Prévia do material em texto
Mayara Freitas PROBLEMA 2 (Intermediária) Fertilização Ocorre na tuba uterina. Para adentrar o oócito, o espermatozóide precisa passar, inicialmente, pela corona radiata (2 a 3 camadas de células foliculares, remanescentes do folículo ovariano) que está ligada a uma camada interna, a zona pelúcida. Enzimas presentes na cabeça do espermatozóide permitem que ele rompa essas duas camadas (acrosima, hialuronidase). Após a passagem, vai haver a fusão das membranas do oócito e do espermatozóide; Término da segunda divisão meiótica do oócito; Formação do pró-núcleo feminino (material genético feminino que irá participar da formação do zigoto). O espermatozóide dentro do oócito, libera seu material genético formando o pró- núcleo masculino (degeneração da cauda do espermatozóide). Após se formarem os pró-núcleos masculino e feminino (ambos haplóides), eles irão se unir e cada um irá replicar o seu DNA formando uma célula única com seus materiais genéticos misturados ZIGOTO. Concepção e Formação do Ser Humano EMBRIOGÊNESE Mayara Freitas Imediatamente após esse evento, os cromossomos se organizam no fuso em preparo para a divisão mitótica normal. Os cromossomos maternos e paternos duplicados se separam longitudinalmente no centrômero das cromátides-irmãs se movem para pólos opostos, fornecendo às duas primeiras células do zigoto quantidade diplóide de cromossomo e DNA. As cromátides-irmãs migram para pólos opostos, formando um sulco na superfície e dividindo o citoplasma em duas partes. Principais resultados desse processo: o Restauração da quantidade diplóide de cromossomos o Determinação do sexo o Início da clivagem 1. Primeira semana a. Clivagem Após alcançar o estágio de duas células, o zigoto passa por uma série de divisões mitóticas. Essas células se tornam menores a cada divisão, os blastômeros. Até 8 semanas, são um grupo sem associação entre si. Nesse momento, o tamanho total do embrião não muda, pois ainda há presença da zona pelúcida funcionando como limitador do tamanho. Após a terceira clivagem do blastômero, forma-se uma bola compacta de células unidas por junções de oculsão – compactação. Esse processo segrega as células e torna a comunicação entre elas intensa. Mayara Freitas Três dias após a fertilização, as células do embrião compactado se dividem novamente formando a Mórula (união de 12 a 32 blastômeros), que possui em sua conformação massa celular interna e externa. É nesse momento que o embrião chega ao útero. b. Formação do Blastocisto – Blastogênese No momento em que mórula chega a cavidade uterina, por volta do 4º dia, o líquido presente na cavidade uterina começa a se infiltrar naquele embrião em formação. Esse líquido começa a ocupar a parte central do embrião e ele vai empurrando o conjunto de celular para periferia. Nesse momento a zona pelúcida degenera e o embrião começa a crescer - Blastocisto. O embrião passa a ser dividido em duas partes: o Interna – Origina os tecidos do embrião em si - Embrioblasto o Externa – Forma o Trofoblasto que contribuirá para formar a placenta Mayara Freitas c. Implantação do Blastocisto Por volta do 6º dia, o blastocisto se implanta na parede uterina – Endométrio. O embrião adere ao epitélio endometrial justamente no pólo embrionário (porção onde fica localizado o Embrioblasto). Nesse momento, o trofoblasto irá iniciar sua diferenciação: o Citotrofoblasto – camada mais interna o Sinciciotrofoblasto – camada mais externa. Massa protoplasmática, multinucleada, sem limite celular. Ele irá invadir o conjuntivo do endométrio através da ação de enzimas. Através disso, a implatação do blastocisto é facilitada. Por volta do 7º dia, uma nova camada de celular surge recobrindo a superfície do embrioblasto e voltada para cavidade, o Hipoblasto ou Endoderma Primário. São esses tecidos maternos onde ocorre a implantação, que garantem a nutrição do embrião nesses períodos iniciais. Fim da primeira semana. Mayara Freitas 2. Segunda Semana - a. Término da Implantação do Blastocisto O Citotrofoblasto é formado por uma camada de células mitoticamente ativas, essas células que vão se dividindo, migram para o sinciciotrofoblasto, aumentando seu