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A prótese dentaria é definida com a área da 
odontologia pertinente á restauração e manutenção 
da função oral, conforto, aparência e saúde do 
paciente, por meio da restauração dos dentes 
naturais e/ou da reposição dos dentes perdidos e 
tecidos orais e maxilofaciais contíguos com 
substitutos artificiais 
-nesse contexto, a prótese parcial removível (PPR) é a 
área da prótese dentária responsável pela reposição 
de dentes e estruturas adjacentes em pacientes 
parcialmente edêntulos, por substitutos artificiais que 
podem e devem ser removidos da boca para 
higienização adequada 
-o principal objetivo da PPR, além de repor os dentes 
e tecidos ósseomucosos, é preservar e proteger as 
estruturas remanescentes 
-entretanto, há cerca de 25 anos, existia uma opinião 
generalizada de que as PPRs, em especial aquelas de 
extremidade livre, estavam geralmente associadas 
com lesões periodontais e cáries 
-mas hoje sabe-se que o sucesso da reabilitação com 
PPR está diretamente relacionado á importância dada 
á higiene bucal e controles periódicos, visto que a 
presença de tal aparelho na boca aumenta a 
possibilidade de adesão de biofilme e exige mais 
cuidados com a higienização 
-a PPR convencional apresenta algumas vantagens em 
relação a outros recursos reabilitadores que mantém 
consolidada dentro de um contexto social e 
profissional. São elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-a mesma pode ser empregada praticamente em 
todos os casos 
 
 
 
 
 
-a prótese parcial removível é o tipo de prótese mais 
versátil que existe, podendo ser empregada nas mais 
diversas situações, desde arcadas com apenas um 
dente ausente até casos onde permaneça apenas um 
dente 
-mas, de maneira geral, a PPR encontra-se indicada 
para os casos de arcada parcialmente edêntulas, 
onde a prótese parcial fixa esteja contraindicada por 
razões biomecânicas 
-a medida que a via de suporte dentário vai se 
escasseando, os recursos propiciados pelo suporte 
mucoso vão sendo recrutados no planejamento do 
aparelho removível, com o intuito de poupar os 
dentes remanescentes 
-devido ao menor custo biológico de estrutura 
dentária, a PPR encontra-se indicada para: 
 
 
Introdução ao estudo da prótese parcial 
removível 
 
relação custo/benefício; 
 requer pouco desgaste da estrutura dentária; 
fácil manutenção quando comparada a outros tipos 
de prótese ; 
 solução eficiente para situações mecanicamente 
difíceis de resolver; 
 menos tempo para sua realização, quando 
comparada a outros tipos de prótese; 
versatilidade 
 
Pacientes que planejam futuramente receber 
prótese sobre implantes 
 
-algumas situações nas quais a indicação da PPR só 
poderia ser substituída diante da viabilidade de uma 
reabilitação com implantes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-as contraindicações estão restristas aos pacientes 
com problemas motores, debilidade mental ou. Ainda, 
com higiene bucal inadequada 
-com relação á higiene bucal, acreditamos que esta 
pode ser uma contraindicação temporária, se o 
paciente for devidamente orientado a executar 
higiene bucal efetiva 
-são classificadas de acordo com a relação do espaço 
protético com os dentes remanescentes, num sistema 
proposto por Kennedy, em 1925 
-a classificação de Kennedy está dividida em 4 grupos: 
-classe I: edêntulo posterior bilateral. Ausência de 
suporte de dentes pilares posteriores em ambas as 
hemiarcadas. Suporte dentomucoso bilateral 
-classe II: edêntulo posterior unilateral. Ausência de 
suporte de dente pilar posterior em uma hemiarcada. 
Suporte dentomucoso unilateral 
-classe III: edêntulo unilateral com pilar posterior . 
suporte geralmente dentário, podendo ser 
eventualmente dentomucoso devido a sua extensão 
-classe IV: edêntulo na região anterior cruzando a 
linha média 
-complementando a classificação de Kennedy. Applegate acrescentou 
algumas regras que tornaram a classificação das arcadas para 
edêntulos parciais mais precisa 
-a classificação deverá ser realizada após adequação 
do meio bucal, visto que extrações posteriores podem 
modificá-la 
-se o segundo molar estiver ausente e não houver 
intenção de repô-lo, este não entra na classificação. 
Vale o mesmo para o terceiro molar 
-se o 3º molar estiver presente e for indicado como 
dente pilar, entra na classificação 
-os espaços mais posteriores regem a classificação 
-na existência de mais de um espaço edêntulo na 
mesma arcada, utiliza-se após a classificação de 
-na ausência de pilar posterior, uni ou bilateral. 
A PPF encontra-se contraindicada devido a sua 
limitação biomecânica em decorrência do braço 
de alavanca formado pela presença de 
pônticos suspensos 
-na presença de espaço edêntulo extenso ou 
múltiplo que coloque em risco a integridade da 
PPF 
-dentes suporte com sustentação periodontal 
reduzida, o que implicaria no envolvimento de 
maior número de dentes e confecção de uma 
PPF extensa 
-perda óssea extensa, principalmente da região 
anterior da maxila, onde se faz necessária a 
reposição de suporte do lábio. Uma prótese 
parcial fixa, nessa situação, implixaria na 
presença de pônticos longos e muitos 
inclinados ou muito curvos no sentido 
palatovestibular, evidenciando a artificialidade 
do trabalho realizado 
-necessidade de recolocação imediata dos 
dentes anteriores, empregando-se no pós-
cirurgico uma PPR provisória 
-como auxiliar na contenção de fraturas 
maxilares 
-como aparelhos temporários e orientadores 
nas reabilitações orais, até que o tratamento 
final seja realizado 
-como protetor de implantes e prótese 
temporária, durante o período de 
osseointegração 
-em odontopediatria, como mantenedor de 
espaço, enquanto se aguarda a erupção dos 
dentes permanentes 
-reabilitação de pacientes com fissuras palatinas 
e grandes discrepâncias maxilomandibulares 
-fator de ordem econômica, quando a condição 
financeira do paciente inviabilizar o pagamento 
de reabilitações com PPF ou próteses sobre 
implantes 
 
Kennedy o termo “modificação”, seguido de um 
algarismo arábico que represente a quantidade de 
espaços edêntulos presentes além daquele que está 
determinando a classificação 
-para determinar a modificação não se leva em conta 
o número de dentes perdidos, mas sim a quantidade 
de áreas edêntulas 
-classe IV nunca apresenta modificação. Qualquer 
espaço adicional implicará em outra classificação

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