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Instrumentalização do Cuidar em Enfermagem Monitoria - Aulas 1 e 2 Professora: Raphaela Nunes // Monitora: Luana Romariz 1 Biopsicossocial 2 Semiologia – Investigação e estudo dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente e que seguem o ponto de vista da Enfermagem. Semiotécnica – Estudo e organização das ações que sucedem o exame físico. Semiologia e semiotécnica 3 Teoria de abraham maslow Necessidades Humanas Básicas: 4 Wanda inspirou o desenvolvimento de seus estudos na “Teoria da Motivação Humana" de Abraham Maslow, fundamentada nas necessidades humanas básicas. Abordou assim, a Enfermagem como ciência aplicada, desenvolvendo teorias, sistematizando conhecimentos, pesquisando e tornando-a uma ciência independente. A partir daí, Horta define o conceito de Enfermagem como “ciência e arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas; de torná-lo independente dessa assistência, quando possível, pelo ensino do autocuidado; de recuperar; manter e promover a saúde em colaboração com outros profissionais”. Wanda horta Necessidades Humanas Básicas: 5 1 2 3 Princípios da enfermagem: Por Wanda Horta 4 A Enfermagem respeita e mantém a unicidade, autenticidade e individualidade do ser humano; A Enfermagem é prestada ao ser humano e não à sua doença ou desequilíbrio; Todo cuidado de Enfermagem é preventivo, curativo e de reabilitação; A Enfermagem reconhece o ser humano como elemento participante ativo no seu autocuidado. 6 proposições sobre as funções do enfermeiro: Área específica: assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas e ensinar o autocuidado; Área de interdependência: atua na manutenção, promoção e recuperação da saúde; Área social: atua no ensino, pesquisa, administração, responsabilidade legal e participação na associação de classe. 7 CUIDADOR EDUCADOR COLABORADOR DELEGADOR Executa atividades relacionadas a assistência à saúde. Fornece orientações de saúde e conhecimentos básicos da necessidade do paciente. Move o coletivo em prol de um objetivo comum. Delega funções e serviços, lidera. Presta assistência física e emocional. Administra medicamentos e trata de lesões. Pacientes e familiares. Promove o trabalho em equipe e a competência interpessoal. Restaura e mantém a independência funcional. Promove a saúde e exercícios de reabilitação. Equipe de Enfermagem e equipe multidisciplinar. Possui conhecimento e empatia. Relação enfermeiro-paciente: 8 > A pessoa hospitalizada tem o direito de: 1) Receber atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais de saúde em local digno e adequado. 2) Ser identificada pelo nome e sobrenome. 3) Exigir que todo material utilizado seja rigorosamente esterilizado ou descartável e manipulado segundo normas de higiene e prevenção. Quanto ao hospital: > O Ministério da Saúde define como “organização médica e social cuja função básica consiste em proporcionar a população assistência médica integral, curativa e preventiva”. 9 4) Receber medicamentos e contar com equipamentos de boa qualidade à sua integridade física nos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados. 5) Não sofrer discriminação de qualquer natureza. 6) Manter sua privacidade para satisfazer suas necessidades fisiológicas, inclusive alimentação adequada e higiene. 7) Ter acesso ao prontuário médico. 8) Obter atestado médico de toda e qualquer consulta, constando as informações necessárias. 10 Biossegurança 11 > Ou seja, pode ser compreendida como um conjunto de normas e medidas que visam à proteção da população e dos profissionais de saúde. > A biossegurança pode ser definida como um conjunto de medidas que busca minimizar os riscos inerentes a uma determinada atividade. Esses riscos não são apenas aqueles que afetam o profissional que desempenha uma função, mas sim todos aqueles que podem causar danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Conceitos: 12 Principais normas de biossegurança em hospitais, clínicas e laboratórios: 13 Higienização das mãos; Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); Propagação de bactérias resistentes; Vacinas. Descarte seguro; > Infecção em serviço de saúde é aquela adquirida após admissão do paciente no hospital, cuja manifestação pode ter ocorrido durante a internação ou após a alta, podendo ter relação com a hospitalização e/ou com procedimentos hospitalares. > São consideradas um problema de saúde pública, causando impacto na morbidade e mortalidade, no tempo de internação e nos custos com procedimentos diagnósticos e terapêuticos, além de repercutir nas relações emocionais e socioeconômicas do paciente, da família e comunidade. INFECÇÕES EM SERVIÇOS DE SAÚDE (ISS) 14 Higienização das mãos: > Visa eliminar a microbiota transitória, reduzir a microbiota residente da pele das mãos e do antebraço e proporcionar efeito residual na pele do profissional. > Previne o risco de transmissão de microrganismos patogênicos e o risco de contaminação ambiental, visando a promoção da saúde e qualidade no atendimento. > A higienização é procedimento básico e um dos mais efetivos na prevenção de infecção hospitalar. 