tamanho. O sinciciotrofoblasto vai se infiltrando no conjuntivo e provocando a degeneração de algumas células do tecido endometrial (as células deciduais) que provomovem a nutrição e o crescimento do blastocisto. Além disso, ele produz o hCG, que possui a função de manter o corpo lúteo funcionante. b. Formação da Cavidade Amniótica, do Disco Embrionário, da Vesícula Umbilical e do Saco Coriônico À medida que há a progressão da implantação Blastocisto, vai surgir um espaço entre do embrioblasto – o primódio da cavidade amniótica. Nessa cavidade, vai ser recoberta por camada de células, os amniômblastos e será denominada de Âmnio. Concomitantemente, vai haver a diferenciação do embrioblasto em uma placa bilaminar (2 camadas celulares) que são: o Epiblasto: Camada de células colunares voltada para a cavidade amniótica nascente. o Hipoblasto: Camada de células cubóides voltadas para dentro da antiga cavidade blastocística A cavidade blastocística também receberá uma nova camada de células – membrana exocelômica – e passa a se chamar cavidadae exocelômica. Mayara Freitas Na próxima imagem, já notamos uma implantação completa do Blastocisto no endométrio (por volta do 10º dia). Formação de uma camada de tecido conjuntivo (mesoderma extraembrionário) separando o citotrofoblasto, do disco bilaminar da cavidade amniótica e da cavidade exocelômica que passa a se chamar de vesícula umbilical primitiva. Formação de lacunas dentro do sinciciotrofoblasto que serão preenchidas com uma mistura de sangue materno, oriundos dos capilares endometriais, e pelos restos celulares das glândulas uterinas erodidas. Esse fluido é chamado de Embriotrofo e por difusão ele irá chegar até o disco embrionário para nutrir o embrião. Mayara Freitas A Rede lacunar se torna ainda mais desenvolvida no sinciciotrofoblasto e essa comunicação entre essas lacunas e os capilares endometriais vão formar uma circulação útero placentária primitiva. No mesoderma extraembrionário começam a aparecer lacunas o chamado espaço celômico embrionário – espaço que isola a vesícula umbilical primitiva e o disco bilaminar do restante do blastocisto. A vesícula umbilical primitiva e o disco bilaminar estão agora envolvidas pelo celoma extraembrionário (cavidade cheia de líquido). A formação do Saco Coriônico: O mesoderma será dividido em 2 camadas: O mesoderma somático, que vai revestir o trofoblasto e também recobrir o âmnio e o mesoderma esplâcnico que envolve a vesícula umbilical. o O mesoderma somático, mais as duas camadas do trofoblasto (o sinciciotrofoblasto e o citotrofoblasto) formarão a membrana fetal chamada de cório. O cório é a “parede” que resvete o saco coriônico. Todas as estruturas envolvidas pelo saco coriônico estão suspensas pelo pedículo de conexão A vesícula umbilical diminui de tamanho e passa a se chamar vesícula umbilical secundária (vesícula vitelina). Início da formação de vilosidades coriônicas. Mayara Freitas 3. Terceira semana Será o momento do atraso menstrual (5 semanas após a DUM) e quando começa a diferenciação dos diferentes órgãos e tecidos. a. Gastrulação – Formação das camadas germinativas Momento em que o disco embrionário bilaminar passa a ser trilaminar, formado por 3 camadas germinativas: 1. Ectoderma 2. Mesoderma 3. Endoderma Início da morfogênese – processo de desenvolvimento da forma do corpo humano; O embrião recebe o nome de Gástrula. b. Aparecimento da LinhaPrimitiva A formação da linha primitiva na superfície do epiblasto marca o início da Gastrulaçao. A linha primitiva começa a se formar no momento em que células do epiblasto começam a proliferar e se dirigir para o plano mediano do disco embrionário. Isso vai formar uma elevação do epiblasto no plano mediano, em um dos pólos do disco embrionário, que passa a ser identificado como pólo caudal do embrião. o Extremidade caudal e extremidade cranial no sentido em que a linha primitiva cresce. Mayara Freitas Além disso, essa face do embrião do epiblasto onde a linha primitiva cresce, é a face dorsal do embrião. Em determinado momento, células começam a se acumular nas bordas da linha primitiva, formando uma depressão no meio dela – o sulco primitivo. A linha