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Dermatite de contato 
✓ Causada por substâncias do meio ambiente que 
entram em contato com a pele – Origem exógena. 
✓ Fase aguda, subaguda e crônica; 
✓ Pode estar relacionado com o trabalho do paciente 
– Dermatose ocupacional. 
Dermatite de contato por irritante primário (DCIP): 
✓ Exposição a agentes com propriedades de provocar 
dano tecidual. Sem mecanismo imunológico na 
formação da reação inflamatória (por isso, os testes 
de contato são inúteis). 
✓ Investigação: Exclusão do agente suspeito com a 
melhora do quadro e a recidiva pela reexposição. 
✓ Sabões, detergentes, desinfetantes, xampus, 
limpadores industriais, solventes, álcalis, óleos de 
corte, solventes orgânicos, agentes oxidantes, 
plantas, pesticidas, secreção de animais. 
✓ DCIP absoluto – Ação cáustica de substâncias após 
contato único com a pele: Imediatamente após o 
contato refere ardor e queimação. Causa eritema 
local com ou sem bolhas. É desencadeado por 
contato acidental com ácidos e substanciais alcalinas. 
✓ DCIP absoluto de efeito retardado: Ação cáustica de 
12-24h após o contato. 
✓ DCIP relativo (+ frequente): É preciso de vários 
contatos com a pele para agir como irritante. Há 
quadro compatível com eczema crônico com 
predomínio de liquenificação sobre o eritema. 
• O desaparecimento do quadro clínico ocorre de 
forma lenta e progressiva. 
• Urina e fezes são irritantes primários relativos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dermatite de contato alérgica (DCA): 
✓ Aparecimento de sensibilidade à substância em 
contato com a pele. 
✓ Fase aferente: A substância química liga-se a 
proteínas epidérmicas e/ou dérmicas, originando um 
antígeno completo. As células de Langerhans 
apresenta-o aos linfócitos T, nos linfonodos regionais, 
que entram na circulação e disseminam-se pela pele. 
✓ Fase de elicitação: Quando o indivíduo entra em 
contato com o antígeno, os linfócitos T de memória 
reconhecem-o e liberam múltiplas citoquinas que 
levarão o processo inflamatório. 
✓ Fase de resolução: Libera citoquinas inibitórias das 
reações imunológicas (IL-10) e termina a reação 
inflamatória. 
Dermatite de contato fototóxica: 
✓ Mesmo mecanismo etiopatogênico da DCIP. 
Substâncias se tornam irritantes quando sua 
estrutura química é modificada pelo sol. 
✓ Para que a reação aconteça, a energia radiante deve 
ser absorvida por uma molécula (cromóforo). 
✓ Não requer contato prévio com o agente causador 
e o quadro não é mediado por processos imunes. 
Dermatite de contato fotoalérgica: 
✓ Mesmo mecanismo etiopatogênico da DCA. A 
substância adquire propriedades antigênicas quando 
apresenta modificações estruturais desencadeadas 
pela luz solar. 
✓ Reação imunológica do tipo IV, com presença 
concomitante da radiação e fotoalergênico; 
✓ Localiza-se nas áreas expostas, mas pode 
comprometer áreas não expostas por contiguidade. 
Manifestações Clínicas: 
➢ Reação irritante: A dermatose desaparece por adaptação 
da própria pele do indivíduo. 
➢ Xerose de pele: Diminuição do manto lipídico (sobre a 
camada córnea) aumenta a perda de água 
transepidérmica, favorecendo a xerose e aparecimento 
de áreas eczemátide. 
➢ DCI traumática: Substância irritante + fator traumático. 
➢ DCI obstrutiva, acneiforme e pustulosa: Substâncias que 
levam oclusão do folículo; 
➢ DC sensorial ou subjetiva: Sensação de ardor, prurido 
e/ou queimação quando em contato com outras 
substâncias – Pele sensível. 
DCI aguda 
DCI crônica 
 
✓ Forma eritematosa ou várias modalidades 
eritematovesiculosas, eritêmato-vésico-secretantes e 
eritêmato-secretante-infiltrativa-liquenificadas. 
✓ Prurido constante. 
✓ Localização regional – As principais são as 
correspondentes às partes do corpo com maior 
exposição aos materiais componentes do ambiente. 
• Acomete mais as mãos, seguidas da face, 
pescoço, pés e tronco. 
• DCA e as fotoalérgicas: As lesões ultrapassam o 
local de contato e se estendem. 
• Fototóxica e fotoalérgica: Nas áreas expostas à 
substâncias e às radiações ultravioleta. 
✓ Nas mãos: relacionado a fatores ocupacionais; na 
face: cosméticos; nos pés: produtos usados para 
calçados; 
✓ Casos crônicos liquenificados de longa duração ou 
recidivantes: desenvolve sensibilidade a múltiplos 
agentes e ocorre autoeczematização causada por 
ciclo vicioso (coçadura-liquenificação-coçadura). 
Nesses casos, a retirada do agente responsável 
mantém o quadro e pode agravar. Excepcionalmente 
com a exposição contínua, desenvolve tolerância. 
Diagnóstico: 
✓ História clínica + Exames clínicos e histopatológico 
(auxilia no diagnóstico diferencial) + Quadro clínico; 
✓ DCA e DC fotoalérgica: Testes de contato e 
fototeste de contato confirmam diagnóstico. 
✓ Testes de contato ou epicutâneos (patch-test): 
Confirma o diagnóstico e investiga a causa da DC. 
Aplica a substância suspeita em uma parte do corpo 
e induz o eczema naquele local. 
• Indicados para investigação de DCA. 
• De acordo com a profissão do paciente, pode 
ser necessário realizar testes adicionais com 
elementos relacionados a ocupação. 
• Para fazer, no momento do teste, a dermatose 
deve estar na fase inativa. 
• Em geral, são feitos no dorso. Porém, coxas ou 
braços podem ser utilizados. 
• Após 48h da colocação, os testes são retirados 
e a primeira leitura é realizada. A segunda leitura 
é feita depois de 96h. 
❖ (-) negativo; (+) discreto eritema com 
algumas pápulas; (++) eritema, pápulas e 
vesículas; (+++) intenso eritema, pápulas e 
vesículas confluentes; 
 
