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GRANULOMA PIOGÊNICO (HEMANGIOMA 
CAPILAR LOBULAR) 
O cisto dentígero é definido como um cisto que tem 
origem pela separação do folículo que circunda a coroa 
de um dente não erupcionado. Este é o tipo mais 
comum de cisto odontogênico de desenvolvimento, 
totalizando cerca de 20% de todos os cistos com 
revestimento epitelial nos ossos gnáticos. 
 O cisto dentígero envolve a coroa de um dente incluso 
e está aderido ao dente em sua junção 
amelocementária 
A patogênese desse cisto é incerta; entretanto, 
aparentemente se desenvolve a partir do acúmulo de 
fluido entre o epitélio reduzido do esmalte e a coroa do 
dente. 
Embora a maioria dos cistos dentígeros seja 
considerada de desenvolvimento de acordo com a sua 
origem, existem alguns exemplos de cistos que 
parecem ter uma patogênese inflamatória. 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS 
 
 Embora o cisto dentígero possa ocorrer em associação 
a qualquer dente incluso, é mais frequente o 
acometimento dos terceiros molares inferiores, sendo 
responsável por cerca de 65% de todos os casos. 
 
 Outros sítios envolvidos relativamente frequentes 
incluem os caninos superiores, terceiros molares 
superiores e segundos pré-molares inferiores. É raro os 
cistos dentígeros acometerem os dentes decíduos não 
erupcionados. Por vezes, eles estão associados a 
dentes supranumerários ou odontomas. Foram 
relatados múltiplos cistos dentígeros, embora seja uma 
descoberta pouco frequente. 
 
Apesar de os cistos dentígeros poderem ser 
encontrados em uma ampla faixa etária, eles são 
descobertos mais comumente nos pacientes entre os 
10 e 30 anos de idade. Têm leve predileção pelo gênero 
masculino, e a prevalência é maior em leucodermas do 
que em melanodermas. 
 
 
 
 
 
 
Pequenos cistos dentígeros são assintomáticos e 
descobertos apenas em exames radiográficos de 
rotina, ou quando são realizadas imagens radiográficas 
para determinar a falta de erupção de um dente. Cistos 
dentígeros podem crescer até um tamanho 
considerável, e amplos cistos podem estar associados 
à expansão óssea dolorosa na região acometida. 
Lesões extensas podem resultar em assimetria facial. 
 
Grandes cistos dentígeros são incomuns, e a maioria 
das lesões que são consideradas cistos dentígeros 
extensos nos exames radiográficos podem, na 
realidade, tratar-se de queratocisto ou 
ameloblastoma. 
 
Os cistos dentígeros podem estar infectados e 
associados a aumento de volume e dor. Tais infecções 
podem aparecer em cistos dentígeros associados a 
dentes parcialmente erupcionados ou por extensão de 
lesão periapical ou periodontal que acomete os dentes 
adjacentes. 
 
A distinção radiográfica entre um pequeno cisto 
dentígero e um folículo coronário aumentado de um 
dente incluso é difícil, o que faz com que seja somente, 
na maioria das vezes, um exercício acadêmico. 
 
Para que a lesão seja considerada um cisto dentígero, 
alguns estudiosos acreditam que o espaço radiolúcido 
que circunda a coroa de um dente deve ter no mínimo 
de 3 a 4 mm em diâmetro. Contudo, achados 
radiográficos não são diagnósticos definitivos para 
cistos dentígeros, pois queratocistos, ameloblastomas 
unicísticos e muitos outros tumores odontogênicos e 
não odontogênicos podem apresentar características 
radiográficas que são essencialmente idênticas às dos 
cistos dentígeros. 
 
 Cisto Dentígero 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS 
 
As características histopatológicas dos cistos 
dentígeros variam, dependendo se o cisto está 
inflamado ou não. 
 
No cisto dentígero não inflamado, o tecido conjuntivo 
fibroso da parede cística é organizado frouxamente e 
contém substâncias compostas de 
glicosaminoglicanos. Pequenas ilhas ou cordões de 
restos epiteliais odontogênicos de aspecto inativo 
podem estar presentes na cápsula fibrosa. 
Ocasionalmente, esses restos podem ser numerosos e, 
algumas vezes, os patologistas que não são 
familiarizados com as lesões orais interpretam de 
maneira errada esse achado como um ameloblastoma. 
O revestimento epitelial consiste em duas a quatro 
camadas de células achatadas não queratinizadas, e a 
interface entre o epitélio e o tecido conjuntivo é plana. 
 
 
 
No cisto dentígero inflamado, que é bastante comum, 
a parede fibrosa da cavidade cística possui mais 
colágeno, apresentando uma variação de infiltrado de 
inflamatório crônico. A camada epitelial pode 
demonstrar quantidade variável de hiperplasia com o 
desenvolvimento de cristas epiteliais e características 
escamosas mais definidas. 
 
 Algumas vezes pode ser encontrada superfície 
queratinizada, contudo essas modificações devem ser 
diferenciadas daquelas observadas no queracisto. 
Podem-se achar áreas focais de células mucosas na 
camada epitelial do cisto dentígero. É raro haver 
células colunares ciliadas. Pequenos ninhos de células 
sebáceas podem ser notados raramente dentro da 
parede cística. Acredita-se que essas células mucosas, 
ciliadas e sebáceas representem a multipotencialidade 
do revestimento epitelial odontogênico em um cisto 
dentígero. 
 
 
 
 
 
O exame macroscópico da parede de um cisto 
dentígero pode revelar uma ou muitas áreas de 
espessamento na superfície do lúmen. Essas áreas 
devem ser examinadas microscopicamente para 
excluir a presença de alteração neoplásica precoce. 
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 
 
 O tratamento mais comum para o cisto dentígero é a 
enucleação cuidadosa do cisto junto com a remoção do 
dente não erupcionado. Se a erupção do dente 
acometido é considerada possível, então se opta por 
deixar o dente na posição após a remoção parcial da 
parede cística. 
 
Alguns pacientes podem necessitar de tratamento 
ortodôntico para auxiliar no processo de erupção do 
dente. Extensos cistos dentígeros podem também ser 
tratados pela marsupialização. Esta técnica permite a 
descompressão do cisto, que tem como resultado a 
redução do tamanho do defeito ósseo. O cisto pode ser 
removido em momento posterior, em um 
procedimento cirúrgico menos extenso. 
 
 
O prognóstico para a maior parte dos cistos dentígeros 
é excelente, e a recidiva é rara após a remoção 
completa do cisto. Entretanto, diversas complicações 
potenciais devem ser consideradas. Muito já foi 
descrito sobre a possibilidade de o revestimento de um 
cisto dentígero sofrer transformação neoplásica para 
um ameloblastoma. Embora sem dúvida isto possa 
acontecer, a frequência de tal transformação 
neoplásica é baixa.