primitiva que começa a se formar no pólo caudal do embrião vai crescendo sempre na linha mediana em direção ao pólo cefálico e o ponto mais cranial da linha primitiva em crescimento é o chamado nó primitivo. Esse nó primitivo também terá uma pequena depressão, a fosseta primitiva. Mayara Freitas Em cima do disco embrionário binalinar, localiza-se o epiblasto com a linha primitiva na sua superfície e embaixo o hipoblasto que está em contato com a vesícula umbilical. As células no epiblasto começam a migrar ocupando um espaço entre os dois – células mesenquimais. Elas formam o mesênquima, que é um tecido de sustentação do embrião. Essas células formam o mesoderma embrionário. Essas células também migram mais a fundo e começam a substituir as células do hipoblasto que vai deixando de existir e como a se formar o endoderma embrionário. Por fim, as células que sobram no epiblasto começam a formar o ectoderma Esse processo dá origem ao disco embrionário trilaminar. Nota-se que as camadas germinativas foram formadas a partir das células do epiblasto. Mayara Freitas c. Desenvolvimento da Notocorda Nos pólos cefálico e caudal, o disco embrionário permanece bilaminar com ectoderma e mesoderma colados. Logo abaixo da placa pré-cordal no pólo cefálico é a região onde a notocorda irá se desenvolver (no mesoderma). Onde irá se desenolver, também, a membrana bucofaríngea, onde no futuro irá se formar a cavidade oral. A área que permanece bilaminar no pólo caudal é onde irá aparecer a membrana cloacal, local onde irá se formar a cavidade anal. O processo notocordal é um aglomerado de células do mesoderma que se localizam logo acima do nó primitivo. Nesse processo, começa a se desevolver uma fissura no meio que tem continuidade com a fosseta primitiva – canal notocordal. Mayara Freitas O processo e o canal notocordal vão se desenvolver desde o nó primitivo até a placa pré-cordal onde vai se desenvolver a membrana bucofaríngea. O assoalho do processo notocordal irá se fundir com o endoderma embrionário que está logo abaixo dele e ambos irão sofrer uma degeneração. Com isso, some o assoalho e na região da fosseta primitiva, passa haver uma comunicação entre a cavidade amniótica e a vesícula umbilical. O assoalho do processo notocordal fundido ao mesoderma vão permitir que o canal notocordal fique aberto. O que era o teto processo notocordal passa a se chamar placa notocordal, que é uma camada de células achatadas com um sulco. A partir do pólo cefálico do embrião, vão começar a se proliferar e dobrar, formando um novo tubo de células. Mayara Freitas Quando esse processo termina, temos um tubo na linha mediana do embrião que é a notocorda. O endormerma subjacente se separa da notocorda e volta a ser uma camada contínua. A notocorda vai definir um eixo e dar estrutura ao embrião e, além disso vai emitir sinais para formação do esqueleto axial e do SNC e vai contribuir para formação do discos intervertebrais. d. Alantoide Em torno do 16º dia do desenvolvimento surge o alantóide, como um pequeno divertículo (invaginação) da parede caudal da vesícula umbilical, que se estende para o pedículo de conexão. O mesoderma do alantóide se expande para baixo do córion e forma os vasos sanguíneos que servirão à plancenta. Os vasos sanguíneos do alantóide se tornarão as artérias umbilicais. Mayara Freitas e. Neurulação: Formação do tubo neural A partir do momento da sua formação, as células da notocorda começam a emitir moléculas sinalizadoras que vão induzir o ectoderma acima da notocorda a se espessar formando a placa neural. o OBS: A notocorda que ira induzir a formação de todo Sistema Nervoso Incialmente, a placa neural fica restrita a região onde tem notocorda que é a região cranial ao nó primitivo, mas depois ela irá se expandir. Em torno do 18º dia a placa neural começa a se invaginar, formando um sulco neural mediano com pregas neurais. Até o final da terceira semana, essas pregas vão se aproximando e vão se fundir formando o tubo neural. Passo a Passo: o As células do ectoderma ficam mais espessadas e se inicia a formação do sulco neural e das pregas; o As pregas neurais começam a se dobrar e se fundir até se fecharem totalmente e