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TCC - MATEMÁTICA - ESTÁCIO DE SÁ

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TCC - MATEMÁTICA - ESTÁCIO DE SÁ

VI e V a.C. na 
Grécia. 
Para EVES (2004), os babilônios usavam tábuas de argila cozida e os egípcios usavam pedras 
e papiros, tendo estes últimos felizmente existência duradora em virtude de pouco comum clima 
seco da região. Mas os primitivos chineses e indianos usavam material muito perecível, como 
casca de arvores e bambu. 
 A matemática grega se distingue da babilônica e egípcia pela maneira de encará-la. Os gregos 
fizeram-na uma ciência propriamente dita sem a preocupação de suas aplicações práticas. 
Ao analisar a história da matemática, D‘Ambrosio (1993) destaca: 
 
Os primeiros avanços da matemática grega são atribuídos a Thales de 
Mileto (625-547 a.C.) e a Pitágoras de Samos (ca 560-480 a.C.). Muito 
do conhecimento que hoje temos da matemática grega está na obra dos 
três filósofos da Antiguidade Grega, Sócrates, Platão e Aristóteles que 
viveram no século IV a.C. O movimento intelectual dava-se em 
academias e a principal delas era a de Atenas. 
 
Entre os avanços citados por D‘Ambrosio (1993), Pitágoras é considerado o pai da Matemática 
por ter contribuído significativamente até a atualidade. A partir das discussões filosóficas a 
matemática foi introduzida na educação. 
Miorim (1998) relata que foi na escola filosófica de Pitágoras que a Matemática, pela primeira 
vez, foi introduzida na educação grega e reconhecida como um elemento de grande valor 
formativo. 
De acordo com Oliveira ([S.D]) Arquimedes desenvolve a geometria, introduzindo um novo 
método, denominado "método de exaustão", que seria um verdadeiro germe do qual mais tarde 
iria brotar um importante ramo de matemática (teoria dos limites). Apolônio de Perga, 
contemporâneo de Arquimedes, dá início aos estudos das denominadas curvas cônicas: a elipse, 
a parábola, e a hipérbole, que desempenham, na matemática atual, papel muito importante. No 
tempo de Apolônio e Arquimedes, a Grécia já deixara de ser o centro cultural do mundo. Este, 
por meio das conquistas de Alexandre, tinha-se transferido para a cidade de Alexandria. Depois 
de Apolônio e Arquimedes, a matemática grega entra no seu ocaso. 
Os hindus introduzem um símbolo completamente novo no sistema de numeração até então 
conhecido: o ZERO. Isto causa uma verdadeira revolução na "arte de calcular". Dá-se início à 
propagação da cultura dos hindus por meio dos árabes. Estes levam à Europa os denominados 
"Algarismos arábicos", de invenção dos hindus. Um dos maiores propagadores da matemática 
nesse tempo foi, sem dúvida, o árabe Mohamed Ibn Musa Alchwarizmi, de cujo nome resultou 
em nossa língua as palavras algarismos e Algoritmo (OLIVEIRA, [S.D]). 
A 10 de dezembro de 641, cai a cidade de Alexandria sob a verde bandeira de Alá. Os exércitos 
árabes, então empenhados na chamada guerra Santa, ocupam e destroem a cidade, e com ela 
todas as obras dos gregos. A ciência dos gregos entra em eclipse. Mas a cultura helênica era 
bem forte para sucumbir de um golpe; daí por diante a matemática entra num estado latente. Os 
árabes, na sua arremetida, conquistam a índia encontrando lá um outro tipo de cultura 
matemática: a Álgebra e a Aritmética. Os hindus introduzem um símbolo completamente novo 
no sistema de numeração até então conhecido: o ZERO. Isto causa uma verdadeira revolução 
na “arte de calcular”. Dá-se inicio à propagação da cultura dos hindus por meio dos árabes. 
Estes levam à Europa os denominados “Algarismos arábicos”, de invenção dos hindus 
(OLIVEIRA, 2003). 
Durante a investigação sobre os fatos que antecederam cada descoberta de um novo conceito 
matemático – o que nos remete a origem da própria matemática – pude compreender que o 
conceito de número inteiro é o mais antigo, sua origem se perde na antiguidade pré-histórica. 
A associação entre a História da Matemática e a Educação Matemática vem se ajustando como 
