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18 02 2021 - Texto Canclini

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS – CESA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL – SEMESTRE 2020.1
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DAS JUVENTUDES
PROFESSORA: TERESA CRISTINA ESMERALDO BEZERRA
ALUNAS: ÂNGELA RAFAELA; AMANDA VITÓRIA DOS REIS MORAES E FERNANDA ISA ALVES SILVA.
CANCLINI, Nestór García. Jóvenes: consumidores, delincuentes, actores alternativos. In: CANCLINI, Nestór García. Ciudadanos reemplazados por algoritmos. CALAS, Editoral Universidad de Guadalajara, México, 2020. P.59-80.
Nestór García Canclini nos traz em sua referida obra, dados acerca da categoria juventude(s), o que nos leva a debater as situações em que estes indivíduos estão inseridos e, se apresentar alterações, identificá-las e desenvolver em sala de aula.
Clanclini afirma que nos últimos anos, as juventudes estão mais atuantes na sociedade, ocupando maiores vagas de empregos, aumentando o seu poder de consumo, expandindo seus conhecimentos, buscando novas experiências. Algo inovador, uma vez que as gerações anteriores tinham seus conhecimentos limitados e eram levados a reproduzir o que lhe era socializado. A partir desse recente protagonismo das juventudes, Canclini destaca a atuação desses indivíduos no âmbito político, em busca da efetivação de seus direitos e adquirir um maior poder de fala, algo inédito até então. Como exemplo dessas atuações dos jovens na política, Canclini relata diversos movimentos sociais ocorridos a partir de 2011, enfatizando o movimento “Yosoy132”, no Chile, o qual contou com estudantes de universidades públicas e privadas, que reivindicavam uma nova forma política, que possibilitasse uma maior atuação dos jovens no âmbito político, que tivesse sua categoria realmente representada.
De acordo com estudos realizados acerca da desigualdade, é possível destacar três características que são essenciais para a compreensão do porque ser mais expressiva na população jovem, os quais são: I) As diferenças classicistas – étnicas, gênero e nacionalidade; II) A distribuição e apropriação inadequada de bens materiais e simbólicos; III) A divisão entre atividades formais e informais na estrutura da sociedade. Fazendo um breve adentro nesta última característica, podemos afirmar a triste realidade, em que, por mais que o jovem tenha um nível de escolaridade, com qualificações diversas, não é algo que assegure uma estabilidade de vida, levando esse jovem a adentra a informalidade, sendo considerada uma estratégia de sobrevivência. O desemprego está posto tanto para jovens, como adultos. O trabalho é central na obtenção de autonomia, para que o jovem possa acessar o consumo, auxiliar na renda familiar, dentre a satisfação de outras necessidades. Entretanto, por diversos fatores, a inserção de jovens no mundo do trabalho está cada vez mais difícil, o que se evidencia nas altas taxas de desemprego, o que contribui para o aumento de trabalhos informais e o avanço da profissionalização, vista como uma saída para o desemprego, sendo voltado para a população periférica, esta que é preparada desde o inicio de sua formação para o mundo do trabalho. a ocupação de universidades e campos de ensino, não é um local destinado para essa parcela da população, apenas para os jovens de classe alta. Entretanto, mesmo diante de tal cenário, repleto de desigualdades, em que a sociedade reproduz um ideal de individuo (homem, branco, hétero, classe alta), a educação continua sendo a melhor ferramenta de intervenção e construção de uma realidade mais igualitária.