se separarem do ectoderma, formando o tubo neural. o O tubo neural dará origem ao encéfalo e a medula espinnhal. Além das células que se diferenciam na placa neural, lateralmente a elas um grupo de células também irão se diferenciar para formar a crista neural; À medida que as pregas vão se aproximando, as células que vão formar a crista neural vão formando uma massa achatada e quando o tubo se fecha ela se separa e Mayara Freitas fica localizada acima do tubo e abaixo do ectoderma, logo após se separam em 2 metades que vão se lateralizar em relação ao tubo. A crista neural irá formar os glânglios espinhais nas raízes dorsais, os glânglios de alguns nervos cranianos e a bainha de neurilema dos nervos periféricos. Vão contribuir também para formação da pia-máter e aracnóide. f. Desenvolvimento dos Somitos O mesoderma também irá diferenciar em regiões: o Mesoderma Paraxial o Medoderma Intermediario o Mesoderma Lateral Mayara Freitas Mesoderma paraxial – começa formar bloquinhos cubóides que se separa do restante do mesoderma. Esses cubinhos são os somitos, que ficam localizados aos pares nos dois lados do tubo neural em formação. Eles vão se formando em uma sequência cefalocaudal na superfície dorsal do embrião. Os somitos vão dá origem a maior parte do esqueleto axial, aos músculos associados e a derme adjacente. g. Desenvolvimento do Celoma No mesoderma Lateral, vai acontecendo o aparecimento de buracos no seu interior – espaços celômicos. Esses espaços vão aumentando e se juntando, até formarem uma cavidade única, o celoma embrionário. O celoma vai dividir o mesoderma lateral em duas camadas o Parietal o somática – essa camada junto com o ectoderma vai formar a somatopleura que dará origem a parede do corpo do embrião. o Viceral esplâncnica – junto com endoderma, dará origem a espancnopleura que vai dá origem ao intestino do embrião. O celoma dará origem as cavidades do corpo: pericárdica, pleural, peitonial. Mayara Freitas h. Início do desenvolvimento do Sistema Cardiovascular primitivo Os vasos Sanguíneos aparecem primeiro na parede da vesícula umbilical, do alantóide e do córion. Eles se desenvolvem no interior do embrião logo em seguida. Angiogênese – formação de novos vasos por brotamento e ramificação de vasos preexistente. As células mesequimais se diferenciam em angioblastos que se agregam para formar as ilhotas sanguíneas. Essas Ilhotas associam-se `à vesícula umbilical ou aos cordões endoteliais no embrião. Vasculogênese – Os angioblastos se achatam para formar as células endoteliais que se organizam ao redor das caidades das ilhotas para formar o endotélio. A vasculogênese é a fusão dessas cavidades formando uma rede de canais endoteliais. As hemácias fetais se desenvolvem a partir de precursores hematopoiéticos diferentes. O coração e os grandes vasos se formam a partir de células mesequimais na área cardiogênica. Os canais longitudinais e pareados revestidos por células endoteliais, ou tubos cardíacos endocárdicos, se desenvolvem durante a terceira semana e se fusionam ao tudo cardíaco primitivo. O coração tubular se une aos vasos sanguíneos do embrião, do pedículo de conexão e da vesícula umbilical para formar o sistema cardiovascular primitivo. Ao final da 3ª semana, o sangue está circulando e o coração começa a bater no 21º ou 22º dia. Esse sistema é o primeiro a alcançar o estado funcional. A partir da USG Doppler na quarta semana é possível auscultar o BCF. 4. Quarta semana O embrião começa a se dobrar de duas formas: 1) Plano mediano: crescimento e alongamento cefalicamente e caudalmente. Mas em vez de continuar reto, ele se dobra ventralmente em direção a vesícula vitelínica. 