinten-
dência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) se encarregou, junto ao Banco 
do Nordeste e o Banco do Brasil, pelo fomento financeiro e isenções fiscais.
O Polígono das Secas
Segundo a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), 
o Polígono das Secas é reconhecido pela legislação como a área sujeita a períodos 
críticos e prolongados de estiagens, havendo também, dentro dessa área, lugares 
bastante suscetíveis a desertificação.
O Polígono das Secas compreende uma divisão regional efetuada em termos 
político-administrativos dentro da zona semiárida, apresentando diferentes zonas 
geográficas com distintos índices de aridez, indo desde áreas com características 
estritamente de seca, com paisagem típica de semideserto a áreas com balanço 
hídrico positivo, como a região de Gilbués, no Piauí.
Sua área compreende todos estados da região Nordeste, com exceção do Ma-
ranhão, levando também municípios da região Sudeste, em Minas Gerais, em sua 
parte Norte, denominada como Vale do Rio Jequitinhonha.
Criada pela Lei n. 1.348, de 10 de fevereiro de 1951, a área do Polígono sofreu 
revisão dos seus limites. Depois, a Lei n. 4.239, de 27 de julho de 1963, estatuiu 
que o município criado com desdobramento de área de município incluído no Po-
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lígono das Secas será considerado como pertencente a este para todos os efeitos 
legais e administrativos. De outra parte, a Lei n. 4.763, de 30 de agosto de 1965, 
incluiu o município de Vitória da Conquista.
E, finalmente, o Decreto-Lei n. 63.778, de 11 de dezembro de 1968, delegou 
ao superintendente da Sudene a competência de declarar, observada a legislação 
específica, quais os municípios pertencentes ao Polígono das Secas. Esse decreto-
-lei regulamentou e esclareceu que a inclusão de municípios no Polígono somente 
ocorreria para aqueles criados por desdobramento de municípios anteriormente in-
cluídos total ou parcialmente, no mesmo Polígono, quando efetuados até a data da 
lei regulamentar, ou seja, de 30 de agosto de 1965, quando foi declarada como lei.
Em 19 de dezembro de 1997, o Conselho Deliberativo da Sudene (extinta em 
2001), com a Resolução n. 11.135, aprovou a atualização da relação dos municí-
pios pertencentes ao Polígono das Secas, incluindo aqueles que foram criados por 
desmembramento até janeiro de 1997.
Em 2005, a nova delimitação do semiárido brasileiro ampliou os critérios de 
inclusão dos municípios, por considerar insuficiente o índice pluviométrico apenas.
Os critérios passaram a ser:
•	 precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros;
•	 índice de aridez de até 0,5 calculado pelo balanço hídrico que relaciona as 
precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961 e 1990;
•	 risco de seca maior do que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 
e 1990.
Estão inclusos 317 municípios, além dos 1.031 anteriores. A área do semiárido 
passou a ser de 969.589,4 quilômetros quadrados, sendo o maior aumento regis-
trado em Minas Gerais: 51,7% do estado passaram a integrar o semiárido.
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Essa nova diretriz visa nortear as políticas públicas do governo federal, sobre-
tudo, as aplicações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). 
Os municípios integrantes do novo semiárido brasileiro terão bônus de adimplência 
de 25% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), 
enquanto no restante da região Nordeste, por exemplo, esse percentual é de 15%. 
Ainda quanto ao FNE, a Constituição determina que, pelo menos, 50% dos recursos 
desse Fundo sejam aplicados no financiamento de atividades produtivas em muni-
cípios do semiárido.
A Sudene
Criada em 1959, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste nasce 
com vistas a promover um desenvolvimento para a região fora do âmbito 
das oligarquias tradicionais agrárias, consideradas responsáveis pelo atraso 
secular que se aprofundava com a modernização do centro-sul brasileiro e suas 
escalas de industrialização e metropolização empreendidas a partir da década de 
1940. Em 2001, a Sudene esteve extinta após denúncias de corrupção, sendo 
criada a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Em 2007, a superin-
tendência é reeditada. Sua área de atuação original compreendia basicamente 
os estados da região Nordeste (com apenas e a parte do Maranhão) e a de Minas 
Gerais compreendida pelo Polígono das Secas. Após algumas alterações, a área de 
ação da Sudene oficialmente é delimitada pela Lei n. 9.690/1998, abrangendo mais 
municípios de Minas Gerais e uma pequena parte ao norte do Espírito Santo, com 
27 municípios. Veja no mapa:
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