um profundo campo de averiguação, evidenciando-se dentre as diversas tendências da 
Educação Matemática. A História da Matemática na formação do professor de matemática 
apresenta-se, nos dias atuais, como uma das principais preocupações de inúmeros educadores 
matemáticos. 
Os PCN (BRASIL, 1997) fazem referência a esta tendência em evolução destacando que a 
história da Matemática também tem se transformado em assunto específico, sendo um item a 
mais a ser incorporado ao rol de conteúdos, que muitas vezes não passa de apresentação de 
fatos ou biografias de matemáticos famosos. 
Apesar dessa tendência, não observamos os discentes utilizando desses métodos em sala de 
aula, nem mesmo os livros didáticos, vem utilizando essas formas metodológicas de ensino para 
os alunos, incentivando – os a leitura, pesquisa. 
De acordo com Miguel (1996): 
Há fatores que sustentam a importância do conhecimento histórico-
matemático no ensino e aprendizagem. Para ele, a História da 
Matemática como instrumento didático auxilia na Educação 
Matemática, atuando como instrumento que desmistifica, 
contextualiza, humaniza, incentiva e ajuda ao entendimento de 
conceitos. 
A importância do conhecimento da História da Matemática para o professor não se limita ao 
seu uso em sala de aula, ao seu uso didático. Seu conhecimento dá autonomia para o professor 
decidir, inclusive, se vai desenvolver o conteúdo matemático a partir da construção histórica 
dos conceitos. Autonomia no sentido de recolocar no professor a capacidade de refletir sobre a 
sua prática e refletir sobre as limitações que lhe são impostas, a partir das quais orienta a sua 
ação para superar os condicionamentos (STAMATO, 2003). 
 Assim, quando decide pelo dever de cumprir uma norma, o centro da decisão é ele mesmo, a 
sua própria consciência moral. E, ainda, autonomia no sentido do não obedecimento e aceitação 
da norma que não é sua por conformismo ou por temer a reprovação. 
Lara (2003) parte do princípio que a Matemática é uma disciplina central na formação dos 
indivíduos e na sua inserção social e manifesta preocupação com a “crise do ensino da 
Matemática” que atribui a: “problemas de metodologia, de formação de professores, de 
inadequação dos livros didáticos, de falta de recursos, de conteúdos programáticos”. A autora 
relata uma realidade, pois, professores estão se acomodando com poucos recursos 
metodológicos não buscando uma capacitação para melhorar a qualidade do processo de ensino 
- aprendizado. 
E, ainda: Assim, temos a função, como educadores/as, de resgatar o desejo de aprender e, mais 
especificamente, o desejo de aprender Matemática (LARA, 2003). 
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 1988), documento que atualmente é 
uma referência nacional para o desenvolvimento dos projetos pedagógicos escolares e do 
desencadeamento das atividades a serem realizadas pelos professores de Matemática em suas 
salas de aula, é comentado que as atividades com jogos podem representar um importante 
recurso pedagógico, já que: 
 
Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, pois 
permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem 
a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de 
soluções. Propiciam a simulação de situações - problema que exigem 
soluções vivas e imediatas, o que estimula o planejamento das ações. 
 
Fiorentini e Miorin (1990), afirmam que há uma dificuldade por alunos e professores no 
processo ensino aprendizagem da matemática e elas são muito conhecidas. Por um lado, o aluno 
não consegue entender a disciplina ministrada que é o foco da escola que lhe ensina, muitas das 
vezes não atingem o coeficiente para obter a aprovação e fica retido nesta matéria, ou então, 
mesmo que consiga obter o coeficiente necessário, sendo assim, aprovado, possui limitações 
evidentes para transpassar o conhecimento adquirido por desconhecer a importância 
fundamental da disciplina. 
Isso gera um desconforto ao aluno por não ter praticidade acabam não se interessando de 
maneira eficaz e vai deixando acumular