2) Plano horizontal: Ao mesmo tempo do dobramento mediano ele sofre uma dobradura lateral, de forma que vão virando uma estrutua cilíndrica. A parte anterior da prega neural cresce e se estende para região dorsal. A medida que ela cresce, se dobra em direção ventral, formando pregas em cavidade amniótica (pregas cefálicas e caudal). O coração primitivo se torna ventral em relação a prega neural. Ao mesmo tempo a vesícula umbilical sofre uma constrição, com exceção da região ventral ao sistema nervoso primitivo, que vai formar o TGI (em pode ser dividido em intestino anterior, médio e posterior). O coração começa a tomar o local onde vai ocupar oficialmente e o embrião se torna em formato de C. A medida em que o embrião se dobra craniocaudalmente e lateralmente, leva a cavidade amniótica junto, e a mesma vai se dobrando e pregueando ao redor do Mayara Freitas embrião. Com isso aos poucos vai levando a cavidade amniótica que envolve todo o embrião e vai provocando uma constrição na vesícula umbilical. E o pedaço que sobra dela é o intestino do embrião. - Cavidade amniótica se dobra juntamente com o embrião; - Vesícula umbilical sofre constrição por dobramento da cavidade amniótica; - No término: cavidade aminiotica revestido todo o embrião, uma parte da vesícula umbilical “para fora” e o que fica para dentro fecha-se como um túbulo, formando o intestino primitivo. Eventos importantes 4ª semana: Somitos com elevações na superfície; Tubo neural se encontra aberto no neuporo rostral e caudal; 24º dia os arcos faríngeos são observador; (dobramento cefálico caudal); 26º neuporo rostral se encontram fechados; 26 – 27º dia os brotos superiores aparecem (braços); Pro encéfalo começa a crescer e surge uma eminência caudal Final: brotos inferiores começam a aparecer e alguns rudimentos de órgão (principalmente o coração). Neuporo caudal geralmente fechado. Mayara Freitas 5. Quarta à oitava semana Período em que ocorre maior parte do desenvolvimento (surgimento de órgão e sistemas). Órgãos têm suas funções mínimas inicialmente, exceto coração. A medida do surgimento dos órgãos, a forma do embrião muda, aproximando-se cada vez mais do aspecto humano. 1) Crescimento: divisão celular e formação de produtos celulares 2) Morfogênese: movimentos celulares em massa, interação das células e formação de tecidos. 3) Diferenciação: as células agrupadas, sofrem diferenciação, para se especializarem em executar uma função no menor tempo com melhor qualidade possível. a. Quinta semana Pequenas mudanças na forma do corpo. Maior crescimento na cabeça do que nas outras regiões; desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais – Face entra em contato com as proeminências cardíacas. Segundo arco faríngeo cresce sobre o terceiro e quarto. Forma depressão ectoderma lateral originando o seio cervical. Cristas mesonéfricas: local dos rins mesonéfricos (no humano são órgãos provisórios). b. Sexta Semana Respostas reflexas ao toque pelo embrião. Membros superiores apresentam diferenciação regional (cotovelos e grandes placas das mãos – raios digitais se desenvolvem nessas placas, indicando formação dos dedos). Movimentos espontâneos (contrações musculares de membros e troncos) Membros inferiores desenvolve de 4-5 dias após os sueriores. Meato acústico externo (pequenas intumescências – Saliências auriculares- desenvolvem-se em torno da fenda faríngea, formando um sulco, o M.A.E.) Pavilhão auricular (saliências auriculares se fundem em torno do M.A.E. e formam o pavilhão auricular). Olho evidente (há formação do pigmento da retina). Flexão da região cervical – tronco e pescoço (Cabeça muito maior que o corpo e encurvada sobre a proeminência cardíaca). Organogênese Mayara Freitas Herniação umbilical (os intestinos penetram o celoma extraembrionário na parte proximal do cordão umbilical. A cavidade abdominal é muito pequena para acomodar o rápido crescimento do intestino). c. Sétima Semana Membros sofrem modificações consideráveis. Incisão entre os raios digitais – indica futuros dedos (mão e pé). Pedículo vitelino (futura comunicação entre intestino primitivo e saco vitelínico – está reduzida). d. Oitava Semana Início: Mão: dedos separados, mas unidos por membrana. Pé: incisões visíveis entre os raios digitais. Eminência caudal curta presente. Plexo vascular do couro cabeludo (forma faixa característica que envolve a cabeça). * Durante esta semana, ocorrem os primeiros movimentos voluntários dos membros. Fim: Todas as regiões dos membros são evidentes. Dedos mais compridos e alargados. Todos os sinais de eminência caudal desaparecem. Mãos e pés se aproximam ventralmente um dos outros. * Ao fim dessa semana o embrião apresenta características