15 > Deve ser feita com sabão líquido, água e papel toalha, quando houver sujidades. > Pode ser feita com gel alcoólico a 70% com 1 a 3% de glicerina, quando não houver sujidades. > Também pode ser feita com um antisséptico degermante (clorexidina), com auxílio de algum antisséptico. 16 OBS: Antes de iniciar a lavagem das mãos devem ser retirados os anéis, as pulseiras e o relógio! 17 Os 5 momentos de higiene das mãos: 18 1 Antes de tocar o paciente. 3 Após risco de exposição à fluidos corporais. 2 Antes de realizar procedimento limpo/asséptico. 4 Após trocar o paciente. 5 Após tocar superfícies próximas ao paciente. 1. Sapato - De acordo com a NR 32 do Ministério do Trabalho, recomenda-se o uso de sapatos fechados na assistência à saúde. 2. Máscara cirúrgica - Utilizada em precaução por gotículas pelos profissionais da saúde e nos pacientes na suspeita ou na confirmação de doenças transmitidas de forma respiratória (por aerossóis ou gotículas). OBS: As máscaras com filtro (n95, PFF2) são de uso exclusivo do profissional da saúde para precaução com aerossóis. Equipamentos de proteção individual (EPIs): 19 3. Luvas de procedimento - Devem ser usadas pelos profissionais da saúde e trocadas após o contato com cada paciente ou entre os diversos procedimentos em um mesmo paciente; Devem ser colocadas antes da entrada no quarto do paciente ou de alguma área de isolamento; Devem ser removidas dentro destes ambientes e descartadas como resíduo infectante. OBS: O uso de luvas NÃO substitui a lavagem das mãos. 4. Aventais - Utilizar sempre que houver risco de contato com materiais biológicos. Deve ser de mangas longas e punho de malha ou elástico com abertura posterior. Deve ser descartado após o procedimento, antes de sair do quarto ou da área de isolamento. 20 5. Óculos de proteção e/ou Face shield - Devem ser usados em procedimentos que gerem respingos de sangue ou secreções (líquidos), evitando assim a exposição da mucosa dos olhos. 6. Gorro/Touca – Deve cobrir todo o cabelo e orelhas, a fim de proteger de procedimentos que possam gerar aerossóis. OBS: Coloca-se no sentido da testa em direção à nuca. > O USO DOS EPIS É OBRIGATÓRIO!! < 21 Sequências de paramentação e desparamentação: 22 Luva cirúrgica/estéril: 1. Após a devida higienização das mãos, deve-se abrir a embalagem, mantendo a técnica asséptica, ou seja, sem contaminar o conteúdo do pacote; 2. Identifica-se as luvas da mão direita e esquerda; 3. Com o polegar e os primeiros dedos da mão não dominante, pega-se a borda do punho da mão dominante, tocando somente a superfície interna da luva; 4. Puxa-secuidadosamente a luva sobre a mão dominante, assegurando de que o punho não se enrole no braço; 5. Com a mão dominante enluvada, coloca-se os dedos suavemente sob o punho da segunda luva, tocando somente na superfície externa da luva; 6. Puxa-se cuidadosamente a segunda luva sobre a mão não dominante, com cuidado para não tocar superfície estéril com a não-estéril; 7. Uma vez que a segunda luva já tenha sido calçada, entrelaça-se os dedos das duas mãos e corrige-se a posição das luvas. Como calçar: Forma 1 23 1. Coloque as duas luvas com os dedos polegares para frente, segurando dentro do punho da luva; 2. Segure os punhos com a mão esquerda; 3. Calce a luva direita, conservando a dobra do punho; 4. Com a mão direita, segure a mão esquerda da luva, pela parte externa, próxima ao punho (estéril); 5. Ajuste na mão as luvas esterilizadas. Forma 2 Como calçar: 24 1. Com a mão direita segure e retire a luva da mão esquerda, puxando a mesma pelos dedos ou na face anterior (palma da mão), para que a superfície contaminada não toque na pele; 2. Coloque a luva da mão esquerda retirada na palma da mão direita; 3. Coloque o dedo indicador e polegar da mão esquerda dentro do punho da luva (parte interna - não contaminada) na mão direita e puxe a luva com um movimento firme, tendo o cuidado de não rasgar a luva; 4. Descarte as luvas no lixo adequado. Como descalçar: 25 Exercícios de fixação 1. Ao definir saúde como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”, a Organização Mundial de Saúde propiciou o surgimento do chamado Modelo Biopsicossocial de atenção que requer a atuação de equipes multiprofissionais. A equipe multiprofissional com atuação multidisciplinar caracteriza-se pela busca da: A) Síntese de saberes e de identidade teórica para a ação do grupo de profissionais. B) Criação de interdependência dos distintos campos de saber e modos de atuação. C) Construção de um trabalho coordenado e orientado por métodos comuns. D) Cooperação entre os profissionais e manutenção de seus objetivos específicos. E) Superação de possíveis barreiras profissionais e ação planejada em comum acordo. 2. Assinale a afirmativa correta: A) Não é necessário lavar as mãos ao retirar luvas após um procedimento pois não houve contaminação das mãos. B) Agulhas, bisturi e ampolas devem ser desprezados na caixa de pérfuro cortante. C) Luvas contaminadas com sangue devem ser desprezadas na caixa de pérfuro cortante. D) Todas afirmativas estão corretas.