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- Hospedeiros. Equinos e asininos. - Localização. Intestino grosso. - Os parasitos adultos são encontrados no ceco e no cólon. - Adultos hematófagos Ciclo Biológico: Período pré-patente: 6 a 7 meses. Os ovos são eliminados nas fezes e há desenvolvimento para L3 (aproximadamente 2 semanas) ->. Ingestão de L3 nas pastagens ou na água contaminada. -> No intestino delgado, as larvas perdem a bainha de proteção e seguem para o intestino grosso para penetrar na mucosa (também podem penetrar no intestino delgado) -> após 7 dias da ingestão, realizam a muda para L4 na submucosa. -> As L4 penetram em pequenas artérias e vão, pelo endotélio, até seu local de predileção, na artéria mesentérica anterior (cranial) -> fazem a muda para L5, após vários meses, e retornam à parede intestinal por meio da luz das artérias -> São formados nódulos e lesões (arterites) ao redor das larvas, principalmente na parede do ceco e do cólon. Há ruptura desses nódulos à medida que as larvas aumentam de tamanho, com a liberação de adultos jovens na luz intestinal -> Nesse local, ocorre a diferenciação sexual. -> Após a cópula, as fêmeas colocam os ovos, que são expelidos com as fezes e se desenvolvem no meio ambiente. Strongylus vulgaris Patogenia - É a espécie mais patogênica para equinos. - Lesões causadas por larvas -> ocorrem frequentemente na artéria mesentérica cranial e em seus ramos -> tromboembolias e endoarterites -> resultam em cólicas e infarto do intestino grosso - As formas adultas causam anemia e apatia. - Febre, inapetência, apatia e cólica. - Necropsia: arterites e tromboses das veias intestinais, além de infarto e necrose em algumas áreas intestinais. - Infecções graves em potros não ocorrem comumente - Os vermes adultos alimentam-se por ingestão de tampões da mucosa intestinal, lesionando-a; isso pode causar considerável hemorragia e ruptura dos nódulos na parede intestinal, deixando úlceras e cicatrizes circulares. - Sinais clínicos: anemia, apatia, perda da condição física, vários graus de cólica, debilidade progressiva e estase intestinal; raramente, há ruptura intestinal e morte. - Não é transmitido ao ser humano. Diagnóstico - Histórico e Sinais clínicos - Cólica -> Palpação -> indica um aumento da dor na origem do mesentério. - OPG: pode ser um auxílio útil ao diagnóstico, mas convém ressaltar que cargas substanciais de vermes podem ser associadas a contagem pouco elevada de ovos por grama de fezes, em razão a baixa fecundidade de parasitos adultos ou da presença de muitas formas imaturas. Controle: - Os equinos acima de 2 anos de idade devem ser tratados com anti-helmíntico de amplo espectro (benzimidazóis ou lactonas macrocíclicas) em períodos de 12 a 16 semanas, já que animais de todas as idades podem se infectar e eliminar ovos. - Novos animais que serão introduzidos ao rebanho devem receber anti-helmíntico antes de serem misturados. - Sistema de rotação de pastagens -> reduzir a ingestão de L3.