nitidamente humanas, no entanto a cabeça ainda é desproporcionalmente maior que o corpo (constitui quase metade do embrião). Região do pescoço definida. Pálpebras mais evidentes Intestino ainda permanece na porção proximal do cordão umbilical. Pavilhão auricular começa a assumir forma final. Já existem diferenças entre os sexos na aparência genitália externa, mas não são suficientemente distintas para definição precisa do sexo. Mayara Freitas Nessa fase, o embrião passa a ser chamado de feto, pois torna-se um ser humano reconhecível. Todos os sistemas importantes já se formaram e nesse período ocorre o rápido crescimento do corpo em relação a cabeça e a diferenciação dos tecidos, órgãos e sistemas. Ocorrem períodos de crescimento contínuo com intervalos prolongados de ausência de crescimento. 6. Estimativa da Idade Fetal As medidas ultrassonográficas do comprimento cabecça-nádega (CCN) podem ser usadas para estimar o seu tamanho e a idade provável e oferecer a DPP. As medidas da cabeça fetal e do comprimento do fêmur podem ser usados para avaliar a idade fetal. A idade fetal também pode ser dado pela DUM, porém não PE fidedigno, pois a concepção não ocorre nessa data. A idade embriológica ou fetal deve ser estimada a partir do momento da fecundação. 7. Trimestre Gestacional Clinicamente, o período gestacional é dividido em 3 trimestres de 3 meses de duração cada: 1º trimestre – desenvolvimento dos principais órgãos e tecidos; 2º trimestre – período de maior desenvolvimento anatômico, podem ser detectadas malformações fetais em USG morfológica; 3º trimestre – os fetos atingem a maturidade fetal e são viáveis para o nascimento a partir da 35º semana. 8. Medidas e Características Fetais O CCN é o método de escolha para definir a idade fetal até o 1º trimestre; No 2 e 3º trimestre podem ser usados: Diâmetro biparental - diâmetro da cabeça entre as duas saliências parietais. .Circunferência da cabeça Circunferência Abdominal Comprimento Femoral Comprimentodo pé 9. Principais Eventos – Nona à décima segunda semana No início da nona semana, a cabeça constitui quase a metade do CCN do feto. Subseqüentemente, há uma rápida aceleração do crescimento do comprimento do corpo e, no final de 12 semanas, o CCN já é mais que o dobro. Desenvolvimento Fetal Mayara Freitas a. Nove semanas: a face é larga, os olhos estão muito separados, as orelhas têm implantação baixa e as pálpebras estão fundidas. As pernas são curtas e as coxas relativamente pequenas. A genitália externa de homens e mulheres parece semelhante até o final da nona semana. O fígado é o principal local da eritropoese (formação de glóbulos vermelhos do sangue). b. Entre dez e onze semanas: As alças intestinais são claramente visíveis na extremidade proximal do cordão umbilical na metade da 10a semana. Na 11a semana, o intestino já retornou para o abdome c. Doze semanas No fim das 12 semanas, centros de ossificação primária aparecem no esqueleto, especialmente no crânio e nos ossos longos. Os membros superiores quase alcançaram seu comprimento final relativo, mas os membros inferiores ainda não estão tão bem desenvolvidos são um pouco mais curtos do que seu comprimento relativo final. Sua forma fetal madura ainda não está estabelecida. A eritropoese diminui no fígado e começa no baço. A formação de urina começa entre a 9a e a 12a semana, e a urina é lançada no líquido amniótico. O feto reabsorve parte deste fluido depois de degluti-lo. Os produtos de excreção fetal são transferidos para a circulação materna cruzando a membrana placentária. Mayara Freitas Mayara Freitas 10. Décima terceira a décima sexta semana Crescimento é muito rápido durante este período. É determinado o padrão dos cabelos do couro cabeludo. A relação do tamanho da cabeça com o restante do corpo já muda novamente. a. Décima quarta semanas Os movimentos dos membros que iniciaram no fim do período embrionário, se tornam coordenados, porém discretos para serem percebidos pela mãe. São visíveis em USG. Movimentos lentos dos olhos. b. Décima sexta semanas cabeça do feto é pequena em relação a 12ª semana. Olhos ocupam posição anterior na face. Orelha externa mais próximas de sua posição definitiva. Membros inferiores ficam mais compridos. Ossificação do esqueleto do feto (é ativa e os ossos são claramente vistos em USG no início da 16ª). Diferenciação dos ovários (já contém folículos primordiais) (Genitália externa pode ser reconhecida entre 12 e 14 semanas). 