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de entrada e uma porta de saída, devendo o fluxo ser 
rigorosamente respeitado. Deve ser feito o registro de todas as vítimas ao entrarem e deixarem o posto. 
Estando a vítima estabilizada e pronta para o transporte, deve-se comunicar o Coordenador do 
PMA, que passará a informações para o Médico Regulador de Campo que, por sua vez irá definir o destino 
do paciente. Somente após a confirmação do destino será solicitada a ambulância para o transporte da 
vítima. 
 Área Amarela 
É a área destinada à estabilização daqueles pacientes com lesões com risco de morte ou 
incapacidade definitiva, se não tratados nas próximas 24h. 
A sua montagem e operacionalização devem seguir os mesmos princípios da área vermelha, 
lembrando que a prioridade no transporte deve ser dada às vitimas da área vermelha. 
 
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Após a estabilização e enquanto aguardam o transporte, as vítimas desta área devem ser 
regularmente reavaliadas, pois existe a possibilidade de agravamento do quadro e tornarem-se vítimas 
vermelhas. Neste caso, devem ser re-classificadas e encaminhadas à área correspondente. 
 
 Área Verde 
 
Normalmente, é a área que recebe o maior número de vítimas e o mais tumultuado em função de 
lesões de menor gravidade. Deve ser montado relativamente afastado das outras duas áreas para evitar 
interferências nos atendimentos. Além disso, devido ao fato das vítimas estarem deambulando, deve-se 
evitar que cheguem diretamente, sem passar pela Área de Triagem Secundária. 
A sua coordenação deve ficar a cargo de um Enfermeiro, que distribuirá e coordenará as 
equipes. Pacientes com lesões menores podem ser tratados e liberados para casa, desde que avaliados por 
um médico da área. 
O transporte destas vítimas pode ser realizado em veículos coletivos, como Vans ou ônibus, se suas 
condições permitirem. 
 
 Rede de Comunicações 
 
Devido às características próprias do serviço diário desenvolvido pelo SAMU 192 DF, existe uma 
rede de comunicações própria utilizada normalmente que pode ser adaptada para a situação de múltiplas 
vítimas sem interferir com o sistema normal de atendimento à comunidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Telefonia 
celular 
Telefonia celular 
Nextel 
Nextel 
Nextel 
Nextel 
CENTRAL 
192 
Médico 
Regulador de 
Campo 
Hospitais 
Unidades 
Básicas e 
Avançadas 
Telefonia fixa Telefonia celular 
Coordenador do 
Posto Médico 
Avançado 
Coordenador de 
Logística 
Telefonia celular 
Nextel 
Nextel 
HT 
Comandante Geral do 
Incidente 
HT 
 
 39 
 
 
 
 
 
 
 Incidentes com produtos perigosos 
 
Caso haja suspeita de uma situação de incidente com produtos perigosos, o início do atendimento 
médico somente será autorizado pelo Coordenador Médico Geral após avaliação da situação pela equipe do 
Corpo de Bombeiros. 
Havendo a confirmação será montada uma Área de descontaminação antes da entrada do Posto 
Médico Avançado. 
A evacuação dos pacientes somente será autorizada após contato do Médico Regulador de Campo com 
as chefias das emergências dos hospitais de referência e a confirmação dos mesmos quanto a capacidade de 
receber as vítimas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sistema de Comando de Incidentes (SCI) 
 
No caso de ocorrência de acidentes envolvendo elevado número de vítimas e/ou situações que 
envolvam a atuação de outras instituições (Defesa civil, Corpo de Bombeiros , Polícia , etc), a Coordenação 
Médica Geral pode facilmente ser integrado ao SCI, ficando ligado ao Comando Geral do Incidente. 
Caso a Viatura do SAMU 192 DF seja a primeira a chegar ao local, a equipe deve acionar a central 
192 e iniciar o processo para estabelecimento do Posto de Comando até a chegada de novos recursos e da 
autoridade com competência para assumir o comando. 
Nestes casos, o acionamento inicial das unidades de suporte Básico e Avançado se faz através da 
Central 192. Chegando ao local as Unidades se deslocam para a Área de Espera definida para o Evento e 
serão acionadas, de acordo com a necessidade, pelo Encarregado da Área de Espera, passando o seu 
controle, temporariamente, ao Médico Regulador de Campo. 
Após a conclusão das atividades no local, o Médico Regulador de Campo retorna o controle das 
ambulância para a Central de Regulação Médica de Urgências . 
 
 
 
 
 
Nextel 
Coordenador 
Médico Geral 
Área de Descontaminação 
 
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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO 
 
 
1. Código de Trânsito Brasileiro 
Toda lei existe para estabelecer regras que facilitam a vida em comunidade. São as leis que colocam 
os limites, que determinam o que pode e o que não pode ser feito. Aqueles que não cumprem a lei são 
considerados infratores e estão sujeitos a penalidades. 
No trânsito, a legislação busca disciplinar a utilização das vias para torná-las, em primeiro lugar, mais 
seguras. No Brasil, a cada ano, ocorrem cerca de 350 mil acidentes com vítimas, sendo que mais de 33 mil 
pessoas são mortas e outras 400 mil ficam feridas ou inválidas em ocorrências de trânsito. 
As regras nacionais para o trânsito estão agrupadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), instituído 
pela Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Além disso, há uma legislação nacional complementar, 
constituída por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e portarias do Departamento Nacional 
de Trânsito (Denatran). 
No artigo 1º, o CTB estabelece: ―O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território 
nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código‖. No parágrafo 2º, assegura que ―o trânsito, em 
condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades competentes do Sistema Nacional 
de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a 
assegurar esse direito‖. 
O Sistema Nacional de Trânsito (SNT) é um conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios que tem a finalidade de promover as atividades de planejamento, 
administração, normalização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e 
educação continuada de condutores. O SNT também é responsável pela operação do sistema viário, 
policiamento, fiscalização, julgamento das infrações e de recursos e aplicação de penalidades. 
Certamente, ninguém é capaz de conhecer todas as leis, mas cada profissional tem a obrigação de 
conhecer as principais leis que regulamentam a atividade que exerce. Assim, os motoristas têm o dever de 
conhecer as leis que disciplinam o trânsito. Mas, apesar disso, muitos estacionam em locais proibidos, 
ultrapassam a velocidade permitida, cruzam semáforos vermelhos, etc. Para esses motoristas, a legislação 
prevê penalidades, como multas, suspensão do direito de dirigir, apreensão do veículo e outras. 
É muito importante conhecer as leis e saber para que servem. Mas isso não basta. As leis existem 
para ser cumpridas. 
 
1.1 Categoria de habilitação e relação com veículos conduzidos 
A habilitação nas categorias de A a E obedecem à seguinte correspondência e prevalência (conforme 
Resolução 168/04): 
 
 
Categoria Especificação 
A 
Todos os veículos automotores e elétricos de duas ou três rodas, com 
ou sem carro lateral. 
B 
Veículos automotores e elétricos, de quatro rodas, cujo peso bruto total 
não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não 
exceda a 08 (oito) lugares, excluído o do motorista, contemplando a 
combinação de unidade acoplada, reboque, semi-reboque ou 
articulada, desde que atenda a lotação e a capacidade de peso para a 
categoria. 
C 
Todos os veículos automotores e elétricos utilizados em transporte de 
carga, cujo peso bruto total exceda

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