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bastante superior ao CD, que permite apenas 700 MB. A sigla vem do 
inglês Digital Video Disc, o que prova sua predisposição para armazenar vídeos. 
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Figura 49 - DVD
Quem especificou as normas para a fabricação do DVD foram as próprias in-
dústrias de eletrônicos e de entretenimento, maiores interessados nesse merca-
do. O princípio de funcionamento é bastante semelhante ao do CD. As pequenas 
diferenças tecnológicas propiciam um aumento na capacidade de armazena-
mento. Nesse sentido, os 4,7 GB de capacidade referem-se à gravação de dados 
em face única. No caso de face dupla, é possível atingir uma capacidade de 8,5 
GB ou, ainda, 17 GB com dupla camada em face dupla. A gravação desse tipo de 
mídia é feita partindo do centro e dirigindo-se para as extremidades.
Ainda com relação ao funcionamento, vale citar que a leitura é feita com o 
auxílio de um motor, localizado na parte interna do DVD, responsável por movi-
mentar uma cabeça de leitura. É ela quem “varre” o disco para executar a leitura 
ou gravação em pontos específicos da mídia.
Para efetuar a referida leitura, um laser é emitido em direção à mídia, que reflete 
a luz até atingir um sensor (captador óptico). Após a leitura, o sinal digital é conver-
tido em analógico, amplificado e exibido na tela em forma de som e imagem.
TiPos de dVd
a) DVD-ROM: discos que permitem apenas leitura, mas não a gravação de da-
dos. Para acessar esse tipo de mídia é necessário apenas um dispositivo lei-
tor de DVD (CD-RW/DVD Combo).
b) DVD-R (Digital Video Disc Recordable): nessa mídia é possível gravar dados 
uma única vez, de modo que não se pode alterar ou apagar essas informa-
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ções. Para gravar nesse dispositivo é necessário, no mínimo, um dispositivo 
DVD-RW.
c) DVD-RW (Digital Video Disc Recordable Rewritable): essa mídia permite gra-
var dados várias vezes, sendo possível inclusive apagar aquelas informações 
gravadas anteriormente. Para gravar nesse dispositivo é necessário, no míni-
mo, um dispositivo DVD-RW.
3.7.3 hd-dvd
HD-DVD é abreviatura do inglês High Density Digital Video Disc ou Disco de 
Vídeo Digital de Alta Densidade. Foi o primeiro padrão de DVD de alta densida-
de, que provê uma alta capacidade de armazenamento. Promovido por empresas 
como NEC, Sanyo, HP, Microsoft e Intel, foi fomentado pela indústria do cinema, 
que precisava de uma mídia que comportasse vídeos com alto padrão de quali-
dade e definição, o que exige muito espaço. 
Aliás, para quem está acostumado aos DVDs comuns, que armazenam em mé-
dia 4,7 GB, vai se surpreender com os 15 GB de capacidade do HD-DVD, que pode 
chegar a 30 GB se for utilizado o processo de dupla camada. Se o HD-DVD com-
portar mídia gravável nos dois lados do CD, essa capacidade pode chegar a 60 
GB. Assim, dá para perceber que é possível gravar muitos arquivos. Apesar desses 
valores parecerem bem grandes, o HD-DVD já perdeu mercado, pois foi substitu-
ído por uma mídia com maior capacidade ainda, o Blu-Ray, que você estudará na 
sequência.
3.7.4 blu-rAy
Devido a questões mercadológicas, os fabricantes resolveram interromper o 
desenvolvimento do HD-DVD no início do ano de 2008. Em seu lugar, as indús-
trias se dedicaram à produção e comercialização do Blu-Ray, uma mídia capaz de 
armazenar 25 GB de dados, podendo atingir facilmente os 50 GB caso o processo 
de fabricação envolva dupla camada. Novamente, se a mídia permitir a utilização 
dos dois lados, esse valor pode chegar a 100 GB. Para finalizar, veja a imagem de 
um DVD Blu-Ray.