11. Décima sétima à vigésima semana Nesse período, o crescimento fica mais lento, mas o feto aumenta o CCN em cerca de 50mm. Membros alcançam sua proporção relativa final e os movimentos fetais são percebidos com maior freqüência. A pele está recoberta por um material gorduroso – a vernix caseosa. Constituído por um material produzido pelas glândulas sebáceas do feto e por células mortas da epiderme. Tem função de proteger a pele do feto contra abrasões, rachaduras e endurecimento. a. Com 18 semanas O útero já se formou e começa a canalização da vagina. Já se formaram muitos folículos ovarianos primários contendo ovogônias. b. Com 20 semanas São visíveis as sobrancelhas e o cabelo. O feto está totalmente está totalmente coberto por uma penugem muito delicada – o lanugo – ajuda a manter a vérnix caseosa. A gordura marrom (alto teor de mitocôndrias) forma-se nesse período e é o local de produção de calor para oxidação de ácidos graxos. É encontrada principalmente na base dos pescoço, posteriormente ao esterno e na área perirrenal. Os testículos começaram a descer, mas ainda estão localizadas na parede abdominas no mesmo local dos ovários. Mayara Freitas 12. Vigésima primeira à vigésima quinta semana Ganho de peso substancial durante este período - o feto já esta mais bem proporcionado. A pele está enrugada e é mais translúcida. O sangue é visível nos capilares – pele é rósea ou avermelhada. a. Com 21 semanas Começam os movimentos rápidos dos olhos. a. Com 24 semanas As células epiteliais secretoras (pneumócitos tipo II) das paredes intralveolares do pulmão começam a secretar surfactante, um líquido tensoativo que mantém abertos os alvéolos pulmonares em desenvolvimento. As unhas dos dedos das mãos também estão presentes com 24 semanas. *O feto pode sobreviver nesse período caso recebe cuidados intensivos* 13. Vigésima sexta à vigésima nona Os pulmões já são capazes de respirar ar – pois os pulmões e os vasos pulmonares já alcançaram maturidade suficiente para realizar trocas gasosas adequadas. O SNC já amadureceu a ponto de dirigir os movimentos respiratórios rítmicos e de controlar a temperatura do corpo. a. Com 26 semanas Os olhos estão abertos, o lanugo e os cabelos estão bem desenvolvidos. As unhas dos dedos dos pés tornam-se visíveis e uma quantidade considerável de gordura subcutânea já está presente. A gordura amarela aumenta O baço torna-se um local importante de hematopoese. a. Com 28 semanas Termina a eritropoese no baço e a medula óssea se torna o principal local deste processo. 14. Trigésima à trigésima quarta No fim desse período a pele é rosada e lisa e os membros superiores e inferiores parecem gordos. a. Com 30 semanas O reflexo pupilar dos olhos à luz pode ser induzido. Nesta idade, a quantidade de gordura amarela é cerca de 8% do peso corporal. a. Com 32 semanas A maioria dos fetos pré maturos que nascem a partir dessa idade, sobrevivem (prematuros pela data x prematuros pelo peso). 15. Trigésima quinta à trigésima oitava a. Com 35 semanas Seguram-se com firmeza e orientam-se espontaneamente à luz. Mayara Freitas O Sistema Nervoso está maduro para efetuar funções integrativas. Durante esse período de acabamento a maioria dos fetos são gordos. b. Com 36 semanas A circunferência da cabeça e do abdome são quase iguais, a partir disso o abdome pode ser maior que a cabeça. c. Com 37 semanas O tamanho do pé do feto é um pouco maior do que o comprimento do fêmur e é um parâmetro alternativo para definir a idade fetal. O crescimento torna-se mais lento *Quando a termo, os fetos normais possuem um CCN de 360 mm e pesam cerca de 3,400g. A quantidade de gordura amarela é de 16% do peso corporal. O feto ganha cerca de 14g por dia. d. Com 38 semanas A pele é rósea-azulada. O tórax é saliente e as mamas fazem uma leve profusão. Os testículos estão no escroto. A cabeça, apesar de bem menor, ainda é uma das maiores partes do feto.