✓ Outras técnicas de testes de contato: 
• Teste provocativo de uso (confirma presença 
de substância sensibilizante): Aplica na dobra 
cubital 2x/dia por 1 semana. 
• Teste aberto: Usado para irritantes no teste 
fechado. Aplica sobre a pele normal 2x/dia por 2 
dias. 
• Fototeste de contato: Usado para substâncias 
fotossensibilizantes. São aplicadas em ambos os 
lados do dorso e após 48h os testes são 
retirados e é feito a 1ª leitura. Depois, um dos 
lados é coberto e o outro é irradiado com 
ultravioleta. A 2ª leitura é feito após 24h. 
Tratamento: 
✓ Principal TTO: Evitar o contato; Na DCIP absoluto, dá 
inicio ao processo de cura, já na DCIP relativo o 
controle é mais lento, pois há agentes que mantêm 
o processo (como, água, sabões, detergentes); 
✓ O TTO deve ser orientado em relação à fase: 
aguda, subagudo e crônico. 
• Na fase aguda: Uso de compressas úmidas com 
água boricada, solução de Burrow ou água de 
Alibour 1/10 ou 1/20 – Função adstringência. 
✓ Corticoesteroides: São os principais anti-inflamatórios 
usados nos casos de DC com pouco tempo de 
evolução (pois, seu efeito anti-inflamatório é maior 
do que o antiproliferativo). Usados por via tópica em 
casos leves e moderados e via sistêmica (1mg/kg/dia 
de prednisona – decresce com o controle do 
quadro) em casos graves. 
• Forma aguda e subaguda: forma de cremes; 
• Forma crônica: forma de pomada ou unguento; 
• Se a DC for de longa duração, outras drogas 
imunomoduladoras podem ser empregadas, 
evitando os efeitos colaterais pelo uso crônico de 
corticoesteroides (atrofia da pele e indução de 
telangiectasias). 
✓ Pimecrolino e tacrolimo (tem maior efetividade): 
Drogas imunomoduladoras que podem substituir os 
corticoesteroides, principalmente em casos crônicos. 
Indicado para dermatites crônicas. 
✓ Ciclosporina: Indicada para eczemas crônicos de difícil 
controle e quando não há outra opção (devido a 
 
nefrotoxicidade). Dose 2-3mg/kg/dia VO por 6-8 
semanas. 
✓ Metotrexato: Indicado em casos de eczema crônico 
de contato com tendência a generalização. Dose 
15mg/semana VO até o controle da dermatose. 
• Exames para controle da função hepática e renal 
devem ser solicitados antes e durante 
terapêutica. 
✓ Fototerapia: Possui ação imunossupressora e anti-
inflamatória. Pode ser por PUVA ou UVB (escolha de 
acordo com a intensidade da reação inflamatória). 
• PUVA para casos intensos e é uma alternativa 
aos corticoesteroidespara TTO em casos 
graves. Também é indicada para pacientes 
córtico-dependendes para diminuição 
progressiva e retirada do corticoide sistêmico. 
• 1-2 horas antes da fototerapia usar 0,4-0,6mg/kg 
de 8-metoxi-psoralem (psoralênico); Para PUVA 
tópico é usado trissoralem tópico (0,5-1% diluído 
em álcool ou creme aniônico aplicado 30min 
antes da sessão); 
• UVB: usada 2x/semana. 
 
Dermatites de contato não eczematosa: 
✓ Dermatite de contato tipo eritema multiforme: 
Contato com plantas, algumas madeiras, compostos 
químicos e medicamentos; 
✓ Dermatite de contato purpúrica: Contato com 
agentes oxidantes usados na indústria da borracha, 
alvejantes de roupa, medicamentos e cobalto. 
✓ Dermatite de contato hipercromiante: Contato com 
perfumes, corantes, alvejantes e sabão em pó. 
✓ Dermatite de contato hipocromiante: Contato com 
compostos fenólicos. 
✓ Dermatite de contato liquenoide: Contato com 
produtos químicos, metais e resinas-epóxi. 
✓ Urticária de contato: Após contato do alergênico 
com pele e mucosas, em minutos ou horas. 
Dermatite de fraldas: 
✓ Dermatite amonical causada pelo contato da pele 
com a urina e fezes retidas na fralda. Pode surgir 
infecção secundária por cândida ou bactérias. 
✓ É agravado pelo uso de pós, óleos, sabões e 
pomadas irritantes.

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