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Figura 50 - Mídia Blu-Ray de 200 GB
3.8 PlACAs de eXPAnsão
Além dos dispositivos que você estudou até agora, existem outros de funda-
mental importância e imprescindíveis ao funcionamento do computador. Sabe 
quais são? Esses dispositivos são as placas de expansão, que você terá a oportuni-
dade de explorar a partir de agora. Perceba que a ênfase também está nas placas 
de vídeo e placas de som. 
3.8.1 plAcAs de vídeo
As placas de vídeo são responsáveis por interpretar as informações binárias 
geradas no computador e convertê-las em sinais elétricos capazes de ser repro-
duzidos em um monitor de vídeo.
O avanço da indústria do entretenimento, em especial a de jogos de compu-
tador, impulsionou o desenvolvimento das placas de vídeo. Nessa nova fase, elas 
ganharam processadores próprios e mais capacidade de memória, o que tornou 
possível a execução de jogos 2D e um maior conforto na movimentação de obje-
tos na tela. Nessa mesma linha, as placas chegaram ao estágio atual, o qual per-
mite que as mesmas suportem recursos 3D, ou seja, imagens em três dimensões 
processadas pelo de GPU (Graphics Processing Unit, ou Unidade de Processamen-
to Gráfico), que é o item central da placa de vídeo.
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Figura 51 - Placa de vídeo do início dos anos 2000
 O surgimento dos monitores LCD, bem como o avanço da tecnologia, fez que 
novas conexões passassem a fazer parte das placas de vídeo. Dentre elas, pode-se 
citar: a saída S-Vídeo, usada para reproduzir o sinal da placa de vídeo em televi-
sores ou projetores multimídia; e a saída DVI, usada normalmente em monitores 
de cristal líquido. Você poderá observar todas essas conexões na figura a seguir.
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Figura 52 - Conexões S-Vídeo, DVI e VGA
Sabia que, mais recentemente, o desempenho das placas de vídeo passou a 
contar com um grande aliado: trata-se do barramento PCI Express, que pode tro-
car dados com o chipset a altas taxas de transferência. Além disso, ele permite 
que sejam utilizadas duas placas de vídeo em conjunto, de modo que elas com-
partilhem, paralelamente, o processamento de imagens, o que resulta em um 
desempenho superior e uma melhor qualidade e resolução na tela. Essa técnica 
é possível quando se usa o método SLI (Scalable Link interface), no caso de placas 
fabricadas pela nVIDIA; ou o método Crossfire, em se tratando de placas fabrica-
das pela AMD/ATI.
Esses recursos não servem apenas para melhorar o desempenho de jogos de 
computador. Muitos engenheiros, arquitetos e projetistas ou pessoas que traba-
lham com editoração eletrônica e edição de imagens também fazem uso do alto 
poder de processamento resultante dessas técnicas, isso porque eles utilizam 
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programas como: Corel Draw, AutoCad, StudioWork ou Photoshop, todos altos 
consumidores de recursos gráficos do computador.
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Figura 53 - Duas placas ATI X1950 em modo Crossfire
Cabe ao técnico observar as necessidades do usuário e recomendar a melhor 
placa com o melhor custo-benefício para cada caso.
Você já se perguntou como é possível comparar placas de vídeo atualmente? 
Saiba que não é uma tarefa fácil, pois é preciso saber qual o processador da placa 
de vídeo (GPU), a velocidade das memórias e a velocidade do barramento no qual 
a placa de vídeo será instalada. O resultado de todas essas variáveis será a veloci-
dade da placa de vídeo. 
3.8.2 plAcA de som
A placa de som é quem faz a conversão dos sinais elétricos digitais em sinais 
analógicos, que por sua vez, são reproduzidos nas caixas de som. Quando se fala 
ao microfone, o processo é inverso, ou seja, o sinal analógico é convertido em 
digital para que possa ser armazenado no computador. E assim como nas outras 
placas de expansão, pode-se ter placas de som on-board e off-board.
Existem, porém, aqueles usuários profissionais, que trabalham com edição de 
áudio ou utilizam o computador para reproduzir músicas em festas e eventos do 
gênero. Nesses casos, é necessária uma placa um pouco mais sofisticada, que seja 
off-board.
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