Prévia do material em texto
Cuité 2021 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE EDUCAÇÃO E SAÚDE - CES UNIDADE ACADÊMICA DE SAÚDE - UAS COMPONENTE CURRICULAR: FISIOPATOLOGIA DA NUTRIÇÃO Discentes: Aline da Silva Fernandes Matias - 518220386 Larissa Beatriz Batista de Medeiros - 518220302 Maria Edjane Silva Pereira - 518120436 Maria Eduarda Fernandes dos Santos - 518220290 Marielle Rosane Soares dos Santos - 518220324 Raissa Mislaine Santos da silva - 518220291 Cuité 2021 Definição Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O A subnutrição apresenta-se de forma discreta, as deficiências não são tão pronunciadas, e é de certa forma restrita a determinadas classes ou grupos, onde os hábitos alimentares não são perfeitos, podendo haver carências de alguns nutrientes. Josué de Castro destaca que o conceito para as áreas de subnutrição não é de fome absoluta, se resume a ter acesso aos alimentos, porém com restrição a alguns nutrientes para determinados grupos, grupos esses que passam por fome oculta, passam por uma insegurança alimentar leve. Essas duas regiões aplicam-se como área de subnutrição, dentro do contexto proposto por Josué, uma vez que são áreas com condições socioeconômicas mais equilibradas e com uma situação monetária mais favorável, porém são áreas com hábitos alimentares errôneos, o que os coloca em situação de insegurança alimentar. Determinantes para a fome Processo de formação desigual Discrepância Econômica Má infraestrutura Vulnerabilidade Dieta Incompleta e Imprópria Discrepância Social Carências Nutricionais Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Os estudos destacam que as áreas mais afetadas pela insegurança alimentar são áreas rurais e a classe determinada como proletariado, sendo afetadas assim pela desigualdade e consequentemente entram nas estatísticas da fome. Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Vitaminas A, C, B1, B2, Cálcio – Forma Frustra; Proteínas, Ferro e Cloreto – Forma Esporádica; Iodo – Endêmica. Centro-Oeste: Extremo Sul: Vitaminas A, C, B1, B2 – Forma Subclínica; Proteínas – Principalmente em crianças (SP e RJ. Esses hábitos alimentares incorretos ainda são responsáveis pelos altos índices de obesidade e diabetes. Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Maiores rebanhos de porcos do Brasil Minas Gerais, Sertão do sul de Goiás e pantanais de Mato Grosso Alimento básico da população ≠ de outras regiões Da produção do país ↟ Chuvas, temperatura abrandada nos extremos de calor por conta da altitude Criação de gado em larga escala Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Cuscuz com leite ou angu (região nordeste) Leite vendido para exportação Tutu de feijão mineiro Farinha de milho Gordura Feijão Toucinho Lombo de porco Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Carência principal de Iodo Desvitaminoses A B C DIABETESOBESIDADE Mais peso e lentidão Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Região isolada, distante dos grandes centros urbanos. Economia insatisfatória. Condições alimentares precárias. Cenário de várias doenças que podem se tornarem endêmicas. Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Transição da Capital do Brasil ( RJ-DF) Construção de Brasília no Planalto Goiano. Com a construção da nova capital brasileira na região central do Brasil e da rede de rodoviárias, pode-se perceber uma mudança positiva em seus setores econômicos e inovação em sua estrutura social. Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O • Zona mais rica • Desenvolvimento agrícola e industrial • 80% capacidade econômica • 40% capacidade agrícola • 31% da população nacional ● Dieta incompleta ou imprópria ● Carências parciais, discretas ou ocultas ● Cálcio, ferro, Vitaminas A, B e C ● Consumo de leite, verduras, legumes verdes, cereais integrais, frutas - classe proletária. ● Trigo - macarrão, ravioli ● Culturas hortícolas ● Aveia, centeio, lentilhas ● Frutas e hortaliças ● Carne - Porco, salsicha Deficiências Influências Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Atualmente o número de brasileiros que passam por situação de fome gira em torno de 10 milhões, onde 36,7% desse número passam por insegurança alimentar. Sendo a insegurança moderada a que mais aumentou entre os anos de 2013 e 2018, tendo um aumento de 87,53%, onde por faixa etária, metade das crianças com até 4 anos de idade vivia em domicílios com algum tipo de insegurança alimentar, tendo os seguintes números: 34,2% insegurança alimentar leve, 10,6% com insegurança alimentar moderada, e outros 5,1% com insegurança grave Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Ao entrar nas regiões estudadas, observa-se que desses 10 milhões, os níveis de insegurança alimentar são: 35.2% no Centro-Oeste 31.2% no Sudeste 20.7% no Sul Sendo 37,8% no Goiás e 2,7% no Distrito Federal. Sendo o maior percentual (31,2%) em Minas Gerais e 2,4% com insegurança alimentar grave em São Paulo, sendo o menor percentual. Sendo 14,9% no Rio Grande do Sul. Á R E A S D E S U B N U T R IÇ Ã O Sudeste Sul São as áreas com menos índices devido as melhores condições socioeconômicas e ambientais. Só será possível combater a insegurança alimentar se houver interação e colaboração dos órgãos e entidades envolvidas, enfatizando a necessidade da redução da desigualdade social. Referências CASTRO, Josué de. Geografia da fome: O dilema brasileiro: pão ou aço. 10ª. Ed. Rio de Janeiro, Edições Antares, 1984. BEZERRA, Mariana Silva et al. Insegurança alimentar e nutricional no Brasil e sua correlação com indicadores de vulnerabilidade. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 10, Out. 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320202510.35882018. Acesso em: 14 de março 2021. Referências PONTES, R. P.; BARBOSA, M. N.; DE OLIVEIRA, C. A.; ABDALLAH, P. R. QUEM PASSA FOME NO BRASIL? UMA ANÁLISE REGIONAL DOS DETERMINANTES DA INSEGURANÇA ALIMENTAR FORTE NOS DOMICÍLIOS BRASILEIROS. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, v. 12, n. 2, p. 225-241, 2 dez. 2018. Disponível em: https://revistaaber.org.br/rberu/article/view/320. Acesso em: 14 de março 2021. MAAS, Nathalia Matties et al. Insegurança Alimentar em famílias de área rural do extremo sul do Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, [S.L.], v. 25, n. 7, p. 2605-2614, jul. 2020. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1413- 81232020257.26402018. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 81232020000702605&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 14 mar. 2021. https://revistaaber.org.br/rberu/article/view/320