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exige uma certa prática para que se consiga um 
resultado satisfatório.Dessa forma, deve-se, sempre que possível, utiliza-lo com dois membros da equipe. 
 Durante a ventilação com o BVM, não é necessário retirar o mesmo da face da vítima durante a 
expiração, pois este possui uma válvula de escape que permite a saída do ar. 
 Durante os procedimentos de ventilação, podem ocorrer vômitos, devido à distensão gástrica 
causada pelo ar insuflado. Para diminuir os riscos disso acontecer, as insuflações não devem ser muito 
rápidas, devendo levar em média 1-2 segundos para encher o tórax. 
 O volume e a força da insuflação devem ser proporcionais ao biótipo da vítima. 
Cuidado com crianças e recém-nascidos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANOBRAS DE RCP ( 1 SOCORRISTA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANOBRAS DE RCP ( 2 SOCORRISTAS) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 COMPRESSÕES TORÁCICAS 
o Localizar o ponto de compressão 
,sobre o esterno, + 2 dedos acima do processo 
xifóide. 
o Não apoiar os dedos no tórax e 
manter os braços esticados 
o Utilizar o peso do corpo para fazer as 
compressões 
o Devem ser realizadas com uma 
freqüência mínima de 100 compressões por minuto 
 Posicionam-se ao lado da vítima conforme 
a figura ao lado 
 Inicia-se com 02 insuflações, seguida de 
30 compressões torácicas. 
 Após o primeiro ciclo, manter uma relação 
de 30 compressões para 02 insuflações 
 Após 2 minutos , interrompem-se as 
manobras para verificação dos sinais vitais. 
 
 
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 No Brasil, alguns estados e o Distrito 
Federal promulgaram leis que torna 
obrigatória a disponibilização de DEA´s em 
locais públicos e privados com alta 
circulação de pessoas. 
 
 
 
DESFIBRILADORES EXTERNOS AUTOMÁTICOS (DEA) 
 
São equipamentos para desfibrilação dotados de um microprocessador que analisa a presença ou 
não de arritmias fatais e, se presente, promove a realização de choques sucessivos para a reversão da 
arritmia. 
São considerados como elo fundamental na Corrente da Sobrevida, uma vez que a sua utilização 
por pessoas leigas é considerada segura, desde que devidamente treinadas, oferecendo, dessa forma, 
a desfibrilação precoce. 
Em países desenvolvidos, a presença do DEA em locais de grande fluxo de pessoas, como 
shoppings, aeroportos e estádios de futebol, está se tornando uma realidade cada vez mais presente. 
Além disso, as grandes empresas aéreas também estão colocando os DEA como parte do equipamento 
de emergência nas aeronaves, treinando devidamente suas tripulações na utilização dos mesmos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 RCP em crianças 
o Mantém-se a frequência de 30 
compressões para 02 ventilaçãos, caso o 
socorrista esteja atuando juntamente com outro 
socorrista 
o Mantém-se a frequência de 15 
compressões para 02 ventilaçãos, caso o 
socorrista esteja atuando sozinho 
o A compressão externa pode ser 
feita com somente uma das mãos. 
o O equipamento utilizado deve ser 
pediátrico (tanto o BVM como a pá do DEA) 
o Caso não haja pá de DEA 
pediátrica disponível, pode ser utilizada a pá para 
adultos 
 
 
 
 RCP em recém-nascidos 
o Mantém-se a freqüência de 3 
massagens para 01 ventilação 
o A compressão externa pode ser 
feita com dois dedos ou com o polegar. 
o Caso a respiração seja boca-a-
boca, o volume de ar a ser insuflado deve ser 
somente aquele armazenado nas bochechas do 
socorrista 
o O equipamento utilizado deve ser 
próprio para recém-nascidos 
o O DEA não deve ser utilizado 
 
 
 
 MANOBRAS DE RCP EM CRIANÇAS E RECÉM NASCIDOS 
 
Em crianças, consideradas aqui até 8 anos de idade, o padrão de ocorrência de paradas 
cardiorrespiratórias muda, sendo que, nesta faixa de idade, a grande maioria das paradas ocorre 
secundária a uma parada respiratória, cujas causas incluem obstrução por corpo estranho, afogamentos, 
problemas respiratórios prévios, etc 
Assim sendo, no caso de crianças, a seqüência da corrente da sobrevivência muda, conforme a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO IV - TRAUMATISMOS 
 
 
Chamar Socorro RCP precoce SUPORTE 
AVANÇADO 
PREVENÇÃO 
 
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 TRAUMATISMO DE MEMBROS 
 
São extremamente comuns no ambiente pré-hospitalar, podendo variar desde uma simples 
contusão até uma fratura exposta. São situações que exigem do socorrista uma postura segura e confiante, 
haja vista o estado de agitação em que a vítima freqüentemente se encontra, em conseqüência da dor do 
trauma. 
Basicamente, existem cinco tipos de lesões que necessitam atuação por parte de quem vai prestar 
socorro, a saber : 
 
 
o ENTORSES 
o LUXAÇÕES 
o FRATURAS 
o AMPUTAÇÕES 
o ESMAGAMENTOS 
 
 
 
 
 ENTORSES 
 
Ocorrem ao nível das articulações, em conseqüência da separação momentânea das superfícies 
articulares dos ossos. As articulações mais freqüentemente atingidas são as dos joelhos e tornozelos. 
Nessa separação, podem ser rompidos ligamentos e pequenos vasos sanguíneos. São as famosas 
―torções‖. 
O quadro clínico caracteriza-se por dor importante e edema ( inchaço ) no local. Pode ocorrer 
também hematoma, em conseqüência do rompimento de vasos mais calibrosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LUXAÇÕES 
 
Ocorrem também ao nível das articulações quando existe uma separação definitiva das superfícies 
articulares, causando um quadro extremamente doloroso e com risco de comprometimento neurológico e 
vascular do membro afetado. A articulação mais freqüentemente afetada é a do ombro ( articulação gleno- 
umeral) 
O quadro clínico caracteriza-se por incapacidade de movimentação do membro, deformidade 
visível da região articular e edema local. Deve – se sempre avaliar a sensibilidade e a presença de 
pulso no membro, distalmente à lesão. A ausência de pulso ou presença de parestesias indica a 
necessidade de transporte imediato ao hospital. 
 
 CONDUTA 
 
o Imobilizar a região afetada 
o Aplicar gelo sobre o local ( pelas 
próximas 24 horas) 
o Encaminhar ao serviço médico 
para avaliação radiológica. 
 
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 FRATURAS 
 
Ocorrem quando existe uma ruptura total ou parcial da estrutura óssea. Ocorrem mais comumente 
nos corpos (epífise) dos ossos, mas podem ocorrer também nas extremidades dos ossos (diáfise), próximo 
às articulações. As fraturas podem ser classificadas como fechadas, quando não se encontra superfícies 
ósseas visíveis ou expostas, quando através de uma ferida , conseguimos visualizar a estrutura óssea. 
O quadro clínico caracteriza-se, também, por dor no local, deformidade, edema e incapacidade 
funcional do membro. Novamente deve-se avaliar a

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