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UNIP \ INTERATIVA
LICENCIATURA EM HISTORIA
PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR
PCC
PAULO OLIVEIRA SILVA RA 
Polo
ANO
PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR
PRODUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
INTRODUÇÃO
A era das novas tecnologias trouxe consigo bônus e ônus importantíssimos para as relações sociais. Mudanças importantes na comunicação com jornais online e podcasts, nos transportes e alimentação com a chegada dos aplicativos, nos relacionamentos pelas plataformas on line, na moradia e hospedagem, enfim, hoje não há um só segmento da sociedade que não tenha buscado se modernizar para acompanhar o avanço virtual. A partir daí é esperada uma certa desconfiança sobre a forma como os avanços possam prejudicar aquilo que é necessário permanecer no “modo analógico”.
Os saudosistas com razão desejam manter fotos impressas, músicas em discos e CD’s, primeiros encontros presenciais e inesperados em um bar. O ser humano associou aquilo o que é palpável à formação e manutenção das memórias afetivas, e partindo do individual para o coletivo, pode haver um receio de que a comunicação e as tecnologias rápidas, instantâneas e fugazes possam apagar uma memória social importante para a construção de uma cultura, de um povo. A memória social emergiu então como muito importante na cibercultura e houve uma multiplicação de projetos sobre memórias locais, museus virtuais e mídias locativas. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas percebem a importância de terem suas próprias histórias como tema e como essa construção de vínculos é importante para a própria autoestima. 
É inegável a importância da memória para a construção de um povo e assim como tecnologias tradicionais como bancos financeiros, bancas de jornal, museus, universidades etc. continuarão existindo nos seus ambientes físicos, as novas tecnologias não precisam significar uma perda na qualidade das relações humanas, menos ainda na construção da memória individual e coletiva. O objetivo deste trabalho é dissertar sobre papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea, sob a ótica da memória individual e social.
DESENVOLVIMENTO
Numa tentativa de reorganização social a partir do avanço das novas tecnologias, é possível, após uma simples busca na internet, encontrar opções de museus virtuais, bem como a compra de ingressos para teatros e museus físicos. É possível ver ainda, opções mais baratas para revelação de fotos on line, vídeos de contação de histórias clássicas, remakes de filmes clássicos e novas versões de músicas e cantigas de ninar antigas. Se olhados com um olhar de otimismo, a conclusão mais fácil é a de que dificilmente a memória de um povo se dissolverá apenas pelos avanços da sociedade moderna.
Ainda assim, há com o que se preocupar. Enquanto aumenta a velocidade das informações, o desempenho da memória humana está ficando cada vez mais comprometido. Cientistas ressaltam, porém, que “o problema está no uso exagerado das tecnologias, um excesso que retira de nós atividades mais estimulantes como a leitura, que envolvem diversas funções do cérebro”. Crianças e adolescentes são os que levam o maior prejuízo, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento neurológico. Para muitas pessoas é difícil afirmar qual a manchete do jornal do dia anterior, devido à modulação desta memória, associado à enxurrada de informações recebidas todos os dias. 
Com relação aos intercâmbios ou relações interpessoais, existem duas vias de observação: a forma como as novas tecnologias aproximam fãs de artistas, familiares distantes, interlocutor e ouvinte, acelerando o acesso às notícias e informações científicas de uma forma muito mais rápida do que poderia ser pensado, por exemplo, no advento do telefone ou do rádio. A segunda via, porém, relaciona-se ao afastamento, diminuição das relações de proximidade, convivência próxima, atenção às conversas, comportamentos individualistas e automatizados.
	A partir do apresentado, uma das soluções na tentativa de manter uma memória individual e social viva é levar os responsáveis pela construção desta memória (indivíduos, mídia, instituições, artistas, etc.) a entender a necessidade do equilíbrio entre o virtual e o impresso, o irreal e o palpável, o clássico e o contemporâneo. Um verdadeiro equilíbrio não deprecia o que é antigo nem o que pode parecer “novo demais”, promove a construção da memória adequando a linguagem ao público e valoriza o que “não envelhece” para que seja eliminada a insegurança da arte contemporânea quanto ao seu “futuro”.
A partir deste equilíbrio na valorização e uso das novas tecnologias, a memória social pode se estabelecer independentemente da forma como for apresentada ao indivíduo, sem, contudo prejudicar a visão da sociedade a respeito do clássico.
QUESTÃO DISSERTATIVA
Cite exemplos de adaptações de obras clássicas que visaram reativar a memória individual e coletiva.
Série Cidade Invisível (Netflix): A história fala sobre um mundo subterrâneo que é habitado por criaturas míticas evoluídas de uma linhagem profunda do folclore brasileiro. 
Canal Fafá conta (Youtube): As histórias são contadas incentivando a literatura e leitura na primeira infância e estimulando a imaginação e criatividade.
Playlist cantigas de roda (Spotify): Existem hoje 7 playlists com este nome no Spotify, totalizando aproximadamente 8h de músicas.
Museu virtual 360: Todas as nossas ferramentas de Realidade virtual podem ser acessadas através de dispositivos mobile, desktop e óculos de Realidade Virtual e todas as redes sociais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
http://repositorios.questoesemrede.uff.br/repositorios/bitstream/handle/123456789/2183/A%20mem%c3%b3ria%20-%20Oliveira.pdf?sequence=1
https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/revistafamecos/article/view/3322/2580
http://www.consultaradvogados.com.br/publicacoes_concursos/doc_765.pdf
https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/463/215

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